segunda-feira, julho 15, 2019

CHINA: EXODUS,UM BENEFÍCIO PARA ASEAN

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China exodus um benefício para Asean.
Aumento dos custos foram o principal motor de deslocalizações industriais, mesmo antes do início da guerra comercial 
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Publicado: 15 jul 2019 às 04:30 
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Secção de jornal: Business
escritor: JLL - Bangkok Post
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Mais fabricantes se mudaram da China para o Sudeste Asiático nos últimos anos, em grande parte porque os custos trabalhistas no continente tornaram-se cada vez menos competitivos. A tendência foi reforçada pela guerra comercial China-EUA que começou em 2018. Um novo relatório de pesquisa da consultoria imobiliária JLL indica que o Vietnã, a Tailândia e a Malásia estão ganhando mais fabricantes saindo da China.
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O investimento estrangeiro direto nos setores manufatureiros dos países do Sudeste Asiático cresceu fortemente nos últimos três anos, para US $ 46 biliões, de acordo com a JLL. As deslocalizações de empresas de manufatura da China para aproveitar os custos de mão-de-obra mais baixos contribuíram para esse crescimento.
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Oferecendo a disponibilidade de mão-de-obra de alta qualidade e salários competitivos, o Vietname, a Tailândia e a Malásia estão ganhando mais fabricantes que estão se expandindo ou se mudando não apenas da China, mas também da Coreia e do Japão, disse a JLL.
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A Tailândia e a Malásia, por exemplo, têm uma força de trabalho "mid-tech" cujo custo é agora 60% menor do que na China, comparado com 33% em 2010. Mesmo se não houvesse guerra comercial, as empresas na China estariam tomando uma difícil olhar para os seus custos e o que eles precisam fazer para se manterem competitivos.
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"A tensão atual entre a China e os EUA reforçou a tendência de mais fabricantes se mudarem da China para o Sudeste Asiático em esforços para minimizar o impacto comercial da guerra comercial entre China e EUA", disse Subyagorn Sansugtaweesub, diretor de propriedade industrial da JLL.
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Até agora, os EUA aplicaram tarifas de US $ 250 biliões em produtos chineses e a China aplicou US $ 120 biliões em produtos norte-americanos. Enquanto os presidentes americano e chinês concordaram na cúpula do G20 no mês passado para reiniciar as negociações comerciais, ainda não há um caminho claro para acabar com a guerra comercial.
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"A Tailândia lançou seu Corredor Econômico Oriental (EEC) na hora certa", disse Subyagorn, referindo-se ao principal esquema industrial focado em inovação do governo. "Ele atraiu grande interesse de empresas estrangeiras, incluindo aquelas que querem se mudar da China.
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"Já vimos muitas dessas empresas procurando oportunidades de adquirir terras nas zonas promocionais para desenvolver suas instalações de manufatura e logística. Algumas estão procurando adquirir instalações construídas sob medida. Outras estão procurando por instalações existentes que sejam instaladas para venda no EEC com especificações que se adequam ou podem ser facilmente ajustadas para atender às suas necessidades operacionais. ".
Abrangendo três províncias - Chachoengsao, Chon Buri e Rayong - a CEE tornou-se o destino industrial mais atraente da Tailândia para setores-chave identificados como motores de alto potencial de crescimento futuro para o país: automotivo, eletrônica inteligente, robótica, aviação.
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O governo colocou em prática uma série de políticas e programas de incentivo para facilitar o crescimento futuro na CEE. Eles incluem benefícios fiscais substanciais, permissão para a propriedade estrangeira de terras para projetos promovidos pelo Conselho de Investimentos e o direito de arrendar terras estatais em um prazo de 50 anos com uma opção, mediante aprovação, para renovar por mais 49 anos.
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"Mesmo que a guerra tarifária China-EUA termine, acreditamos que a Tailândia, particularmente a CEE, continuará a manter sua posição como um dos destinos industriais e logísticos mais atraentes do Sudeste Asiático", disse Subyagorn. "Isso se deve a ofertas atraentes de incentivo, disponibilidade de mão-de-obra qualificada, melhoria contínua da infraestrutura e localização vantajosa do país no centro da sub-região."

"TRÊS BONS RAPAZES"

CHEIRA MAL EM PORTUGAL!!...
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Em 2005, Manuel Pinho reuniu-se com António Mexia uma hora depois de ter estado com Ricardo Salgado. Uma semana depois, Mexia foi nomeado presidente do conselho de administração da EDP. Agenda do ex-ministro da Economia revela ainda encontros conjuntos com Mexia e Sócrates, em 2007, uma semana antes de uma Resolução de Conselho de Ministros sobre os CMEC
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Agenda de Manuel Pinho revela encontros com Salgado e Mexia no mesmo dia

"ALBUFEIRA (ALGARVE) REAL E AMOSTRA DE RABOS"

Maria De Deus Malveiro para ALBUFEIRA 24 (REAL ALBUFEIRA)
Sem palavras!Os donos dos estabelecimentos são culpados,pois se não os servissem eles não andavam assim.Para quem está a comer é um belo cartão de visita ter que levar com isto em plena tarde.

