segunda-feira, outubro 22, 2018

MACAU: "PLATAFORMA SINO-LUSÓFONA"

Empresários beneficiam dos Serviços da Plataforma Macau

Ao longo dos últimos 15 anos, a Região Administrativa Especial de Macau tem desenvolvendo vários serviços importantes no âmbito do seu papel enquanto plataforma sino-lusófona.
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Neste contexto, o Departamento de Promoção Económica e Comercial com os Mercados Lusófonos do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) aposta no desenvolvimento do mercado da China Continental para os empresários dos países de língua portuguesa, também explorando os sectores relativos para os empresários da China Continental, de Macau e de outras regiões. Presta assim, uma série de serviços externos, nomeadamente visitas de estudo e prospeção nos países de língua portuguesa, Promoção Económica e Comercial com os Mercados Lusófonos, Conduta do Comércio China-PLP, para promover as empresas e produtos dos países de língua portuguesa.
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Serviços de grande utilidade
Para maior promoção e desenvolvimento da plataforma sino-lusófona, o IPIM organiza visitas de estudo e prospeção nos Países de Língua Portuguesa, e tem apoiado a promoção económica e comercial com os mercados lusófonos e a conduta do comércio China-PLP ao longo dos anos. As visitas de estudo e prospeção são caracterizadas pela organização ou apoio às delegações empresariais dos países de língua portuguesa nas visitas à China Continental e Macau; e pela organização ou apoio de delegações empresariais da China Continental e Macau em visitas de prospeção nos países de língua portuguesa, para participarem em convenções e exposições comerciais e atividades de captação de negócios.
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A promoção económica e comercial com os mercados lusófonos é levada a cabo com a realização de seminários, workshops, sessões de apresentação, bolsas de contatos, e outras atividades promocionais do desenvolvimento económico e comercial do Interior da China, de Macau e dos países de língua portuguesa, além da divulgação de informações relacionadas com o ambiente de investimento dos mercados lusófonos.
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A Conduta do Comércio China-PLP proporciona também serviços de apoio, tais como instalações, consultoria de negócios, encaminhamento de negócios e bolsas de contato às empresas dos países lusófonos, para explorarem o mercado da China Continental, bem como às empresas do Interior da China e de Macau que pretendam explorar negócios nos países de língua portuguesa, permitindo às empresas avançarem efetivamente em direção aos seus objetivos. São exemplos desses serviços:
1. O fornecimento de instalações de hardware como escritórios temporários e salas de reunião a título gratuito, pedidos de informação sobre e o comércio local o serviço de "One Stop Service" para o estabelecimento de empresas em Macau, com vista a reduzir os custos operacionais da constituição de empresas;
2. A disponibilização de vários serviços de apoio às empresas para explorarem negócios entre a China e os países de língua portuguesa, nomeadamente as ligações e o apoio na fase preliminar, exploração e negociação de projetos;
3. A procura de estabelecimento de parcerias conforme as necessidades das empresas;
4. A prestação de ajuda no estabelecimento de pontes com as entidades fornecedoras de serviços profissionais de Macau (incluindo serviços jurídicos, de contabilidade e de consultadoria comercial, entre outros), com vista ao avanço progressivo das suas atividades económicas e comerciais.
Promoção online e offline para empresas e produtos dos países de língua portuguesa
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Portal para a Cooperação na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa (http://www.platformchinaplp.mo/).
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Sob a orientação do Ministério do Comércio do Governo da República Popular da China e da Secretaria para a Economia e Finanças da RAEM, é lançado oficialmente o Portal a 1 de Abril de 2015. 
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Disponibilizando informações sobre convenções e exposições na China e nos países de língua portuguesa, e informação económica e comercial e respectivas leis e regulamentos desses mesmos países, funciona ainda como três diferentes bases de dados: Base de Dados de Profissionais Qualificados em Chinês e Português, Base de Dados dos Fornecedores de Serviços Profissionais e Base de Dados dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa, criando uma plataforma online para a cooperação e intercâmbio económico e comercial entre a China e estes países lusófonos.
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Promoção offline: Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa
O Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa foi inaugurado oficialmente em 31 de Março de 2016, com uma área de 4.200 pés quadrados, apresentando diversos tipos de bebidas e alimentos provenientes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Inclui alimentos naturais, petiscos, alimentos enlatados, produtos agrícolas naturais, café, bebidas alcoólicas, entre outros, e são todos provenientes de empresas ou agências lusófonas.
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Cada produto em exibição tem um código QR (QR code) exclusivo na placa indicativa, de modo a que os clientes/comerciantes se possam ligar ao Portal (www.platformchinaplp.mo ) para obter detalhes dos produtos, informações e contatos dos fornecedores, negociar com os mesmos, podendo alguns produtos serem comprados online e entregues no Interior da China.
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O pessoal do Centro de Exposição presta apoio em negociações, bolsas de contato e intercâmbio comercial. Todos os processos são apoiados com informações bilingues, em chinês e português, reforçando, em várias vertentes, o papel de Macau como Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O Centro de Exposição convida também, por vezes, agências locais de produtos lusófonos a realizarem atividades promocionais, disponibilizando o espaço às associações comerciais e empresas, para realizarem sessões de apresentação dos seus produtos, com vista à promoção dinâmica desses produtos alimentares e criação de mais oportunidades de negócio.
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Novos centros de dinamismo
A 5a Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, realizada em 11 de outubro de 2016, sinalizou um novo ímpeto à cooperação com um enfoque maior no desenvolvimento da plataforma de serviços para as empresas. O estabelecimento em Macau do Centro de Intercâmbio Cultural e o Centro de Intercâmbio sobre a Inovação e o Empreendedorismo dos Jovens entre a China e os Países de Língua Portuguesa encaixa que nem uma luva nesta estratégia.
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Ao mesmo tempo, o Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, perto da Torre de Macau, já está em construção. Este complexo será a casa da "Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa de Macau", marcando e consolidando a orientação da plataforma sino-lusófona de Macau. 
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Após a sua abertura, para além de servir de local de convenções para futuras edições da Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), servirá ainda de casa ao Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa, ao Centro de Formação, Pavilhão sobre Relações Económica, Comercial e Cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa. 
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O Complexo disponibilizará ainda escritórios temporários e permanentes para os serviços públicos, organismos e as associações da China e dos Países Lusófonos, envolvidos na construção da Plataforma e organização do Fórum, fornecendo apoio necessário e substancial à cooperação nas áreas de comércio, investimento, convenções e exposições, cultura, entre outras.

