sexta-feira, dezembro 28, 2018

Tudo isto existe, tudo isto é triste,tudo isto é Fardo...


Das produções Mandala.

Vale a pena ver este bom momento de humor.....

"DESAPARECE TONY...ESTÁS CHEIO DE RABOS DE PALHA!"

à vista de todos

27 Dezembro, 2018
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Depois de atacar os seus parceiros da coligação que o mantém há três anos no poder, afirmando, taxativamente, que não levaria nenhum deles para o governo, António Costa iniciou um discurso de antecipação de dificuldades, que certamente não serão subscritas pelo Bloco e pelo PC. Numa altura em que Costa cai nas sondagens e o PS parece estar cada vez mais distante da maioria absoluta, estará o líder do PS a precipitar-se para o abismo, revelando instintos suicidas que contrastam com o seu proverbial «optimismo irritante»? Talvez. Mas há outra hipótese muito mais plausível do que essa: o primeiro-ministro está, novamente, a cuidar do seu futuro político e a preparar os argumentos que poderão justificar um bloco central com o PSD: os seus anteriores parceiros são irresponsáveis, a crise internacional vem aí e é necessário salvar o país, logo… Para isso falta-lhe apenas um elemento: que Rui Rio consiga um resultado eleitoral que não seja péssimo e lhe dê forças para se manter à frente do partido. O resto já aí está à vista de todos.

"Ó LUIS PÁRA COM ESSA MERDA!"

Luis armado em sábio traz a chachada do programa Sociedade Cívil há meses sem conta. Programa enxabido com 3 ou quatro vaidosos que alí estão para mostrarem suas caras ao público, como se fossem importantes. Outras vezes o Luis pede a fabricantes de chocolates ou de outras finas iguarias, alimentares, para ir provando e dar opiniões... Luis vai aquela parte e para não borrares as mãos leva um pau. Poupanças? Em Portugal só pode poupar tu e mais outra cambada que chula o dinheiro do contribuinte numa estação de televisão pública, medíocre, que necessita de levar uma limpeza e mandar a tropa fandanga, que por lá pasta, colher urtigas.
José Martins

BARRA DA COSTA ESCREVEU


Os polacos que vivem num regime fascista não aprenderam nada.


É esta a “Europa” que queremos? Não, obrigado


(Dieter Dellinger, 26/12/2018)
polonia
A falta de cultura política levou uma portuguesa de origem luso-africana a ir estudar na Polónia. Aí foi espancada numa boite cheia de gente com alguns colegas espanhóis e italianos.
As centenas de polacos presentes nada fizeram para impedir a agressão extremamente violenta e depois a polícia não queria aceitar o Cartão de Cidadão, pretendendo ver um passaporte porque achavam que não tinha a cor da pele adequada a uma cidadã europeia e, como tal, não deveria pisar o solo polaco onde milhões de judeus e outros foram massacrados. Os polacos que vivem num regime fascista não aprenderam nada.
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As televisões portuguesas, rádios e jornais nada dizem sobre a transformação da Polónia num país fascista, racista, xenófobo e com preconceitos extremistas quanto a pessoas oriundas de outros continentes.
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E não é só a Polónia, também a Hungria, a República Checa, a Eslováquia, a Eslovénia, a Sérvia, a Croácia, a Áustria, as Repúblicas Bálticas estão a virar-se para uma extrema direita racista que odeia os africanos e até os europeus do sul.
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Com exceção da Áustria, esses povos estiveram mais de 80 anos presos pelo nazismo durante alguns anos e no resto por partidos comunistas que não deixavam sair ninguém, a não ser para a URSS. Não foram educados para a convivência racial e internacional ou multipartidária e multicultural. 
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Daí que não seja aconselhável a ida a esses países de algum português que não seja totalmente branco. Nem é bom que o nosso glorioso Primeiro Ministro Dr. António Costa visite alguma vez a Polónia ou outro desses países. Mesmo os portugueses brancos não são bem recebidos nesses países.
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E não devemos esquecer que o Holocausto foi dirigido e inventado pelos alemães, mas tiveram muita mão de obra polaca, eslovénia, sérvia, ucraniana, etc. a fazer o trabalho mais sujo, obedecendo cegamente ao oficiais das SS policiais e estando até integrados nessas SS.
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A Europa está a fascizar-se e a vez pode chegar a Portugal pois já se sente nas televisões um princípio de ódio aos turistas que até proporcionam uma receita de mais de 50 milhões de euros DIÁRIOS e, mesmo, às poucas dezenas de refugiados aqui aceites apesar de muitos se terem ido embora ganhar os altos salários alemães, logo que receberam documentação europeia. O turismo, já tinha dito, garante 17,5% do PIB distribuído por mais de 250 mil empresas.
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Muitos professores, enfermeiros, médicos,. funcionários das finanças, etc. querem mais dinheiro, mas opõem-se a qualquer fonte de riqueza. Quiseram estrangular a Autoeuropa, querem acabar com eucaliptos e oliveiras que proporcionam uma elevada riqueza na exportação de papel de alta qualidade e azeite. Não querem petróleo e já escreveram aqui que acham que o aproveitamento turístico da herdade da Comporta tem de ser feito assim ou assado para dar o menos rendimento possível.
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Isto, falando de um certo número de portugueses em geral e que, pelas conversas que tenho nos cafés da minha zona e com familiares, não me parecem ser muito poucos.
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António Costa é um grande PM, mas não faz chover dinheiro. A chuva é, sem dúvida, dinheiro, desde que encontre no chão sementes para germinar e plantas e árvores para lhes dar de beber, mas isso só surge com trabalho.

