sexta-feira, julho 12, 2019

"O ESTADO DA SAÚDE EM PORTUGAL"

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O desespero dos utentes e a incapacidade dos médicos face à ruptura no SNS
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Agente da PSP apanhado com mais de 120 kg de haxixe fica em prisão preventiva



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Agente da PSP apanhado com mais de 120 kg de haxixe fica em prisão preventiva

Bernardino Mota, da esquadra de Gondomar, foi presente a juiz nesta terça-feira e ficou sujeito à medida de coação mais gravosa. Também os restantes três suspeitos de tráfico de droga ficaram presos preventivamente

Carolina Resende Matos / Catarina Caseirito

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O agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Gondomar, apanhado com 125 kg de haxixe, ficou em prisão preventiva, sabe a TVI.
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Bernardino Mota foi presente a juiz nesta terça-feira e ficou sujeito à medida de coação mais gravosa.
Também os restantes três suspeitos de tráfico de droga ficaram presos preventivamente.
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Este elemento policial estava a ser investigado por tráfico de estupefacientes, há mais de um ano, pelo Departamento de Investigação Criminal na PSP.
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O agente, que também chegou a pertencer à Esquadra de Valbom, foi detido em flagrante delito quando transportava 124,5 kg de haxixe do Algarve para o Porto. Bernardino Mota, de 45 anos, levantou suspeitas há vários anos devido ao estilo de vida que levava, nomeadamente, dos bens que foi adquirindo.
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Foi detido no regresso ao Porto, depois de uma viagem até ao Algarve para ir buscar um carregamento de três fardos de haxixe vindos de Espanha, cerca de 249 mil doses. No âmbito deste processo, foram ainda detidas outras duas pessoas que se encontravam dentro da viatura.
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Foram efetuadas seis buscas domiciliárias e duas não domiciliárias, que culminaram na apreensão de mais meio quilo de haxixe (1.000 doses de estupefaciente), 15.000 euros em dinheiro, 4 viaturas utilizadas pela organização para o desenvolvimento da sua atividade e outros artigos relevantes para o inquérito em curso.
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Das diligências realizadas na segunda-feira resultou a detenção de mais um elemento do grupo, um homem de 40 anos e a constituição de arguido de outro homem de 37 anos de idade.
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TVI sabe que, numa fase inicial, a investigação começou por estar a cargo da Divisão de Investigação do Porto, mas dada a gravidade dos factos e pela necessidade de uma investigação mais aprofundada, esta acabou por ser transferida para as mãos do Departamento de Investigação Criminal da PSP.
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Os passos deste agente foram seguidos e vigiados ao pormenor durante pelo menos anos e meio.
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Nesta operação foram empenhados 45 polícias e participaram na investigação o Departamento de Investigação Criminal, o Comando Metropolitano do Porto, o Comando Metropolitano de Lisboa, o Comando Distrital de Faro e o Grupo de Operações Especiais, tendo ainda colaborado o Corpo Nacional de Polícia do Reino de Espanha.

SINGAPURA:"CRESCE APENAS 0,1% NO SEGUNDO TRIMESTRE"


A economia de Singapura cresce apenas 0,1% no segundo trimestre, menor na década e pior do que o esperado.

