terça-feira, julho 30, 2019

"DEGOLAÇÃO O EM CURSO?

Degolação em curso?

29 Julho, 2019


EdCabrita 
A Helena pede o óbvio, mas Cabrita já vem sendo esturricado pelo folhetim das golas e dificilmente se manterá no cargo. Não pelo nível escabroso que todo este processo atingiu, que isso são minudências para um governo socialista, sempre apostado em mostrar ser possível cair ainda mais baixo; mas porque tudo deflagrou com uma machete do JN, um dos esteios da imprensa amestrada pelo PS e onde nada se publica sem passar pelo “lápis azul” de Costa.
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Ou seja, as golas inflamáveis serão mero pretexto para uma degola inserida num processo de depuração interna que, depois, nos será naturalmente apresentado com a habitual fanfarra propagandística como um exemplo da ética republicana e socialista.
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Mas o que fez Cabrita de tão grave que justifique a sua imolação? Quanto a mim, o homem cometeu a heresia suprema, quis intervir no “negócio do fogo”, um monopólio dominado por “instâncias superiores” e ainda por cima, fê-lo de uma forma assaz liberal, permitindo adjudicações numa base descentralizada. Hoje são os tipos de Arouca, amanhã serão os de Alvaiázere ou de Castanheira de Pêra e qualquer dia temos o negócio pulverizado por toda a plebe das Câmaras e Juntas de Freguesia. A Constança jamais faria tamanha asneira.
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Com a sua próxima demissão, teremos mais um “assunto encerrado” (Costa dixit). O País envelhecido encolherá resignadamente os ombros e irá para férias. E o líder da oposição, em vez de pedir alto e em bom som a intervenção do Ministério Público, num tema em que para além da bolsa, está em causa a segurança dos cidadãos, a função mais core do Estado, limita-se a uma mui atenta, veneranda e respeitosa questão no Twitter. Costa naturalmente agradece a deferência.

"PREVISÍVEL GREVE DOS MOTORISTA"

Greve de motoristas: Governo celebra contrato com negociador um mês depois de colaboração começar

Ajuste directo para assessoria de Guilherme Dray foi assinada com Macedo Vitorino & Associados a 22 de Maio
 
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O Governo assumiu oficialmente a 29 de Abril que Guilherme Dray era representante do Estado nas negociações com o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, que esteve em greve em Abril, mas só assinou contrato com o advogado e ex-chefe de gabinete de José Sócrates e Mário Lino quase um mês depois, a 22 de Maio. É o que revela o ajuste directo 27/AD-SGPCM/2019, assinado pelo Ministério das Infra-estruturas e da Habitação com a Macedo Vitorino & Associados e que foi fornecido ao PÚBLICO pelo gabinete de Pedro Nuno Santos. 
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“O presente contrato tem por objecto a aquisição de serviços jurídicos para a mediação nas negociações entre representantes da Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias e representantes das estruturas sindicais respeitantes aos motoristas de matérias perigosas”, lê-se no documento. O Estado compromete-se a pagar um preço máximo de 19.500 euros, num contrato que pode ter a duração máxima até 31 de Dezembro deste ano.

Guilherme Dray está novamente a ajudar o Governo no processo negocial com os motoristas de pesados, que têm um pré-aviso de greve para 12 de Agosto.
O ministro das Infra-estruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, confirmou ao PÚBLICO que Gulherme Dray tem contrato com o Estado LUSA/ESTELA SILVA
Em entrevista ao PÚBLICO este sábado, o ministro Pedro Nuno Santos confirmou o vínculo de Dray. “Está a trabalhar connosco para esse efeito”, disse, sobre as negociações com os motoristas, acrescentando que “é remunerado, evidentemente" e “tem contrato de prestação de serviços”.
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A situação de Guilherme Dray tem várias semelhanças com a de Diogo Lacerda Machado quando este ajudou o Governo, como consultor, em vários processos negociais.
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Numa entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, em Abril de 2016, o primeiro-ministro anunciou que ia celebrar um contrato com o negociador que representou o Governo, a título informal, nas negociações com a TAP, com os lesados do BES e no caso BPI/Isabel dos Santos. Este contrato, com a data de 15 de Abril de 2016, tinha um custo global de 17.000 euros e duração de nove meses e meio, ou seja, ficou mais barato do que Guilherme Dray.
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​A prestação deste apoio ao Governo por parte de Diogo Lacerda Machado que começou de forma informal, sem contrato, foi mesmo contestada pelos partidos com assento Assembleia da República. Mais tarde, em Junho de 2017, Lacerda Machado viria a ser nomeado pelo Estado administrador não executivo da TAP.
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Ao PÚBLICO, o gabinete do ministro dos Transportes explicou que “a decisão de contratar o Guilherme Dray foi tomada aquando da greve [de Abril], pelo que não foi temporalmente possível tratar previamente dos procedimentos atinentes ao ajuste directo”.

