sexta-feira, outubro 05, 2018

"O PERIGO AMARELO!"

E num sopro tomam conta da Europa!!!!

UM FILME DE TERROR EM SESSÕES CONTÍNUAS



UM FILME DE TERROR EM SESSÕES CONTÍNUAS

02/10/18

“O Exército é o espelho da Nação”. Frase utilizada em Portugal, na acção psicológica durante o último conflito ultramarino.
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Estamos a falar da sociedade portuguesa num país (ainda) chamado Portugal. 

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Relativemos o “terror”, que não é comparável ao que se passa na Síria, no Congo, ou na Bolívia… 

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Mas falamos do nosso país já entrado no século XXI, amadurecido, por um lastro de 850 anos de História comum, que vive o dia – a - dia sem ameaças violentas no horizonte, mas com uma conflitualidade política e social permanente e latente. 

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Não estamos em guerra nem numa situação de “PREC”. 1
Se bem que, verdadeiramente, o país nunca saiu do PREC, apenas o amenizou… 

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Neste âmbito a “geringonça” tem andado – com alguma inteligência até, diga-se em abono da verdade (o que torna a coisa mais perigosa) – a exacerbar as coisas. 

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Estranhamente, ou não, o “órgão” Presidência da República tem proporcionado um caldo de cultura em que tudo isto medra. 

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Pois palavras e “selfies” leva-as o vento… 

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Daí que assistirmos a um telejornal ou ler os títulos dos jornais seja um filme de terror. Em sessão contínua. 

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As pessoas nem conseguem respirar de umas para as outras… 

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A que se deve o que estou a referir?
Fundamentalmente ao aumento geométrico dos casos de corrupção; de crimes vários e de incompetência manifesta.
Pode-se argumentar que a acção desenfreada de concorrência entre os diferentes órgãos de informação (sendo estes muito superiores às necessidades) tem um efeito multiplicador e cacofónico em tudo o que se passa. 

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De facto é uma avalanche de notícias e ruído (por isso muitos cidadãos já não os consegue ler, ouvir ou ver), mas as coisas não deixam de acontecer e ser reais. 

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Não passa um santo dia sem que sejamos brindados com desbragamentos, roubos, subornos, malfeitorias, desfalques, crimes passionais, vigarices, etc., etc. 

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A Justiça está atulhada de processos e tem sido (por via da natureza das leis e de como as coisas estão organizadas) de uma ineficácia monumental!2 

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O cidadão comum anda estarrecido com tudo isto, em revolta surda acumulável, a falar mal por todos os cantos e deixou de acreditar seja em quem for. 

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Mas a sua intervenção cívica não passa disto, sobretudo enquanto tiver dinheiro no bolso e comida nas lojas, “esquecendo-se” que tal só se consegue à custa de uma dívida interna e externa que não pára de aumentar; venda de património nacional e alienação de soberania! 

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Tudo muito tipicamente português…
A corrupção é transversal, gangrena tudo e manifesta-se sobretudo na classe política, autarquias, futebol, no mundo da finança, enfim, em tudo o que cheire a negócio. 

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Está a ficar muito preocupante e só diminuirá (como os incêndios florestais) quando se cortar a cabeça a uma dúzia alargada de cabecilhas. E se saiba. 

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Agora a débacle – que já infestava a Instituição Militar há muito tempo – chegou em força às Forças Armadas, por via de exposição pública de vários casos (seguidos) mediáticos.
Começa (mas não se esgota no que vou referir), na auto - demissão do CEME, General Jerónimo e mal conseguida substituição; situação nos estabelecimentos militares de ensino secundário (CM, IO e IMPE); no assalto aos paióis de Tancos (antecedidos dos roubos já havidos, nos Comandos, nos Fuzileiros e na PSP, etc.) – uma vergonha inominável; o caso das messes da FA; a guerra sobre a Autoridade Marítima; a morte de dois recrutas durante o curso de comandos; continuado “assalto” governamental ao IASFA; no congelamento das carreiras (uma coisa inaceitável desde o início); na cativação escabrosa e continuada das verbas destinadas ao funcionamento dos Ramos e da Lei de Programação Militar; na degradação do Serviço de Saúde Militar e do Hospital das FA (ninguém se entende sobre nada desde o início) para agora vir desembocar no inacreditável caso da prisão do Director da PJM, de um civil e da arguição pesada para mais três militares da mesma polícia e outros três da GNR, que investigavam o caso do assalto aos paióis de Tancos. 