"O CABRITA, MINISTRO, CONDOÍDO....TADINHO DELE!"



Sindicato da PSP critica ministro com imagens de agressões a idosos fora de Portugal "Por favor, Sr. Ministro do MAI e todos os demais....indignem-se", escreve o SVCP, que usa imagens que nada têm a ver com o caso do Porto.
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10:39Atualizada às 19:58 partilhe 3477 8 3 / 3
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SVCP reage à polémica da divulgação das fotos dos fugitivos Facebook 3477 8
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O Sindicato Vertical de Carreiras da Polícia reagiu às notícias da indignação do ministro da Administração Interna com uma publicação no Facebook dirigida "a todos" os que se indignaram com a divulgação das fotografias dos fugitivos.
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Este sindicato republicou uma montagem que anda a circular na Internet com três idosos com marcas de agressões ao lado de Eduardo Cabrita com referência ao facto de o ministro ter afirmado que a divulgação das fotos dos três homens que fugiram do tribunal do Porto era "absolutamente inaceitável". 
 A acompanhar a montagem, lê-se: "Por favor, Sr. Ministro do MAI, senhores da Amnistia Internacional, Sr.ª Câncio e todos os demais....indignem-se". No entanto, as fotografias partilhadas pelo sindicato não têm nada a ver com as vítimas dos assaltos do gangue de Gondomar. Na verdade, nem sequer são casos ocorridos em Portugal. A primeira foto diz respeito a Dovladi Carvalho, agredido em 2013 no Brasil. 
 
A segunda é referente a outro caso no Brasil, a agressão a John Charles Junyent, que aconteceu em 2015 no Rio de Janeiro. a terceira foto mostrada pelo sindicato é a de Catherine Smith, que foi brutalmente atacada em Londres, em 2017.
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Na manhã deste sábado, a mesma página de Facebook do Sindicato já tinha publicado um comunicado a falar da polémica indicando que este era um "não caso". Relacionadas Política Ministro diz que mostrar fotos de detidos é "absolutamente inaceitável" Vídeo Ministro diz que mostrar fotos de detidos é "absolutamente inaceitável" Portugal Amnistia lamenta "espetáculo indigno" de fotos de detenção de fugitivos Fotogaleria Amnistia lamenta "espetáculo indigno" de fotos de detenção de fugitivos Portugal Ordem dos Advogados manifesta "total repulsa" pela divulgação de fotografias da detenção de foragidos Fotogaleria Ordem dos Advogados manifesta "total repulsa" pela divulgação de fotografias da detenção de foragidos Exclusivos
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Namoradas arrependidas entregam ladrões de idosos Vídeo Namoradas arrependidas entregam ladrões de idosos O SVCP manifestou-se contra "todos os que alimentam a 'campanha' contra a PSP e os seus profissionais, perfilaram-se, como lobos famintos numa alcateia para se 'banquetearem com os despojos'". 
"Para trás e esquecidos ficaram 8 meses de trabalho árduo, no qual os agentes envolvidos se entregaram de alma, coração e corpo. Deixaram para trás família e amigos, abnegadamente com o único escopo de devolver tranquilidade e sossego às vítimas e à população", escreveram.
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O Sindicato toma ainda a posição de divulgar outra vez as imagens da detenção dos três cadastradados no momento em que foram detidos "mesmo que não gostem e podem ficar indignados faz favor".
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O Sindicato contesta até que a foto tenha sido partilhada por agentes poílcias: "Partiram da certeza que aquelas fotos (da detenção) foram tiradas/recolhidas e partilhadas por POLICIAS e nem tiveram a menor dúvida ou sequer questionaram se foi um popular, pois a detenção foi efetuada num local público".