"Entre uma filhó e um cálice de vinho do Porto, é possível que alguns portugueses até se tenham engasgado"

Governo

O dia em que Costa se engasgou com a austeridade /premium

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De repente Costa omitiu a palavra-fetiche: austeridade. E até descobriu que passámos "anos difíceis". É um sinal de que o blá-blá da "reposição de rendimentos" se tornou a bomba-relógio da geringonça.
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Entre uma filhó e um cálice de vinho do Porto, é possível que alguns portugueses até se tenham engasgado. Ora ali estava ele, em pose quase humilde, a falar dos seus sucessos – poderia lá deixar de fazê-lo? –, mas ao mesmo tempo a alertar para o risco das ilusões. O ano passado, por causa da tragédia dos incêndios, também tivera de se apresentar pelo Natal sem a habitual arrogância, pelo que a novidade da sua modéstia não era coisa de monta, algumas das frases que se iam ouvindo até eram quase iguais, nada parecia justificar que se interrompesse a refeição.
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Até que António Costa deixou cair um sibilino sinal de mudança de discurso:
Como? “Anos difíceis?” Então onde foi parar a austeridade? Continua? Ou afinal nunca existiu?
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O primeiro-ministro não é dado a grandes inovações retóricas – bem pelo contrário, é mais comum ser enfadonho na repetição da mesma cassete – e há quatro anos que lhe ouvíamos o mantra do “virar a página da austeridade”. Fazer a agulha para “anos difíceis”, uma fórmula muitas vezes preferida pelos que tiveram de aguentar o barco quando os tempos eram mesmo tempestuosos – esses tais “anos difíceis” –, é uma inflexão que trai um estado de espírito pois a humildade não é só pose, é também alguma inquietação.
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Creio que António Costa, como de resto todos nós, não acreditou que a geringonça durasse toda a legislatura. Se tivesse acreditado tinha sido mais prudente e menos inventivo nos orçamentos que fez os seus parceiros aprovar. É que se à primeira qualquer cai, à segundo só cai quem quer, à terceira quem insiste e à quarta só mesmo quem não tem alternativa – e foi isso que se passou com estes sucessivos Orçamentos do Estado que, de acordo com a avaliação do Conselho de Finanças Públicas, se revelaram documentos mais fictícios do que reais (eu chamar-lhes-ia mesmo mentirosos), já que os deputados aprovavam uma coisa no Parlamento e depois o Governo executava outra, com gigantesco sacrifício do investimento e dos serviços públicos.
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Durante algum tempo foi possível ir disfarçando, e repetindo ad nauseum o slogan de que se tinha “virado a página da austeridade”, só que a verdade vem sempre ao de cima e, conforme foi ficando mais difícil dizer que todas as culpas eram do governo anterior, as demissões em cadeia nos hospitais do SNS, a degradação dos serviços ferroviários, a diminuição da acção social escolar, até a diminuição do investimento em ciência, só para dar alguns exemplos, foram tornando evidente o que alguns teimosos andavam a dizer desde o início. 
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Por um lado, a recuperação económica que houve não serviu para aliviar a carga fiscal, antes pelo contrário, pois esta nunca foi tão elevada – os portugueses pagam hoje é mais impostos indirectos e menos impostos directos, o que cria a ilusão do “devolução de rendimentos” e nos deixa um sorriso amarelo nos lábios quando ouvimos o primeiro ministro a alertar para que não nos iludamos com os números. Por outro lado, a fatia de leão do dinheiro que houve disponível, quase dois mil milhões de euros, foi para os rendimentos e as 35 horas dos funcionários públicos, e por isso faltou para o resto, até para os consumíveis mais elementares de alguns hospitais.
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E o pior é que ao fim de três anos de “sucesso” da geringonça as suas clientelas querem mais. É natural, eu diria mesmo que é humano. Para além disso, também é disso que se faz a política. Tudo porque a ilusão que se alimentou, o “fim da austeridade”, só podia trazer consigo o regresso ao “antigo regime” e às suas carreiras públicas, àquele regime que é em boa parte responsável pela sofreguidão do “monstro” e pela dificuldade de conter o seu crescimento.
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Naturalmente que as “contas certas” de Bruxelas são tão conciliáveis com o regresso a essa velha ordem como as 35 horas no SNS eram conciliáveis com o não aumento da despesa pública, como mentirosamente foi prometido ao Presidente da República, e este fingiu que acreditou. Mas neste jogo de ilusões e mentiras foi-se criando pelo caminho um problema chamado “expectativas” – logo um senhor problema, pois a política é muito a arte de gerir expectativas.
Pior: no dia em que o PCP percebeu que podia ser o grande perdedor neste negócio de luzes e sombras – e esse dia foi o da derrota nas autárquicas, quando perdeu dez municípios, alguns deles emblemáticos, para o PS – tornou-se evidente que iríamos assistir a um regresso em força da máquina da CGTP. A surpresa é que quando isso aconteceu a CGTP, em alguns sectores, já estava a ser ultrapassada por novos actores sindicais, pois a natureza tem horror ao vazio e o mal-estar já se tinha instalado e outros ganho ordem de precedência.
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Um bom exemplo desse mal-estar e das suas consequências é o sucesso da greve dos enfermeiros. Não tenho opinião sobre o que reivindicam por comparação com as outras categorias profissionais, mas percebe-se que estão mobilizados, que conseguiram contornar os circuitos dos sindicatos tradicionais e da CGTP e que, apesar da barragem de críticas de políticos e comentadores, não há sinais de tensão entre os utentes e os enfermeiros nos hospitais e centros de saúde.
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Mas se tudo isto se passa no universo da Administração Pública, que dizer quando saímos para fora desse ambiente protegido? Esta semana foram conhecidos números muito reveladores: entre 2011 e 2017 o salário médio no sector público subiu duas vezes mais depressa do que no privado. No primeiro 6%, no segundo 3%. E a partir de 1 de Janeiro no sector privado, onde vigoram as 40 horas semanais, o salário mínimo será de 600 euros, enquanto no sector público, com um regime de 35 horas semanais, será de 635 euros. O que significa que um trabalhador não qualificado mais mal pago no público ganhará mais 21% do que um trabalhador equivalente no privado. E com mais segurança no emprego. Aparentemente é assim que se conjuga “igualdade” quando as esquerdas estão no poder.
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É certo que nem todos – felizmente – ganham o salário mínimo, mas quando o Estado, que emprega apenas 14% dos trabalhadores activos, absorve com as suas diferentes funções (incluindo as sociais, bem sei) quase metade da riqueza nacional, o que sobra para a economia, para as empresas, não permite milagres.
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É por isso extraordinário que um primeiro-minisro que, há um ano, na sua mensagem de Natal, tinha prometido “mais crescimento” (o crescimento diminuiu) e “melhor emprego”, com os resultados que estão à vista no depauperado sector privado, venha agora dizer que as empresas “têm de ser competitivas a recrutar e a valorizar a carreira dos seus quadros.” Pois têm, mas para isso o Estado não lhes pode sugar todos os recursos, não pode continuar a fazer orçamentos que não são amigos do investimento e do crescimento, não pode continuar a criar taxas e taxinhas que tornam Portugal muito menos competitivo fiscalmente do que países da nossa escala e campeonato.
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E assim regressamos ao “virada a página dos anos difíceis”, sinal também de que se receia mesmo que outros anos difíceis venham aí. Este crescimento anémico não é um dado adquirido e, mesmo que fosse, é curto para acorrer a tudo o que já está comprometido para os anos que aí vêm e muitíssimo curto se pensarmos nas expectativas criadas pelo discurso das reversões sem limites e dos direitos para a eternidade. Qualquer solavanco é o desastre do artista, até porque ao contrário dos direitos não há cativações para a todo o sempre.
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António Costa quer acalmar os parceiros – mas também já percebeu que há demasiados génios e maus espíritos no ar. Não se incendiaram aos primeiros coletes amarelos, mas ninguém conhece o dia de amanhã.