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Quase em rajada e simultâneo, somos confrontados com mais uma morte de um soldado no “Regimento” de Comandos, (aparentemente por suicídio), poucos dias após a substituição do Comandante – a qual (substituição) teve contornos menos próprios e foi largamente publicitada (originando um almoço público de desagrado e desagravo); a arguição de uma oficial farmacêutica da Marinha por alegadamente “traficar” medicamentos, logo seguida do desaparecimento de uma caixa de munições transportada numa viatura dos fuzileiros (recuperada entretanto por um elemento da população que a encontra na via pública e a entrega à PSP). 

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Tendo como pano de fundo a paralisia de tudo, pois a FA não voa, a Marinha não navega e o Exército não treina; não há dinheiro, não há material, não há pessoal, não há autoridade, não há carreira, o moral é medíocre, as poucas unidades operacionais existentes estão mercenarizadas; parte da opinião pública acha (em Portugal toda a gente acha qualquer coisa e opina sobre tudo) que a “tropa” não serve para nada e as autoridades políticas e os “média” retiraram cirurgicamente a Instituição Militar e os militares da vida nacional. Só são notícia quando se dá uma bronca qualquer… 

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Se isto não é um filme de terror só pode ser um festival de filmes de terror!... 

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A situação nas FA vai piorar. Só pode piorar.
A razão fundamental prende-se com o menosprezo, degradação, e ataques vários a que foram sujeitas pelo Poder Político; má vontade em algumas áreas da intelectualidade nacional – tudo reflectido nos OCS. Esta situação dura há mais de 30 anos. Não são 30 meses… 

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Isto tem consequências fundas, que as chefias militares não têm sabido ou conseguido antecipar, impedir ou remediar. 

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E somos chegados a um ponto em que estas mesmas chefias estão, aparentemente, inermes, arrastando com elas toda a hierarquia militar. 

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Estou em crer que, se amanhã, por exemplo, (e não por absurdo…) acabasse o Conselho de Chefes Militares, ninguém no país – nem mesmo na tropa – daria por isso.
Imagine-se o Moral que percorre as fileiras… 

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A Instituição Militar é aquela que no país inteiro, é a mais resiliente, devido à formação dos seus servidores; hierarquia, disciplina, estrutura, etc., consubstanciada na “Condição Militar”, alicerçada num conjunto de “virtudes militares”. 

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Mas quando parte, parte a sério. Veja-se o que aconteceu no PREC. 

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As Forças Armadas estão abaixo de todos os mínimos há muito. Não é, pois de estranhar o que está a acontecer. É de admirar, apenas, como não acontece pior. 

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As Forças Armadas não são também, imunes, ao que se passa no resto do país… 

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Uma palavra mais para terminar sobre o evento da posição do Coronel Vieira até agora Director da PJM. 

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O caso de Tancos – cujos verdadeiros contornos ainda se desconhecem – irá ficar para a História como o exemplo do que não se deve fazer e actuar. 

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Em primeiro lugar porque representa uma falha de segurança grave; um acto de desleixo, incompetência ou incapacidade militar; absoluta incompetência político/militar para lidar com o caso publicamente; inenarrável confusão de competências e autoridade na investigação desencadeada e em curso; falta de liderança e todos os níveis. 

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Enfim, um “case study” pelos piores motivos e que, à boa maneira portuguesa, dificilmente reverterá em ensinamentos, apuramento de responsabilidades ou mudança de procedimentos e estruturas. Com o perigo muito grande de caso se venha a mudar algo, seja para pior. 

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O fulcro de todo este caso, que devia ser o apuramento do crime e suas envolvências, passou a ser uma guerra entre corporações, em que ninguém até agora pôs ordem. 

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Ou seja a PJ e a PJM em vez de investigarem o acima descrito, passaram a espiar-se mutuamente, vítimas de desacertos legislativos, quezílias de poder e desentendimentos pessoais. E também ninguém os pôs na ordem. 

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Já nem as aparências se salvam.
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto (não é fado), é … um filme de terror!

                                                      João José Brandão Ferreira
                                                         Oficial Piloto Aviador

quinta-feira, outubro 04, 2018

"DESCOBRIRAM A VERDADEIRA CARECA AO AZEREDO LOPES"