Portugal e o Pacto para as migrações da ONU

Os quatro "habilidosos" fundidos não saía um em condições!
É consabido que Portugal tem funcionado como plataforma giratória das políticas que fomentam a ENTRADA de Imigrantes ILEGAIS no Espaço Schengen! Sendo certo que, em regra, são os portadores de passaportes falsos e documentos forjados que optam por residir em Portugal, certo é que usufruindo de “benefícios sociais” (RSI, alojamento e outras benesses) que, irresponsavelmente, o Estado Português lhes atribui, com um estatuto de “refugiados”, que não são, certo é que apenas têm sido usados como financiamento para a sua livre circulação (e práticas criminosas e, mesmo, de terrorismo) noutros países europeus.
Serão centenas, senão milhares, os casos. Porém, entre estes, os mais famosos (entre outros que às mesmas práticas se vêm dedicando na sombra), acabaram por ser identificados e, mais tarde, detidos ou mortos, por autoridades policiais e militares, não em Portugal, mas em França, na Alemanha e no Luxemburgo, ou nos territórios então controlados pelo Daesh
Beneficiando do estatuto de “refugiados”, do regime de asilo e de autorizações de residência, Hicham El-Hanafi, Abdesseam Tazi, Abdessamad Anbaoni Yahya Nouri, Abderrahman Bazouz, Yahya Nouri, El Mehdi Kassim, Yassine Bousseria e, entre outros (uns já identificados, outros que continuam a sua missão), todos apresentam algumas características comuns: 
-nunca foram “refugiados” (apesar de terem obtido, com o beneplácito das autoridades portuguesas, tal “estatuto” e benesses associadas), muito menos “sírios” (apesar de ostentarem passaportes e vários outros documentos forjados, com vários nomes e idades falsas), todos apresentados e considerados como “muçulmanos moderados”, “simpáticos bons rapazes” e com fundos bastantes para viajarem e circularem de e para Portugal, com passagens pela França, Alemanha, Bélgica, UK, Turquia, Iraque, Síria (e, mesmo, pelo Brasil, Venezuela, Colômbia, entre outros destinos mais ou menos “turísticos” e onde o terrorismo anda de mão dada com gangs de tráfico de seres humanos, drogas e armas), a expensas dos tais subsídios concedidos pelo Estado Português, complementados por quantias recolhidas junto de outros elementos desta rede terrorista islâmica, a mando e sob coordenação de Boubaker El-Hakim, Wallid Hamam, Mohamed Abrini e Abdelhamid Abbaoud, para compra de armas e explosivos e atentados terroristas que se viriam a perpetrar, em 2016 (apesar de alguns terem sido, a tempo, evitados), mormente em Paris e em Bruxelas.
É óbvio que este “pacto” não será seguido, nem pela China, nem pelos países árabes, nem pelos países não Ocidentais e o facto de não ser vinculativo visa, exactamente, esse propósito: não ser respeitado por aqueles cujo adimplemento não interessa, ou convém, apenas e só os pressionar habituais os países-alvo. Aliás tal como o “acordo climático”…
A veemente REJEIÇÃO do intolerável e criminoso, designado pomposamente, “UN Global Compact for Safe, Orderly and Regular Migration”, em linha com as Nações que, na Europa, já manifestaram a sua clara e frontal oposição (bem como ao reforço dos meios da Censura institucionalizada que estão em preparação contra os Povos que se recusarem a cair nesta falácia, a saber: Eslováquia, Hungria, Áustria, Bulgária, Republica Checa, Croácia, Estónia, Polónia e Itália) é uma prioridade nacional

"O SANTO PROTECTOR DO ZÉZITO EM TELHADO DE ZINCO QUENTE"



Os ROSTOS da DESGRAÇA

Créditos sem critério, negócios ruinosos e, claro, PRÉMIOS DE GESTÃO (LOL) também sem critério. Prepare o CHEQUE, a FACTURA vem a caminho. Teremos em breve uma NOVA CRISE, na qual, mais uma vez, não estaremos preparados.
(Norberto Pires)
A bomba nacional que lancei no meu programa dos domingos está a fazer o seu caminho e é primeira página, página central e notícia em muitos diários de hoje. Depois de ter entregue a auditoria à Caixa Geral de Depósitos em directo, ontem passei o dia a disponibilizar os documentos a TODOS os órgãos de comunicação social que isso mesmo me solicitaram.
Nenhuma instância estatal - executivo ou parlamento- revelou interesse. Aliás, hoje o governo diz que não viu o documento (nem quer ver!!!) e Faria de Oliveira - anos e anos à frente dos destinos da Caixa - já sacudiu também a água do capote e alegou sigilo bancário. Volto a afirmar- o que esta auditoria revela não é gestão danosa. É um crime de lesa-pátria. Traição a Portugal. Por fim, deixem-me que vos diga- nenhuma ameaça ou intimidação me fará desistir.
(Joana Amaral Dias)

