sexta-feira, julho 26, 2019

O que querem os portugueses? Um país tipo Venezuela?

O que querem os portugueses? Um país tipo Venezuela?


SOCIALISMO: A questão é simples: Em 1976 foi aprovada uma Constituição que previa entre outras aberrações “um país rumo ao socialismo”.
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Sucessivas revisões deram-lhe um “ar” mais europeista e democrático retirando-lhe a carga ideológica à esquerda.

Para isso sempre foram necessários os dois terços,ou seja, entendimentos entre PSD e PS.

No actual panorama político, segundo as sondagens, a área do centro direita caminha para o pior resultado de sempre que permitirá que pela primeira vez a esquerda e a esquerda radical possam sozinhas ter os dois terços.

Ou seja a próxima revisão constitucional pode depender exclusivamente do oportunismo de Costa, da agenda de Catarina e da ideologia de Jerónimo.
Quem não perceber isto está a fazer o jogo deles.
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E por isso não se admirem se um destes dias o socialismo voltar à Constituição.
E ao país!
Luis Cirilo Carvalho

Resolveram o problema dos Bancos com dinheiro do povo.

...A COMEÇAR PELOS JUIZES QUE OS DEVERIAM JULGAR!!...
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Resolveram o problema dos Bancos com dinheiro do povo. Deviam ser todos presos

Caluniadores profissionais, modo de usar

Caluniadores profissionais, modo de usar

(Por Valupi, in Blog Aspirina B, 25/07/2019)

O Presidente da República explicou que o nome de João Miguel Tavares para presidir à comissão organizadora das comemorações do Dia de Portugal foi indicado por “todos os seus conterrâneos” de Portalegre, acrescentando fatores de escolha semelhantes aos dos nomes escolhidos nos três anos anteriores: “independência de pensamento e a capacidade de dar testemunho criativo e corajoso sobre o tema”, bem como “a afirmação do pluralismo de opiniões que deve caracterizar a democracia”.
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“O autor da obra, neste momento lançada, correspondeu, cabalmente, quer às razões da sua escolha, nas qualidades que o caracterizaram, quer à pedagogia desejada, traduzida e distinguida inequivocamente de tolerância e intolerância, quer à finalidade de dar voz a anseios, preocupações e, de alguma maneira, gritos de alma que não poderiam ficar de fora da democracia, que temos todos a obrigação de não deixar enclausurar”, afirmou ainda Marcelo Rebelo de Sousa.
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Como balanço final, Marcelo Rebelo de Sousa diz registar “com apreço” que os objetivos que tinha em mente com o convite de João Miguel Tavares, “foram plenamente atingidos”.