Sociedade

Tancos. Major Vasco Brazão diz que ministro da Defesa sabia do encobrimento

Azeredo Lopes garante que essa informação é falta e nega ter tido qualquer conhecimento
O major Vasco Brazão assegurou ao juiz de instrução do caso Tancos ter dado conhecimento a Azeredo Lopes da encenação montada na Chamusca mais de um mês após a recuperação do arsenal, apurou o Expresso. Ministro da Defesa nega ter tido qualquer conhecimento.
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O antigo porta-voz da Polícia Judiciária Militar, um dos arguidos do caso Tancos, garantiu perante o juiz de instrução que informou o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, sobre a encenação da descoberta do material roubado de Tancos, recuperado na Chamusca várias semanas depois do assalto.
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Já no final do ano passado, e após as armas terem sido recuperadas, Vasco Brazão e o coronel Luís Vieira, deram conhecimento a Azeredo Lopes de toda a encenação montada, em conjunto com a GNR de Loulé.
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Vasco Brazão garantiu no interrogatório, que decorreu esta terça-feira no Campus de Justiça e que durou oito horas, que entregou pessoalmente, no final de 2017, um memorando com a explicação de toda a operação realizada ao ministro Azeredo Lopes. 
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O ministro da Defesa, confrontado pelo Expresso, inicialmente recusou-se a comentar as declarações do militar e invocou o segredo de justiça. No entanto, quando questionado sobre se foi ou não informado da operação de encobrimento, respondeu que "não".
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Recorde-se que em outubro do ano passado, os cinco militares da PJM e os três da GNR de Loulé, combinaram com um dos alegados autores do furto das armas, a entrega destas.
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Além da recuperação encenada, os elementos do grupo comprometeu-se a não informar a Polícia Judiciária e o Ministério Público da operação.
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Portanto, para que tal acontecesse, foi montada um esquema de encobrimento, transportando as armas do terreno onde estavam escondidas, na propriedade de familiares do suspeito, para um baldio na Chamusca. 
No dia 18 de outubro, a PJM divulgou um comunicado, onde anunciava a recuperação das armas.

quarta-feira, outubro 03, 2018

"DEDICADO A TODOS OS VELHOS(VELHAS TAMBÉM) DO PLANETA TERRA"


EMBRULHE "MARCELINHO" E AMARRE-LHE UM LACINHO DE SEDA

Carta aberta a Marcelo Rebelo de Sousa o presidente da Esquerda

Ex.mo Sr. Dr. Marcelo… e trato-o por Marcelo, pois não o reconheço como meu presidente ou tão pouco presidente dos portugueses. Venho através desta minha missiva, dar-lhe conta da vergonha que me fez passar (a mim e suponho que a milhares/milhões de portugueses) aquando da sua recente presença na ONU.
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O senhor aproveitou esse espaço mediático para vomitar toda a hostilidade que tem contra o presidente Trump, ignorando o facto de ter um cargo no seu país que lhe limita certas veleidades.
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Desconhece o senhor que há uma imensa comunidade de portugueses nos USA? Por sinal a maior do mundo? Sabe como se sentiram esses portugueses ao verem a sua figura ridícula na assembleia na ONU a vomitar ódio contra o presidente Trump? 
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Tentar enxovalhar o presidente americano em sua própria casa? Que sentido de Estado tem o senhor? E quem é o senhor para criticar Donald Trump? Donald Trump tem como cartão de visitas todo um império, riqueza obrada para o seu país o States, com milhões (ouviu bem, milhões) de postos de trabalho criados, sem nunca precisar de viver à pala dos contribuintes.
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E o senhor? Quantos postos de trabalho criou (e não vale mencionar os jobs for the boys através do seu muito e estimado amigo Ricardo Salgado) e quanta riqueza produziu para o seu país? Um professor universitário, que chegou ao cargo sabe-se lá como. Com os meus quase 60 anos sempre o conheci pendurado no Estado, seja na AR, na comunicação social ou agora com este cargo.
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Engraçado, para quem como o senhor acha que os mandatos devam ser limitados para “a vitalidade da democracia” o senhor não é exemplo para ninguém, e nem pratica aquilo que apregoa.
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Há quanto tempo vive o senhor às expensas dos contribuintes? Há quanto tempo está o senhor nos meandros do sistema? Mas continuando…não sente o senhor vergonha, por não ter aproveitado esse espaço mediático de grande visibilidade, para falar do sofrimento dos portugueses na Venezuela, na África do Sul, em Angola onde os empresários portugueses desesperam para receberem o seu dinheiro? Vai criticar um presidente democraticamente eleito, numa democracia que é um exemplo para o mundo?
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Por que não criticou Maduro que mata o seu povo à fome? Ou Kim Jong-un com um dos regimes mais execráveis no mundo? Ou ainda o regime do Irão que pune as mulheres pelo simples facto de não quererem envergar o lenço islâmico? Alegou o senhor estar preocupado com os direitos humanos? Se isso é verdade por que faz apologia a uma ideologia que os desrespeita abertamente?
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E refiro-me ao islão obviamente. Não foi o senhor visto ao lado do sheik Munir, numa amena cavaqueira, sendo que esse homem é um agressor de mulheres? Não fez o senhor questão de apertar as mãos de Fidel Castro (disse a todos que o quiseram ouvir que era um sonho seu) esse assassino de massas, que executava pessoas sumariamente sem qualquer julgamento, por estarem ligados ao regime de Batista ou por dissidência política? Sabe Marcelo, a sua obsessão por protagonismo e o seu enorme ego, estão a levar Portugal ao descrédito.
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E para quê Marcelo? Acha que alguém o estava a levar a sério no seu discurso dirigido à ONU? Viu as caras de tédio, fastio e desprezo da plateia? Até daqueles que representam os regimes opressivos que tanto admira? A História um dia, fará justiça da sua pessoa…e parafraseando uma querida amiga (Maria Vieira) o senhor ficará conhecido para a posteridade como o pior presidente de Portugal.
Passar bem!
Regina Cunha

Acorda meu povo!