segunda-feira, julho 29, 2019

O técnico Francisco Ferreira, adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, demitiu-se.

Material inflamável leva à demissão do adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil

Material inflamável leva à demissão do adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil 
| Política
Porto Canal com Lusa 
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O técnico Francisco Ferreira, adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, demitiu-se esta segunda-feira, após ter sido noticiado o seu envolvimento na escolha das empresas para a produção dos 'kits' de emergência para o programa "Aldeias Seguras".
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Numa nota enviada à agência Lusa, o gabinete do ministro da Administração Interna informa que “o Técnico Especialista Francisco José da Costa Ferreira pediu a exoneração de funções no Gabinete do Secretário de Estado da Proteção Civil”.
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O pedido foi aceite pelo secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, acrescenta a mesma nota oficial.
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O Jornal de Notícias escreve hoje que Francisco Ferreira, também presidente da concelhia do PS/Arouca, foi quem recomendou as empresas para a compra das 70 mil golas antifumo inflamáveis, 15 mil ‘kits’ de emergência com materiais combustíveis e panfletos entregues às 1909 povoações abrangidas pelo programa.
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No sábado, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, mandou abrir um inquérito urgente sobre contratação de material de sensibilização para incêndios, na sequência de notícias sobre golas antifumo com material inflamável distribuídas no âmbito do programa "Aldeias Seguras".
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Em comunicado, o ministério referia que “face às notícias publicadas sobre aspetos contratuais relativamente ao material de sensibilização, o ministro da Administração Interna pediu esclarecimentos à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e determinou a abertura de um inquérito urgente à Inspeção-Geral da Administração Interna”.
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O Jornal de Notícias noticiou na sexta-feira que 70 mil golas antifumo fabricadas com material inflamável e sem tratamento anticarbonização, que custaram 125 mil euros, foram entregues pela proteção civil no âmbito dos programas “Aldeia Segura" e "Pessoas Seguras”.

"PROTESTOS EM HONG KONG"