Falar de João Miguel Tavares tem nulo interesse do ponto de vista da sua individualidade. É um arrivista que escreveu um texto canalha e teve a sorte de ser alvo de uma acção judicial de Sócrates. 
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A partir daí, aproveitou a fortuna para fazer uma. Há quem lhe pague, e muito e cada vez mais nesta fase da sua alucinante consagração, para ele continuar a repetir a fórmula que o catapultou para o sucesso: difamações, calúnias e apelos ao ódio dirigidos contra o PS a partir da exploração da figura de Sócrates. Como arranjista que é, e dentro do seu mundo psíquico narcísico e infantilóide onde se concebe como o Ronaldo dos caluniadores profissionais cá do burgo, tem tido o cuidado de avisar que não pertence a nenhum clube. 
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Hoje vive à conta de perseguir Sócrates e os socialistas; amanhã, se mudar o vento e a corrente, sabe-se lá de onde é que virá aquilo com que compra os melões. É nisto, exactamente nisto e apenas nisto, que consiste o seu “liberalismo” – não no respeito pelo Estado de direito, não na defesa da liberdade. Para além do oportunismo rapace publicitado, et pour cause, dedica os seus dias ao vale tudo no vale tudo da política-espectáculo.
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É o próprio quem não se cansa de expor o que faz e como o faz. Diz que passa os dias fechado em casa, procurando ter uma vida social reduzida ao mínimo inevitável, para que não estabeleça relações humanas positivas, construtivas, saudáveis com outros seres humanos. Aquilo a que alguns, há milénios, chamam relação de estima, de amizade ou de mera civilidade. 
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Ele olha para essas manifestações gregárias com asco e pavor pois de imediato se imagina a perder dinheiro. Por cada “amigo” que fizer, calhando esse novo conhecimento ter potencial para ser alvo de uma presente ou futura pulhice, o caluniador profissional sabe que está a enfraquecer os seus serviços. Veja-se o caso recente da sua amiga Fátima Bonifácio, amizade que o encostou à parede obrigando à traição de ter de se juntar às críticas sob pena de danificar a sua marca. 
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Logo depois, para compensar e mostrar aos amigos do Observador que continuava o bom soldado das mesmas lutas, teve de se enfiar de cabeça no chiqueiro das “culturas superiores”, uma borrada que passou a existir no arquivo do Público só para que JMT exiba cifradamente a bandeira do chauvinismo e do racismo onde o seu populismo mediático encontra audiências e pilim.
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Quão melhor, partilha ele connosco, poder gozar, insultar, ofender, achincalhar certas pessoas que pode tratar como animais. Aliás, como animais não, que esses não têm culpa de nada. Ele gosta mesmo é de tratar certas pessoas como monstros, e acusá-las de terem culpa de tudo.
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Assim, o verdadeiro interesse da atenção à figura está na estrutura de poder – poder financeiro, poder mediático, poder político, poderes fácticos – onde é usado ao serviço de várias agendas. 
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Começando pelo Público, nunca apareceu nenhum director ou accionista a explicar por que razão pagam a um colunista que espezinha o que o próprio órgão define ser a sua Ética e deontologia. Indo para o episódio em que António Costa ocupou parte do seu tempo como governante, e espaços interditos ao público que a República lhe confiou em ordem a exercer a função de primeiro-ministro, numa operação de promoção do caluniador profissional, feita à custa da participação forçada de quatro crianças, foi notável o silêncio cínico que se seguiu ao ponto mais baixo da carreira política do secretário-geral socialista, onde o vimos a ultrapassar a baixeza de ter colaborado com o CM. É que se entendia muito bem o que estava em causa nesta colagem ao caluniador profissional, e o regime e a sociedade aprovaram a inaudita perversidade.
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Passando para a participação de Mário Centeno numa edição do “Governo Sombra”, a aparente superficialidade da presença da vedeta (sem contágio socrático) do Governo e a diluição desse significado pelos diferentes protagonistas do programa deu ainda mais eficácia ao propósito de António Costa para usar um espaço de calúnias e sistemáticos ataques de baixa política contra o Governo e o PS.
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Finalmente, a entrega do 10 de Junho por Marcelo a alguém que ganha a vida a espalhar no espaço público a imagem de um País onde os deputados fazem leis com a intenção de permitir que os políticos sejam corruptos impunemente, alguém que enche os bolsos a perseguir inocentes com ataques à sua honra e ataques ao Estado de direito, só se explica pela vantagem percebida e assumida em enviar uma mensagem urbi et orbi: a Presidência da República tem os mesmos alvos políticos do portalegrense e está com igual expectativa a acompanhar um certo processo na Justiça que tanto entusiasmo gera no caluniador profissional e que é a força motriz da sua popularidade.
Marcelo, presente no lançamento do livro do fulano que utiliza uma altíssima honra de Estado para fins comerciais ainda os microfones colocados à sua frente no Dia de Portugal não arrefeceram por completo, diz que a inclusão de João Miguel Tavares no grupo onde já estavam João Caraça, Manuel Sobrinho Simões e Onésimo Teotónio Almeida, estando a caminho Tolentino de Mendonça, se justifica pelo tanto, e tão importante, que os une. Especificamente, diz que a “obra” do caluniador profissional equivale a “gritos de alma” que “temos todos a obrigação de não deixar enclausurar”.
O puro delírio na origem destas afirmações, o debochado insulto à nossa inteligência, aceita-se em Marcelo porque, mais uma vez, é claríssimo o que está em causa. O discurso não tem de ter como referente a realidade, sequer uma vaga representação da mesma, tem é de ser pragmático. Cumpre um papel mistificador e uma função sectária, é sofística clássica. 
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O presidente das comemorações do 10 de Junho que, dias depois do número pícaro que galvanizou a direita decadente e ressabiada, estava a ir buscar o nazismo, o Holocausto, a pessoa de Adolf Eichmann e a reflexão de Hannah Arendt para insultar, ofender e caluniar Vítor Constâncio, mais um número indeterminado de cidadãos, não pode ficar enclausurado, debocha Marcelo, a democracia tem de ir em seu socorro para lhe dar um lugar na tribuna de honra. 
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No fundo, para lhe comprarmos livros e outros artigos que ele tem para vender, pediu-nos o tal Presidente da República que se congratulou com o ribombante sucesso da Operação Plebeu.