As estimativas rápidas do Ministério do Comércio e Indústria apontaram o crescimento econômico de Singapura em 0,1% no segundo trimestre deste ano, marcando o sexto trimestre consecutivo de abrandamento. FOTO: ST FILE
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Sei Bei Yi
Correspondente de negócios
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SINGAPURA - A economia de Singapura teve um desempenho pior que o esperado no segundo trimestre, desacelerando novamente depois de atingir sua menor taxa desde a crise financeira global nos primeiros três meses deste ano.
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As estimativas do Ministério do Comércio e Indústria (MTI) apontam o crescimento econômico de Cingapura em 0,1% no segundo trimestre deste ano, bem abaixo das expectativas dos analistas de 1,1%, segundo uma previsão da Bloomberg.
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Este é o menor crescimento desde que a economia contraiu 1,2 por cento no segundo trimestre de 2009, durante a Grande Recessão.
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Também está muito longe do crescimento revisado de 1,1% no trimestre anterior e marca o sexto trimestre consecutivo de abrandamento.
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Em uma base anual anualizada ajustada trimestralmente, a economia encolheu 3,4 por cento, após registrar um crescimento de 3,8 por cento nos três meses anteriores.
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Economistas disseram que os números mais recentes mostram fraqueza nos principais setores, com todas as contratações do primeiro trimestre do ano.
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A produção encolheu 6 por cento em relação ao trimestre anterior, enquanto a construção contraiu 7,6 por cento e os serviços 1,5 por cento.
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Tanto a construção quanto os serviços reverteram o crescimento anterior em relação ao trimestre anterior.
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Selena Ling, chefe de pesquisa e estratégia de tesouraria do OCBC Bank, disse ao The Straits Times: "Parece que o risco de uma recessão técnica está crescendo a cada dia".
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Uma recessão técnica é definida por dois trimestres consecutivos de desaceleração.
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"Não é apenas uma história de produção, que sabemos que pode evoluir muito rapidamente com os tweets do presidente dos EUA, Donald Trump", disse ela.
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Mas ela acrescentou que "nós não somos tão esperançosos no comércio", notando que o presidente Trump twittou durante a noite sobre como a China estava decepcionando os EUA ao não comprar os produtos agrícolas que disse que iria.
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Uma área de preocupação é como a mais recente desaceleração pode atingir o mercado de trabalho, disse Ling.
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Há um “abrandamento emergente” nos serviços, sugerindo que a confiança do consumidor pode ser prejudicada e que as pessoas estão apertando os bolsos.
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Ling acrescentou que com a fraqueza atual, as chances de a Autoridade Monetária de Singapura (MAS) diminuir a política monetária em outubro aumentaram, uma medida que poderia ajudar as exportações de Singapura.
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Os formuladores de políticas já estão revendo sua previsão de crescimento de 1,5% a 2,5% para o ano, enquanto as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China afetam investimentos, comércio e manufatura, disse o chefe do MAS, Ravi Menon, no mês passado.
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Embora a Maybank Kim Eng Research tenha alertado anteriormente que a economia do país provavelmente sofrerá uma "recessão técnica superficial" no terceiro trimestre, com piora das perspectivas de comércio global, o economista do Maybank Chua Hak Bin disse que os números mais recentes sugerem que "o risco mudou para recessão (técnica) mais profunda ”.
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Ele acrescentou que um novo intervalo mais baixo de 0,5% a 1,5% para o crescimento do ano está parecendo mais provável, acrescentando que a MTI provavelmente reduzirá ainda mais a previsão.
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No caso de uma recessão técnica mais profunda, acrescentou, o crescimento do emprego provavelmente diminuirá ainda mais, e a redução de gastos com serviços de manufatura e comércio provavelmente piorará.
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O desempenho desinteressado do setor manufatureiro arrastou o crescimento no segundo trimestre, mesmo com a continuidade da recuperação da construção e o crescimento dos serviços em comparação com o ano anterior.
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Os números mais recentes da MTI mostraram que a indústria de fabricação sofreu uma contração de 3,8% em relação ao ano anterior no segundo trimestre, estendendo seu declínio de 0,4% anteriormente.
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"A contração deveu-se à queda de produção nos clusters de engenharia eletrônica e de precisão, que mais do que compensaram as expansões de produção nos demais clusters de produção", afirmou.
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A fabricação sofreu um impacto maior do que o esperado, e o Dr. Chua sinalizou riscos adicionais, como a ampliação da guerra comercial EUA-China aos controles de exportação, que ameaça piorar a interrupção das cadeias de fornecimento.
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"A menos que haja uma resolução rápida para a guerra comercial, a manufatura provavelmente continuará a se contrair no terceiro trimestre", disse ele.
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A construção cresceu 2,2%, ampliando seu crescimento de 2,7% anteriormente, apoiado por um aumento nas atividades de construção do setor público.
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As indústrias produtoras de serviços cresceram 1,2% ano-a-ano, inalteradas em relação ao trimestre anterior, ajudadas pelos setores financeiro e de seguros, “outros setores de serviços” e setores de informação e comunicações.
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Apesar dos números sombrios, o economista sénior da DBS, Irvin Seah, apontou que "os números de adiantamentos tendem a ser revisados para cima" para o crescimento trimestral, e a previsão para serviços é geralmente mais conservadora.
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"Com uma queda tão profunda no segundo trimestre, as chances de um crescimento sequencial positivo no terceiro trimestre também serão maiores", disse ele.

Somos todos diferentes?

Somos todos diferentes?
Afinal julgava que éramos todos iguais? Não é o que dizem?
Exactamente, senhor presidente da república!!! "Aceitar e respeitar as diferenças ..." é exactamente o que essa gente não faz! 
 .
Só lamento que sua excelência ainda não tenha percebido que é exactamente por causa desse tipo de teorias que nós próprios estamos a ser destruídos culturalmente incluindo na nossa liberdade! 
 .
Liberdade essa que cada vez mais está a ser alvo de tiques totalitários, relativamente ao pensamento e opinião alheia, por parte de quem vossa excelência diz defender assim como dos seus arautos do politicamente correcto e de outros racismos da treta! 
 .
O caso dos ataques ao artigo de opinião da Dra Maria de Fátima Bonifácio foi a gota de água se é que alguma vez tivéssemos duvidas desse facto! 
 .
Prevejo que esta Europa caminhará a passos largos para coisas muito más no seu futuro. E nessa altura será tarde. Cabe aos cidadãos livres, pelo menos, denunciar a falácia!