29 de julho de 2019
Um protestante é visto segurando um guarda-chuva enquanto ele anda através de gás lacrimogêneo durante um protesto em Hong Kong em 28 de julho de 2019, Foto: Fórum AFP via NurPhoto / Vernon Yuen
. Hong Kong chega a um ponto de protesto sem retorno
Fim de semana de raiva termina com confrontos, gás lacrimogêneo e tensos impasses entre os manifestantes e a polícia de choque em cenas agora familiares de caos
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ByNile Bowie, Hong Kong/Asia Times
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Dezenas de milhares de manifestantes em Hong Kong se reuniram pacificamente no distrito comercial central da cidade em 28 de junho para a segunda manifestação em massa do fim de semana e começaram a marchar em direções diferentes, um dia depois de ativistas vestidos de preto desabrocharem na cidade de Yuen Long. .
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A polícia negou permissão para que as duas marchas fossem realizadas, apesar de manifestantes ainda estarem em vigor.
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A polícia, em um ciclo de eventos agora familiar, disparou repetidos tiros de gás lacrimogêneo contra grupos de manifestantes que marcharam para Causeway Bay e para o oeste até Sai Ying Pun, perto do Gabinete de Ligação do Governo Central, que foi vandalizado com tinta e grafites uma semana antes. . A polícia antimotim isolou a estrada de Des Voeux para impedir que os manifestantes inquietos chegassem ao prédio.
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Os manifestantes, em sua maioria vestidos de preto e que escondiam sua identidade com óculos de proteção e máscaras, ficaram furiosos ao erguer barricadas improvisadas a meio quarteirão das linhas policiais do lado de fora da delegacia de polícia da região. Ambas as partes trocaram mensagens em cantonês e inglês por alto-falantes antes de a polícia colocar suas máscaras de gás e atacar os manifestantes enquanto cenas caóticas se desenrolavam.
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Nova agitação nos distritos ocidentais de Hong Kong acontece no domingo (27 de julho), quando a polícia invadiu uma estação de metrô em Yuen Long, uma pequena cidade no noroeste dos Novos Territórios, usando seus cassetetes em manifestantes e deixando o chão manchado de azulejos sangue, eventos que levantaram medos de um padrão inflexível de violência.
Os manifestantes enfrentam a polícia do lado de fora do shopping Yuen Long Plaza antes de recuar para outras áreas da cidade, em 27 de julho de 2019. Foto: Nile Bowie
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Vinte e três pessoas teriam sido feridas em confrontos no dia anterior, com dois em estado grave de acordo com relatos. A polícia havia emitido uma rara negação de permissão para esse encontro para ir em frente com medo de confrontos violentos e assumiu a assembléia em massa como "ilegal". Os organizadores estimaram 288.000 pessoas compareceram.
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A superintendente de Relações Públicas da Polícia, Yolanda Yu, explicou em uma entrevista coletiva à noite no sábado que a unidade da polícia de elite entrou na delegacia depois que manifestantes começaram a jogar extintores de incêndio em oficiais da ponte da ferrovia West Rail. "Entramos na estação e controlamos a cena", disse ela.
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“Conflitos violentos irromperam em vários locais em Yuen Long, quando alguns manifestantes removeram cercas do lado de fora e usaram barreiras de metal para bloquear as estradas. Alguns atiraram tijolos e objetos duros contra policiais e acusaram cordões de isolamento ”, dizia um comunicado da polícia. O Asia Times testemunhou manifestantes envolvendo-se nessas ações descritas.
Policiais antimotim dispararam gás lacrimogêneo contra manifestantes durante uma manifestação no distrito de Yuen Long, em 27 de julho de 2019. Foto: Anthony Wallace / AFP
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Hung Ho-fun, professor de economia política na Universidade Johns Hopkins, disse ao Asia Times que a maioria dos manifestantes era pacífica e que ele acreditava que a polícia aumentava a situação usando "violência indiscriminada" que ele alegava se assemelhar às ações cometidas por tríades. bandidos em Yuen Long dias antes.
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“Eles estão basicamente usando a violência máxima sem balas reais para intimidar os manifestantes, perseguindo e atacando manifestantes e até mesmo jornalistas e assistentes sociais. Dessa vez, eles até perseguiram os manifestantes, que já estavam saindo, na estação MTR para espancá-los ”, disse o acadêmico.
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A polícia de Hong Kong, no entanto, solicitou serviços adicionais de trens para permitir que manifestantes, que viajaram para a cidade por várias partes do território, deixem Yuen Long para evitar uma repetição de confrontos sangrentos que se tornaram cada vez mais freqüentes como manifestações inflexíveis. por ativistas pró-democracia atingem suas oito semanas.
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“Quem quer que esteja apoiando essa ação policial deve pensar que a violência policial pode determinar novos protestos. Mas isso obviamente não está funcionando, já que os manifestantes estão se tornando cada vez mais audaciosos e determinados ”, observou Hung e afirmou sua crença de que“ os protestos vão continuar ”.