Manifestantes desafiam a proibição do rally de sábado em HK



Yuen Long nos Novos Territórios. Foto: Wikimedia Commons
Manifestantes para desafiar a proibição do rally de sábado do HK

Chamadas para um comício e marcha em Yuen Long foram feitas após os ataques de ontem à noite, mas a polícia se opôs

ByAlmen Chui/Asia Times

A polícia de Hong Kong rejeitou na quinta-feira o pedido de uma passeata a ser realizada no sábado em Yuen Long, onde uma turba violenta atacou os passageiros no último domingo, mas muitos devem desafiar a ordem.

Um residente da Yuen Long que ajudou a preencher o requerimento para o comício e marchar com a polícia insistiu que ele estaria marchando, enquanto cidadãos online disseram que iriam a Yuen Long no sábado, apesar da proibição.

Uma “carta de objeção” emitida pela polícia apontou que devido a “reações dos aldeões” e discursos radicais circulando online, a força policial “tem razões para acreditar que haveria confrontos físicos entre manifestantes e aldeões indígenas” se eles aprovassem a marcha. .

Os pedidos para a manifestação e a passeata foram feitos online após os ataques de domingo à noite na estação da West Rail Line em Yuen Long, quando uma multidão vestida de branco atacou indiscriminadamente os passageiros, deixando 45 pessoas hospitalizadas.

Durante uma conferência de imprensa na quinta-feira, a polícia disse ter recebido mais de 1.700 mensagens sobre questões de segurança e 13 cartas de líderes da comunidade que se opõem à força policial, emitindo uma carta de não objeção à manifestação.

Relatos anteriores disseram que a Comissão Rural de Shap Pat Heung enviou uma carta e avisou que a polícia “suportará todas as consequências” se a marcha for adiante.

Anthony Tsang Ching-fo, comandante regional em exercício do quartel-general da polícia regional dos Novos Territórios do Norte, disse que, se a força tivesse aprovado a carta de não objeção, teria negligenciado a opinião pública.

"Somos apolíticos e não consideraremos o histórico de um candidato ao aprovar uma carta de não objeção", disse Tsang, acrescentando que a decisão foi tomada com base em preocupações de segurança.

Ele também advertiu que aqueles que insistissem em ir adiante com a manifestação e a marcha seriam culpados de encenar uma assembleia ilegal.

Max Chung, que solicitou permissão para a marcha, disse que entraria com uma apelação contra a decisão da polícia, com uma audiência prevista para ser realizada na sexta-feira. No entanto, ele não estava otimista quanto ao resultado do apelo.

Chung disse que ele estaria marchando como planeado, mesmo se ele fosse o único ali.

Kwok Ka-ki, um legislador do Partido Cívico, disse que a proibição estabeleceu um mau precedente, uma vez que minou o direito das pessoas de realizar manifestações, conforme estabelecido na Lei Básica, informou a Rádio Televisão de Hong Kong.

Hongkongers repetiu as ligações, dizendo que eles apareceriam de qualquer maneira. Alguns entraram online para dizer que iriam participar de uma "cerimónia de comemoração" do ex-primeiro-ministro chinês Li Peng, que morreu esta semana.

Li foi apelidado de "o açougueiro de Pequim" por seu papel no massacre de Tiananmen, em 1989, de acordo com vários posts nas redes sociais e o LIHKG, o fórum de mensagens local do Reddit.
 Os moradores de Hong Kong entraram em contato para convocar uma "comemoração" para o ex-primeiro-ministro chinês Li Peng, em Yuen Long, no sábado. Foto: Facebook

Outras pessoas comentaram online, sugerindo que iriam a Yuen Long organizar o culto dos cristãos, fazer caminhadas, visitar amigos, pegar monstros Pokemon GO ou fazer compras na área.

Kenneth Lau Ip-keung, presidente da Heung Yee Kuk, a poderosa organização que reúne os chefes das comissões rurais que representam aldeias e cidades de mercado nos Novos Territórios, pediu aos manifestantes que expressem seus pontos de vista pacificamente e pediu aos aldeões que sejam contidos e permaneçam calma.

Na sexta-feira, um grupo de quatro pessoas submeteu outro pedido de marcha usando uma rota alternativa, dizendo que propôs uma rota mais segura para evitar contatos entre manifestantes e moradores, segundo o site de notícias HK01.com.

O grupo propôs começar da Estação Yuen Long e caminhar pela Kau Yuk Road até a Long Ping Station como ponto final. Sua aplicação está pendente de aprovação.