quinta-feira, dezembro 27, 2018

"ISTO PODE,MESMO, ACABAR MAL!"

A aldeia do "Asterix" em Portugal é a dos políticos...

Isto ultrapassa a teoria de que somos um povo de brandos costumes. 

"O PORTUGAL DEMOCRÁTICO E DA LIBERDADE!"

É este o Portugal dos abrileiros e dos libertadores do chicote de Salazar. Também é o Portugal dos políticos "ladrões" e de outra ´escumalha´ sob o capote de gente reles que têm minado este pobre país de nome Portugal. Canalha infame que tem governado o país onde a justiça mora longe. Resta-nos a Justiça Divina.
José Martins

TAILÂNDIA: "O projeto de parceria ainda pode não passar pelo NLA"

Nacional 27 de dezembro de 2018 01:00
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De KORNRAWEE PANYASUPPAKUN
The Nation
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As OPINIÕES estão divididas sobre a Lei de Parceria para a Vida, que está retendo alguns direitos para casais do mesmo sexo, já que a lei entra na fase final antes de se tornar lei.
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A comunidade LGBT, por um lado, não aceita os seus direitos - agora limitados a casais heterossexuais - de adotar uma criança, receber o bem-estar público e privado do cônjuge e dedução de impostos para casais.
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“As pessoas estão celebrando, pensando que as pessoas LGBT poderão se casar. Mas a realidade é que a legislação não reconhece muitos dos seus direitos e benefícios. [A lei] é discriminatória em muitas áreas ”, disse Naiyana Supapung, ex-ativista do Comissariado Nacional de Direitos Humanos.
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O projeto de lei viola a Constituição e a Lei de Igualdade de Gênero de 2015 que proíbe leis que limitem qualquer direito ou benefício para uma pessoa com base em seu gênero, diz Naiyana. Para garantir a verdadeira igualdade, devemos emendar o Código Civil para definir o casamento, como uma união de dois indivíduos, em vez de limitá-lo a um homem e uma mulher, disse ela.
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Os responsáveis ​​pela elaboração da lei Life Partnership argumentam que a Tailândia precisa ir passo a passo e fazer concessões por causa das diferentes visões sobre o assunto.
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Uma fonte dentro do Ministério da Justiça, cujo departamento - o Departamento de Proteção aos Direitos e Liberdades (RLPD) - foi encarregado de redigir o projeto, apontou para as crenças de grupos religiosos e conservadores.
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Apesar do forte apoio da sociedade em geral, as pessoas nas províncias do sul da maioria muçulmana estão contra o projeto por razões religiosas, e expressaram sua oposição em uma recente audiência pública em Hat Yat, província de Songkhla, disse ele.
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Além disso, as pessoas ocupando altos cargos no governo, bem como os legisladores da Assembléia Legislativa Nacional (NLA) nomeados pelo governo da junta, “podem ainda ter opiniões conservadoras em relação a essa mudança radical”, disse ele.
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Como resultado, alguns direitos são excluídos. O direito dos casais LGBT de receber assistência médica se o seu cônjuge é funcionário público, por exemplo, é excluído, pois pode afetar o orçamento da Fazenda e permitir que pessoas mal-intencionadas explorem a lei, disse ele.
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"É um desafio. Mas é uma oportunidade para os membros da NLA se provarem à sociedade ”, disse ele. O projeto Life Partnership Bill agora está em uma longa lista de 50 projetos aguardando análise e um voto da Assembléia antes que uma eleição seja convocada e um novo governo tome posse, disse ele.
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O Life Partnership Bill reconhece os direitos dos casais LGBT de gerenciar conjuntamente dívidas e bens, herdar a herança de seus cônjuges e se tornar guardiões de seus cônjuges. O direito de tomar decisões médicas e realizar funerais para um cônjuge foi recentemente adicionado ao projeto.
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O projeto de lei, no entanto, não reconhece o direito de adotar uma criança, receber o bem-estar público e privado do cônjuge ou receber a pensão, bem-estar médico ou cônjuge para deduções de imposto de renda, entre outras omissões.
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A ANL também disse que tem uma carteira de 50 projetos para deliberar, então a nova lei de participação civil não pode ser aprovada na sessão atual, que termina em 15 de fevereiro, uma semana antes da eleição geral.