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Apesar das táticas cada vez mais ousadas e por vezes violentas adotadas por alguns segmentos do movimento de protesto, os jovens manifestantes radicais de Hong Kong ainda são “racionais”, acredita Joseph Cheng, um cientista político da Universidade da Cidade de Hong Kong.
Um demonstrador em spray pinta “Reclaim Hong Kong, a Revolução dos Nossos Tempos” enquanto milhares de manifestantes vestidos de preto marcham para o oeste da cidade, em 28 de julho de 2019. Foto: Nile Bowie
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 “Eles têm sua lógica, que é que os protestos pacíficos serão ineficazes, então deve haver um outro elemento de ações levemente violentas para exercer pressão sobre o governo de Carrie Lam e mostrar que ele é ineficaz. Eu não concordo com isso, mas é nisso que eles acreditam ”, disse ele.
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A polícia de Hong Kong, que tem sido amplamente criticada por sua resposta aos protestos ocorridos intermitentemente desde o início de junho, é acusada de fechar os olhos ao ataque de assaltantes ligados a tríades no último domingo (21 de julho). conivente com a gangue de camisa branca que empunhava varas de bambu e barras de ferro.
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As autoridades policiais eo governo da cidade negaram veementemente as acusações, embora o chefe da polícia, o comissário de polícia Stephen Lo, tenha admitido que os policiais chegaram ao local com 35 minutos de atraso devido à sobrecarga de mão-de-obra. para lidar com vários protestos em massa.
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Centenas de manifestantes com máscaras e óculos de proteção carregaram guarda-chuvas e bengalas ontem enquanto se reuniam do lado de fora da vila de Nam Pin Wai, a área que abriga alguns dos mais de 100 homens envolvidos no ataque do último domingo contra qualquer pessoa usando preto ou outros identificadores. o movimento de protesto.
Manifestantes desafiadores aos milhares avançam em direção à polícia em Des Voeux Road depois de serem forçados a voltar pela polícia, em 28 de julho de 2019. Foto: Nile Bowie.
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"Esta é uma das entradas para ir para o submundo", Mike, um agente de serviço ao cliente de 27 anos usando uma máscara facial, disse ao Asia Times como apontou para a aldeia, que foi isolada e protegida por várias formações de Polícia de choque
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“Você vê a polícia? Eles estão usando o melhor dos melhores para proteger o submundo. A polícia está trabalhando em conjunto [com eles] e não protegendo o povo de Hong Kong ”, afirmou, uma visão repetida por todos os manifestantes entrevistados em cena pelo Asia Times.
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“O governo é demônio. Eles estão unidos com as tríades subterrâneas, o poder negro. Eles estão apenas tentando ameaçar pessoas com opiniões opostas a serem silenciadas, mas o povo de Hong Kong não é ameaçado por seus truques sujos ”, disse Aida, uma aposentada de 60 anos. "Deve ser da responsabilidade da polícia proteger as pessoas."
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Sociedades do crime organizado ou tríades têm uma longa história na área que pode ser rastreada até as organizações fraternas chinesas do século XIX, com gangues pensadas para recrutar jovens das comunidades indígenas cantonesas e Hakka que vivem nas aldeias muradas e rústicas da região. , alguns dos quais remontam à dinastia Song.
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Os chefes das aldeias que controlam as comunidades rurais da Yuen Long exercem influência política e são conhecidos por terem opiniões pró-China. Alguns analistas afirmam que os grupos obscuros encontram emprego como músculo contratado encarregado de atacar os opositores de Pequim, embora não tenha surgido uma clara cadeia de evidências para substanciar tal vínculo no último caso.
Manifestantes e trabalhadores de ajuda emergencial fogem de uma enxurrada de gás lacrimogêneo disparada pela polícia em 28 de julho de 2019. Foto: Nile Bowie
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As gangues envolvidas são o 14K e o Wo Shing Wo, as organizações criminosas mais antigas da cidade. Um porta-voz do escritório de Pequim em Hong Kong condenou nesta quinta-feira "rumores maliciosos" de que o governo chinês está por trás do sangrento episódio, acrescentando que o gabinete "se opôs e repreendeu firmemente qualquer forma de ato violento".
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Cheung Yiu-Leung, advogado e membro do Grupo de Concorrência dos Advogados de Direitos Humanos da China, disse ao Asia Times que há fortes pressões para que a presidente-executiva, Carrie Lam, acesse as reivindicações do protesto por sua renúncia e a formação de um comitê de inquérito independente. má conduta policial. “A situação tem estado em espiral descendente e, na opinião de muitas pessoas, você chegou a um ponto sem retorno. 
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A administração de Carrie Lam agora é disfuncional de fato ”, disse ele. “Agora é uma opinião pública dominante que [uma investigação independente] é a única maneira de restaurar a ordem e o senso de justiça. O tempo de Carrie Lam acabou.