O Civic Rights Observer mostrou sua preocupação com a proibição da polícia no protesto de sábado, dizendo que estabelece um precedente que põe em risco a liberdade de reunião em Hong Kong, informou o Apple Daily.
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De acordo com a Portaria da Ordem Pública, qualquer pessoa que organize ou participe de uma assembleia ilegal será culpada de um delito e poderá enfrentar até cinco anos de prisão.

"O PORTUGAL MARAVILHOSO DO COSTA,DESMENTIDO PELO PROF.MARCELO"

Marcelo no Porto: “Temos uma taxa de pobreza e de risco de pobreza inaceitável”

31.05.2019 às 13h20
JOSÉ COELHO/LUSA

Na sessão de abertura da conferência a propósito dos 131 anos do “Jornal de Notícias”, no Teatro Rivoli, Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou para teorizar sobre as diversas formas de populismo hoje vigentes nas sociedades

A democracia portuguesa tem assentado em sete pilares básicos que a estruturam, organizam e dinamizam, tal qual a entende Marcelo Rebelo de Sousa. Porém, será crucial manter viva a coesão social para que os esteios se mantenham firmes. Até porque, sublinhou já na parte final de uma intervenção marcada pela referência às múltiplas formas de populismo, “temos uma taxa de pobreza e de risco de pobreza inaceitável”. 
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Não por acaso, ou em coincidência com notícias que continuam a dar conta de atitudes de corrupção ou pelo menos de menos clara gestão da coisa pública, o PR frisou a necessidade de existência de uma ética, que poderá ser “republicana” ou “constitucional”, mas terá de ser sobretudo “pessoal e social”. 
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Numa altura em que estar atento à defesa da nossa democracia, é estar atento aos pilares fundamentais que a têm sustentado, Marcelo Rebelo de Sousa enumerou os sete que considera fundamentais. 
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À cabeça coloca o poder local democrático, seguido das instituições de solidariedade social, “por continuarem a fazer o que ninguém faz por elas”. Depois, os parceiros sociais e políticos, capazes de divergir, “mas capazes de convergir no que é estrutural, de regime”. De seguida aponta umas Forças Armadas respeitadas pelo poder político e “prestigiadas interna e externamente”. 
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As Forças de Segurança também, “portadoras da confiança dos portugueses”. Em sexto lugar surge a comunicação social “livre, corajosa e crítica, mas que para o ser precisa de não viver sempre” nos limites da sobrevivência, “da incerteza, da falta de recursos mínimos para desempenhar a sua função social”. 
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Por fim, uma sociedade civil forte, “baseada no reconhecimento do papel insubstituível da iniciativa privada na criação da riqueza, indispensável à sua repartição no combate à pobreza e ao seu risco e na superação das injustiças e desigualdades sociais”. 
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É cada vez mais decisivo, na opinião do PR, não adormecer perante os problemas, “que continuam lá e noutros locais têm provocado roturas sistémicas. Nem que se criem condições em que venham a enfraquecer-se as alternativas políticas, económicas e sociais”.
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De alguma forma, era o seguimento de um início marcado pelo tópico ao qual se tem vindo a referir desde há três anos, materializado nas diferentes formas de populismo espalhadas por diferentes latitudes. A expressão em si mesma é vaga, diz o PR, até por abranger situações muito diferentes, “embora entre si porventura relacionáveis”.

O tempo dos populismos

Aproveitou para mandar alguns recados a quantos consideram populismo “estilos de contacto mais direto entre governantes e governados, de maior sensibilidade aos media clássicos ou as redes sociais, para cimentar ou reformular legitimações de exercício, com ou sem alegado carisma”. Este seria o “populismo formal ou de estilo”, que Marcelo entende ser antes “proximidade dos cidadãos”.
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Depois há o populismo radicado no discurso contra as instituições vigentes, de rotura com a democracia, com apelo a basismos, a movimentos xenófobos, inorgânicos ou inorgânicos, “contestando muito do que constitui o sistema político nacional ou europeu”. Este seria um populismo “doutrinário, retórico, discursivo, mais forte e mais radical do que aquele que indevidamente é apelidado de populismo formal”.
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Há um populismo ainda mais incisivo, que alude à passagem do discurso à ação, “usando o estilo e o discurso para mudar o sistema”. Para Marcelo este é o populismo estratégico, que engloba “estilo, doutrina por ideologia e ainda ação de corte ativo com as instituições vigentes”.
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Existem já vários exemplos de populismo estratégico, com multiplicação do populismo retórico que, acentua Marcelo, “explicam a razão de ser da chamada de atenção para as causas que os geraram e para a necessidade de que sejam prevenidas e evitadas.
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Aí entram a pobreza e o risco de pobreza, as desigualdades, as crises económicas e sociais, mas também a distância entre eleitos e eleitores, as sobrancerias, os deslumbramentos, os clientelismos, as autocontemplações, os esvaziamentos das instituições e da sua utilidade.
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Este, referiu o PR, “é um desafio diário que exige uma visão de longo prazo, humildade, desprendimento pessoal do poder e, depois, e em especial, fortalecimento dos pilares cruciais da nossa democracia”.