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domingo, outubro 21, 2018

ELE SABIA ONDE ESTAVAM TODOS OS CADÁVARES!



José Goulão; com Louise Nyman, Istambul e Martha Ladesic, Nova York
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Que segredos sujos Jamal Khashoggi levou consigo? Tantos que será impossível apurar qual ou quais deles ditaram o seu assassínio às mãos de operacionais dos serviços secretos sauditas, seus ex-colegas. Homem de mil e um ofícios sombrios, dele alguém disse que “sabia onde estavam enterrados todos os cadáveres”. E não deviam ser poucos na memória de alguém que durante mais de trinta anos foi conselheiro da Casa de Saud e espião às ordens de vários amos.
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Oficialmente, Jamal Khashoggi não está morto; está “desaparecido” algures no interior do consulado saudita em Istambul, porque as câmaras de vigilância registaram a sua entrada mas não a sua saída. No fim de contas trata-se de um pormenor, embora oficial, ao qual permanecem apegados apenas os porta-vozes da casa real saudita. Eles e, parcialmente, o presidente dos Estados Unidos, para quem o homem pode ter sido vítima de banditismo comum.
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No entanto, os serviços secretos turcos deram conta da chegada a Istambul de 15 operacionais sauditas, transportados em dois jactos privados, e que passaram algum tempo dentro do consulado antes de regressarem a Riade da mesma maneira. E gravações captadas no interior das instalações consulares pelos mesmos serviços secretos turcos – prática ilegal à luz das convenções internacionais – dão conta de sessões de tortura durante as quais Khashoggi terá confessado fazer parte do grupo envolvido numa recente e frustrada conspiração contra Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro e homem forte do regime da Arábia Saudita.
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Outras informações revelam que à tortura seguiu-se a morte, esquartejamento e decapitação da vítima. E que foi intenso o movimento de brigadas de limpeza no consulado saudita; o presidente turco, Recip Tayiep Erdogan, revelou que uma parte do interior do consulado foi mesmo pintada.
Começou cedo
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Jamal Khashoggi iniciou-se muito jovem nas actividades que lhe granjearam a acumulação de segredos “sombrios e sujos”, como informam as suas resenhas bibliográficas.
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Jornalista da imprensa oficial saudita e conselheiro de comunicação da Casa Real, seguiu para o Afeganistão no início da década de oitenta, como um dos principais colaboradores do príncipe Turki Faisal, chefe dos serviços secretos centrais de Riade, a Mukhabarat. Simultaneamente agente destes serviços e da CIA, Khashoggi trabalhou também em cooperação com as organizações de espionagem do Reino Unido e do Paquistão na montagem dos mujahidin, grupos ditos “fundamentalistas islâmicos” criados para combater as tropas soviéticas às quais o governo legítimo do Afeganistão pedira apoio.
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Esse processo viria a dar origem à al-Qaida, sob a coordenação de bin Laden, enquadrado pelos serviços secretos a que Khashoggi pertencia.
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O príncipe Turki Faisal dirigiu a Mukhabarat desde meados dos anos setenta até 2001, e contou quase sempre com o jornalista-espião-organizador de grupos terroristas como conselheiro e operacional. Faisal abandonou subitamente a chefia dos serviços secretos apenas 10 dias antes dos atentados de Nova York em 11 de Setembro de 2001, cometidos por 19 terroristas, segundo a versão oficial, 15 dos quais eram sauditas - tal como o alegado mentor, bin Laden. Coincidências que fizeram levantar rumores e suspeitas sobre a chefia da Mukhabarat, as quais permanecem. 
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Khashoggi continuou a assessorar o príncipe Turki Faisal quando este foi sucessivamente, embaixador saudita nos Estados Unidos e no Reino Unido, cimentando assim contactos e experiências. Tornou-se, entretanto, uma espécie de “sionista honorário” pelo modo como desempenhou tarefas no aprofundamento das relações mais ou menos secretas entre Israel e a Arábia Saudita, chegando a ser “especialista” na interpretação e explicação do “processo de paz” israelo-palestiniano e fazendo conferências sobre o tema através dos Estados Unidos.
Peão das “primaveras árabes”
