segunda-feira, agosto 27, 2018

Venha ele, que eu vou.

Eu vou

26 Agosto, 2018
Alguns amigos entretém-se com partidos, tentando descobrir se há uma matriz liberal na Iniciativa Liberal ou se o país é mais socialista ou mais o raio que o parta. Fui perdendo paciência para essas conversas ao perceber que estavam a falar a sério. 
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Poucas coisas faladas a sério me entusiasmam, principalmente na política: estou sempre disposto a depositar a minha confiança e energia a apoiar pessoas, não a apoiar o que parecem ideias mas não passam de toscas recauchutagens do velho conceito “eu é que sei, eu é que tenho os livros”. 
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Apoiei Passos Coelho porque apanhou um país na lama e, contra tudo e todos, resistiu a navegar por onde lhe foi possível nas turvas águas dos instalados, por entre a gritaria dos peões organizada por bispos, cavaleiros e torres de um xadrez que tolera (e incentiva) a triste ideia de haver “cultura de esquerda”.
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Assim, surja aí alguém que proponha fazer diferente – ou seja, que não ande a reboque das causas esotéricas de um grupo de azeiteiros que fingem preocupação com as causas alheias (sim, as Câncios, os Daniéis Oliveiras, as Catarinas Martins, os Rui Tavares, os trepadores académicos da doutrina e as filhas da podridão lisboeta que acabam em apresentadoras de “televisão”), alguém que compreenda que o país são pessoas e não “massas” e que saiba que conservadores somos todos, em particular do que possuímos (ainda estou para entender como é que alguém que defende propriedade pode ser não-conservador, mas sei que, a obter resposta, será necessário compartimentar comportamentos, como se toda a economia não fosse comportamentos de pessoas), então terá o meu apoio de todas as formas possíveis.
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Até agora não surgiu nada que o mereça, só o pitoresco faduncho da política interna que preenche o espaço mediático com entretenimento rasca, como um hotel de uma estrela em Benidorm e a sua magnífica atracção da noite, a estonteante Soraia, directamente de Las Vegas (Las Vegas como subúrbio de Albacete, não a do Nevada).
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Venha ele, não o D. Sebastião, só o gajo ou gaja que me trate como pessoa e não como conceito. Venha ele, que eu vou.

"TONY" COSTA E PORTUGAL DAS MARAVILHAS


Emigrantes que regressem a Portugal terão desconto de 50% no IRS



"Quem regressar a Portugal terá desconto de 50% no IRS e deduzirá despesas com viagens e habitação", noticia o jornal "Expresso". Medida deverá ser plasmada no Orçamento do Estado para 2019 e anunciada hoje pelo primeiro-ministro António Costa, no comício de "reentrée" do PS, em Caminha. 

“Quem regressar a Portugal terá desconto de 50% no IRS e deduzirá despesas com viagens e habitação”, noticia o jornal “Expresso”. Medida deverá ser plasmada no Orçamento do Estado para 2019 e anunciada hoje pelo primeiro-ministro António Costa, no comício de “reentrée” do PS, em Caminha.
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“Será uma das medidas emblemáticas do Orçamento do Estado para 2019 mas já praticamente finalizada. O ‘Expresso’ sabe que a proposta para atrair jovens qualificados a regressarem a Portugal passa por conceder um desconto de 50% no IRS e permitir a dedução de custos de instalação, como a viagem de regresso e as despesas com habitação”, informa o semanário.
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“A medida não é exclusiva para jovens, abrangendo todos os que saíram do país até 2015 e regressem em 2019 ou 2020. Entretanto, no Estado, o processo de regularização de precários continua a marcar passo, sendo praticamente certo que o Governo não conseguirá cumprir o calendário anunciado de integração”.
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À MARGEM: O Manel partiu, há sete anos, para o estrangeiro, deixando mulher e filhos em Portugal, para o encontro de uma vida melhor. Na Pátria onde foi "parido" não havia nada de nada para ganhar o sustento de família. Toda a tamanha desgraça que seguia em Portugal foi obra e graça do Partido Socialista, no qual o "Tony" Costa fazia parte. 
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Ora o Manel conseguiu trabalho, no país acolhido, organizou sua vida e de Portugal chegou-lhe a mãe de seus filhos Maria com os miúdos. A Maria conseguiu um trabalho e os filhos do Manel entraram na escola e, além de falarem, em casa, a língua lusa, já aprenderam a do país onde se instalaram. 
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As palavras do "Tony" são maldosas e perigosas para quem tomar a acção das mesmas. O "Tony" oferece um desconto (como o merceeiro da loja da esquina ao produto que não vende), de 50% no IRS durante um lustro. 
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Algum Manel ou António faz as malas e regressa, deixando o certo pelo incerto, a Portugal na mira do desconto dos 50% do IRS e instalar-se definitivamente em Portugal? Claro que não! 
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Vem me à mente de quando rebentou a guerra em Angola (Década 60 século passado) e que milhares de famílias, residentes, portuguesas, fugiam do território e da chacina que se registrava nas propriedades agrícolas do Norte, onde os pretos matavam tudo que tivesse a cor branca, enquanto um locutor, Ferreira da Costa, da Rádio Angola falava aos microfones para que os portugueses fossem para a Angola podre de rica que havia lugar para todos. 
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Milhares de Portugueses partiram e em Luanda, não encontraram nada a não ser os bancos dos jardins para dormirem. 
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A assistência do Estado Português foi nula! Como, agora, no regresso dos portugueses emigrados e sua vida refeita, se voltarem têm as arcadas do Terreiro do Paço, para se abrigar. O "Tony" ou está a caminho da demência ou no carreiro, da maldade, fantasmagórica
José Martins.