Um provinciano sem maquilhagem

RuiRio

Um provinciano sem maquilhagem

14 Julho, 2019
Só agora me dou conta de que Poiares Maduro escreveu no mesmo dia em dois jornais diferentes (JN e Público) dois artigos a sinalizar a sua própria virtude e as boas intenções da sua moderação opinitiva ou, dito de outro modo, conversa de chacha.
A estética de sofisticação e urbanidade que pretende aparentar tem-se tornado objectivo comum a diversos comentadores e analistas da chamada Direita.
Depois, nesta área política cada colunista acrescenta a gosto uma pitada de alteração climática, um “claim” de liberalismo, uma dose QB de “preocupação” acerca do poder de empresas como o Facebook ou o Google e fica criado o boneco de um verdadeiro Progressista.
Se é este o posicionamento que os potenciais concorrentes à liderança do PSD acham dever ter, pode é acontecer que os militantes e simpatizantes desse partido continuem a preferir manter Rui Rio na liderança da agremiação, pois pelo menos não disfarça a sua imagem de provinciano com as técnicas enlatadas de comunicação dos seus desafiadores.

CLARA FERREIRA ALVES ESCREVEU


Colonialismo e crueldade


(Clara Ferreira Alves, in Expresso, 14/07/2019)

Clara Ferreira Alves

De 1922 a 1927, George Orwell serviu o império britânico no norte da Birmânia, como oficial da polícia. Dele é a frase: “O passado pertence aos que controlam o presente.”
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Eric Blair, nascido em 1903, vinha da baixa classe média, ou de uma classe média sem dinheiro, mas entrou em Eton, a mais elitista das escola, a escola dos príncipes. Foi vítima de bullying, e sobreviveu às sevícias e humilhações, mas não tentou frequentar Oxford ou Cambridge. Os cinco anos de snobismo e complexo de casta chegaram. 
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Aos 19 anos, estava na Birmânia. Logo se apercebeu da situação colonial, uma exploração cruel dos nativos pela supremacia branca. Dessa experiência birmanesa resultou um livro, um romance, “Dias da Birmânia”, e dois ensaios de génio, “Shooting an Elephant” (Matar um Elefante) e “A Hanging” (Um Enforcamento). São textos que retratam, com a empatia e compaixão que caracterizavam a escrita seca e precisa de Orwell, a tragédia da exploração capitalista colonial e do racismo. O romance, “Dias da Birmânia”, está escrito num estilo soberbo, enfeitado, que Orwell depois renegou (era o primeiro romance e tinha os vícios habituais) e descreve exemplarmente os tipos coloniais. Não é tanto a crueldade mas a suprema indiferença pelos nativos, os asiáticos, a sua invisibilidade, a prestação esclavagista vista de cima para baixo como um direito do funcionário, do comerciante ou do proprietário colonial. Os nativos, escreveu Orwell, eram para os colonialistas, nativos. Interessantes mas, finalmente, inferiores.
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O império estava no estertor, em breve a Índia escaparia das algemas e com ela o Paquistão, e, claro, a Birmânia. A tragédia dos rohingya não é compreensível sem conhecer estes capítulos do colonialismo britânico, que sempre se reclamou, em relação ao português, mais avançado e mais culto, menos brutal e troglodita. 
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Basta ler os guias da Índia para ver como os portugueses são acusados, na sua missão cristianizadora, de terem destruído os belos templos das cavernas da ilha de Elephanta, a que demos o nome, em frente a Bombaim, transformando-os em campos de tiro. As estátuas das divindades hindus estão desfiguradas pelas balas dos portugueses, numa selvajaria profana contra os profanos. Sagrado era o que os cristãos diziam que era sagrado. 
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Quem não fosse cristão, ou se convertia ou era destruído. Este foi o modelo da cristandade portuguesa durante séculos. O padrão e a cruz. Deixámos, por esse mundo fora, um império construtor de fortalezas e igrejas, e legiões de cristãos de pele diferente da nossa. Cristãos católicos da Ásia a África, fomos os responsáveis primeiros.
O colonialismo português, com a sua dose maciça de coragem, aventura, crueldade e exploração, de esclavagismo e ignorância, de indiferença e desconsideração, nem sequer achava os nativos interessante. Achava-os fungíveis e sub-humanos. Carne para criadagem, cozinha, cama.