"CONTAS BANCÁRIAS DE ANTÓNIO MEXIA VÃO SER VASCULHADAS"

Tribunal da Relação autoriza Ministério Público a vasculhar contas bancárias de António Mexia

11.07.2019 às 19h02

TIAGO PETINGA/LUSA

Acórdão da Relação de Lisboa é mais uma vitória para os procuradores que investigam suspeitas de corrupção entre a EDP e o antigo ministro Manuel Pinho, autorizando o acesso aos dados bancários e fiscais do presidente da EDP

Um acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa veio esta quinta-feira confirmar que o Ministério Público tem pleno direito para consultar e usar como prova as informações bancárias do presidente da EDP, António Mexia, no processo 184/12, que investiga suspeitas de corrupção envolvendo a EDP e o antigo ministro da Economia Manuel Pinho.
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O acórdão, a que o Expresso teve acesso, concede provimento ao recurso que o Ministério Público interpôs depois de o juiz de instrução criminal Ivo Rosa (que entretanto deixou de seguir este processo) ter decidido a favor de António Mexia, quando os advogados do presidente da EDP pediram a nulidade, como meio de prova, da informação bancária e fiscal do arguido. 
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Essa informação está já na posse do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) desde o ano passado, depois de os procuradores Carlos Casimiro e Hugo Neto a terem solicitado ao Banco de Portugal e à Autoridade Tributária.
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A defesa de Mexia e do também administrador da EDP João Manso Neto tinha pedido a nulidade das decisões dos procuradores de aceder à informação fiscal e bancária dos dois gestores, mas também já tinha solicitado a nulidade do uso de emails no processo, que a Relação também veio a decidir a favor do Ministério Público.
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Este processo, que nasceu com um inquérito aberto pelo DCIAP já em 2012, soma cerca de uma dezena de arguidos (constituídos em meados de 2017), entre os quais António Mexia, João Manso Neto, Manuel Pinho, mas também o administrador da REN João Conceição e o antigo diretor-geral de Energia e Geologia Miguel Barreto, entre outros.
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O Ministério Público suspeita que Manuel Pinho tenha sido corrompido pela EDP, tomando em 2007 decisões que terão favorecido a empresa e vindo dois anos depois a beneficiar com a atribuição de um patrocínio da EDP à Universidade de Columbia, que permitiu criar um curso na área da energia, no qual Pinho foi lecionar.
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O DCIAP também investiga os recebimentos de Manuel Pinho de somas mensais de cerca de 15 mil euros enquanto era governante, verbas que foram transferidas para sociedades offshore do ex-ministro a partir da Espírito Santo Enterprises, o chamado "saco azul" do Grupo Espírito Santo.