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As estadas nos Estados Unidos e Reino Unido ampliaram os horizontes e contactos de Jamal Khashoggi, sempre no âmbito das actividades no interior dos serviços secretos do seu país e norte-americanos. A par da aproximação a Israel, consolidou as suas ligações à Irmandade Muçulmana e aos neoconservadores norte-americanos.
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Por estas vias, Kashoggi surgiu, naturalmente, associado à estratégia da administração Obama, coincidente com as dos neoconservadores, que esteve na origem de “revoluções coloridas”, como a da Ucrânia, e das suas equivalentes no Médio Oriente e Norte de África, as “primaveras árabes”.
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Alargando as prestações jornalísticas para o exterior da esfera saudita, mas dentro da sua zona de influência, Jamal Khashoggi surge nas estações de televisão Al Arab News e Al Jazeera, ao mesmo tempo que desempenhava funções de espionagem nas operações internacionais que então se desenvolviam sob a égide de Washington, da NATO e da sua equivalente regional, o Conselho de Cooperação do Golfo.
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Nesse âmbito, Khashoggi esteve por dentro das guerras contra a Líbia e contra a Síria, da “primavera árabe” egípcia e também da invasão saudita do Bahrein, por sua vez para reprimir “a primavera árabe”.
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Uma aposta errada
Nos últimos anos, a par da ascensão do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman como homem forte da Casa de Saud o tom das intervenções políticas e jornalísticas de Jamal Khashoggi passou a ser de maior distanciamento em relação à política oficial de Riade. O que lhe terá valido a oferta de uma coluna no Washington Post – na qual o criticismo se acentuou.
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Embora continuando a identificar-se com a guerra terrorista na Síria, Khashoggi manifestou-se contra a ruptura da Arábia Saudita com o Qatar e mesmo contra a agressão ao Iémen.
A sua referência no interior do poder saudita passou a ser o príncipe Al-Walee bin Talal, depois um dos muitos membros da família real a ser preso, torturado (no interior do hotel Ritz Carlton de Riade) e expropriado dos seus bens em 2017, quando Mohammed bin Salman assumiu efectivamente o poder devido à debilidade do estado de saúde do rei Salman.
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Khashoggi “exilou-se voluntariamente” nos Estados Unidos e rejeitou o convite para reassumir funções à frente da imprensa oficial saudita e como conselheiro da Casa Real. Interpretou esse convite como uma armadilha para o fazer regressar ao país.
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Quando muito recentemente procurou renovar a sua documentação pessoal, depois de um divórcio, Jamal Khashoggi optou por fazê-lo no consulado saudita de Istambul, porque “alguém da sua inteira confiança” o aconselhou nesse sentido, dissuadindo-o de procurar o consulado em Washington.
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Segundo o Washington Post, a CIA e outros serviços de espionagem norte-americanos sabiam que o jornalista corria perigo de vida, mas não o informaram; o mesmo aconteceu com os serviços secretos turcos.
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Durante a tortura de que foi vítima em Istambul foi extorquida a Khashoggi uma confissão segundo a qual teria apoiado uma recente conspiração contra Mohammed bin Salman montada pelas vítimas da repressão de 2017, entre elas o príncipe Al-Walee bin Talal. Esta informação começou a provocar uma debandada de membros de círculos do poder saudita e da própria família real, entre eles o príncipe Ahmed ben Abdelaziz, irmão do rei Salman, que deverá instalar-se em Paris.
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Jamal Kashoggi foi silenciado. Pelos acontecimentos em que esteve envolvido nos últimos 30 anos, todos eles relacionados com o terrorismo dito “islâmico”, a chamada “guerra contra o terrorismo” pós 11 de Setembro de 2001 e a estratégia norte-americana e israelita para criar “um novo Médio Oriente”, pode calcular-se a importância dos conteúdos arquivados na memória do jornalista-espião assassinado.
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O móbil e os interessados no seu desaparecimento são tantos que provavelmente jamais se saberá quem e por quê o mandou calar. E assim levou para a sepultura a lista “dos lugares onde estão todos os cadáveres”.
 

MAS NINGUÉM FAZ PERGUNTAS A MARCELO?

  David Dinis - 19.10.2018
O Presidente terá 80% de popularidade. Mas será ele inatingível? Será que as dúvidas ou críticas que fazemos a Costa, a Rio, a Catarina Martins, não se podem fazer ao Presidente?


