domingo, janeiro 06, 2019

"ISTO VAI ACABAR EM ÁGUAS DE BACALHAU"


Incidente processual pode salvar Armando Vara da prisão

04.01.2019 10:34 por Cátia Andrea Costa 5542
Pedido de um dos arguidos do processo Face Oculta pode ter como consequência a nulidade de todo o processo e, como tal, terá adiado a emissão de mandados de execução de pena.
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Manuel Azevedo


A prisão de Armando Vara pode não estar para breve, apesar do ex-ministro socialista e ex-banqueiro já ter esgotado todos os recursos da decisão judicial que o condenou no âmbito do processo Face Oculta. Tudo porque um dos arguidos levantou um incidente que poderá levar à nulidade de todo o processo – uma hipótese que, apesar de remota, terá tido como consequência imediata o adiamento da execução das penas de prisão.
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Ao Jornal de Notícias, o presidente da Comarca do Baixo Vouga, Paulo Brandão, revelou que o processo tem pendente o referido expediente, apesar de não ter identificado o arguido que deu entrada do pedido, nem se o mesmo foi colocado no Tribunal da Relação do Porto ou no Tribunal Constitucional. O advogado de Vara, Tiago Rodrigues Bastos, desconhecia a pendência de qualquer expediente processual, na noite de quinta-feira, disse ao JN
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Ainda assim, ao mesmo jornal, admitiu que este incidente poderá ter levado a juíza de Aveiro Marta Carvalho a ponderar a emissão dos mandados de execução de penas: ainda que o risco seja mínimo, o facto de uma decisão ainda poder ser posta em causa por um tribunal superior, pode levar a magistrada a não avançar com os pedidos. 
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Esta sexta-feira, o Expresso noticiou que a parte do processo relativa ao antigo governante já foi remetida para a primeira instância, o que permitirá dar seguimento à sua condução para a cadeia de Évora. Porém, segundo o JN, João Tavares e Manuel Gomes continuam em liberdade apesar de também as suas condenações já terem transitado em julgado e baixado à primeira instância. Uma decisão que poderá estar relacionada com o incidente processual. 
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Armando Vara foi condenado em setembro de 2014 pelo Tribunal de Aveiro a cinco anos de prisão efetiva, por três crimes de tráfico de influência, no âmbito do processo Face Oculta. O coletivo de juízes deu como provado que o antigo ministro e ex-vice-presidente do BCP recebeu 25 mil euros do sucateiro Manuel Godinho, o principal arguido no caso, como compensação pelas diligências por si empreendidas e a empreender em favor das suas empresas.
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Inconformado com a decisão, o arguido recorreu para o Tribunal da Relação do Porto que negou provimento ao recurso, mantendo integralmente o acórdão da primeira instância. Armando Vara interpôs novo recurso, desta vez para o Supremo Tribunal de Justiça, que não foi admitido, recorrendo então para o Tribunal Constitucional, que, no passado mês de julho, decidiu "não conhecer do objeto" do recurso interposto. A defesa reclamou então desta decisão, sem sucesso.
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O processo Face Oculta está relacionado com uma alegada rede de corrupção que teria como objetivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho nos negócios com empresas do setor do Estado e privadas.
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Além de Armando Vara e Manuel Godinho, foram arguidos no processo o ex-presidente da REN (Redes Energéticas Nacionais) José Penedos e o seu filho Paulo Penedos, entre outros.

"QUEREM-NOS IGNORANTES"