Um dos ramos da MÁFIA portuguesa


Este é um modelo que representa o “modus faciendi” das sociedades de advogados. Usam a sua posição de comentadores nas televisões a seu bel-prazer para defender os interesses dos seus clientes e camuflar a informação negativa.
IRMANDADES. SECRETAS E PERVERSAS.

Uma das mais poderosas sociedades de advogados nacional, a PLMJ, foi recentemente investigada no caso da “
Máfia do Sangue”. Um dos seus sócios foi mesmo constituído arguido. Dois dos seus mais proeminentes representantes são José Miguel Júdice e Nuno Morais Sarmento, ambos advogados, políticos e comentadores televisivos, na RTP e na TVI. Nos seus programas semanais, ambos fugiram ao tema escaldante da corrupção nos negócios do sangue, com a cumplicidade dos jornalistas que, embevecidos, os entrevistavam.

Este é um modelo que representa o “modus faciendi” das sociedades de advogados. Usam a sua posição de comentadores nas televisões a seu bel-prazer para defender os interesses dos seus clientes e camuflar a informação negativa. Exemplos de personalidades de tripla face (políticos, comentadores e advogados) são muitos. Temos, assim, António Vitorino, sócio da firma “Cuatrecasas” ou Marques Mendes, da todo poderosa “Abreu Advogados”.

Sociedade igualmente relevante no panorama português é a “Morais Leitão, Galvão Teles Soares da Silva e Associados”. Lança jovens na política e no Direito como os ex-governantes Assunção Cristas, Adolfo Mesquita Nunes ou Paulo Núncio. Ou o actual advogado/deputado do CDS Francisco Mendes da Silva. Os interesses dos seus clientes são defendidos no comentário político televisivo na SIC por Lobo Xavier que comenta toda a actividade política e económica sem que os telespectadores se apercebam das suas ligações ao Grupo Mota-Engil, ao BPI e a outros tantos interesses.

É também destas sociedades de causídicos que sai a legislação que mais prejudica os portugueses, como a das ruinosas parcerias público-privadas, elaborada na “Jardim, Sampaio, Magalhães e Silva”, a que dão corpo e nome os socialistas Vera Jardim e Jorge Sampaio. Vera Jardim, que debate na rádio com Morais Sarmento, da já citada PLMJ. E até os interesses estrangeiros mais obscuros são representados por estas sociedades. A “Uria Menendez” vem defendendo, através do todo-poderoso Daniel Proença de Carvalho os interesses de Eduardo dos Santos, Ricardo Salgado e Sócrates. Proença faz comentário político na rádio sem revelar quem serve. Preside à Administração do “Jornal de Notícias” e pode assim censurar as vozes incómodas aos negócios dos seus clientes.

As sociedades de advogados são, em Portugal, as irmandades perversas do regime, as verdadeiras sociedades secretas. Fazem Leis, dominam a política, condicionam a comunicação social. E os seus membros actuam disfarçados.