Vamos lá a rever os factos:

  1. O ministro da Defesa demitiu-se, mas só nove dias depois de ter sido acusado (em tribunal) de ser cúmplice de uma operação de encobrimento de um roubo militar. Durante estes nove dias, Marcelo não comentou. Depois da demissão, também não. O que é que Azeredo tinha que Constança Urbano de Sousa não teve? (sabendo nós que o Presidente exigiu a demissão dela).
  2. O chefe de Estado Maior do Exército demitiu-se, cinco dias depois de Azeredo sair, com uma carta ao Presidente invocando razões pessoais e com outra aos militares invocando… interferências políticas. E o Presidente – que desde o furto de Tancos nada fez para o tirar do lugar – nada disse. E eu pergunto-me: Será mesmo possível que o chefe do Exército se tenha demitido depois de uma reunião com o novo ministro, 16 meses depois do furto de Tancos, sem ter falado antes com o primeiro-ministro e com o Presidente?
  3. Uma jornalista, diretora da agência Lusa, lembrou (à minha frente, na RTP) que o chefe da Casa Militar do Presidente pediu para sair de Belém precisamente ao mesmo tempo que o chefe de gabinete de Azeredo Lopes pedia para sair do Ministério – sim, o homem acusado de ter sido informado da operação de encobrimento, que foi logo a seguir para adjunto do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas (onde continua em funções). E o Presidente nada diz, ninguém lhe pergunta nada.
  4. Poucos dias antes de tudo isto, António Costa disparou na Assembleia uma farpa que parecia uma ameaça: “Ainda havemos de saber o que cada um sabia sobre esta história de Tancos”. Há apenas duas semanas, escrevi aqui no ECO que a mera acusação de que Azeredo Lopes foi informado sobre o encobrimento militar da devolução das armas nos obrigava a perguntar várias coisas: se Azeredo, sabendo, comunicou ao primeiro-ministro; se o primeiro-ministro, sabendo, comunicou ao Presidente. Hoje, depois de lembrado pela diretora da agência pública de notícias, gostava de juntar uma pergunta: e o chefe da Casa Militar do Presidente, sabia?
  5. As demissões das últimas duas semanas eram, como aqui escrevi, inevitáveis. Tendo dúvidas que o novo ministro pudesse, sozinho, mandar o chefe do Exército embora, tenho a certeza de que as demissões não podem fazer esquecer as outras perguntas: e Costa, sabia? E Marcelo? E o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas? Será que o dito memorando, entregue pelos criminosos da PJM ao Ministério, ficou só nas mãos do antigo chefe de gabinete do ministro da Defesa, que não o entregou ao ministro, não o entregou ao Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) com quem está a trabalhar, não o entregou ao Ministério Público – e só agora decidiu fazer a sua obrigação?
  6. Cuidado. Tudo isto é tão perigoso que pode pôr em causa o regime (avisei eu aqui, assim que a acusação foi feita, em tribunal). E pode. Mas não sendo assim, também pode ser o contrário. Nas últimas semanas, o Pedro Adão e Silva tem alertado para uma outra hipótese: e se tudo isto tiver sido uma manobra de parte das Forças Armadas para desestabilizar o Governo de esquerda? Vasco Lourenço, o nosso conhecido militar de Abril, já tinha dito o mesmo: e se tudo isto foi um golpe, vindo de dentro das Forças Armadas, para fragilizar a “geringonça”? E se, de repente, as Forças Armadas tiverem regressado a 1975 (“partidarização”, disse Costa na Assembleia há duas semanas), entrando sub-repticiamente na vida política? E agora pergunto eu: se for esse o caso, não estamos também perante um gravíssimo problema de regime?
  7. Marcelo não é, há mais de três anos, comentador da TVI. É chefe de Estado, para além de comandante supremo das Forças Armadas. E no caso de Tancos pareceu sempre estar mais preocupado em proteger o Governo e as Forças Armadas do que em transmitir ao país um sentimento de que ele estará no lugar para nos garantir uma certa estabilidade.
  8. Hoje, mais de duas semanas depois de a tal acusação ter sido dirigida ao ministro, acrescentam-se dúvidas às dúvidas que eu já tinha: o Presidente Marcelo sentiu-se confortável com a acusação feita a Azeredo? Achava que ele podia ficar no lugar? Pediu informações para saber se alguém, no Governo, nas Forças Armadas ou mesmo na sua Presidência, teve conhecimento de uma tão grave operação de encobrimento? Ele, que dizia saber que uma acusação estaria por dias, não sabia de nada? E acha razoável que quem não disse o que devia a quem devia (entre políticos e militares) não deve assumir as responsabilidades por isso?
  9. Falando só na última semana, tenho visto o Presidente da República dizer coisas que seriam inimagináveis em presidentes anteriores.