"COISAS E LOISAS DE 27 DE DEZEMBRO - 2018"



Portugal está cada vez mais na cauda da União Europeia

Entre os 19 estados membros que integram a zona Euro, Portugal ficou em 2017 na 16ª posição, apenas à frente da Eslováquia, Grécia e Letónia. Já no conjunto dos 28 Estados-membros da UE, Portugal ficou na 20ª posição. Jornal “Expresso”, 13/12/2018. «A propaganda representa para a democracia aquilo que o cassetete significa para o estado totalitário». Noam Chomsky. Ficámos na 16ª posição na Continua...

Os EUA estão bem encaminhados e se Deus quiser o Brasil também irá entrar nos eixos!

Em entrevista á FOX NEWS o presidente Donald Trump fala de um acordo comercial com o Brasil de Jair Bolsonaro no valor de 267 bilhões de Dólares – cerca de 1 Trilhão de Reais! Desta forma, com a memorável eleição de Bolsonaro e com o fim do socialismo e do comunismo no Brasil, o país arranca assim definitivamente para um futuro de progresso, de prosperidade e de justiça, depois de mais Continua...

BASTA de termos um povo submisso enquanto os políticos e amigos enriquecem

Em Portugal não há esquerda nem direita. O que há é um círculo que não tem pontas por onde se pegue. 44 anos de tretas, anedotas, e a quarta bancarrota que não tarda ser declarada. BASTA. Têm medo da extrema direita? Mas há uma extrema esquerda de orientação ditatorial que ninguém vê? Jorge Pontes Continua...

Arménio Carlos, o electricista que não trabalha há 25 anos

É possível um outro rumo. A austeridade é uma opção ideológica. As pessoas não são números. Temos que renegociar a dívida. Querem mais treta, ou chega? Virada que foi a página da austeridade pelo nosso querido líder, o que perdeu as eleições, afastando o papão que as ganhou, mas não tinha “sensibilidade social”, o que falta para acudir a este escândalo?! Não dá votos suficientes? Continua...

"QUEM O DO GOVERNO VESTE NA PRAÇA O DESPE!"

Constitucional rejeitou recurso de Duarte Lima. Segue-se a prisão

Os juízes do Tribunal Constitucional rejeitaram a reclamação do antigo líder parlamentar do PSD. Duarte Lima deverá agora ir cumprir a pena de seis anos de prisão a que foi condenado pelo caso Homeland.
Duarte Lima perdeu o último recurso no Tribunal Constitucional. Era a derradeira hipótese de escapar à pena de prisão de seis anos a que foi condenado no caso Homeland. Os juízes do Constitucional dizem que a defesa do antigo deputado passou o prazo legal para apresentar recurso.

"A BÁCORA A ESFOCINHAR NA GAMELA DA FARINHA DO PAGODE"