domingo, agosto 26, 2018

Prem marca o 98º aniversário oferecendo esmolas ao Supremo Patriarca

 
Política 26 de agosto de 2018 18:51The Nation
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O general Prem Tinsulanonda, presidente do Conselho Privado e conselheiro-chefe real, marcou seu aniversário de 98 anos no domingo ao chamar o Patriarca Supremo do Templo Ratchabophit.
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Apesar de seus anos, Prem parecia estar em boa saúde e era capaz de andar sem ajuda. Ele fez mérito fornecendo uma refeição e esmolas ao Patriarca Supremo e outros monges no templo. Também estiveram presentes na cerimônia seus parentes, assessores próximos e ex-comandantes seniores.
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Prem estava vestido com uma camisa tradicional de cor laranja claro, representando quinta-feira - o dia em que ele nasceu.
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Antes de deixar o templo, um repórter perguntou se ele tinha algum comentário sobre o país. No entanto, Prem só respondeu com um sorriso antes de ir embora.
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O estadista, ex-premier, é visto como uma figura poderosa na política tailandesa, embora não tenha posições políticas.Anteriormente, era uma tradição para altos funcionários do governo e comandantes militares chamarem Prem em seu aniversário em sua residência em Sisao Thewet.
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No entanto, o pedido do primeiro-ministro Prayut Chan-o-cha de visitar o conselheiro privado este ano foi rejeitado por seu médico, que disse que seria muito arriscado para Prem ficar por um longo tempo para cumprimentar seus simpatizantes. Prem nasceu em 26 de agosto de 1920, na província de Songkhla.
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Ex-comandante-em-chefe do Royal Thai Army, serviu como primeiro-ministro de março de 1980 a agosto de 1988. Prem teve o crédito de acabar com a insurgência comunista e presidir o rápido crescimento económico.
General Prem, em 1995 na Residência dos Embaixadores de Portugal, em Banguecoque, durante a visita de Sua Majestade a Rainha Sirikit

COISAS E LOISAS DE 26 DE AGOSTO

Convém relembrar sempre que o Bloco de Esquerda é um partido radical, um partido extremista

«[…] um partido [Bloco de Esquerda] que tem na sua origem alguns dos partidos mais extremistas e radicais que alguma vez foram criados durante o Portugal democrático: o Partido Socialista Revolucionário (PSR) e a União Democrática Popular (UDP)». Luís Rosa, Jornal “Observador”, 20/08/2018. Um partido disfarçado mas verdadeiramente radical, o autor chama ao Bloco de Esquerda partido dos Continua...

A política feita pelo actual governo é asquerosa

Alguém enganou o Dr. Costa. Ou, então, esqueceram de o avisar que já existe um “Regime fiscal para o Residente não Habitual” (DL 249/2009) e que a taxa de IRS para os emigrantes que regressem, é de 20%… válido para todos os rendimentos (dependentes e independentes ) a perdurar durante dez anos! Portanto, à falta de melhor explicação, não há dúvida que Costa está com um Continua...