Protecção Civil: honra e glória

Protecção Civil: honra e glória

 Cabrita-ArturNeves
28 Julho, 2019


Será pura coincidência, mas o secretário de estado da Protecção Civil é de Arouca e enquanto presidente da respectiva Câmara Municipal já tinha feito adjudicações directas a outra empresa dos mesmos sócios da BrainOne, constituida em Fev/2017, esta uma das sociedades consultadas no processo da produção das famosas golas da Foxtrot.
AdjudicacoesArouca
A BrainOne foi constituída em  2017-02-17 com sede em Arouca, tendo por objecto principal a consultoria e programação informática e por sócios Tiago Rodrigues, Nuno Mendes e Pedro Pereira. A Código Disponível foi constituída em 2015-04-02 tendo por objecto principal sistemas de deteção de incêndio e extinção automática, sistemas de controlo de acessos e assiduidade e tendo por sócios os mesmos Nuno Mendes e Pedro Pereira.
Entretanto, a AGIF-Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais gastou 52.000€ num estudo de opinião sobre a eficácia das campanhas de sensibilização da população denominadas “Aldeia Segura/Pessoa Segura” e “Floresta Segura”. (os dois contratos mencionados abaixo no portal Base penso que são o mesmo, embora com datas de registo diferente).
Base_agif
Entrementes, o filho do Secretário de Estado da Protecção Civil é sócio (50%) de uma empresa de serração de madeira, aplainamento, corte e secagem de madeira constituída em Maio de 2017:
POSTESCALIPTO, LDA
NIPC: 514408758
4540 – 048 Alvarenga – Arouca
Constituição: 2017-05-08
OBJECTO: Serração de madeira, aplainamento, corte e secagem de madeira;
CAPITAL : 5.000,00 Euros
QUOTA : 2.500,00 Euros
TITULAR: Nuno Valente Neves
Este membro do governo, aparentemente, terá omitido o registo deste interesse correlacionado na Assembleia da República, embora o tenha feito para outra sociedade em que o filho é sócio minoritário:
ArturNeves-RegistoInteresses
Esta é pois uma história de honra e glória.

ALDEIA SEGURA E OS "MALANDROS" QUE A INVENTARAM PARA SACAR!


Cabrita diz que polémica das golas inflamáveis é “controvérsia estéril”





Adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil indicou empresas para fabrico de golas antifumo

29.07.2019 às 7h39



ANTÓNIO PEDRO SANTOS/Lusa

Foi Francisco José Ferreira, adjunto do secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves, e presidente da concelhia do PS/Arouca, quem recomendou as empresas para fabrico dos kits de proteção contra incêndios 

 


Expresso

Foi Francisco José Ferreira, adjunto do secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves, e presidente da concelhia do PS/Arouca, quem recomendou as empresas - Foxtrot Aventura e Brain One, Lda - para a compra das 70 mil golas antifumo inflamáveis e restantes elementos do kit da Protecção Civil, que foi entregue às 1909 povoações do programa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras”. Esta notícia é avançada pelo “Jornal de Notícias” esta segunda-feira. 
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Os contratos foram coordenados pela Secretaria de Estado da Protecção Civil. Francisco José Ferreira, 30 anos e com o 12.º ano, foi nomeado por Artur Neves como “técnico especialista” em dezembro de 2017. Antes, era padeiro numa pastelaria em Vila Nova de Gaia, propriedade do irmão, revela o jornal.
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Recorde-se: a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) pagou (pelos kits de proteção de incêndios) 350 mil euros às empresas Fotxtrot Aventura - propriedade do marido de uma autarca do PS de Guimarães - e à Brain One, Lda, cujos donos têm, há vários anos, adjudicações da Câmara de Arouca, localidade onde Artur Neves foi autarca durante doze anos, até ir para o Governo.
 

Cabrita diz que polémica das golas inflamáveis é “controvérsia estéril”

 

Eduardo Cabrita voltou ontem a pronunciar-se sobre a polémica das golas antifumo inflamáveis. O ministro da Administração Interna falou sobre o caso na cerimónia comemorativa do 125.º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste, no Barreiro.
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“Quando todos os portugueses sabem que neste ano especial não é este um tema para conflitualidade pré-eleitoral. Não é este um tema para controvérsia estéril. Este é um tema em torno do qual salvar vidas, defender a integridade das nossas aldeias, a integridade das populações, todos temos de nos unir em torno da estrutura de Proteção Civil e em torno daqueles que aqui como em todo o país, são a coluna vertebral e o primeiro braço dessa resposta, os bombeiros voluntários”, afirmou Eduardo Cabrita.

Mário Centeno no FMI? Levem-no, é um péssimo ministro das finanças!

Mário Centeno no FMI? Levem-no, é um péssimo ministro das finanças!