Girl do PCP reforma-se aos 47 anos com 1.859 euros, o povo paga

Mais uma reforma de luxo e de longa duração, que todos teremos que pagar, porque ela não a pagará, certamente, segundo a lógica da matemática.
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Apenas por passar pela vida politica terá direito a receber de reforma, por muitos e muitos anos, mais do que a maioria recebe de salário. Esta é a vergonha da democracia dominada pelos partidos e abandonada pelos eleitores.
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Ana Teresa Vicente Custódio Sá é uma menina de 47 anos, é autarca do PCP (presidente da Câmara de Palmela) e vai reformar-se pela Caixa Geral de Aposentações. Com apenas 26 anos de trabalho, esta menina, coitadinha, vai ter acesso à reforma. Este caso seria sempre revoltante, mas é ainda mais repulsivo no contexto que estamos a viver. 
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Milhares e milhares de portugueses com uma idade fatal (na casa dos 50 anos) estão a cair no desemprego e sabem duas coisas: dificilmente encontrarão novo emprego e ainda estão a uma década ou assim da idade legal da reforma; sabem que um pedido antecipado de reforma significa (e, lamento, tem de significar) um corte no valor da pensão. Ao lado deste drama, aparece uma menina de 47 anos com acesso à pensão completa só porque passou pela política. Pobre Ana, a vida de um autarca é tão desgastante como a vida de um mineiro, não é verdade?
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Quando se fala de boys, tendemos a pensar apenas no PS e PSD. Mas o PCP, dada a sua dimensão autárquica, também tem os seus boys e as suas girls.
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A presidente da Câmara de Palmela, Ana Teresa Vicente (PCP), vai reformar-se, mas vai manter-se na presidência do município até final do mandato.
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Ana Teresa Vicente, de 46 anos (faz 47 a 28 de Janeiro), cumpre o terceiro e último mandato como presidente da Câmara de Palmela, pelo que não poderá recandidatar-se ao cargo.
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De acordo lista de reformados em Fevereiro da Caixa Geral de Aposentações publicada em Diário da República de 8 de janeiro, Ana Teresa Vicente vai auferir uma reforma de 1.859,67 euros.
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O PCP desmarca-se das atitudes dos seus elementos? Mas quem faz o PCP não são os seus elementos? Sendo assim o PS também se pode desmarcar do Sócrates… e o PSD do Dias Loureiro e assim por aí fora, teremos sempre os partidos livres de responsabilidade.
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O PCP reagiu a esta situação ao fim da tarde, em comunicado colocado no site do partido, realçando que se trata de uma “decisão pessoal” da autarca e reafirmando a sua discordância relativamente à legislação que permite casos como este.
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“O PCP afirma a sua oposição a regimes legais como aquele que facultou a contagem a dobrar de tempo para efeitos de reforma no exercício de funções políticas, expressa na votação em 2005 no sentido da sua eliminação”, lê-se no comunicado.
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Ana Teresa Vicente é uma das presidentes de câmara do distrito de Setúbal a cumprir o último mandato, a par de Maria Emília de Sousa (Almada), Maria Amélia Antunes (Montijo), Carlos Beato (Grândola), Alfredo Monteiro (Seixal), Vítor Proença (Santiago do Cacém) e Manuel Coelho (Sines).
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Moral da história, comunismo e capitalismo não são incompatíveis. Quando estão fora do poder todos são de esquerda e verdadeiros comunistas… no poder ficam todos capitalistas.

"O NILTON E AS VERDADES:"AS PESSOAS SÃO CHANFRADAS"

"Tive maturidade para perceber que as pessoas são malucas, nada a fazer"

Solrir: O festival de humor do sul do país tem nova edição marcada para o final deste mês. Nilton será um dos humoristas convidados para atuar, assunto que serviu de mote para uma boa conversa com o Notícias ao Minuto. "Não sou algarvio, mas comecei a fazer humor lá", afirma, assumindo-se quase como "embaixador" do evento.