Este país mete nojo!

2 Outubro, 2018


Está na hora de começarmos a olhar para o nosso país doutra forma. Perceber que urge exercer a nossa cidadania para fazer uma purga a estes políticos corruptos, interesseiros, desonestos e criminosos. E rápido, antes que não sobre pedra sobre pedra e nos tornemos num Brasil ou numa fase mais adiantada, numa Venezuela.
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É incrível como em menos de 4 anos foi possível destruir tanto em Portugal. Primeiro foi  a economia, que agora,  só vai de feição devido à conjuntura externa favorável e ao BCE (ainda), mas mesmo assim a abrandar perigosamente, porque cá dentro, a esmagar tudo o que mexe com novos impostos e subir escandalosamente os já existentes, asfixiou-se o mercado, assustou-se os investidores, instalou-se a desconfiança. E mais há de vir.
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Depois foi  o descontrolo das finanças públicas, com promessas eleitoralistas populistas irresponsáveis  de gastos supérfluos com “boys” espalhados por todo o país, a reverter medidas de contenção na despesa pública sem sustentabilidade, a enterrar dinheiro de impostos  nas empresas públicas falidas entre as quais o banco do Estado e bancos privados, que lapidaram os recursos financeiros do país num ápice, provocando a falência técnica de tudo o que está ligado e dependente do Estado.
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E agora, como se não bastasse, “mataram” a Justiça que devia ser um departamento independente, sem interferências políticas, mas que aos olhos de todos, estes dias, vimos desmoronar,  ao constatar que os governos, sempre que é do seu interesse, podem influenciar e muito, o rumo dos processos judiciais: foi a substituição de uma PGR que fez um trabalho extraordinário no combate à corrupção sem qualquer necessidade; um sorteio de um novo juiz para a Operação Marquês, cheio de irregularidades, mas que mesmo assim foi aceite o resultado!
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Nos intervalos destas “escandaleiras” todas, temos um primeiro ministro que faz tudo o que lhe apetece, sem dar satisfações, sempre pela calada da noite – em compadrio com BE e PCP – sem transparência, sem prestar contas. Nada! E mente sem pudor! Não é que teve coragem de dizer ontem em horário nobre na TVI, que  “a dívida tem vindo a descer de forma sustentável” ao mesmo tempo que a imprensa dava conta que em Agosto deste ano, subiu para 250 mil milhões de euros quando em Dezembro de 2015 estava em 231 mil milhões?! É claramente um “Maduro” à portuguesa!
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Temos ainda, para nossa desgraça, um ex-primeiro ministro arguido em vários processos crime a rir na nossa cara, porque o afastamento dos principais perigos à sua liberdade estão já arrumadinhos a um canto, certo que vai ainda conseguir ser indemnizado pelo Estado por “calúnia” como ele tanta vez o disse, para continuar a viver de luxos à conta dos portugueses contribuintes.  Um presumível inocente que tem visto TODOS seus recursos abortados, por todas as instâncias judiciais, provando assim que de facto há prova da sua culpabilidade e que não é nem um pouco perseguição do juiz Carlos Alexandre, mas sim, a justiça a funcionar uma vez na vida em Portugal para crimes de “colarinhos brancos”.
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Para terminar com estilo, a Comunicação Social desonesta, parcial e completamente comprada pelo sistema, a propagar mentiras, a distorcer realidades, a embriagar a população de modo a mostrar um país inexistente, só para manter a narrativa do governo “gerigonceiro” marxista, a dar o empurrão final em direcção a uma estrondosa bancarrota e colapso social.
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É triste ver que todos aqueles que têm o poder de construir um país melhor estão literalmente a matá-lo, a ele e seu povo, sem qualquer peso na consciência, sem qualquer receio sequer de virem a prestar contas por isso.
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Este país mete nojo! Muito nojo! E se não formos nós, cidadãos, a acordar rapidamente, quando abrir-mos finalmente os olhos, já será demasiado tarde.
Acorda meu povo!