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Este colonialismo, com as tropelias e guerras da fase do estertor, nunca produziu um escritor que, como Orwell, tivesse a empatia e a lucidez de o descrever. Nem sequer um Kipling. Ou um Forster. Não produziu nada de extraordinário depois das epopeias, tragédias e relatos do século XVI e XVII. Certamente, nada de extraordinário nos séculos XIX e XX. Exceto o poema de Jorge de Sena, ‘Camões na Ilha de Moçambique’, “pequena aldeia citadina de brancos, negros, indianos e cristãos, e muçulmanos, brâmanes e ateus”.
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O colonialismo foi depois amalgamado numa teoria de lusotropicalismo recheado de imbecilidades como as que ouvi dizer a alguns diplomatas e académicos de antanho. Os ingleses fizeram a guerra e nós fizemos amor, make love not war, e assim mestiçámos. Uma orgia de violação, uso e abuso das mulheres nativas e das escravas mascarada de humanismo sexualizado. A nossa sociedade colonial descambou no modelo ainda em vigor na sociedade brasileira, onde os negros são vistos como servos naturais dos brancos.
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Luanda era descrita como a grande cidade branca de África, a mais evoluída, a mais arquitetada, a mais pensada, e como um símbolo da glória do império português. A Cidade do Cabo também era gloriosa, mas não tínhamos apartheid, éramos mais “humanos” porque mais mestiçados. Na verdade, a mestiçagem dava jeito e o apartheid, compondo a rigorosa separação das raças e condenando a mestiçagem como um crime, impossibilitava o abuso sexual das mulheres e dos homens que serviam o capitalismo colonial.
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O salazarismo, nunca tendo Salazar arredado a manta e o fogareiro e posto um pé nas terras dos selvagens onde mandou combater os ‘turras’ dos movimentos de libertação, sacrificando os mancebos portugueses a uma guerra que não entendiam e da qual nada sabiam, tinha a convicção de que aquilo era nosso por direito próprio e que a posse da terra tinha dentro dela o direito a dispor de uma raça inferior. A Índia nunca lhe interessou tanto, por remota e exótica, ou os longínquos Timor e Macau, como África, Angola e Moçambique. Menos, Cabo Verde, e talvez tenha sido uma sorte para os cabo-verdianos. E a Guiné, onde a guerra seria mais fácil de ganhar.
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O colonialismo português teve os seus capítulos de glória nas conquistas e caravelas mas atravessou o século XX, o século das descolonizações, de olhos vendados. Nas escolas, a História de Portugal era uma lenda e uma narrativa mentirosa, arranjada para manter o regime como o defensor dos valores da cristandade em terras de bárbaros. Construíamos a escola e a igreja ao lado e deixávamos o esgoto a céu aberto e o casebre. Já Eusébio era velho, visitei o bairro onde ele nasceu no Maputo, Mafalala. Era isto. 
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O amigo moçambicano que lá me levou não odiava os portugueses. Pelo contrário, tinha vindo educar-se a Portugal e gostava muito de Lisboa. Ele e a mulher são cultos, ela estudou literatura, ele escreveu livros, e assim são os amigos deles. Sempre pasmei da ausência de ressentimento tanto nos intelectuais como na gente simples de um país que condenámos à miséria e à corrupção. Isto deve-se à tal empatia, à humanidade, à educação e à consideração de que somos todos parte de uma raça, a humana.

Não nos odeiam. Nós, temos por cá uma gente que odeia pretos, e ciganos, como temos gente que odeia mulheres, e homossexuais, e doentes com sida, e muçulmanos, e judeus, e por aí fora. Quando se começa a odiar nunca mais se para. É esta gente que tem de ser educada. É esta gente que tem de ler uns livros e sair do canto provinciano e mesquinho das suas cabeças. De ler George Orwell e o que escreveu contra os totalitarismos e autoritarismos de que o colonialismo faz parte. Temos de deixar de controlar o passado.
À MARGEM: Não estamos de acordo com tudo que a Clara escreve. Os portugueses,nas "tais" colónias de Portugal em África foram ocupadas por grande gente e o que seriam essas terras em 44 anos que a independências foram dadas!!! 
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Todo o mundo foi colonizado e os portugueses, no seu próprio território, o foram pelos Duques, Marqueses, Barões e Viscondes e por outros pacotilhas que eram donos das terras e a arraia-miúda as amanhava e pagava a tenção a essa gente fina que era senhores de tudo e da Lei. 
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Para se conhecer as "tais" colónias de Portugal em África foi necessário viver lá.Eu vivi lá!