"Tive maturidade para perceber que as pessoas são malucas, nada a fazer"
Notícias ao Minuto
Há 11 Horas por Mariline Direito Rodrigues
Fama Nilton
Bem-disposto. Assertivo. Com a resposta na 'ponta da língua'. Foi assim que Nilton se apresentou quando chegámos aos estúdios da Renascença, mais precisamente, ao auditório da RFM, onde aconteceu esta entrevista.
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De sorriso no rosto, recebeu-nos e respondeu sem rodeios a todas as perguntas. Humorista há 18 anos, se contarmos os momentos em que começou a subir aos palcos, ou há mais de duas décadas, se pensarmos no tempo em que se começou a interessar pela comédia, são muitas as histórias que gosta de recordar. Ou as piadas que tem para contar. 
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Tem um enorme carinho pelos fãs que se dão ao trabalho de "saírem de casa" para irem ver os seus espetáculos de 'stand up', e até mesmo pelos 'haters' - que não são poucos - que perdem tempo da sua vida a criticá-lo, não só ele, mas ao mundo, conforme fez notar. 
Continua a encher salas de espetáculo ao fim de 18 anos. É difícil manter o interesse das pessoas?
É difícil fazeres isso diariamente e, de alguma maneira, manteres as pessoas interessadas naquilo que possas ter a dizer. Para mim é um grande barómetro esgotares salas pelo país todo há tantos anos e é sinal de que realmente que as pessoas gostam. O que dá trabalho é diariamente, mas isso é como tudo, eu gosto de trabalhar. Centro muito a minha vida profissional na 'stand up', é aquilo que gosto de fazer, estar em contacto com as pessoas, dou muito valor às que saem de casa para irem assistir a um espetáculo. Acho que isso é um ‘like’ brutal, a pessoa saiu de casa e foi ver-te. E depois, obviamente, isso é uma consequência do teu trabalho. Acordo às 5h30h da manhã para vir para aqui [para a rádio] e depois as pessoas retribuem indo ver os meu espetáculos.
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Qual a mensagem mais difícil de transmitir nos espetáculos?
Já passei um bocado a parte da utopia, acho que a mensagem é acima de tudo dares um bom momento às pessoas e elas esquecerem a vida, os problemas, perceberem que se pode brincar com tudo. Não tenho nenhuns pruridos em brincar com tudo, acho que está em ti aceitar isso ou não enquanto catarse. É não te levares demasiado a sério e saberes rir e aceitar que não vale a pena às vezes chateares-te com coisas supérflua.Acho que qualquer humorista tem em si um bocadinho de humor negro  
Notícias ao MinutoNilton após um espetáculo em Portimão, onde a sua carreira começou. Regressará ao Algarve, mais precisamente a Albufeira, para o festival de humor Solrir, no dia 29 deste mês © Facebook/Nilton
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Então não existe humor negro mas simplesmente humor?
Tal como um indivíduo que começa a aprender a andar de bicicleta e depois começa a fazer cavalinhos, acho que qualquer humorista tem em si um bocadinho de humor negro. Rio-me e adoro piadas de humor negro e faço-as muitas vezes no dia a dia. Se for fazer um espetáculo empresarial terei algum cuidado com isso. No meu humor em auditório faço muito mais, enquanto comediante e, em primeiro lugar, como guionista, já quero fazer cavalinhos. E isso é obviamente fazeres escárnio e sátira às coisas mais pesadas, porque são elas que te fazem mais cócegas no cérebro. Portanto, vais querendo fazer mais acrobacias com a tua bicicleta que é a escrita. Adoro esse sentimento do ‘ahhhhh, qual era a necessidade agora disso?’. Gosto desse lado do teatro.
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Mas por vezes um humorista precisa de auto-censura?
Num contexto: é como tu saberes que vais jantar a casa da tua namorada pela primeira vez e não vais pôr os pés em cima da mesa... se calhar nunca pões. É teres noção numa lógica de longevidade. Podes ser um grande maluco… [Mas] Acho que tens de saber posicionar-te em cada situação. Quero que as pessoas gostem daquele momento seja onde for, quero fazer cócegas no cérebro e brincar com as pessoas, mas dentro de uma auto-censura lógica.
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A auto-censura é saberes comportar-te em cada situação.Por exemplo, na rádio, temos uma figura que é o ‘family oriented’. Sei perfeitamente que há a figura do ‘kid in the back seat’, neste caso, as crianças atrás no carro, e que se disseres coisas disruptivas que deixem o pai desconfortável ele muda de canal. Se aceitas estar a trabalhar numa rádio com um milhão de pessoas, que é o caso da RFM e do ‘Café da Manhã’, tens de ter essa noção. Depois compensas noutro sítio. [Por exemplo] Adoro fazer nudismo, mas não posso fazer em todas as praias, então vou ao Meco. A auto-censura é saberes comportar-te em cada situação.
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Então o grupo de 'haters' do Nilton que existe não lhe faz comichão…
Não, já fez, é natural. Principalmente com o início da Internet. Fui o primeiro humorista a atingir o milhão de seguidores no Facebook, que é uma marca muito grande e que chateia muita gente. Por exemplo, não tinha 'haters' quando tinha poucos seguidores. No início destas redes sociais ninguém tinha muita noção das coisas. Aprendes a lidar com isso e a perceberes que não é contra ti, é contra toda a gente, porque hoje marram contigo, depois amanhã contra outra pessoa.
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A partir do momento em que ganhei maturidade para perceber que as pessoas são malucas, não há nada a fazer
Ainda na semana passada estava a criticar a história do helicóptero do INEM, de haver pessoas a buscar peças do helicóptero. E para qualquer cidadão normal, quem é que é o maluco [que faz isto]? 
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Além de estar a comprometer uma investigação, está a ofender pessoas. Iam pessoas reais dentro do helicóptero: pais, filhos. Consegues pôr uma frase sobre isso e há pessoas que vêm marrar contigo a condenar, outras a dizer que estás a usar o INEM para fazer piadas. A partir do momento em que ganhei maturidade para perceber que as pessoas são malucas, não há nada a fazer.

"ELOGIAMOS A ACÇÃO DE DOM TARTUFO!"

Belém

Marcelo veta diploma do tempo de serviço dos professores

O presidente da República devolveu ao governo o diploma que prevê a recuperação de dois anos, nove meses e 18 dias de tempo de serviço congelado aos professores.
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Marcelo Rebelo de Sousa não promulgou o diploma do Governo, lê-se numa nota divulgada esta quarta-feira pela Presidência.
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O presidente justifica a devolução do diploma ao Governo de António Costa com a lei do Orçamento do Estado para 2019.
"A Lei do Orçamento do Estado para 2019, que entra em vigor no dia 1 de janeiro, prevê, no seu artigo 17.º, que a matéria constante do presente diploma seja objeto de processo negocial sindical
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Assim sendo, e porque anteriores passos negociais foram dados antes da aludida entrada em vigor, remeto, sem promulgação, nos termos do artigo 136.º, n.º 4 da Constituição, o diploma do Governo que mitiga os efeitos do congelamento ocorrido entre 2011 e 2017 na carreira docente, para que seja dado efetivo cumprimento ao disposto no citado artigo 17.º, a partir do próximo dia 1 de janeiro de 2019", lê-se na nota.
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O diploma chegou na sexta-feira "a meio da tarde a Belém", depois de aprovado na quinta-feira (dia 20) em Conselho de Ministros, e previa a recuperação de dois anos, nove meses e 18 dias de tempo congelado aos professores. Os professores reclamam a contagem de nove anos, quatro meses e dois dias de serviço.
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A aprovação do decreto-lei aconteceu dois dias após a última reunião negocial entre as dez estruturas sindicais de professores e representantes dos ministérios da Educação e das Finanças, que terminou sem acordo.
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No Orçamento do Estado para 2019, PSD, CDS-PP, BE, PCP e Os Verdes entenderam-se para aprovar - com o voto contra do PS - um artigo que força o Governo a retomar as negociações, mas não para incluir no documento as propostas de BE e PCP que estipulavam uma calendarização para a recuperação integral do tempo de serviço dos professores.
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O artigo 17.º do Orçamento do Estado refere-se ao tempo de serviço nas carreiras, cargos ou categorias integrados em corpos especiais. "A expressão remuneratória do tempo de serviço nas carreiras, cargos ou categorias integrados em corpos especiais, em que a progressão e mudança de posição remuneratória dependam do decurso de determinado período de prestação de serviço legalmente estabelecido para o efeito, é objeto de negociação sindical, com vista a definir o prazo e o modo para a sua concretização, tendo em conta a sustentabilidade e compatibilização com os recursos disponíveis", lê-se no texto aprovado pela Assembleia da República e já promulgado pelo chefe de Estado.
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De acordo com a Constituição da República, o presidente da República tem 40 dias, a partir da receção de qualquer decreto do Governo, para "promulgá-lo ou exercer o direito de veto, comunicando por escrito ao Governo o sentido do veto".