"O ATOLEIRO"

Escândalos e política

(Carlos Esperança, 02/10/2018)
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No escândalo da Universidade Moderna, onde a direita se atolou, a falência fraudulenta da empresa de sondagens ‘Amostra’ não teve arguidos e a montanha de acusações pariu a prisão de dois ratos sem relevo político e acusações injuriosas ao censor Sousa Lara.
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Valeu o processo Casa Pia para fingir que a pedofilia é uma patologia do PS e os crimes sexuais uma preferência da esquerda, para fazer esquecer o atoleiro em que se afundava a direita que agora mostra as garras em tristes gorjeios de Cavaco ou uiva em artigos de opinião do Observador, onde a chancela de Passos Coelho está disponível.
Enquanto os Papéis do Panamá permanecem confiados a órgãos de comunicação social, sem divulgação dos segredos que lhes cabia revelar, o País verifica que se perderam os documentos dos submarinos, estão por inquirir autarcas do PSD que a Visão investigou, e passaram a irrelevantes os casos BPN, Vistos Gold, Banif, Tecnoforma e BES.
Às vezes, por ignorância das leis, acusam-se juízes levianamente. É o caso da proibição de escutas a Luís Filipe Meneses, um dos autarcas de quem Marco António foi cúmplice na funesta administração do município de Gaia. É evidente que Meneses não podia ser escutado quando conselheiro de Estado, não como Dias Loureiro, dileto do PR Cavaco, mas por indicação do PSD de Passos Coelho.
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O que não se entende é o esquecimento da PGR das suspeitas que levaram o Ministério Público a pedir autorização das escutas, que o juiz impediu – e bem –, depois de perder o privilégio de que gozam os membros do órgão consultivo do PR.
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São estes esquecimentos que radicalizam posições contra beneficiários de estatuto cujas funções o legitimam, porque se eternizam e só voltam ao conhecimento público, quando voltam, depois de arquivados os processos por terem excedido os prazos.
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Ainda é possível investigar a denúncia da Visão se, caso se confirme, julgar os alegados corruptos da teia autárquica que se descreve nas 20 páginas da Visão (Ver aqui)

COISAS E LOISAS DE 3 DE OUTUBRO



Chefe do Estado-Maior do Exército afirma-se “tranquilo e sereno” com o caso de Tancos

Se deixasse de ter motorista isso é que era coisa para retirar a tranquilidade e a serenidade a um homem. Agora, Tancos…? O circo saiu à rua! Ursos, palhaços e cães amestrados, há de tudo… Se o CEME tivesse um mínimo de vergonha e de carácter já tinha apresentado o seu pedido de demissão. A sua continuidade como responsável pelo exército, não só é uma afronta à instituição como Continua...

O socialismo exemplificado numa só imagem

Continuo sem entender qual o papel da ONU nesta questão da Venezuela? Tão rápida a criticar numas situações e tão desatenta nesta situação. O Marxismo é um veneno que continua a contaminar muitas cabeças. Neste momento a Venezuela é vitima do execrável e idiota marxista Maduro. O resto são as tretas do costume. Inventar perigos e inimigos externos para justificar a incompetência e o desvario Continua...

Governação Socialista: IMPOSTOS, IMPOSTOS E MAIS IMPOSTOS

Nunca baixar os impostos para todos, mesmo que os mais pobres sejam os mais beneficiados. Baixar os impostos a todos não dá votos. Se existe folga financeira, em vez de baixar os impostos a todos, criar um qualquer benefício segmentado. Assim, em vez de beneficiar todos, os ‘teus’ e os ‘outros’, ao criar um apoio específico escolhe o segmento eleitoral e a clientela Continua...

E, sem se rir, António Costa consegue dizer, em canal aberto, que a dívida tem vindo a descer de forma sustentável.

Facto; a divida aumenta dez mil milhões/ano, desde Dezembro de 2015, vamos ver quanto vai aumentar este ano. Quanto ás obrigações constituídas perante terceiros, quartos e quintos, quer seja dentro ou fora do prazo continuam a aumentar… Parece que Portugal fez uma grande operação. Ao contrário, endividou-se mais, provavelmente para rolar a dívida e ter liquidez para saldar outro Continua...