Depois de Teixeira dos Santos, o pior Ministro das Finanças que alguma vez tivemos como governante, temos o azar de ter Centeno na mesma pasta, um mau técnico e um péssimo político!
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Como político é um tipo rancoroso que sempre zurziu os seus antecessores – sem uma réstia de elegância – e omitindo sempre que tiveram que fazer frente à bancarrota de 2011 que os seus amigos do PS fizeram o favor de nos legar. Nunca se lembrou desse pequeno pormenor. Gostaria imenso de o ver à frente do Ministério, sim, mas entre 2011 e 2014…
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Como técnico não é melhor. Tem tido a melhor conjuntura internacional dos últimos 20 anos; herdou os principais problemas da economia portuguesa sanados, entre eles, uma saída limpa, um crescimento de 1,6% em 2015, o desemprego a baixar e as importações e o turismo em boom. A isto acresce o quantitative easing, compra de dívida pública pelo BCE que induziu uma queda brutal dos juros da mesma. Costa – sem uma réstia de pudor – vangloriava-se esta semana de uma poupança adicional este ano de 2 mil milhões de Euros, como se tal fosse obra do seu Ministro das Finanças ou do seu Governo… enfim, esperar e fruir melhor conjuntura era difícil.
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E o que fez Centeno? Cativou, é melhor dizer embargou todo o sector público, a começar no Serviço Nacional de Saúde, a colapsar, passando pelos transportes públicos, também em degradação acelerada, e o caos nos serviços que o Estado deixou de prestar em tempo útil e razoável ao cidadão: notariado; cartão do cidadão; passaporte, carta de condução, para citar os principais.
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Não contente com este rol de desgraças, aumentou – à boa maneira e seguindo a receita socialista sem falhar – enormemente a carga fiscal: é a maior de sempre e não pára de aumentar! Aliás, os seus parceiros predilectos da Geringonça, têm inúmeras ideias comunistas e “originais” para a próxima legislatura nessa área…
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Apoiou e patrocinou a iniquidade de salários mais altos, bem como as 35 horas na função pública versus os desgraçados do sector privado que ganham menos e trabalham mais.
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“Last but not least” – aumentou em 4 anos a dívida pública em mais de 32 mil milhões de euros brandindo sempre o argumento que a mesma baixou em percentagem do PIB mas omitindo também sempre que não pára de aumentar nominalmente o que, em última análise, é o factor mais substantivo e mais importante: quanto devemos em liquidez, em dinheiro, em espécie? Muitíssimo mais!
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É isto um bom Ministro das Finanças?
Centeno falhou na função que lhe foi confiada! Podia ter aproveitado o momento excepcional da economia europeia e mundial, mas preferiu aumentar a despesa pública em vez de abater à dívida – o nosso maior problema, de longe – e pagar as despesas correntes normalmente, que cativou à bruta e sem respeito por ninguém! 
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E já agora, para corroborar o que digo, cito a opinião de João Vieira Pereira, Director do jornal “Expresso”, prestigiado jornalista, excelente profissional e uma pessoa incomparavelmente mais conhecedora do que eu – pobre ignorante – que sobre o nosso homem diz o seguinte, na edição de 20 de Julho:
«Teve todas as condições para fazer um ótimo trabalho (estabilidade social e política, crescimento económico e juros zero) mas deixou um país com a maior carga fiscal de sempre, com os serviços públicos à beira da rutura e sem investimento público. Ao mesmo tempo promoveu o crescimento da despesa estrutural. O caso típico de quem deixa a conta para o próximo pagar […]».
Rui Graça Moura

O QUE O TONY SABE JÁ ME ESQUECEU HÁ MUITO!