Manifestantes de Hong Kong atacam comerciantes chineses do continente

13 de julho de 2019

Manifestantes de Hong Kong atacam comerciantes chineses do continente
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Os manifestantes sustentam palavras que dizem: "Estrita aplicação da lei contra contrabandistas de mercadorias cinzentas" em Hong Kong sábado, 13 de julho de 2019. Milhares de pessoas marcham em Hong Kong contra comerciantes da China continental no que está rapidamente se tornando um verão de agitação no território chinês semi-autônomo. (AP Photo / Kin Cheung)

HONG KONG (AP) - Vários milhares de pessoas estão marchando em Hong Kong contra comerciantes da China continental no que está rapidamente se tornando um verão de agitação no território chinês semi-autônomo.

A marcha de sábado passou por farmácias temporariamente fechadas e lojas de cosméticos que são populares entre turistas chineses e comerciantes que trazem mercadorias de volta para vender no continente.

Grandes manifestações no mês passado contra uma proposta para mudar as leis de extradição estão despertando outros movimentos na cidade. Milhares de pessoas marcharam no último final de semana contra mulheres da meia-idade que cantam e dançam provocativamente em um parque público, recebendo dicas de homens mais velhos.

Os protestos têm um refrão comum: o governo de Hong Kong não está abordando as preocupações dos cidadãos.

A líder da cidade, Carrie Lam, prometeu ouvir as pessoas, mas muitos manifestantes querem que ela renuncie.

China assegura empresas estrangeiras em meio a tensões




China assegura empresas estrangeiras em meio a tensões
ZHONG NAN, JING SHUIYU | China Daily | Atualizado: 2019-07-12 04:13
[Foto / ic]

Ministério descarta preocupações de fuga maciça de capitais durante impasse com EUA

O Ministério do Comércio informou nesta quinta-feira que não há retirada maciça do investimento estrangeiro da China e prometeu que o país protegerá firmemente os direitos e interesses legítimos de empresas estrangeiras no país.

"Percebemos as preocupações de algumas empresas estrangeiras, mas com base em nosso conhecimento, o país não viu a retirada em larga escala do investimento de empresas estrangeiras", disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, em uma coletiva de imprensa.

Sua observação veio em meio a relatos da mídia que disseram que algumas empresas estrangeiras estão pensando em sair da China para evitar serem adversamente afetadas pelo atual conflito comercial sino-americano. "A China não suprimirá empresas de capital estrangeiro e não discriminará nenhuma delas", disse Gao.

"Protegeremos firmemente os direitos e interesses legítimos de todas as empresas financiadas por estrangeiros na China e criaremos um ambiente de investimento mais estável, justo, transparente e previsível para eles", disse ele a repórteres.

Apesar das incertezas criadas pela disputa comercial sino-americana, a China continua sendo um dos destinos mais quentes para o investimento estrangeiro direto, disse o ministério.

A China classificou o segundo maior receptor mundial de investimento estrangeiro direto depois dos Estados Unidos, respondendo por mais de 10% do total do IDE global, de acordo com o Relatório sobre Investimentos Mundiais de 2019, publicado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.

No primeiro semestre deste ano, o IDE na China continental aumentou 7,2% em relação ao ano anterior, para 478,33 biliões de yuans (US $ 69,69 biliões).

A Lei de Investimentos Estrangeiros do país entrará em vigor no início do próximo ano. Duas novas listas negativas, que foram encurtadas para promover maior abertura econômica, entrarão em vigor a partir de 30 de julho.

Olhando para o futuro, Gao disse que o governo continuará a abrir o mercado, promover a liberalização e facilitação do investimento e garantir que o mercado continue sendo um destino atraente para o investimento estrangeiro.

Marcel Smits, diretor de estratégia corporativa da gigante de agronegócio dos EUA Cargill, disse: "O ambiente de negócios da China continua melhorando e a política do governo está enviando sinais favoráveis, incluindo a recente Lei de Investimentos Estrangeiros".

O conglomerado agrícola investiu US $ 200 milhões na China para construir novas centrais e instalações de pesquisa em diferentes províncias no primeiro semestre deste ano.

Perguntado sobre se a China planeja comprar produtos agrícolas dos EUA, Gao, do Ministério do Comércio, disse que a China e os EUA se complementam no comércio de produtos agrícolas, e que há muito espaço para cooperação.

Wang Xiaosong, professor de comércio internacional da Faculdade de Economia da Universidade Renmin da China, disse que as equipes de negociação dos dois países precisam dar grande importância às futuras negociações econômicas e comerciais de alto nível. "As negociações devem se basear na igualdade e no respeito mútuo, e os dois lados precisam alinhar seus interesses", disse Wang.