"TRUMP: "O PAPÁ RICO"

Investigação revela que parte da fortuna de Trump resulta de fraude fiscal

O jornal americano The New York Times revela que o presidente americano recebeu do seu pai mais de 413 milhões de euros e não pagou os impostos correspondentes
O jornal The New York Times publicou esta terça-feira uma investigação na qual revela que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, terá feito parte da sua fortuna através de duvidosos esquemas fiscais e, em alguns casos, claramente fraudulentos, durante os anos de 1990.
O jornal norte-americano analisou um vasto arquivo de declarações de impostos, além de outros documentos, que comprovam que Trump recebeu do seu pai o equivalente a mais de 413 milhões de dólares (353 milhões de euros). Uma situação que acaba por contrariar a ideia que o presidente americano fez passar ao longo dos anos, de que ter-se-ia tornado milionário à custa do seu esforço.
O New York Times garante que Trump recebeu esse dinheiro para ajudar os pais a fugir aos impostos. Uma das situações reveladas pelo jornal tem a ver com a criação de uma empresa fictícia para esconder o dinheiro proveniente dos pais, além de ter avaliado por baixo os ativos do negócio imobiliário para fugir aos impostos.
De acordo com essa investigação, Fred e Mary Trump terão transferido para os seus filhos mais de mil milhões de dólares (855 milhões de euros), verba pela qual apenas pagaram ao fisco 52,3 milhões de dólares (44,7 milhões de euros).
O New York Times revela que nas últimas semanas pediu a Donald Trump uma explicação sobre esta alegada fraude fiscal, mas o presidente dos Estados Unidos negou-se a tecer quaisquer comentários sobre o assunto. A única reação que o jornal conseguiu obter foi de Charles J. Harder, advogado de Trump, que deixou a garantia de que as acusações de "fraude e evasão fiscal são 100% falsas" e que os factos apresentados na investigação "partem de bases falsas".
O mesmo advogado revela que Trump terá delegado a os assuntos fiscais "noutros membros da família e a profissionais", acrescentando que "nunca se ocupou que questões fiscais".
Entre os vários casos revelados, o New York Times explica que em 1997 Donald Trump e os seus irmãos fizeram diligências para evitar os impostos quando adquiriram a maior parte do negócio do pai. Nessa ocasião, a família terá declarado por baixo o valor do seu imobiliário, assegurando que os edifícios em questão valiam 41,4 milhões de dólares (38,8 milhões de euros). Esses imóveis foram depois vendidos na década seguinte por uma verba 16 vezes superior à avaliação que foi feita.
É ainda revelado que em 1992 foi criada uma empresa que, através de faturas inflacionadas, serviu para transferir milhões de dólares do negócio de Fred Trump aos filhos e a outros familiares.
É bom lembrar que, ao contrário de outros presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump recusou-se sempre a tornar públicas as suas declarações de impostos.

ESTADOS UNIDOS:"A VIDA NÃO ESTÁ FÁCIL PARA OS DIPLOMATAS GAYS!



EUA detendo vistos para parceiros do mesmo sexo de diplomatas
Jennifer Hansler
Richard Roth-Perfil-imagem

Por Jennifer Hansler e Richard Roth, CNN

Atualizado em 2019 GMT (0419 HKT) 2 de outubro de 2018
EUA suspendem vistos para parceiros gays de diplomatas
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Kerry na confirmação de Kavanaugh: A correção está em
Ativistas enfrentam senadores no aeroporto
 