Querem-nos ignorantes

(Pedro Marques Lopes, in Diário de Notícias, 05/01/2019)
Pedro Marques Lopes
pmlEm outubro do ano passado, cientistas avisaram que o consumo excessivo de carne está a causar uma catástrofe ambiental. É fundamental que o consumo de carne de vaca seja reduzido em 90% e o de carne de porco e de leite e seus derivados baixe drasticamente. A desflorestação para a criação de gado, com as emissões de metano pelas vacas e a utilização de fertilizantes cria tantas emissões de gás com efeito estufa como todos os carros, camiões e aviões juntos.
Estes dados constam de um artigo recentemente publicado no The Guardian. São apenas alguns poucos dados da imensidade de provas científicas do que o excessivo consumo de carne está a fazer ao nosso planeta.
Pode haver quem pense que não há novidade nenhuma em mais um artigo como o referido e que não faltam filmes, documentários e tratados científicos a abordar o tema. De facto, não há nada de novo, mesmo nada. Sobretudo a pouquíssima divulgação nos principais órgãos de comunicação social de tudo o que diz respeito a este tema e o olhar para o lado do poder político.
A nuvem de silêncio sobre as consequências para a humanidade, para o nosso habitat comum do consumo de carne é absolutamente chocante. Só tem paralelo com a pouquíssima divulgação dos crimes ambientais diários e o olhar indulgente, como se opções corriqueiras fossem, para decisões políticas dos mais importantes líderes mundiais que estão a condenar o futuro da própria existência do homem.
Por esta altura já não me restam grandes dúvidas: há, por ação ou omissão, uma vontade política em ignorar os problemas que o excessivo consumo de carne acarreta. Claro que a tarefa de mudar hábitos alimentares, costumes milenares, uma inteira cultura ligada ao consumo de carne é brutal e leva muito tempo, mas é urgente e exige não só ações políticas decididas como enormes campanhas de sensibilização. O facto é que nada disto está a ser feito, pelo contrário. A questão é simples: queremos ter um mundo para os nossos descendentes ou queremos destruí-lo?
Vivemos num mundo em que a propaganda contra o consumo do tabaco é gigantesca, em que drogas incomparavelmente menos prejudicais para a saúde do que as bebidas alcoólicas ou o tabaco são proibidas, ao mesmo tempo que somos inundados de publicidade para que comamos mais carne e derivados de leite. Ou seja, em vez de se promover a informação de que o excessivo consumo destas substâncias está a destruir o nosso mundo, incentiva-se o seu consumo como se fosse algo de bom.
Há aqui também algo de profundamente pernicioso, uma espécie de ideologia destrutiva da ideia de casa comum. Um cuidado extremo com o indivíduo coexiste com um desprezo olímpico pela comunidade. O indivíduo deve ser são, o meio onde ele vive pode ser destruído. A força das grandes empresas, não só na capacidade de influenciar os governos mas também toda a comunicação, meios tradicionais e redes sociais, é uma parte fundamental do problema.
Que governo se atreve a olhar para a indústria de criação de gado ou leiteira e restringir seriamente a sua atividade? Lá está, impostos, empregos, bem estar presente. Que meios de comunicação social podem pôr em causa grandes empresas de distribuição ou redes de restaurantes sem correr o risco de porem em causa a sua própria sobrevivência financeira? E, claro, essas grandes corporações têm uma capacidade para manipular as redes sociais e até usá-las como forma de vender as suas verdades. Que partidos nos países mais industrializados podem deixar de ser apoiados por lóbis tão fortes como os das indústrias das carnes, dos laticínios, dos fertilizantes ou dos grandes laboratórios?
Vivemos uma espécie de beco sem saída. O poder político demitiu-se de olhar para o futuro da comunidade e foi substituído por um poder económico que apenas pensa no lucro imediato. Nunca tão poucas empresas e lóbis associados tiveram um poder tão avassalador.
A mais importante questão política dos nossos tempos é o problema ambiental e todos os aspetos com ele relacionados. Se não o atacamos não falaremos mais sequer de política porque não teremos comunidade, nem mundo, nem pessoas. E o facto é que é tratado como um problema de terceira categoria pelos governos e, sobretudo, por nós cidadãos.
Por mim, a minha decisão para o novo ano é tentar não comer carne. Custa, mas eu gostava que os meus filhos, netos e bisnetos tivessem um planeta para viver. E gostava que eles vivessem com os seus, caro leitor. Bom ano.


O MEL
No próximo fim de semana, um conjunto de pessoas reúne-se em Lisboa com um objetivo mal disfarçado: lançar as bases para formar um partido. É o projeto que vem sendo anunciado por alguns como a refundação da direita. Por enquanto chama-se Movimento Europa e Liberdade, MEL. Reúne gente do CDS que já percebeu que o partido nunca passará da cepa torta (onde se inclui Assunção Cristas), pessoas do PSD que já não são do PSD mas que se aproveitam do partido para poderem promover a sua própria agenda e vários órfãos do passismo de vários setores. Nada contra a iniciativa destas pessoas. Pelo contrário. Novas iniciativas político-partidárias, mesmo que disfarçadas, são um sinal de vitalidade da democracia.