Entre em contato com os escritores em jingshuiyu@chinadaily.com.cn

CHINA:Canadá diz que outro cidadão detido na China em meio a laços azedos

Ministério do exterior do Canadá disse que um cidadão canadense foi detido pelas autoridades em Yantai, na China, em 13 de julho de 2019.PHOTO: AFP
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14 de julho de 2019, 15h13 SGT
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MONTREAL (AFP) - A China deteve outro cidadão canadense em meio a relações acirradas entre os dois países, disse o Ministério das Relações Exteriores do Canadá no sábado (13 de julho), embora o motivo da prisão ainda não esteja claro.
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"A Global Affairs Canada está ciente da detenção de um cidadão canadense em Yantai, na China", disse um porta-voz à AFP.
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Ele acrescentou que "as autoridades canadenses estão fornecendo assistência consular", mas nenhum outro detalhe poderia ser divulgado devido às leis de privacidade.
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A detenção segue a prisão de dois canadenses em Pequim no início deste ano, depois que Meng Wanzhou, diretor financeiro da gigante chinesa de tecnologia Huawei, foi detida em Vancouver por um mandado dos Estados Unidos.
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No entanto, uma fonte familiarizada com a mais recente detenção disse que não há indicação de que esteja relacionada aos casos dos canadenses Michael Kovrig, um ex-diplomata, e Michael Spavor, um consultor.
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Os dois estão enfrentando acusações de espionagem que Ottawa chamou de arbitrárias e que provocaram dúvidas sobre se as acusações são uma retaliação à prisão da Huawei no Canadá.
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A China também condenou dois outros canadenses à morte por tráfico de drogas e bloqueou a importação de produtos agrícolas canadenses.
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Ainda não está claro se essa última detenção foi relacionada à prisão, na semana passada, de 19 pessoas em um caso de drogas centradas no ramo local de uma escola de idiomas em Xuzhou, uma cidade a sudoeste de Yantai.
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Entre os presos, sete professores e nove estrangeiros, cujas nacionalidades não foram especificadas.
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História Relacionada
Quatro britânicos detidos na China, dois dias após a apreensão de drogas

A embaixada britânica em Pequim na sexta-feira passada disse que quatro de seus cidadãos foram presos na província de Jiangsu, onde Xuzhou está localizada, sem especificar se as prisões estão relacionadas ao caso de drogas.

A Education First, com sede na Suíça, que opera uma cadeia de escolas de idiomas na China, divulgou um comunicado reconhecendo o envolvimento de sete de seus professores nas alegações de drogas em uma de suas filiais em Xuzhou.

"O FORROBODÓ E A GENTE FINA DA NOSSA COUTADA"

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Adorável cultura, em um salão de banquetes, perto de você, em breve.