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Now Playing US detém vistos para ...
CNN
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EUA suspendem vistos para parceiros gays de diplomatas 02:39
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(CNN) De acordo com as novas exigências do Departamento de Estado, os Estados Unidos só reconhecerão os casamentos - e não as parcerias entre pessoas do mesmo sexo - ao conceder vistos diplomáticos aos parceiros.
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A mudança, que entrou em vigor na segunda-feira, impacta os parceiros de funcionários das Nações Unidas, embaixadores, funcionários em tempo integral de embaixadas e consulados e militares estrangeiros estacionados em bases militares dos EUA ou designados a uma embaixada ou consulado estrangeiro nos EUA, entre outros.
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Um alto funcionário do governo disse na terça-feira que cerca de 105 famílias nos EUA seriam afetadas pela nova política, e que apenas 55 são de organizações internacionais. Muito poucos desses indivíduos são de países onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é ilegal, disseram eles.
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Desde 2009, os EUA aceitaram parceiros domésticos do mesmo sexo como membros da família ao conceder certas classes de vistos diplomáticos. Sob a nova orientação, os EUA só aceitarão cônjuges legalmente casados ​​ao conceder novas acreditações de visto. Aqueles em parcerias domésticas que estão atualmente nos EUA terão até o final do ano para se casar. Os parceiros que não se casarem dentro desse prazo terão 30 dias para deixar o país.
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No entanto, outro alto funcionário do governo, que falou na terça-feira, disse que "trabalharia com indivíduos caso a caso para ajudá-los a tentar ajustar legalmente seu status para permanecer nos Estados Unidos após o prazo". Dois funcionários do governo disseram que a mudança foi feita para tornar os requisitos os mesmos para casais do mesmo sexo e heterossexuais.
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"A mudança na política garante um tratamento consistente entre parceiros do sexo oposto e parceiros do mesmo sexo, exigindo que parceiros do mesmo sexo, como parceiros do sexo oposto, devem se casar para se qualificar para vistos diplomáticos derivados", disse uma autoridade do Departamento de Estado. As autoridades também observaram que a exigência alinharia a política da que se aplica aos diplomatas dos EUA no exterior."A mudança na política reflete que o objetivo do Departamento de Estado é garantir e promover tratamento igual.
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O dia 1º de outubro de 2018 também marca o fim de um período de transição da política anterior de parceiros domésticos do mesmo sexo para o pessoal de serviço estrangeiro dos EUA. "O serviço estrangeiro deve agora se casar para desfrutar dos direitos e benefícios dos cônjuges. Isso é baseado na lei dos EUA, que agora reconhece um direito constitucional ao casamento entre pessoas do mesmo sexo", disse uma autoridade dos EUA à CNN.
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No entanto, há preocupações sobre as implicações que essa nova política terá sobre os diplomatas cujos países não reconhecem os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Menos de 10% dos estados membros da ONU legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
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"O que me preocupa são os membros da equipe que têm dificuldades em ir para um país que realiza casamentos entre pessoas do mesmo sexo ... para cumprir essa exigência", disse Alfonso Nam, presidente da organização de defesa LGBTQI da ONU ONU-GLOBO.
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"A realidade é que a diferença entre estar em um casal heterossexual e estar em um relacionamento do mesmo sexo é que os casais heterossexuais têm um número incrível de escolhas de onde podem se casar", disse Nam à CNN. "Essa é uma escolha que é muito limitada para pessoas em relacionamentos do mesmo sexo."
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As duas autoridades disseram que haveria algumas isenções para os vistos diplomáticos A-1 e A-2, mas a mudança para a política de vistos do G-4 da ONU é irrefutável.
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"Se um diplomata está representando um país onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é legal, mas que reconhece e credencia os cônjuges diplomáticos do mesmo sexo, o parceiro doméstico do diplomata ainda pode ser elegível para um visto de derivativo", explicou o funcionário dos EUA. isenções.
"Oficiais e funcionários
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CRISTINA MIRANDA ESCREVEU






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À MARGEM:Prof. Marcelo e eu. Quis o destino, anonimamente, que eu tivesse conhecido a história do Prof. Marcelo e esta de quando seu pai (que me merecia consideração) foi Governador de Moçambique de 1968 a 1970.

Nessa altura o “fogoso” jovem Marcelo, a estudar em Portugal seguia, em tempo de férias escolares, passá-las juntos aos pais e, claro está, ficava acomodado, como um príncipe, do Palácio da Ponta Vermelha, residência oficial dos Governadores de Moçambique.

Ora, evidentemente, o jovem fogoso Marcelo quando chegava a Moçambique, o falecido jornalista (da situação), imbecil, Guilherme de Melo dedicava a Marcelo largos artigos, como a um herói (não fosse ele filho do Governador!), em que lhe dava o nome, diminutivo, Marcelinho.

O jovem Marcelo partia para férias, em Moçambique, à conta da “barba longa” de Salazar e por lá mimos, sem conta, até regressar a Portugal e seguir seus estudos.

Pai, Dr. Baltazar Rebelo de Sousa, caiu eu desgraça porque Salazar caiu da cadeira e caiu-lhe a posição de Ministro do Ultramar.

Forçadamente teve que exilar-se no Brasil, morreu e por lá ficaram os ossos. O jovem Marcelo, ficou por Portugal e se antes comia das sopas de Salazar teve que mudar o tecido do casaco.

Não senhor o jovem Marcelo não era nada do regime de Salazar, aquilo não passava de uma “farsa” hipócrita. Abandonado, forçadamente, pelo regime de Salazar (maldito 25 de Abril que estragou a vida ao jovem Marcelo teve (que remédio!) procurar a melhor forma de governar a vida. Fez jornalismo (para sacudir a água do capote), penso lições de direito em uma universidade e mais tarde aparece como (troca-tintas) comentador de televisão.

O Prof. Marcelo, excêntrico, é pau para toda a obra para atingir objetivos. Inceta amizades com “tipos” onde pode ir sacar favores, por exemplo o Ricardo Salgado que lhe oferecia lautas férias lá pelos Brasis.

Guindado com farto, blá, blá por Portugal adiante Belém, bem ele sabe, são “favas contadas”. Residente no Palácio o Prof. Marcelo tem, desde logo, efectuar campanha para novo termo.

Aparece pela primeira vez a engraxar os sapatos, depois a distribuir a comida aos sem-abrigo, ganha fama nas fotografias “selfies”, bebe um copo e come uma mastiga nunca tasca e depois disto as desgraças do país são umas atrás de outras.