  • No caso da PGR, assumiu para si (e só na última hora) uma tese que nunca lhe tínhamos ouvido, de que um PGR só tem direito a um mandato – dando assim inequívoco apoio à intenção anunciada pelo Governo de substituir Marques Vidal muitos meses antes;
  • Nos incêndios, depois do tudo ou nada, veio agora concluir que “se fez tudo, a todos os níveis”, para que não se repetissem as tragédias do ano passado;
  • Sobre o Orçamento de Estado (que há 10 meses avisava não poder ser “eleitoralista”), disse agora que se trata de um documento que tem uma “justiça social acrescida”, mas também contém medidas eleitoralistas – “como é inevitável”;
  • Sobre a remodelação governamental, elogiou Costa: são sempre “mais eficazes” quando feitas de surpresa e, “quem chega, chega com nova dinâmica e criatividade para dar o seu contributo”;

E face a tudo isto, eu só me pergunto: se fosse Cavaco, o que diriam dele?

Teimoso, ainda me interrogo: só por ter 80% de popularidade, será Marcelo inatingível? Será que as dúvidas ou críticas que fazemos a António Costa, a Rui Rio, a Catarina Martins, não se podem fazer ao Presidente?

Notas soltas da semana


  • A paz era podre, no Governo. A remodelação foi bem feita, mas mostrou-nos como Costa deixa os ministros demissionários pendurados durante meses, até encontrar o momento certo para prescindir deles. E fica aquela pergunta: com que força política é que Azeredo, Adalberto, Caldeira Cabral ou Castro Mendes negociaram com Centeno e Costa o último orçamento da legislatura?
  • Siza salvo? Será que, mudando de funções, o ministro Siza Vieira tem que apresentar nova declaração de rendimentos? Será que isso o salva da análise do TC sobre os erros na anterior – que o podiam levar à demissão por incompatibilidade?
  • O mistério da Energia. Costa diz que muda a Energia para o Ministério do Ambiente para promover uma ação concertada contra as alterações climáticas. Mas no Orçamento põe uma taxa nas energias renováveis. Coitado do João Galamba. Com a verdade nos enganas.
  • Coitado do Galamba. A sua entrada no Governo pôs a direita de cabelos em pé. Caso para Galamba perguntar: “O diabo sou eu”?
  • A vergonha alheia. A carta de Costa a Fernando Negrão, insinuando coisas que a Justiça não provou sobre um caso que tem 15 anos, é um desrespeito pelo Estado de Direito (para não dizer pessoal).
  • Eleitoralismo de rigor? O problema do Orçamento não é tanto o que lá está, são as nuvens à nossa frente.
  • Os amigos são para as ocasiões: Medina viu o chumbar a sua taxa para financiar a Proteção Civil. E Costa resolveu-lhe o problema pondo no orçamento uma norma que põe todas as câmaras a implementá-la. Portugal é Lisboa…
  • O Interior ganhou uma secretaria de Estado. Ficará em Lisboa, a recolher contributos para o programa eleitoral do PS.
  • O Ice Tea vai pagar menos imposto, a Cola Cola não. Mas todos vão pagar menos IVA nos restaurantes. Sweet dreams are made of this.

"O BADAMECO" VAIDOSO

O menino vaidoso é um badamezeco de um diplomata de fraca carreira de 46 anos deve ser igual aqueles merdecas de incompetentes que com nojo servi (só dois foram bons) na Embaixada de Portugal em Banguecoque, durante 24 anos. Alguns nem para fazer a limpeza do pó da chancelaria serviam. Pela aragem se avalia quem vai dentro da carruagem e este vaidosozeco emparelha e bem com o Cravinho que por anos tem seguido a "cravar" o contribuinte. Onde vai parar este Portugal com Ministros da Defesa iguais a Paulinho Portas, Cravinho e outros da mesma igualha que nunca deram um tiro na vida. Desgraça total!!!! - José Martins


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas, mesa e interiores
O Paulinho Portas quando chegou a MNE também colocou a sua vaidade no Facebook! Acabamos por ser um país de paulinhos...

E cá vamos pelo mesmo caminho...

Havia um coiso que dizia: "quando vou às mulheres perco a cabeça!"

"ALTA QUALIDADE DO SAPATO PORTUGUÊS FABRICA-SE NA TAILÂNDIA"