TAILÂNDIA POLÍTICA: EDITORIAL



Dê uma chance à política parlamentar

Thitinan Pongsudhirak COLUNISTA/ BANGKOK POST
Publicado: 26 jul 2019 às 04:00
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Os membros do parlamento assistem à sessão de declaração de política do governo ontem. Pattarapong Chatpattarasill
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Depois de um hiato de cinco anos, a política parlamentar retorna esta semana com uma declaração de política constitucionalmente ordenada pelo governo de coalizão do primeiro-ministro Prayut Chan-o-cha. 
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Com o governo e a oposição de volta ao trabalho, em contraste com a anterior legislatura de junta militar nomeada por militares sob o governo da Junta, a Tailândia tem ainda outra pequena janela de oportunidade para recuperar e reconstruir o domínio popular.
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Desta vez, a estrada será longa e assustadora, mas a alternativa desagradável é mais autoritarismo militar. Assim, o parlamento deve funcionar como uma câmara de representantes do povo para a legislação e a tomada de decisões que afetam o bem coletivo. Se isso não acontecer, os resultados extra-parlamentares certamente serão antidemocráticos e provavelmente autocráticos. 
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A reativação de um parlamento parcialmente eleito mais de três meses após a eleição de 24 de março coloca a política tailandesa como um regime híbrido, nem totalmente autoritário sustentado por uma junta militar, nem democrática baseada na estipulação constitucional de que a soberania pertence ao povo tailandês. 
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Em vez disso, o que temos agora na Tailândia é o que os cientistas políticos às vezes chamam de sistema "autoritário competitivo". Ele combina elementos de democracia e autoritarismo, onde eleições multipartidárias são realizadas, mas não necessariamente levam a um resultado genuinamente democrático.
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Regimes híbridos são comuns entre os países em desenvolvimento. O Camboja, por exemplo, pode ser visto como um "autoritarismo eleitoral hegemónico" porque seu principal partido de oposição foi dissolvido, enquanto as eleições do ano passado levaram o partido governante ao poder virtualmente sem oposição. 
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No caso tailandês, o autoritarismo pós-eleitoral é reforçado pelo Senado e agências relacionadas, como o Tribunal Constitucional, a comissão anti-corrupção e a Comissão Eleitoral. O Senado, que compreende um terço do parlamento, e todas essas outras agências foram nomeadas durante o governo militar e estão cheias de partidários da junta, firmemente apoiados pelo exército propenso ao golpe da Tailândia.
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A constituição de 2017 foi assim criada para manter o governo autoritário, permitindo alguma competição multipartidária através de eleições. Esse sistema autoritário competitivo é racionalizado na manutenção da estabilidade política por meio da legitimação, repressão e cooptação. 
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O regime liderado por Prayut, por exemplo, agora reivindica legitimidade democrática da pesquisa em março passado, ao mesmo tempo em que mantém leis de estilo militar para buscar, prender e deter pessoas sem o devido processo legal. E menos tailandeses em lugares influentes estão falando e falando do que. 
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Os mais vívidos são os senadores nomeados pela junta. Todos os 250 deles votaram em Gen Prayut como primeiro-ministro, sem exceção. Os indivíduos que dirigem agências politizadas, como as comissões anticorrupção e eleições, são leais ao regime em exercício, devido às suas nomeações. Há vastas camadas de burocracia que foram recompensadas e cooptadas pelo regime. 
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O mesmo vale para o setor estatal e até para setores do setor privado que se saíram bem durante o governo da junta. É verdade que os defensores do regime autoritário-militar também se escondem em muitos outros lugares, inclusive na mídia nova e tradicional, na sociedade civil e nas universidades. Eles têm interesse no que a junta faz há mais de cinco anos.
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O retorno da política parlamentar com uma oposição viável é, portanto, crítico. Ele oferece uma meia chance para as pessoas que querem recuperar o tipo de democracia eleitoral com atributos de sociedade aberta que a Tailândia teve no meio e no final da década de 1990. As eleições e golpes de bastidores até agora no século 21 culminaram com esse governo autoritário disfarçado sob um governo de coalizão de 19 partidos liderado por Prayut.
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Enfrentando uma maioria menor na Câmara, o primeiro-ministro Prayut terá dificuldade em manter uma administração tão instável e indisciplinada. 
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Quando sua sobrevivência política está em risco, como quando a votação acontece na lei orçamentária ou moções de desconfiança, o primeiro-ministro pode ter que recorrer a parlamentares da oposição para se abster ou ir junto com o governo, enquanto distribui qualquer coisa leva para manter os membros da coalizão de saltar do navio. O processo provavelmente aparecerá desagradável.
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Outra maneira de aumentar o apoio do MP é que um membro importante do sólido bloco de oposição de sete membros - digamos, o Futuro Forward Party - seja dissolvido de alguma forma. Seus membros do parlamento seriam então dispersos e suscetíveis à caça furtiva e às tentações.
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Essa via seria um grande risco para o governo e suas agências de apoio, porque uma parte como a Future Forward tem um séquito de seguidores que podem não tolerar uma dissolução flagrante de seu partido sem uma briga. 
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Dissolver um partido da oposição, deixando a coaligação governista intacta, também exigiria padrões duplos e manipulação nua que será amplamente notada. É difícil pedir paciência quando muitos estão tão reprimidos com frustração e insatisfação nos últimos cinco anos de governo militar sob um líder que ainda é líder depois que as pesquisas aconteceram. 
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No entanto, a política parlamentar na Tailândia precisa ser nutrida e ganhar a fé e a confiança do eleitorado. No passado, os parlamentos eleitos muitas vezes se tornavam um circo de políticos frívolos, inescrupulosos e obscuros, acabando por perder credibilidade e legitimidade aos olhos do público.
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A melhor maneira de a democracia eleitoral retornar às custas do autoritarismo competitivo é que a oposição mantenha o profissionalismo, amplie suas bases eleitorais, fortaleça suas estruturas partidárias e plataformas de políticas, enquanto permite que o governo de coalizão perca tempo o pé com acusações de suborno, conflitos de interesse e abusos de poder. Esse processo pode demorar mais do que o previsto, tendo em vista a pequena maioria do governo, mas parece inexorável.
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Thitinan Pongsudhirak, PhD, leciona na Faculdade de Ciências Políticas e dirige o Instituto de Segurança e Estudos Internacionais da Universidade Chulalongkorn.