domingo, julho 14, 2019

Marcelo, consensos e maiorias

Marcelo, consensos e maiorias

(José Gabriel, 12/07/2019)
O manobrador
Já se desenhava há muito, mas o recente discurso do Presidente da República na Fundação Gulbenkian avança por terrenos que, contenhamo-nos na adjectivação, são, no mínimo, duvidosos. O que se questiona, assuma-o o orador ou não, é a própria concepção de democracia. 
A democracia pode ser concebida em várias configurações, mas estas têm em comum alguns traços fundamentais. Todos os cidadãos têm o direito de participar em plano de igualdade, de modo directo ou por representantes, na produção de leis, na governação. Idealmente, o sufrágio universal que lhe está na base deve ser tão extenso quanto possível. A autonomia política dos cidadãos implica condições culturais, sociais, económicas e exerce-se em liberdade e igualdade e sob o domínio da Lei. A deliberação em democracia assenta no apuramento das maiorias determinadas – que podem ser, de vários modos, qualificadas -, e no escrupuloso respeito pelas minorias.
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Se o que se diz atrás é aceitável, todos os devaneios mais ou menos obscuros de Marcelo Rebelo de Sousa sobre os méritos e vantagens dos consensos – termo a que nunca se faz corresponder um conceito claramente definido – sobre as maiorias – chamadas, pelo orador, conjunturais – perdem todo o sentido.
Parece ao senso comum que a noção de consenso é bondosa, pelo atávico receio da clareza da oposição de convicções, opiniões, propostas políticas. No “consenso” tudo parece diluir-se num caldo morno de indefinição, num lago de águas turvas onde se pesca com facilidade. E note-se: os campeões de consenso nunca ou raramente dão conteúdo objectivo e concreto a tais fantasmas propositivos.
Não que o consenso não possa ser uma ocorrência simpática no dia a dia, em matérias onde não nos vale a pena o confronto por ser estéril o motivo. Mas em política, opor os alegados méritos do consenso aos alegados deméritos das maiorias é um gesto fundamentalmente anti-democrático. No caso de Marcelo nem há o esforço de uma formulação muito sofisticada. Consensos são as maiorias de que ele gosta; maiorias conjunturais – como se todas, em princípio, não o fossem – são as que o desgostam. Toda a retórica da necessidade de leis estruturantes é uma treta, a não ser numa formulação tão básica e abstracta que, por ausência de matéria, mereça a concordância de todos pela via do não-ser que, como ensina o mestre, não nos leva a lado nenhum. 
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Marcelo sabe que qualquer maioria, mesmo que qualificada, pode ser, tarde ou cedo, contrariada por uma outra. E pode tal nunca acontecer. É isto a democracia representativa. Mas criar “consensos”, reais ou imaginários, que sejam obstáculos à livre expressão dos representantes dos cidadãos, é uma manobra pouco clara – para dizer o mínimo. No limite, esses tais consensos teriam, para ser efectivos, de se traduzir em maiorias. 
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Dir-me-ão que há leis consensuais, como a Constituição da República. Não é verdade. Só a determinação de haver uma Constituição foi um momento de consenso. Logo que ela se começou a escrever, emergiram a naturais diferenças e o resultado esteve longe de ser consensual e unânime. A aprovação fez-se por significativa maioria, não por um qualquer difuso consenso. E as suas revisões por maiorias se fizeram.
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Sei o que quem teve paciência para me ler até aqui pode estar a pensar: que sou ingénuo, que os consensos de Marcelo não são mais que um apelo à formação de um bloco central que, além de lhe fazer as vontades, o viesse a reeleger. Talvez tenham razão, mas isso torna tudo mais grave e nebuloso.
Vem aí a votação da Lei de Bases da Saúde. Marcelo, a quem nunca incomodou o facto de a lei vigente ter sido aprovada pela direita e ter sido – lamentavelmente – duradoura, parece agora abespinhado por a nova lei poder vir a ser aprovada pela esquerda – que, aliás, foi quem criou o SNS – a ponto de ameaçar um veto político.
Já vimos que as razões do presidente são fracas e vãs. Mas não desinteressadas. A Lei, penso eu, será votada e aprovada por significativa maioria. E Marcelo, se tiver o atrevimento de a vetar terá, desejo eu, a derrota que merece. E se, mais tarde, outra maioria alterar de novo a lei – para melhor, espero -, olhem, é a vida….

"SHOW OFF EM SALDO"

 Marcelo, Costa e Ferro em missa de homenagem a vítimas dos incêndios de 2017
Hipócritas !. O que faz falta, não são homenagens. O que faz falta é a atribuição dos apoios a que realmente necessita !. O que faz falta é pôr na prisão que se aboletou, com o dinheiro ou outros bem doados generosamente pela sociedade, e aproveitados pelos abutres do costume.
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Deixem-se de "merdas", deixem-se de Show Off, e utilizem a vossa influência , o vosso poder, os vossos cargos políticos para que se faça justiça, e os apoios sociais cheguem onde realmente devem chegar.

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Mas para isso alguns de vocês, teriam que tomar decisões contra vocês próprios, ou contra os vossos " amigos" ou " clientes" e isso não dá jeito nenhum. Hipócritas !.
publico.pt
Texto de Valdemar Alves

“AS BACORADAS DO XIQUINHO LOUÇÔ


O caso Bonifácio

“Depois de uma semana de celeuma sobre o artigo de Fátima Bonifácio que postula que “os ciganos são inassimiláveis” e “os africanos são abertamente racistas”, percebe-se que o caso em si é quase banal, a não ser pela curiosidade de Ventura ser ali enunciado em modo mais troglodita. Daniel Oliveira, Marta Mucznik ou Francisca Van Dunem, entre outros, arrumaram o assunto com elegância.”

O trecho acima foi retirado de um artigo escrito pelo Francisco Loução, publicado no jornal Expresso em 13 de Julho de 2019. que crítica o artigo de Fátima Bonifácio que escreveu e foi publicado: “ciganos são inassimiláveis”. 
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Pessoalmente não conheço Francisco Loução, tão pouco leio as “bacoradas” que vai escrevendo e publicando.
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Evidentemente que os ciganos, nunca se assimilaram, desde que entraram em Portugal, à comunidade portuguesa.
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Conheço os ciganos desde os meus tempos de criança, em que apareciam nas aldeias, cujo trabalho deles era o de viver de expedientes, vendendo pano e bugigangas de reles qualidade,a roubarem fruta, batatas e vegetais nos campos.
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As mulheres a ler a sina e se pudessem entrar nas casas roubavam o que por lá via. Facilmente atemorizavam, com o fio da navalha, qualquer aldeão. 
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Eu vivi em Moçambique por 10 anos e havia outras etnias que não assimiláveis aos portugueses e estas eram os indianos e os goeses que chegaram do Estado da Índia depois de invadida pela União Indiana. 
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Enquanto a comunidade chinesa, em Moçambique, era assimilável e houvera alguns casamentos entre homens portugueses e mulheres chinesas. 
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Como por aí se afirma que o "Xiquinho", aliás Francisco Loução, vive que nem um “nababo” à conta da política poderia dar abrigo a alguns “coitadinhos, pobrezinhos” ciganos.