Em suma o Prof. Marcelo (na geria) é um fixarola. Para terminar há uns 10 anos um amigo meu passou por Banguecoque (tinha sido ministro) e falamos em muita coisa e no Prof. Marcelo e como resposta: “o Prof. Marcelo não conhece ninguém, além de a ele mesmo."

José Martins

terça-feira, outubro 02, 2018

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 01/10/2018)

Polarização, justicialismo e desprezo pelas instituições. Os nossos populistas

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 01/10/2018)
Daniel Oliveira
DanielSe não nos ficarmos pelo automatismo que apelida e chama populista à popularidade de quem nos desagrada, podemos atribuir a essa catalogação política tão em voga e tão pouco rigorosa três características: a dicotomia entre povo e elite (por vezes há um terceiro elemento, como os imigrantes), a utilização dos casos de corrupção ou sinais exteriores de privilégio do poder político como síntese da decadência moral do regime e o desprezo pelas instituições que o compõem. Muito mais do que o BE ou o CDS, quem encaixa neste padrão é uma direita que saltou da academia, dos jornais e dos blogues para o poder, às cavalitas de Passos Coelho e da intervenção da troika. E que hoje organiza o cerco a Rio e a Marcelo, vistos como resquícios de uma velha direita complacente.
Quais são os três grandes temas dos representantes desta direita nos media? Uma polarização entre “nós”, a classe média e os empreendedores, e “eles”, a oligarquia instalada e, como terceiro elemento, os parasitas que se alimentam dos nossos impostos; a associação permanente dos adversários políticos à corrupção; e o retrato de todas as instituições do Estado que não tenham funções repressivas como incompetentes e inúteis.
Um dos últimos artigos de Rui Ramos no “Observador” (jornal financiado pela fina flor da nossa elite económica) confirma o primeiro traço do populismo nacional. Nele, assume-se que a geringonça foi gerada pelos “oligarcas” como nova forma de poder depois do ajustamento financeiro, que os abalou. Diz o autor que na rede que engendraram, ainda protagonizada pelos amigos e famílias que estiveram com Sócrates, há lugar para o PCP, “com os seus sindicatos de funcionários”, o BE, “com a sua universidade e o seu jornalismo”, e Rui Rio. Quase todo o sistema partidário e institucional, tirando a Justiça e os principais homens de negócios do país, claro. E foi essa rede que liquidou Joana Marques Vidal, comprando o silêncio dos portugueses com “mais uns euros de ordenado ou pensão, de preferência à custa dos impostos do vizinho”. As teses conspirativas de Rui Ramos resumem bem um Tea Party à portuguesa.
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Se Ramos protagoniza o discurso polarizador típico dos populistas, João Miguel Tavares dedica-se à obsessão quase monotemática pela corrupção. Qualquer pessoa que defenda garantias de arguidos é amiga da bandidagem, qualquer militante do PS é eticamente suspeito. Não preciso de fazer a ligação a nenhum texto, podem escolher quase ao calhas.
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A carta aberta de Passos Coelho a Joana Marques Vidal completa a tríade “populista” (polarização, justicialismo e desprezo pelas instituições) que afastam esta direita dos conservadores tradicionais. Nela, Passos insinua que o Governo e a Presidência conspiraram contra a Justiça em defesa de criminosos, não se preocupando com a inaudita gravidade desta acusação e pondo, sem qualquer temor, as instituições democráticas ao serviço de corruptos.
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Muitas vezes atribuímos à histeria ou ao desespero a retórica cada vez mais agressiva desta direita. Eu acho que ela resulta do seu carácter revolucionário. Helena Matos explica: “No passado os militares resolviam o assunto (…) Na democracia portuguesa as falências têm cumprido esse papel. E agora como vai ser? Esperamos que um novo pedido de resgate resolva o assunto?” Para Helena Matos e Rui Ramos, os resgates não são apenas financeiros. São morais, políticos e criminais. São purificadores e regeneradores.
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Rui Ramos, com as suas dicotomias simplificadoras entre os “oligarcas” e as suas vítimas, João Miguel Tavares, com a sua cruzada para a criminalização do PS, Passos Coelho, com a sua suspeita moral sobre toda a cúpula da democracia, e Helena Matos, com a sua fé purificadora nas intervenções externas, constroem um retrato completo desta direita populista.
Ela, essa direita, vê as instituições democráticas do Estado como um empecilho ao mercado totalmente livre, é revolucionária nos seus objetivos, antidemocrática na sua natureza e demagógica na sua retórica. Como todos os populistas, alimenta-se de meias-verdades e ressentimentos. Mas não é a nossa liberdade que os ocupa. É a destruição dos limites que subsistem ao poder dos que verdadeiramente mandam.

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