Alas! Só há oito dias tive conhecimento que a qualidade do sapato português é fabricado na Tailândia. 
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Possuidor do nome do director, o lisboeta Fábio Pinto, pela Facebook entrei em contacto, atendido à hospitalidade portuguesa, marcado o dia da visita à pequena fábrica em expansão, onde nela, de momento, trabalham 8 funcionários na produção e marketing. 
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A marca dos sapatos, muito sugestiva "Lawrence Pinto", vendidos no mercado da Tailândia e exportados para a Europa. 
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Fábio Pinto, um jovem, tem novos horizontes de expansão do mercado, para além de Hong Kong, Macau e a China. 
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A seguir damos conta, em imagens legendadas, do que recolhi durante a minha visita.
Fábio Pinto, o director, da "Lawrence Pinto", na imagem e como pano de fundo sapatos saídos da linha de produção.
O jovem empreendor Fábio Pinto no constante vai e vem observado o trabalho dos operários. A qualidade do fabrico é importante!
Sapatos para acabamento. Logo me salta à vista a excelente qualidade e acabamento do magnífico sapato português que anos após anos tem conquistado o mercado mundial e um quinhão, dos mais significativos, de exportação portuguesa.
Operário no acabamento. A perfeição em primeiro lugar!
Um clássico  para para homem de bom gosto. Disse-me, há uns largos anos, um mestre sapateiro, que o calçado era o espelho do homem.
Bem ainda em uso, a famosa, em Portugal, a confortável bota de elástico!
Um, pronto para calçar, sapato de camurça confortável para os homens que não se podem baixar e atar os atacadores.
O sapato de camurça onde a elegância não passa despercebida, com o rasto, bem aplicado, de sola resistente e leve.
Um clássico mostrando a sola esmeradamente aplicada.
O clássico visto de lado....
O clássico visto de frente....
A "Lawrence Pinto" produz um largo tipo de sapatos....
Tentações, na formam para qualquer homem moderno...
Um clássico discreto....
Outro tipo de bota de elástico....
 Sapato leve fabricado de pele de peixe...
Encomenda de botas de elástico, cor preta, para seguir para a Europa, precisamente  para a Alemanha.
Peles da melhor qualidade...
A "Lawrenço Pinto" tem em stock larga quantidade, de excelência, de pelaria
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Para contactos com a "Lawrence Pinto" - 898/70 (142) Sukhumvit Road 101/1 Yak 24 Tala maha sin alley 1 - Bangkok 10260 - Telef. 66 (06)655431204 
Imagem e texto: José Martins

"GOVERNO PARASITÁRIO DO COSTA VAI FALIR O PAÍS"

PortugalGate



9 h ·
" O PS tem um registo em termos de pegada ambiental-neste caso económico- muito grande neste País, o pântano de Guterres, a gestão financeira desastrosa de Sócrates e a navegação à vista de Costa, são a nossa Troika kharmica que nos persegue desde o 25 de Abril, um partido desordeiro, criminoso e que só pensa no seu mundo de interesses, conluio e maçonaria à mistura, não olhando para o horizonte, para o futuro, aquilo que constrói alicerces de crescimento sustentado e riqueza, não, o PS destrói os pilares que são criados por quem pensa em algo mais, mais do que a sua ambição desmesurada, mais do que distribuir cargos e mais do que “rodar”, para os seus, um conjunto de benesses que leva a que o PS assalte o aparelho de Estado controlando-o até ao ínfimo pormenor."

portugalgate.org
Estamos a viver tempos excepcionais em Portugal. Excepcionais…

"MUNDO TORTO, IGUAL A UM ARROXO"


Amândio Nogueira partilhou uma publicação.
1 h ·
Problemas com as fotos divulgadas desta gente sem escrúpulos?? E o que fizeram a estes Portugueses, com limitaçoes e que trabalharam uma vida toda para ter o que tinham!!! Nao se preocupam??? Podia ser os meus avós, os teus avós, os avós dos teus amigos...agredir com martelos e outras coisas??? Tirar uma foto desta gente é muito pouco!!! Como vai as associaçoes das virgens ofendidas neste país!!!Como se diz na minha terra..levavas com um filho da p*** dum carapau nessas bentas meus filhos de uma grande!!!!!Com martelos tenham vergonha 😡😡 para os defensores destes jovens gostava que fosse a vossa família a passar pelo que muitos idosos passaram para ver o que voces fariam

Virgínia da Silva Veiga, 20/10/2018)