O Governo tem neste Ministro material inflamável

O Governo tem neste Ministro material inflamável

(In Blog O Jumento, 28/07/2019)
A forma como o ministro da Administração Interna reagiu às perguntas dos jornalistas em relação às golas revela alguma incompetência pessoal, para não referir a forma desastrada e arrogante com que o ministro falou.
Não seria necessária muita inteligência para explicar aos jornalistas a diferença entre explosivo e inflamável. Não seria difícil de explicar que para que o material começasse a arder seria necessário muito mais calor e chamas do que uma simples fagulha e nesse caso a questão dos materiais coloca-se não só nas golas mas também em toda a indumentária.
Enfim, se os bombeiros estivessem impedidos de usar materiais inflamáveis teriam de se deslocar a pé e em vez de mangueiras teriam de voltar a usar os tradicionais baldes em chapa de alumínio.
Mas em vez de explicar isto o ministro fez lembrar os tempos de deputado, na célebre cena de disputa do microfone do parlamento com o então SEAF Paulo Núncio. O ministro reagiu de forma disparatada e levou demasiado tempo a perceber que a resposta imediata teria sido um inquérito.
Para ajudar à festa veio o secretário de Estado da Proteção Civil atirar as culpas para baixo, isto é anuncia-se um inquérito e ainda antes de quaisquer conclusões já se sacode a água do capote.
É evidente que as golas estão longe de ser um caso, se existe um caso foi o ministro que o criou.

Para a Isabel Moreira, Catarina Martins e outras  vacas do BE, do PAN etc., reflectirem se forem capazes



Vejam esta excelente abordagem do politicamente correcto, ideologia do género, etc,.

domingo, julho 28, 2019

Não dêem ao PS a maioria absoluta

Não dêem ao PS a maioria absoluta

Ana Sá Lopes
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As três maiorias absolutas que houve em Portugal foram tempos de arrogância inimaginável e quem os viveu fora do poder seguramente não tem muitas saudades.
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O caso das “golas inflamáveis” e a reacção totalmente desproporcionada que o ministro Eduardo Cabrita teve quando foi confrontado pelos jornalistas sobre a questão é um episódio que demonstra como será um erro crasso se os portugueses decidirem, em Outubro, dar a maioria absoluta ao PS.

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É verdade que a tragédia dos incêndios tem todos os ingredientes para toldar o raciocínio – mesmo num político experiente como Eduardo Cabrita, o que não era o caso de Constança Urbano de Sousa, que enfrentou 2017 – e também é uma evidência que, a seguir ao cargo de líder da oposição, o posto de ministro da Administração Interna é o mais difícil do país.
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Infelizmente, a recusa do ministro (que é quem representa o Estado perante o povo) em dar explicações, limitando-se a atacar a comunicação social (que replicou a notícia do Jornal de Notícias), acusando-a de ser “alarmista e irresponsável” é um acto de arrogância insuportável. O ataque de fúria não é uma forma aceitável de exercício de poder – nem em momentos críticos, nem nos outros todos.
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A verdade é que a Protecção Civil, que depende do ministro da Administração Interna, andou aos soluços nesta questão: primeiro, as ditas golas só serviam “para sensibilizar populações”; depois, já eram protecção “para movimentos rápidos de fuga a incêndio e não para combater um incêndio”. Em que ficamos? 
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A incapacidade do Estado na protecção das populações ficou evidente nos incêndios de 2017. A suspeita sobre se as capacidades melhoraram ou não é absolutamente legítima, infelizmente. Os ataques de fúria e a arrogância do ministro – que estão longe de ser uma excepção num governo em que o próprio primeiro-ministro várias vezes exerceu o poder de modo idêntico – apenas nos lembram dos riscos de uma maioria absoluta do PS.
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As três maiorias absolutas que houve em Portugal — duas de Cavaco Silva e uma de José Sócrates — foram marcadas pela mais profunda alienação, agressividade, instintos revanchistas e tentativas de humilhação de classes profissionais (ver a passagem pela Educação de Maria de Lurdes Rodrigues), criação de inimigos internos em profusão (Cavaco combatia aquilo a que chamava “os poderes fácticos”, que eram a imprensa, o Tribunal Constitucional, o Tribunal de Contas gerido por Sousa Franco). Foram tempos de arrogância inimaginável e quem os viveu fora do poder seguramente não tem muitas saudades.
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A ideia de que, com o desaparecimento do PSD em parte incerta, o PS pode estar à beira de reeditar esse modus operandi, que já vai exercitando sempre que pode, é um motivo de preocupação legítima para quem defende que uma democracia avançada tem de ter “checks and balances” – e um presidente da República, perante uma maioria absoluta, é manifestamente insuficiente.