"O FIGURÃO DO CABRITA FOI À TELEVISÃO"


in Blasfémias

Uma pessoa percebe os erros do nacionalismo, quando se vê obrigada a partilhar a nacionalidade com o ministro Eduardo Cabrita...

Dêem votos e a maioria absoluta a estes gajos, e vão ver outra vez o clima de arrogância e prepotência que tivemos com o (des)governo de "aldrabão e corrupto" Sócrates...,

ou já se esqueceram ???

Não digam que não foram avisados.

quinta-feira, julho 25, 2019

TAILÂNDIA: "PROMOÇÃO DE TURISMO ATRAVÉS DE BLOGS"

Turistas na Comunidade Ban Tha Ma-O em Lampang, um dos 22 destinos escolhidos para o concurso. (Foto de Assawin Wongnorkaew)
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TAT se volta para blogueiros para atrair jovens
Publicado: 25 jul 2019 às 07:10
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Bangkok Post
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Por: Dusida Worrachaddejchai
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Cerca de 44 blogueiros de 17 países estão competindo por uma chance de promover a Tailândia como um destino preferencial para turistas milenar em todo o mundo.

Os blogueiros, selecionados entre 1.423 participantes em 86 países, têm entre 18 e 35 anos e devem criar histórias de viagem para 22 aldeias em toda a Tailândia.

A campanha, chamada Thailand Village Academy, é organizada pela Autoridade de Turismo da Tailândia (TAT), pelo Departamento de Promoção Cultural, pela Thai Airways (THAI) e pela Thai Smile. Destina-se a melhorar a economia social e criativa para as comunidades locais.

Thapanee Kiatphaibool, diretor executivo de produtos turísticos da TAT, disse que a campanha permite que curadores de histórias com habilidades em mídias sociais criem histórias inspiradoras durante a exploração de uma das 22 comunidades designadas.

Esses locais incluem a Comunidade de Turismo Cultural Ban Lao Wiang em Uttaradit, a Ban Phu Homestay em Mukdahan, a antiga comunidade de mercado de delegacias de Sapphaya em Chai Nat, a comunidade Ban Tha Ma-O em Lampang e a Comunidade Thung Wa em Satun.