quarta-feira, dezembro 26, 2018

Operação Marquês: O dinheiro e o poder de mãos dadas

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No dia 30 de Junho de 2008, na apresentação de uma biografia do então primeiro-ministro José Sócrates – O Menino de Ouro do PS, da jornalista Eduarda Maio –, o socialista António Vitorino descrevia o governante assim: "É o primeiro líder do PS totalmente formado em democracia. Sócrates focaliza-se nos resultados. Sócrates percebe que nenhuma estratégia fixista pode ter sucesso num mundo em rápida mudança." A descrição parecia assentar no lado mais visível dos três primeiros anos de governação socialista. Sócrates liderara uma reforma da Segurança Social e chegara a introduzir o debate sobre a "flexi-segurança", dera a cara por um esforço de redução do défice orçamental, por medidas na Educação que levaram à maior manifestação de professores até então e por uma política de diplomacia económica orientada para as exportações. Sócrates ganhara reputação de pragmatismo e de um socialismo mais moderno sem pruridos de conviver com uma economia de mercado.

Mas quando Vitorino (acompanhado de um "emocionado" Manuel Dias Loureiro) apresentou o livro, já José Sócrates era o político da democracia portuguesa com maior influência directa, pessoal, na economia portuguesa. Este poder – que está retratado ao longo da acusação do Ministério Público na Operação Marquês – assentava em três pilares: influência sobre o financiamento à economia, influência sobre o andamento de grandes projectos (das obras públicas aos PIN – projectos de interesse nacional) e influência sobre os media. O controlo que teve nestas áreas não era total nem transversal à estrutura dos bancos, empresas e jornais. Mas revelou-se suficiente para criar um ambiente político mais favorável para ele, para seduzir ou pressionar críticos e, segundo a tese do Ministério Público, para intervir de forma cirúrgica para ganho próprio.

Da arma Caixa ao BCP
Na banca, o seu braço chegou à Caixa Geral de Depósitos, ao BCP e ao BES (juntos valem mais de dois terços do mercado de crédito às empresas). Logo em 2005, a equipa de administradores do banco público foi substituída, sendo nomeada uma administração próxima do PS – e próxima do primeiro-ministro Sócrates, através da ida de Armando Vara para administrador. Os procuradores do Ministério Público sustentam que Sócrates quis assegurar "controlo directo e pessoal" sobre o banco e que Vara "tomaria todas as decisões necessárias a lograr satisfazer a vontade e os interesses do arguido José Sócrates, ou de terceiros com quem estivesse conluiado". 

Segundo a acusação, por instrução de Vara a Caixa acabaria por ser instrumental no esquema de pagamentos a Sócrates oriundos do Grupo Lena – ao ajudar a camuflar o dinheiro logo no ponto de partida – e no financiamento avultado em imobiliário no Vale do Lobo. Terá sido, também usada para defender os interesses de um rival, o BES, na operadora PT.

Noutro plano, além do criminal, a Caixa seria um instrumento para as políticas que davam enorme influência a Sócrates junto de construtoras e outras empresas. Foi um dos financiadores -chave nas parcerias público-privadas (tinha o dobro da exposição dos bancos privados portugueses) e de PINs que se revelariam mais tarde problemáticos para as contas do banco público, como a fábrica da Pescanova e a fábrica da La Seda em Sines – neste último, onde a perda potencial é próxima de 900 milhões de euros, a Caixa foi financiadora também accionista (Sócrates lançou a primeira pedra no início da construção).

O banco público entraria ainda na guerra de poder num rival privado, o BCP, que culminaria num dos episódios mais polémicos – a transferência de Santos Ferreira e Vara directamente para a administração do BCP. A partir desse momento, Sócrates passou a ter uma avenida de influência nesse banco. 

Escutas no âmbito do caso Face Oculta – no qual Armando Vara foi condenado e aguarda recurso –, divulgadas em Agosto passado pelo jornal Sol, mostram Joaquim Oliveira, do grupo Controlinveste (DN, JN, TSF), a garantir que o DN era favorável ao governo. À data desta conversa, em 2009, o BCP era o principal credor bancário de Oliveira. Também enquanto administrador do BCP, Vara recebeu o presidente da Sonae, Paulo Azevedo, para lhe propor o Grupo Lena – que ainda não detinha o diário nacional i – como um "excelente comprador" para o Público, jornal incómodo para Sócrates. Azevedo, que contou o episódio como testemunha na Operação Marquês, recusou. Sobra ainda o plano para a compra da TVI – também incómoda para Sócrates, sobretudo a equipa liderada pela jornalista Manuela Moura Guedes – pela PT, con-trolada pelo BES de Salgado.