Vale tudo?
Na quinta-feira, Mário Machado, condenado por vários crimes, líder de um movimento de extrema-direita e divulgador de mensagens de ódio, racistas e xenófobas, foi entrevistado no programa da manhã da TVI de que Manuel Luís Goucha é autor e apresentador. Houve também uma espécie de inquérito de rua onde se perguntava às pessoas se precisaríamos de um novo Salazar. Entretanto, a página de Facebook Manuel Luís – TVI lançava uma sondagem com a pergunta: “Acha que precisamos de um novo Salazar?” Das duas uma: ou o Manuel Luís Goucha e a TVI estão tão desesperados com as audiências que resolveram dar espaço a promotores de ódio, a publicitar ideias fascistas e a desculpabilizar um ditador, ou uma pessoa com a importância mediática do apresentador e a direção da TVI não têm a noção da responsabilidade que é gerir um canal de televisão e do poder de que desfrutam. Francamente, a segunda assusta-me mais.

O INFAME PACTO DAS MIGRAÇÕES [1]

domingo, 30 de dezembro de 2018

PACTO DAS MIGRAÇÕES

O INFAME PACTO DAS MIGRAÇÕES [1]

29/12/18
                            “Mouros em terra, Moradores às Armas!"
               Brado que ecoava em Portugal desde o tempo do Rei D. Afonso II.