Juiz Ivo Rosa acusado outra vez de violar a lei

O juiz que tem neste momento em mãos a Operação Marquês, Ivo Rosa, sofreu mais uma derrota. Tentou a todo o custo impedir os procuradores que investigam o caso EDP, no qual António Mexia é arguido, de recolherem provas incriminatórias, quer no processo BES, quer no inquérito que envolve José Sócrates. Mas os seus colegas do Tribunal da Relação de Lisboa acusaram-no esta quinta-feira de ter extravasado as suas competências, violando a lei.
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Em causa estão mensagens de correio electrónico, mas também dados bancários e fiscais do presidente da EDP, António Mexia, e da EDP Renováveis, João Manso Neto. São suspeitos de corrupção e de participação económica em negócio na questão da introdução dos Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), uma das maiores fontes de receita e de lucro da EDP em Portugal.
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Na tese do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em 2007 o então ministro da Economia Manuel Pinho concedeu benefícios indevidos à EDP, já então liderada por Mexia, a troco de um emprego como professor na universidade norte-americana de Columbia, permitindo à empresa continuar a explorar 27 centrais hidroeléctricas sem concurso público. 
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Tanto o ex-ministro das Obras Públicas de Santana Lopes como Manso Neto se opuseram à importação dos documentos, tendo Ivo Rosa proibido a sua utilização no caso EDP. Mas não foi este o entendimento de duas desembargadoras do Tribunal da Relação de Lisboa.
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“Os segredos bancário e fiscal cedem por imposição legal – independentemente de autorização do titular da conta – ao interesse público de investigação criminal, sendo válida a prova assim apreendida”, escrevem as magistradas, segundo as quais ao tentar impedir o Ministério Público de utilizar estas provas, Ivo Rosa meteu a foice em seara alheia, uma vez que não é o juiz titular, nem do caso EDP (embora já o tenha sido no passado) nem do processo BES.
“Não tinha competência para se pronunciar sobre os elementos probatórios resultantes da intercepção de comunicações ou de correio electrónico”, criticam, acrescentando que, quando se “arvorou em juiz competente sem o ser” impediu a recolha de prova indiciária e “violou o princípio do juiz natural, bem como a esfera da competência exclusiva do seu colega”. Ao negar ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal a utilização deste material probatório, Ivo Rosa adoptou uma solução que “padece de fundamento legal”, tendo incorrido em “nulidades insanáveis”. 
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Antes desta decisão, o também juiz de instrução criminal Carlos Alexandre havia autorizado a transferência dos elementos de prova. Mas Ivo Rosa entendeu tratar-se de uma autorização ilegítima e revogou-a. Para o Tribunal da Relação de Lisboa, Carlos Alexandre estava certo: “O despacho (...) que autorizou a transferência mostra-se suficientemente fundamentado. Não enferma de irregularidade.” 
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Já por mais de uma vez Ivo Rosa foi admoestado pelos desembargadores do Tribunal da Relação de Lisboa por causa do teor das suas decisões, consideradas contrárias à lei. Ao ponto de terem enviado uma participação contra ele ao Conselho Superior da Magistratura. Em Fevereiro passado, outros juízes do mesmo tribunal superior tinham arrasado o titular da Operação Marquês precisamente por causa da sua proibição de acesso aos dados bancários e fiscais de António Mexia e Manso Neto. Nesse acórdão, Ivo Rosa era acusado de violar a “legalidade democrática”, por assumir funções da esfera de competências do Ministério Público. Mas essa sentença acabou por ser anulada, tendo a questão sido agora reanalisada. 
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O juiz titular desta fase da Operação Marquês sempre defendeu que António Mexia e Manso Neto não podiam ver a sua intimidade devassada. Mesmo que as mensagens de correio electrónico em causa tivessem conteúdo profissional, não deixavam de estar sob a tutela da vida privada e do segredo das telecomunicações, alegou.
publico.pt
Magistrado queria impedir Ministério Público de usar no processo da EDP…

quinta-feira, julho 11, 2019

Coisas que você não sabia: 11 marcas de carros portugueses

Coisas que você não sabia: 11 marcas de carros portugueses

Foram criados, desenhados e construídos em Portugal. Mas infelizmente nenhum projecto vingou. Descubra 11 marcas de carros portugueses.
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Conhece marcas de carros portugueses? No decorrer do Século XX, 14 foi o número de marcas de carros portugueses e fundadas em Portugal. A maior parte delas é totalmente desconhecida da maioria dos portugueses, já nenhuma opera actualmente, muito por culpa da falta de apoio do governo, e já pouco resta para recordar. Numa altura em que dependemos cada vez mais das exportações, apostar em marcas de carros portugueses poderiam ser uma das estratégias mais eficazes para potenciar o desenvolvimento do país. Ficam aqui algumas das marcas de carros portugueses mais emblemáticos.

1. Alba

Alba
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Em primeiro lugar temos o Alba, que foi desenhado e desenvolvido em Albergaria-a-Velha, na metalúrgica Alba, no ano de 1952. A carroçaria era em alumínio e bem ao estilo Italiano da altura. Todo o carro, inclusive o motor, tem a autoria de António Augusto Martins Pereira. O Alba tinha um motor de 4 cilindros de 1500cc que debitavam 90cv, tinha 4 velocidades e atingia os 200km/h. Estima-se que ao todo tenham sido construídos 4 exemplares.

2. DM

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O DM, da autoria de Dionísio Mateu, foi desenvolvido nas instalações da Auto Federal Lda., por volta de 1951. Foram produzidas 7 carroçarias diferentes, e conta com um motor de 1100cc com 4 cilindros e com 65cv. O DM pesava 500kg e atingia os 170Km/h.

3. Edfor

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O Edfor, uma obra do industrial portuense Eduardo Ferreirinha, foi fabricado em 1937. Usa um motor Ford V8 com 3620cc, tem um peso total de 970Kg e velocidade máxima de 160Km/h. Este foi o carro conduzido por Manoel de Oliveira, quando participava em provas de competição automóvel, durante a sua juventude.