Através da capacidade de intervir junto da banca e no andamento de projectos e obras, Sócrates conseguiu ter várias empresas na sua órbita (também elas anunciantes importantes nos media, como a EDP, tipicamente uma empresa próxima do poder vigente). A dependência tradicional de empresas face ao Estado foi ampliada durante o consulado do ex-primeiro- -ministro – e ampliou o seu poder. Uma fonte ouvida pela SÁBADO conta que, depois de fazer críticas repetidas nos media ao Governo socialista, soube que "alguns empresários" aconselharam o seu patrão, um empresário, a admoestá-lo porque "não devia andar a dizer aquelas coisas".

A chegada da troika e o impacto da crise acabaram com a rede de contactos e influências montadas na era de Sócrates. O governante socialista perderia o poder para a coligação PSD -CDS de Passos Coelho, que via o BES (e, em menor grau, a Caixa) como o centro de uma rede que aprisionava a economia – esse terá sido um factor para não dar a mão a Salgado em 2014, pouco antes do colapso do BES. Sócrates, nessa al-tura, já estava a ser investigado pelo Ministério Público.

Xaropes de revolta, precisam-se.

XAROPES DE REVOLTA, PRECISAM-SE!

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Bom dia. O natal passou. Foi um feliz natal? Terá sido para os que ignoraram a fome, a miséria, as guerras, as desigualdades, as injustiças, a gula de uns quantos que se apoderam do que pertence a milhões de outros e etc. que grassa por este planeta a que chamam Terra e que primeiro era plano por ignorância e imposição da Igreja Católica Apostólica Romana Retrógrada Inquisitória e Assassina. Adiante, que recordar estas faldas de mentes criminosas causa maus odores e muita repulsa.

António Costa é logo aqui em baixo, no Curto, o bombo da festa. O desgaste deste PM a cheirar um pouquinho a esquerda já está em marcha há tempos lá pelo burgo do tio Balsemão, os paxás do dito tio cumprem a função em troca dos ordenadinhos e mais umas regaliasitas ao estilo de “broas” salazaristas que eram só para uns quantos que se “portavam bem” ou pertenciam à PIDE e ilhargas da sustentação do chamado Estado Novo que estava podre. Ou isso ou há gente que nem tem consciência disso. Distraem-se?

Costa falou ao país na sua conversa de natal. Claro que fez bem e disse umas quantas maravilhas encavalitadas numas quantas suas vontades e perspetivas de fazer melhor para que a dura sobrevivência dos portugueses de cinto apertado seja mais sorridente, mais justa, mais democrática. Oh, mas isso é o meeeedo de uns quantos; que Costa faça mais socialmente por um Portugal melhor, com melhorias (salários justos p.ex.) para milhões, não só para uns quantos e seus servidores. O homem até pode querer mas a pressão é demasiada por parte dos que são donos disto tudo e pagam até via offshores certas e incertas subserviências.

No dizer desses tais certos e incertos isto está mal, muito mal. Que Costa (o governo) é execrável - mas não o dizem abertamente, optam por irem espalhando venenos, desgastando, “fazendo cabeças”. Do passado nada referem. Nem é bom recordar esse passado triste que teve em Cavaco Silva o abafar de muito que eram conquistas de Abril e engordar uns quantos vigaristas, corruptos e ladrões "amiguinhos". Técnicas que depois ainda mais se aperfeiçoaram e acabaram por mostrar um ou outro dos daquelas pandilhas mafiosas. Prisão para esses e investigações credíveis e transparentes é que não vimos, nós, os plebeus, os que pagam e não bufam – ou se bufam são ignorados. E lá veio Barroso – o aldrabão alinhado com Bush e Aznar para ganhar lugar de destaque e de contas chorudas na UE, no mundo, principalmente na alta finança. E Passos/Portas? Ora… mas que belos tempos para uns quantos donos disto tudo! Qual quê! O bombo da festa é Costa e o atual governo. Agora é que tudo isto vai mesmo mal…

Evidentemente que se Costa ou outro governar mesmo à esquerda é linchado. Sabemos que sim. A comunicação social corporativa e domesticada não admite e nem dá tréguas. A pressão para que um governo mais à esquerda não seja efetivo tem sido permanente. Escarrapachado nos tais jornais e televisões corporativistas… E não existem outras TVs. A alienação e a futilidade imperam nas televisões. A manipulação até faz parte dos decores… Um pivete.

Em democracia todos têm direito a criticar, elogiar e opinar. É isso que aqui se faz quando nos dá nas ganas e consideramos ser nosso dever. Consideramos na realidade que nesta modernidade os “antigamentes” estão a regressar em força e sofisticados a certas e incertas mentes e práticas. Há milhões que perguntam: “mas então foi para isto que fizemos o 25 de Abril?”. Justificadamente. Porque existem novas tecnologias, novas mentalidades e o que se vislumbra é um país do antigamente, numa UE que também impõe esse regime, num mundo que está a fascizar-se. Antidemocrático e opressivo, já ditatorial em imensas vertentes, longitudes e latitudes.

Basta, porque há aqui pano para mangas. Leiam o Curto. Tem coisa boa. Bom novo ano 2019… Bom? É o que se deseja mas se nada fizermos por isso este novo ano não vai ser nada bom, antes pelo contrário. Xaropes de revolta, precisam-se. (MM | PG)