            Da inacreditável Organização das Nações Unidas (unidas?!), mais conhecida por ONU, que nunca serviu para nada, a não ser para dar emprego a uma quantidade de gente que pauta a existência por fazer inutilidades e promover tudo o que é antinatural.
            A ONU existe porque sim. Porque desde há um ror de anos que tribos, etnias, povos, impérios, nações, dinastias, etc., que têm povoado a Terra tentam (isto é, alguns entre eles) encontrar um fórum, melhor dizendo, um directório, que imponha alguma ordem, na desordem política, guerreira e social em que a Humanidade tem vivido desde tempos imemoriais.
            Numa cronologia simples, a actual ONU veio suceder à incipiente e inoperante Sociedade das Nações, criada em 1919, que se arrastou entre as duas guerras mundiais. 
            Começou a ser gizada por Roosevelt e Churchill, em 1941, algures no meio do Atlântico Norte (porque será que a exacta localização continua a ser segredo de Estado?), e foi criada, em 25/3/1945, em S. Francisco, ainda antes de a guerra acabar. A sua Carta foi assinada por 51 países, em 26/6/1945, entrando em vigor, em 14/10 do mesmo ano.
            A assinatura da Carta visava, na altura, um pacto contra a Alemanha (ou qualquer outro país que durante a IIGM tivesse sido inimigo de um dos signatários da Carta), derrotada e destroçada, no fim da II Guerra Mundial.[2]
            Mais tarde, em 10/12/1948, a ONU veio a aceitar como bandeira, a Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH), resquício maçónico da tenebrosa Revolução Francesa, exemplo acabado de Terrorismo de Estado, cujo modelo foi copiado e exacerbado, pela esquerda baixa, por todos os comunismos internacionalistas (tendo, por reacção, suscitado o “Fascismo” e o “Nazismo”).[3]
            E que a nossa I República quis ressuscitar em Portugal em forma de saudade serôdia incompetente.
            Nomes de ruas e estátuas dos próceres desta “tragédia sanguinolenta” como anteviu sabiamente o Eça, continuam a “povoar” as nossas cidades e vilas.
            As desgraças que causaram são, na pior das hipóteses considerados “danos colaterais” ou “custos da Democracia”…
            Ora a DUDH, que fez agora 70 anos, está muito aquém dos “10 Mandamentos da Lei de Deus” que, apesar de serem só 10, não se têm conseguido fazer cumprir na Terra, em mais de 3000 anos!...
            Além disso a DUDH – concedemos-lhe um bom propósito – está completamente desajustada no sentido em que não tem a acompanhá-la idêntica Declaração Universal dos Deveres do Homem (modernamente do género LGBT +- %...).
            Além disso não é vinculativa.
            Finalmente e parafraseando um célebre estadista não difícil de reconhecer, estas declarações pomposas, só valem “na medida em que são exequíveis, não na medida em que são decretadas”.[4]
             Mas é justamente um dos direitos consignados nessa mesma declaração, que me querem retirar: é o 15º, o direito a ter uma nacionalidade…
            A ONU tem sido, e é, um desperdício de tempo e dinheiro, pois nunca podia funcionar, refém que ficou das cinco potências com direito de veto, no Conselho de Segurança: a URSS, os EUA, a China, a Grã-Bretanha e a França. Exactamente os países que, primeiro, tinham construído a bomba atómica.
            Mais tarde, outros países também conseguiram o estatuto de “nucleares”, mas o “espaço” já estava tomado…
            Por isso nenhuma questão importante foi resolvida no seu âmbito (ONU), ou qualquer guerra evitada.
            Tudo se passava no campo bilateral/multilateral, e todos aqueles que conseguiram ter algum poder efectivo, estiveram-se nas tintas para as resoluções que os tentavam obrigar a algo que eles não queriam. O caso mais paradigmático é o de Israel.
            O outro foi Portugal, no período em que “sabíamos o que queríamos e para onde íamos”.
            O nosso País teve sempre, aliás, uma relação canhestra com esta “organização” em que só os bem - aventurados dos ingénuos (uma forma delicada de apelidar os ignorantes e os burros) podem acreditar.
            A União Soviética, ainda ressabiada pelo Estado Português ter contribuído decisivamente para a derrota do Comunismo na Península Ibérica, durante e a seguir, à Guerra Civil de Espanha, vetou a nossa entrada naquela casa de má reputação. O Governo Português que não tinha assinado a Carta da ONU e não tinha qualquer entusiasmo pela nova organização de “Direito Internacional”, não retirou o pedido de adesão nem o reiterou. Deixou o caso em “banho-maria”…
            Porém, estando a Guerra-Fria em plena ebulição, os EUA e a Grã-Bretanha vieram solicitar ao governo português para entrar para a Organização, a fim de reforçar o “mundo ocidental” contra o “bloco de leste”, num acordo que estava a ser negociado e onde entravam outros países. Tal ocorreu em 14/12/1955.[5]
            Pedido a que Lisboa anuiu, para logo se arrepender pois a “solidariedade ocidental” foi o que se viu, quando tivemos que enfrentar a má vizinhança da recém- criada União Indiana e a campanha de descolonização em curso.
            Foram anos de luta em que a diplomacia portuguesa se portou muito bem e respondeu taco a taco aos ataques de que fomos alvo, o que só terminou em 1974, ano em que desistimos de lutar pelos nossos interesses vitais, ao mesmo tempo que em vez de ficarmos contristados com a derrota – que aliás suscitámos - ainda ficámos contentes e dando razão ao inimigo. Um desvario colectivo que não tem paralelo, nem colhe exemplo, em toda a nossa História. E que nos cobriu e cobre, de opróbrio.
            Para a inutilidade da ONU não ficar tão patente, resolveu-se reproduzir os seus órgãos e agências, grupos de trabalho, secções,“you named it”, por cissiparidade, multiplicando a despesa, a confusão e os tachos. 
            Dir-se-á, que enquanto os governos falarem uns com os outros, não haverá guerras. Poderá um dia resultar, mas alguém acredita que estamos perto disso?
            Deve ser por tal desiderato que deixaram ir para lá o nosso Guterres, conhecido na gíria, por “picareta falante”, mas não passa disso. Puseram lá um ser com ar de “bonzinho”, o que só demonstra a nossa irrelevância política, ao contrário do que para aí muitos quiseram fazer crer, engalanando em arco.