4. Felcom

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O Felcom, possivelmente o carro português mais antigo, datado de 1933, foi construído por Eduardo Carvalho a partir de automóveis que pertenceram a Eduardo Ferreirinha, que mais tarde construiu os automóveis Edfor. O Felcom continha componentes de um Ford A e de um Turcat-Méry, sendo o motor de um Ford A, mas transformado com uma cabeça Miller.

5. AGB IPA

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O IPA 300, nasceu em Porto de Mós e foi a evolução do seu antecessor, o Lusito, produzido pela mesma marca, a AGB. Apresentado na Feira das Industrias em 1958, foi uma referência da indústria metalo-mecânica nacional da altura. Tinha como base o modelo Astra britânico, cujo motor era um British Anzani de 2 cilindros, a 2 tempos, com 15 cv, 300 CC e 3 velocidades.
Contudo este modelo Português não avançou, devido à oposição do então Secretário de Estado da Indústria, cuja política industrial da altura, passava por querer fabricar e montar em Portugal, veículos de marcas europeias e americanas.

6. Marlei

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O Marlei foi concebido em 1954 por Mário Moreira Leite, um dos mecânicos mais reputados do Porto na sua época. Tinha como base um Opel Olympia Caravan e foi um dos últimos automóveis portugueses de competição a ser construído. Com 48 cv, 4 cilindros, 1588 cc, 4 velocidades, 925 kg de peso total e 160 km/h de velocidade máxima.

7. MG Canelas

MG CanelasMG Canelas
O MG Canelas data de 1952, foi um carro carro que correu em muitas provas nacionais dos anos 50. Ao contrário da generalidade dos automóveis portugueses da época, este tinha um chassis tubular de concepção própria, fabricado em aço cromo-molibdénio, soldado nas instalações das OGMA, e o motor, um 1500 cc de base MG, foi totalmente remodelado e aligeirado. Tinha 95 cv, 4 cilindros, 1500 cc, 4 velocidades, 550 kg de peso total e velocidade máxima de 195 km/h.

8. Olda

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O Olda proveniente de Águeda, surgiu em 1954 e rapidamente conquistou o papel de favorito nas corridas, não só devido à qualidade do projecto como ao excelente nível de condução de Joaquim Correia de Oliveira, piloto e técnico do veículo, e de Ângelo Costa, responsável pela preparação dos motores. Denominava-se Olda, contracção de “Oliveira de Águeda”, retendo as letras mais importantes para a designação final. Com 80 cv, motor de 4 cilindros com 1493 cc e 4 velocidades. Peso total de 500 kg e velocidade máxima de 165 km/h.

9. Portaro

PortaroPortaro
O Portaro foi o primeiro Todo-o-Terreno português, e foi produzido pela FMAT (Fabrica de Máquinas Agrícolas do Tramagal) a partir de 1976. As vendas em Portugal chegaram a atingir volumes perto das 1000 unidades e a fábrica produzia outro tanto para exportação. Em 1990, sem qualquer protecção à indústria nacional, a Portaro fechava as suas portas depois de ter vendido quase 7.000 veículos em território nacional e de ter exportado alguns milhares de unidades. Contava com diversas versões, entre elas o Portaro 250 (na imagem) que contava com um motor de 4 cilindros com 71 cv e 2498 cc.

10. Sado

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O Sado surgiu no final dos anos 70 e foi lançado pelo Grupo Entreposto, que deu continuidade ao projecto iniciado na Famel de Águeda. Foi posto à venda em meados de 1982, e custava cerca de 260.000 escudos. O Sado não chegava para as encomendas, e as primeiras 50 unidades foram vendidas muito rapidamente, chegando a haver até lista de espera. Tinha um motor de 2 cilindros com 547cc, produzindo 28 cavalos, 4 velocidades e pesava 480 kg, tinha como velocidade máxima os 110 km/h. 

11. UMM

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A UMM (União Metalo Mecânica) começou a laborar a 4 de Julho de 1977, com o propósito de produzir viaturas 4×4, rentáveis para uso na agricultura, indústria e serviços. As carroçarias eram feitas em Mem Martins, onde depois seguiam para a montagem e pintura em Setúbal, os motores eram Pegeout. Confrontada com a falta de encomendas e a falta de apoios do governo, a empresa não resistiu, e acabou por abrir falência em 2006. A UMM chegou a correr no Paris-Dakar, nos anos 80. Foram produzidos ao todo 3 modelos, o Cournil, o Alter e o Alter II, chegando a ser apresentado o protótipo do Alter III (na imagem), que nunca chegou à linha de produção.