Os blogueiros incluem 22 estrangeiros da Austrália, Nepal, Butão, Malásia, Índia, Indonésia, Itália, Israel, Nigéria, Filipinas, Peru, Rússia, Singapura, Tunísia, Reino Unido e Ucrânia. Os demais são competidores tailandeses que se juntaram à competição para visitar as aldeias de 24 a 29 de julho por seis dias e cinco noites.

Dinheiro e outros prêmios no valor de US $ 10.000 (308.905 baht) estão em oferta para os participantes vencedores.

Além do primeiro lote de 22 aldeias, o TAT pode escolher mais aldeias para a próxima campanha a partir da lista de 3.000 comunidades estabelecidas pelo Departamento de Desenvolvimento Comunitário. Entre eles, 33 comunidades foram desenvolvidas e preparadas para receber visitantes.

A agência também está trabalhando para melhorar cerca de 100 comunidades para o mercado de turismo doméstico.

Ms Thapanee disse que o TAT planeja avaliar o desempenho dessas 133 comunidades, incluindo renda.

"Uma das comunidades mais destacadas é Ban Nong San na província de Sakon Nakhon, que registrou um aumento de 200% na renda per capita em 2018", disse ela.

Ela disse que a campanha da Thai Village Academy oferece novos destinos turísticos em uma plataforma digital adequada para viajantes independentes.

"Atualmente, o número de viajantes independentes, especialmente da geração do milênio, está crescendo e eles tendem a depender de plataformas online. É vital promover o conteúdo do turismo tailandês através das mídias sociais para atingir esses grupos-alvo", disse Thapanee.

A Organização Mundial de Turismo da ONU informa que 370 milhões de jovens turistas devem viajar em 2020, disse Preyanan Mongkolsri, diretor de marketing digital da THAI.

Ela disse que esses jovens passam uma média de 50 dias viajando por ano e a tendência está aumentando.

A TAAI apoiou a campanha fornecendo passagens aéreas aos concorrentes.

Tassachon Thepgumpanat, um conselheiro do Departamento de Promoção Cultural, disse que o programa conectará a sabedoria de cada aldeia ao mundo digital.

Tropas chinesas podem ser mobilizadas para restaurar a ordem em Hong Kong, diz Pequim em alerta aos manifestantes


Soldados do Exército de Libertação do Povo em um dia aberto na base naval de Stonecutters Island em Hong Kong em 30 de junho de 2019.PHOTO: REUTERS