            Algo que já tinha ocorrido com a nomeação do Professor Freitas do Amaral como Presidente da Assembleia - Geral, um cargo que só encontra paralelo na função reprodutora dos altos dignitários da Igreja que se portam segundo os ditames que juraram e não se envolvem nos tão propalados (e lamentáveis) actos de pedofilia.
            A Santa Sé (ou a Igreja no seu Magistério?), por sinal, parece estar muito em apoio deste malfadado “Pacto de Marraquexe”. Porque será?
            Bom, mas voltemos ao Pacto das Migrações. Pacto que deve merecer, desde já, a revolta de todos os “coletes amarelos” e de todas as outras cores.
            Como é possível que um acordo complexo como este, de âmbito tão lato e que toca a soberania e toda a ordem social e cultural das nações, seja negociado durante um ano (ao que se diz) e só se comece a ouvir falar dele, uns dias antes de ser assinado?
            E porquê em Marraquexe?
            Por que, em vez de terem assinado esta aberração, não fizeram um pacto para criminalizar e enclausurar quem anda a fomentar as migrações desregradas e as organizações mafiosas de tráfego humano?
            Concentremo-nos no caso português.
            Quem é que o governo português e restantes órgãos de soberania julgam representar ao tomar esta atitude? A atitude de tudo esconder, de não auscultar, de desinformar? Atitude do facto consumado?
            Sobretudo atitude de lesa-Pátria!
            O que faltará para se querer impor que cada família acolha e sustente um aliegena qualquer que bata à porta? Qual é a diferença?
            Ou andam (os políticos) armados em “chicos espertos” pensando que os migrantes não querem vir para cá? Enxerguem-se!
            Há na Constituição da República algum artigo que permita ou quiçá, aconselhe, um comportamento destes? Há algum programa de Partido, algo que sustente uma trapaça deste calibre?
            Pois não parece que haja!
            Esta atitude de prepotência e de brutal descaminho do interesse nacional deve merecer a revolta de todos os bons portugueses.
            E antevendo o protesto dos povos vêm com falinhas mansas, dizer que o pacto não é vinculativo e não põe em causa a soberania dos Estados?
            Mentirosos!
            Se não põe para que serve o Pacto? Não bastava deixar tudo como estava?
            O Pacto, assinado por cerca de 160 países, só se repercutirá efectivamente em 20 ou 30, que são os apelidados de “primeiro mundo”, nomeadamente os europeus pois são estes que recebem emigrantes/migrantes. É uma batota despudorada e pelos vistos não há um único político no país, que dê conta e a denuncie?
             Será que andamos a eleger grunhos, vendidos (vá-se lá saber a que ou a quem), distraídos?
            Mas alguém (migrante) quer ir para África, para a Ásia (tirando o Japão que tinha a coisa controlada) nem para a maioria dos países da América Latina, muito menos para os países comunistas ou de religião islâmica, que tratam os não crentes com tratam os cães?
            Mas será que esta gente, que anda a incentivar estas insanidades, é doida? Não, é simplesmente repulsiva, pois por falsos conceitos de humanidade querem acabar com as nações, com as fronteiras, amalgamar tudo.
            Visa-se sobretudo mestiçar todo o mundo, acabando com as raças, mas visando sobretudo a raça branca. Isto é de uma evidência que até dói!
            A ONU visa objectivamente (isto é quem a manipula) o Governo Mundial que contribuirá tendencialmente para ter um único povo (a Humanidade), uma só religião (?), uma moeda (e depois a ausência desta) uma só justiça, uma só polícia (presume-se que os exércitos acabarão por desnecessários…), etc..
            Esta gente é tarada e é perigosa.
            Os únicos que, à partida, estão a salvo desta hecatombe são os judeus, pois são o único povo que até hoje sobreviveu durante 2000 anos sem Estado e sem território, está protegido pela sua religião e pela sua tradição de descendência matriarcal (Israel não assinou o Pacto). Para além de dominarem grande parte da finança mundial.
            O Pacto agora assinado embora cerca de 30 nações não o tenham feito, tem dentes aguçados: prevê a propaganda da emigração; a equiparação de nacionalidade; o aconchego dos que chegam (quem vai pagar?); a criminalização dos que se opuserem e outros mimos. Ilustrem-se.
            Tudo muito democrático… Fdp!
            Isto representa um futuro esbulho para a Nação Portuguesa, um esbulho da sua nacionalidade, da sua matriz cultural, da sua terra, dos seus bens, da sua identidade e, finalmente, da sua individualidade, do seu futuro.
            Não admira que queiram desarmar a população, pois têm medo que esta possa ter qualquer veleidade de se opor a “filhas da putice” como esta.
            Quando Portugal na sua velha sabedoria e missão de séculos, foi construindo uma nação plurirracial e pluricontinental de matriz lusíada, que representava um exemplo para o mundo e não ameaçava ninguém, as principais potências do globo; outras invejosas da sua inferioridade, racistas, colonialistas, etc., e a porcaria da ONU, atacaram-nos sem dó nem piedade, e só descansaram quando nos esbulharam de todo o património ultramarino. E agora essa desgraçada, irresponsável e desacreditada organização, sita na ilha de Manhattan – cuja Wall Street (outra entidade que quer dominar o mundo…) foi fundada em parte por judeus portugueses que quiseram acompanhar os holandeses expulsos do Brasil no século XVII – que tem à frente um português desnaturado (“um peixinho vermelho em pia de água benta”, lembram-se?), quer inundar estes 92.000 Km2 com a ralé do globo, alegando causas e efeitos a que a “Terra de Santa Maria” é alheia, extinguindo-nos a prazo! [6]
            Só por cima do meu cadáver!
            O brado de “Mouros em Terra, moradores às armas”, nunca foi tão actual.
            Com a situação mais gravosa – que tresanda a 1580 – de que agora a “moirama” está infiltrada nos órgãos de soberania.
            Isto não é a feijões.