PROVIDENCIAL


(Virgínia da Silva Veiga, 20/10/2018)
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O Conselho Superior da Magistratura abriu um inquérito a propósito da entrevista de Carlos Alexandre à RTP mas ninguém sabe qual seja o objecto de tal inquérito. Não se sabe se se destina apenas a investigar a legalidade dos sorteios no Tribunal de Instrução Criminal, se as violações deste juiz ao Estatuto a que está obrigado, se as ligações deste a grupos políticos, se, finalmente, a própria RTP para quem, em violação das leis que regem o canal público, o contraditório, não existe.
O caso merecia, de facto, ser investigado de todos os prismas porque há muito se clama por ordem e legalidade.
Comecemos pelo fim, por uma RTP cujo trabalho é uma entrevista laudatória a terminar como começa: com uma ameaça velada, um recado aos magistrados que se atrevam a condenar o envolvido.
Alexandre preparava -se para ir este fim de semana a Portalegre, integrado num comício politico, fazer uma palestra. Era anunciado como cabeça de cartaz do acontecimento. Terá desistido, mas o episódio, real, não pode deixar de se enquadrar no perfil de um homem que admite ter uma página da mesma sensibilidade política, a mesma em que se enquadra o teor de toda a entrevista.
A entrevista não se limita a pôr em causa o sorteio que ditou Ivo Rosa como juiz de instrução. Sugere todos os sorteios do TIC, incluindo a sua própria escolha, serem ilegais, assunto que refere expressamente, bem sabendo estar a contribuir para a nulidade de actos processuais pelo próprio praticados, em instância última a levar ao arquivamento dos autos. É matéria arguida nos requerimentos de Instrução que revela conhecer. Porquê?
O que Alexandre diz é de uma gravidade extrema. Por outras palavras, obscuras mas claras, face a um sistema que entende manipulável, não apresentou nenhum requerimento ao Conselho Superior da Magistratura nem comunicou ao seu colega de trabalho, menos à presidente da comarca a quem soube solicitar folga. Porquê? Se era assim, porque não denunciou pelos meios próprios, isto é, nada fez?
Sob a pior das formas – a suspeição -, lança subrepticiamente a ideia de que os seus colegas e funcionários orquestraram, à distância de meses, um sorteio falso, escolhendo a dedo o dia em que o próprio estaria ausente, como se não legitimasse exactamente ter ele próprio perpetrado a ausência, pormenor que esperamos ver esclarecido.
Acrescenta, o processo ter sido apenas parcialmente distribuído, como se tal existisse, e, depois de afirmar não falar com Ivo Rosa – vangloriando-se de sobrarem dedos das mãos para as vezes em que com ele falou, em três anos de vizinhança de gabinetes -, anuncia-se como pessoa rigorosa e nega, “de facto” – sublinha – alguma vez ter aceitado que lhe tivesse sido distribuído um processo antes entregue a outro, como se não soubesse que Ivo Rosa não pode negar o sorteio que lhe calhou.
Alexandre vai mais longe na teoria da cabala e deixa no ar a hipótese de o “ Dr. António Luís Santos da Costa” – assim se refere ao primeiro-ministro – estar feito com estranhos propósitos do Conselheiro Henriques Gaspar, o ex-presidente do STJ, para lhe tirarem o emprego, acabando com tribunais de competência criminal especializada, não porque seja inconstitucional, mas para o afastar, a ele, para outro qualquer lugar de primeira instância.Não recorda, como devia, ter sido este mesmo conselheiro que desempatou a seu favor o incidente de que foi alvo aquando de outra entrevista de triste memória.
Isto, e a forma como se refere ao hipotético causador dos incêndios de Mação – “ gostava de saber quem são os ladrões que me tiraram as características da minha terra”, assim profere o magistrado – mostram, não um juiz preocupado com a Justiça, mas um justiceiro no mais inadequado sentido do termo.
É neste quadro, do justicialismo, que não da Justiça sensata e equidistante, que se enquadra ter admitido ir ser orador em eventos de agrupamentos políticos que se dizem apartidários, não o sendo. Iria falar este sábado a Portalegre. Terá desistido. Mas até hoje nunca se opôs a que a mesma sensibilidade política tenha criado uma página com a sua imagem.
Carlos Alexandre veio a público fazer acusações de falta de isenção aos seus colegas, que insinua terem um programa político, onde se enquadra a nebulosa tentativa do seu afastamento. Deu roda de incompetente a Ivo Rosa, deu nota de um Conselho Superior da Magistratura vendido ao poder político, anunciou que a Operação Marquês é caso condenado ao arquivamento. Porquê?
No quadro de suspeições que o próprio alimenta, uma certeza deixou: o processo a que, mais uma vez, alude publicamente, nunca devia ter-lhe sido entregue. Justicialismo é um assunto, a Justiça outro. A última não se compadece com juízes providenciais patologicamente dispostos a contar, “bem contados”, cada dia útil do trabalho que os devia honrar

O Cardeal Cerejeira e o nazismo




(Texto a seguir mão é nosso)
O Cardeal Cerejeira se pudesse, teria feito Portugal regressar à Idade Média com o povo a estalar de fome e a população maioritariamente analfabeta, pois é isso mesmo que convém à Igreja.

A Igreja Católica precisa de fome e miséria para poder triunfar e não é ao acaso que o progresso material da sociedade tem sido acompanhado de uma proporcional perda de fé na Igreja por parte da população.

A Igreja sempre quis roubar a população através de mentiras e enganos e conspira activamente com a judiaria internacional para aniquilar as nações. O Padre da organização cristã subversiva que dá pelo nome de "Opus Dei", o Gonçalo Portocarrero de Almada em lugar de andar preocupado com os nazis, devia era de falar sobre a forma como George Soros financia activamente o Vaticano. Mas lá está, disto já a padralhada não quer falar, pois não lhes convém...