25 de julho de 2019, 7:18 am

Danson Cheong
Correspondente da China
O Exército Popular de Libertação (ELP) disse na quarta-feira (24) que suas forças estacionadas em Hong Kong podem ser mobilizadas para manter a ordem pública na cidade - um movimento marcado por analistas como um aviso claro para os manifestantes que são vistos por Pequim. como se tornando cada vez mais provocativo.
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Tal desdobramento de tropas teria que vir a pedido do governo de Hong Kong, de acordo com a Lei Garrison de Hong Kong, que o porta-voz do PLA, Wu Qian, referenciou, observando que o artigo 14 tem "estipulações claras". Ele não deu mais detalhes.
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"Estamos acompanhando de perto os desenvolvimentos em Hong Kong, especialmente o ataque violento contra o escritório de ligação do governo central pelos radicais em 21 de julho", disse o coronel Wu em um briefing para apresentar o novo white paper de defesa da China.
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“Alguns comportamentos dos manifestantes radicais estão desafiando a autoridade do governo central e a linha de fundo de um país, dois sistemas, e isso é absolutamente intolerável. A Pérola do Oriente não deve ser profanada ”.
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O Artigo 14 declara que o governo da cidade pode pedir ao governo central assistência da guarnição de Hong Kong do ELP para manter a ordem pública e o socorro em casos de desastres.
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Se Pequim aprovasse, a guarnição enviaria as tropas para executar as tarefas especificadas. Eles então retornariam à sua estação.
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As tropas estariam sob o comando do mais alto comandante da guarnição, ou um oficial autorizado pelo comandante com arranjos feitos pelo governo de Hong Kong.
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Os comentários de quarta-feira do Ministério da Defesa da China vêm em meio ao que Pequim vê como ações cada vez mais radicais de manifestantes em Hong Kong, que se opõem a um projeto de lei de extradição que poderia permitir que suspeitos de crimes sejam enviados ao continente.
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O território foi convulsionado por protestos sobre o projeto de lei por sete semanas consecutivas.
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Os manifestantes entraram em confronto com a polícia e invadiram o parlamento de Hong Kong, o Conselho Legislativo (LegCo).
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Mas é o mais recente ato de protesto que realmente sacudiu Pequim e - de acordo com um analista que queria permanecer anônimo - chegar “perto de seus resultados”.
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No domingo, manifestantes cercaram e vandalizaram o Gabinete de Ligação de Pequim, desfigurando o emblema nacional.
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Ele provocou um coro de condenação do continente, com a mídia estatal, o chefe do Gabinete de Ligação e o Ministério das Relações Exteriores da China, denunciando a violência.
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Pequim também permitiu que imagens do emblema nacional desfigurado circulassem em mídias sociais chinesas altamente regulamentadas, alimentando ainda mais a raiva pública.
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“Até certo ponto, isso se tornou um movimento violento - os ataques ao Gabinete de Ligação e à LegCo, a maioria dos países não será capaz de permitir ou aceitar isso. (Os comentários do Ministério da Defesa) são um aviso para os manifestantes de Hong Kong ”, disse o professor Zhu Feng, da Universidade de Nanjing, especialista em militares chineses.
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Assistir a manifestantes vandalizando o Escritório de Ligação teria perturbado os líderes chineses e lembrado como a LegCo foi invadida, disseram analistas, acrescentando que seria "desastroso" se algo semelhante acontecesse com o Escritório de Ligação.
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Embora esteja mantendo a opção militar na mesa, Pequim está adotando “uma abordagem muito cautelosa e disciplinada em relação a Hong Kong, e dependendo de sua força policial para manter os protestos sob controle por enquanto”, disse o professor Lau Siu Kai, o vice-presidente. da Associação Chinesa de Estudos de Hong Kong e Macau.
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Pequim está ciente de que enviar forças militares desnecessariamente “só pode intensificar a queixa popular”, disse James Char, especialista em forças armadas chinesas da Universidade Tecnológica de Nanyang.
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“A situação em Hong Kong piorou nas últimas semanas, mas não saiu de controle. Enquanto a força policial de Hong Kong for capaz de manter a lei e a ordem, o ELP não será ativado em Hong Kong tão cedo ”.
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Na quarta-feira, o Ministério da Defesa também teve um aviso severo para aqueles que buscavam a independência de Taiwan, chamando-o de "beco sem saída".
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"Se alguém se atreve a tentar separar Taiwan da China, o exército chinês certamente não hesitará em lutar e defender resolutamente a unidade soberana e a integridade territorial do país", disse o coronel Wu.

"EMBRULHA CABRITA O PRESENTE DO AUTARCA DE SANTAREM"

Autarca de Santarém manda Cabrita ir passear o cão sem incomodar a GNR


Ricardo Gonçalves usa caso do ministro ter posto guardas na rua para não incomodarem o seu cão, para sair em defesa de Vasco Estrela.
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O presidente da Câmara de Santarém atirou-se ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, em defesa do autarca de Mação, na troca de acusações por causa dos fogos. Ricardo Gonçalves, além de dizer as afirmações do ministro são injustas, manda-o ir passear o cão “mas desta vez sem incomodar a GNR”.
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A frase de Ricardo Gonçalves tem a ver com um facto noticiado por O MIRANTE, quando Eduardo Cabrita meteu os militares da GNR que protegiam a sua casa, pelo facto de ser ministro, na rua à porta da residência, para não incomodarem o cão.
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O animal, ao sentir a presença dos militares, costumava ladrar, o que incomodava o governante, que residia na altura, em 2017, em Casal da Charneca, no concelho de Santarém. O ministro mandou retirar os militares do interior da propriedade, onde tinham casa de banho e instalações para se abrigarem da chuva, passando a estarem dentro de um carro oito horas por dia, sem casa de banho nem condições para se alimentarem.
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Sobre o facto de Eduardo Cabrita ter dito que o autarca de Mação, Vasco Estrela, se tinha transformado num comentador televisivo, por ter criticado as operações de combate aos incêndios no seu concelho, Ricardo Gonçalves diz que nenhum autarca pode aceitar as afirmações do ministro.
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Num comentário publicado na página de Ricardo Gonçalves no Facebook , refere ainda: “Todos sabemos que são injustas e ditas por um membro de um Governo que desde os incêndios de Pedrogão em 2017 nada mais fez, no que concerne à protecção civil, que produzir ‘legislação passa culpas’ para todos poderem ser responsabilizados (cidadãos, empresas, forças policiais, forças militares, bombeiros, autarcas, etc)… Todos menos os Membros do Governo”.
Fonte: O Mirante