                                                      João José Brandão Ferreira
                                                            Oficial Piloto Aviador
(das mui antigas, nobres, por vezes gloriosas, mas quase – mesmo quase – extintas, Forças Armadas Portuguesas)
           
           


[1] Assinado em Marraquexe no pretérito dia 11 de Dezembro, pelo muito satisfeito, Governo Português.
[2] Mesmo quando a RFA e a RDA foram admitidas na ONU, em 1973, foram-no como membros de “não pleno direito”, o que não deixa de ser estranho dado a organização só contemplar dois tipos: “membro” e “observador”…
[3] Esta “declaração” foi aprovada com 48 votos favoráveis; nenhum contra e oito abstenções: Bielorrússia, Checoslováquia, Polónia, Ucrânia, URSS, Jugoslávia (todos satélites da URSS…), RAS e Arábia Saudita.
[4] O texto base da DUDH foi escrito pelo canadense John Peters Humphrey, na altura Director da Divisão de Direitos Humanos, dentro do Secretariado das Nações Unidas. Mais tarde um grupo de trabalho composto por membros de vários países que, supostamente constituíam uma amostra da comunidade internacional, chegou à versão final.
[5] Entraram quatro países “ocidentais”; quatro do “bloco de leste” e quatro “neutros”.
[6] Já não lhes bastava andarem a vender o país aos bocadinhos!...

"A MONTANHA VAI PARIR UM RATO"

Socrates - Google Images Refª CW0AP0Y5 FOTO Fernando Veludo - www.publico.pt Refª 20100416201812302245José Sócrates – Presumível culpado – Provavelmente nunca será julgado – FOTO: Fernando Veludo – Google Images Refª CWOAP0Y5 – http://www.publico.pt Refª 20100416201812302245

Precisamos de um novo Salazar?

Precisamos de um novo Salazar?

5 Janeiro, 2019
Precisamos de um novo Salazar? É uma pergunta interessante, que merece resposta. Quais os ingredientes de um novo Salazar – não confundir com um Homem Novo – que seriam desejáveis para que um novo Salazar pudesse ser considerado um Salazar novo?
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Ser heterossexual
Isto é fácil. Basta pegar em todos os candidatos a novo Salazar que apregoam a igualdade de género, que isso é tudo malta que gosta de molhar o pincel ou ser a lata de tinta, como, afinal, todos os bichinhos, isto apesar de usarem mais os genitais que o género para a obtenção de satisfação. A igualdade de género é aquela série de clichés que batem as tradicionais linhas de engate como “és tão bonita” ou “buraco és tu”.
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Ser branco
Isto também é fácil. Basta pegar em todos os candidatos a novo Salazar que não sejam pretos. Exclui-se o Mamadou Ba, ficam os restantes.
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Ter um certo gosto por corporações controláveis
Felizmente, é muito fácil. Basta pegar em todos os candidatos a novo Salazar distribuídos por todos os reguladores como a ERC, a… momento, melhor por ordem alfabética: a ERA, a ERB, a ERC, a ERD, a ERE, a ERF, …, a ERZ, a ERAA, a ERAB, a ERAC…
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Manter o país afastado de uma guerra mundial
Aqui é mais difícil. Só me ocorre o doutor Azeredo Lopes, que pode ou não enviar tropas que podem ou não voltar sem sabermos se chegaram sequer a alguma vez existirem tropas portuguesas.
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Manter uma relação amorosa com servente (ou rumor disso)
Olha, o Sócrates. Ou o Marx. Ou aquelas pessoas que escrevem no Expresso. Ou até o Manuel Alegre, que é homem para as deslumbrar com um poema de leitura escolar obrigatória a 8,80€.
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Ter uma visão para o país
Qualquer português ou indivíduo que habite no território nacional e ultramarino da língua portuguesa. Começar pelo Facebook.
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Manter máquina de censura
Começaria pelos que escrevem no Expresso, depois da devida autorização do professor Louçã. Se quiser um autêntico bacanal de censura, convida-se também todos os que andaram a criminalizar o piropo e a legalizar o aborto, como se não fossem coisas contraditórias.
Ser sério
Aqui está a grande dificuldade. Alguma sugestão?