José Gomes Martins

ANTÓNIO COSTA:"A POUCA DIGNIDADE DAS PALAVRAS"


2019-07-10 às 14h56

«Portugal está melhor porque os Portugueses vivem melhor»

Primeiro-Ministro António Costa discursa no debate do estado da Nação, Assembleia da República,10 julho 2019 (foto: Manuel de Almeida/Lusa)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que ao fim de quatro anos desta legislatura «o País recuperou a dignidade, a autoestima, o respeito internacional e encara o futuro com otimismo», no debate do Estado da Nação na Assembleia da República, que foi também, disse, o balanço da legislatura. 

«Portugal está melhor», disse, «porque os Portugueses vivem melhor do que há quatro anos», «recuperaram a confiança, recuperaram a esperança no seu futuro, no futuro dos seus, no futuro do País».

Lembrando o triplo desígnio do Programa do Governo para a legislatura – Mais Crescimento, Melhor Emprego, Maior Igualdade – António Costa fez o balanço do que foi conseguido nestas três áreas. 

Crescimento, emprego e igualdade

«Portugal cresce 9% em termos reais nestes 4 anos, tendo retomado em 2017 e prosseguido em 2018 e 2019 um crescimento superior à média da UE, retomando a convergência interrompida no início deste século», referiu, acrescentando que é «um crescimento fortemente sustentado no investimento empresarial – apoiado na elevada execução do Portugal 2020 - e no aumento das exportações».

«Nos quatro anos desta legislatura foram criados 350 000 novos postos de trabalho, em simultâneo com um aumento do rendimento médio mensal líquido dos trabalhadores de 8,2% e uma subida do salário mínimo de quase 20%», referiu, sublinhando que «a melhor evidência da maior qualidade do emprego é o facto de 89% dos novos empregos por conta de outrem, serem contratos sem termo». 

«De 2015 para 2017, houve 180 mil famílias que saíram da situação de risco de pobreza, e 382 mil famílias que se libertaram da situação de privação material severa», afirmou acrescentando que a diferença de rendimento dos 10% mais ricos com os 10% mais pobres, «reduziu-se para o valor mais baixo de sempre».

Resultados da confiança

O Primeiro-Ministro afirmou que «foi o virar da página da austeridade quer permitiu a recuperação de rendimentos; a recuperação de rendimentos que gerou confiança; a confiança que motivou o investimento; o investimento que criou emprego; o emprego que garantiu maior rendimento». 

Estas políticas criaram um «círculo virtuoso, que abriu o caminho sustentável para termos contas certas, com o défice mais baixo da democracia e a dívida pública a recuar em 2018 para 121,5% e este ano a continuar a reduzir-se para 119% do Produto Interno Bruto».

António Costa sublinhou que a «previsibilidade nas políticas foi, durante os últimos 4 anos, um dos fatores centrais de confiança»: «Os portugueses deixaram de viver no sobressalto quotidiano dos cortes nas pensões ou nos salários, na incerteza do aumento de impostos ou do encerramento de serviços, na incógnita dos orçamentos retificativos, na instabilidade do permanente conflito constitucional».

«A estabilidade política, a previsibilidade das políticas, a normalidade institucional, o respeito da Constituição são elementos fundamentais para o grande ganho desta Legislatura: a recuperação da Confiança», disse, dando como exemplo os dados do Eurobarómetro: «esta Legislatura foi determinante para a recuperação da confiança dos portugueses no funcionamento da Democracia, que mais do que duplicou, de 28% em 2015 para 64% no final de 2018».

Bases para o futuro

O Primeiro-Ministro disse também que esta foi também «uma Legislatura que lançou as bases do futuro, assente num modelo de desenvolvimento em que a inovação é o motor do crescimento sustentável», tendo o Governo estado também focado no futuro, dando prioridade «a grandes desafios estratégicos como: o desafio demográfico, as alterações climáticas, o desafio da sociedade digital ou a sustentabilidade da Segurança Social».

Todavia, «não vivemos no oásis, num país cor de rosa» e «o balanço positivo destes 4 anos não nos permite esquecer os problemas que subsistem». 

«Crescemos mais, mas mais precisamos de crescer; há melhor emprego, mas o emprego tem de continuar a melhorar; há maior igualdade, mas as desigualdades têm de continuar a reduzir-se», disse ainda António Costa.