“Esta gente não serve”, diz Moita Flores em comentário arrasador à Proteção Civil
Por Redação
19 Dezembro
2018 - 14:40
Arrasador!
Francisco Moita Flores revoltou-se com as entidades do Estado que participaram
no socorro às vítimas da queda do helicóptero do INEM. O comentador mandou o
secretário de Estado da Proteção Civil estar “calado” e não pôr “água benta” na
“desorganização e incompetência” da estrutura de Proteção Civil. Moita Flores
disse ainda que está claro que quando houver uma tragédia, os portugueses já
sabem que “não podem contar com a Proteção Civil”.
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“É bom que os
portugueses saibam disto. Quando houver um desastre muito sério não podem
contar com a Proteção Civil, não podem contar com os sistemas de socorro e
ficam entregues aos bombeiros da zona e ponto final.”
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Na CMTV, Moita
Flores explicou que esta estrutura “só tem dado problemas e desgosto aos
portugueses”.
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“Não vale a
pena criar a ilusão de que de um momento para o outro se refresca uma estrutura
que em anos só tem entregue problemas e desgosto aos portugueses”.
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Num comentário
‘feroz’ de Moita Flores, o antigo inspetor da Polícia Judiciária e antigo
autarca, lembra que as tragédias recentes no país têm deixado “muitos mortos
pelo caminho”.
“E, por isso,
não vale a pena estar a investir esperança ou expectativas e viver como até
agora em revolta confortável. Somos comodamente revoltados, não conseguimos
levantar o dedo ou a voz para incriminar ou interpelar aqueles que são de
interpelar perante casos sucessivos. É que não é um nem dois, são sucessivos
com muitos mortos, muitos mortos pelo caminho.”
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Moita Flores
salientou ainda que “esta gente continua a viver como se não houvesse
protocolo, atenção, nem competência, nem rigor”, no fundo, “aqueles valores
essenciais que fazem parte da função pública”.
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Numa mensagem
que tem sido amplamente divulgada por bombeiros, Moita Flores salienta que
estes têm sido “insultados” e são eles “com quem podemos contar” nas horas de
aperto.
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Andam a
“insulta-los de toda a maneira em nome das estruturas partidárias, politizadas,
incompetentes e analfabetas que estão dentro da estrutura do Estado para
comandar a nossa desgraça e a desgraça de todos que estão em risco.”
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Moita Flores,
que participava num debate na CMTV sobre o trágico acidente de um helicóptero
do INEM que se despenhou em Valongo, mostrou ainda “repulsa” com o comentário
do secretário de Estado da Proteção Civil.
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“O senhor
secretário de Estado era melhor estar calado e ter vergonha do que diz e ter
vergonha de estar a pôr água benta nesta hierarquia de desorganização e
incompetência”.
A operação de
socorro ao acidente com um helicóptero do INEM em que morreram quatro pessoas
em Valongo, no sábado, cumpriu
“todos os normativos legais”, de acordo com o que revelou o secretário de Estado da
Proteção Civil, José Artur Neves.
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O relatório
preliminar da Proteção Civil aponta
para falhas nos procedimentos no socorro às vítimas da queda do helicóptero do INEM.
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O relatório
preliminar foi entregue a várias entidades e também ao primeiro-ministro,
António Costa, e à Procuradoria-Geral da República, que já havia anunciado a
abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.