“Ao contrário do que diz a oposição, estamos a fazer o maior investimento na ferrovia dos últimos 100 anos”, falou António Costa, sem se rir.

– Se for investimento igual aos 58 kms de electrificação da linha do Douro que afinal eram só 16 kms, – Se for igual ao “enorme investimento” que em 2017 disseram que iriam fazer em 2018, na aquisição de meios aéreos para combate a incêndios, e em mais meios e equipamentos, novos, modernos, eficientes, adequados e eficazes, para reforço das corporações de bombeiros, Continua...

As dúvidas e a corrupção à volta de João Galamba… mais uma vez

Os camaradas continuam a demonstrar um apetite insaciável por imobiliário do Estado, obtido por milagrosas condições, que curiosamente só a eles acontecem, vá se lá perceber porquê. João Galamba é uma cara conhecida na zona da barragem de Santa Clara, em Odemira. O deputado socialista e a irmã usam como casa de férias e de fins de semana a habitação de um dos cantoneiros, com vista Continua...

"PROCURA-SE VERGONHA NA CARA"

Carta aberta ao Sr. Presidente da Câmara, a Sra. Vice-Presidente da Câmara de Pedrógão Grande

(Vasco Esquina, 22/08/2018)
vergonha1
(Parece que em Pedrógão o presidente da câmara está a sair “chamuscado” e não é por causa das labaredas. Este munícipe insurge-se, pede explicações a todos os que o queiram ouvir e diz que tem vergonha. Pudera. Parece que, para os políticos da direita, não se passou nada. O “selfie made man”, não pede explicações e bota faladura? A Dona Cristas não pede explicações, senão ao Governo, pelo menos à sua amiga “brasileira”?
O único que está desculpado por não falar no asssunto é o Rui Rio que está de férias até ao fim do mês e que, por tal, não fala sobre coisa nenhuma. Homem coerente, portanto.
Comentário da Estátua, 26/08/2018)

 Sr. Presidente Valdemar Alves (Senhor por quem eu tinha uma grande admiração), você que aqui há uns meses atrás foi um dos principais ajudantes a descobrir a corrupção de que a nossa Câmara estava a ser alvo, hoje vou para jantar e nisto olho para a minha televisão, e reparo que estava o Senhor Presidente, e outros seus colegas a dar uma entrevista. A darem não, a serem ”encostados” a uma parede durante uma entrevista.
Pouco sei e sinceramente nem quero saber de política, mas o Senhor como a pessoa que está lá no ponto mais alto, diga-me ou tente-me explicar o porquê disto tudo.. Como é que o Senhor deixou/permitiu que coisas destas fossem possível? Espero que um dia tente explicar a toda a gente, mas sem mentir como fez na entrevista, tanto você como os seus colegas a única verdade que devem ter dito para a equipa da TVI foi qual era o vosso nome.
Somos uma vila pequena, mas bonita, com poucos poderes financeiros, mas sempre prontos ajudar o próximo (de maneira LEGAL). Os milhões eram muitos, a fortuna era grande, o tacho era lindo e recheado, até que dentro dessa Câmara todos pegaram nos seus talheres e começaram a comer.
Vocês todos que fizeram isso, só olharam para o vosso umbigo, os velhotes, as outras pessoas que também perderam tudo, eles que se lixem, né? Eles que durmam, que vivam ao frio, sem luz, sem água, sem um frigorífico se for preciso.. O importante é vocês encher a vossa barriga, estou certo Senhor Presidente? Ou mais uma vez vai e vão todos mentir?
Era dinheiro suficiente, até mais do que suficiente para ajudar todas as pessoas que ficaram mal neste incêndio, e até dinheiro suficiente para dar ao próximo (aqueles que também sofreram como nós em Outubro), mas não Senhor Presidente, você e os seus preferiram encher os bolsos e usar o dinheiro em coisas benéficas para vocês, e mais uma vez, quem precisa verdadeiramente que se lixe.
 A sua sorte e dos seus, é que os que menos têm calam-se e continuam a viver a vida deles com o pouco têm.. Mas há outros que mesmo tendo pouco ainda conseguem reagir, foi o caso.. E graças à TVI todo o nosso povo ficou a saber verdadeiramente do que se passa aqui na nossa terra, mas pior do que isso Senhor Presidente sabe o que é? Se calhar você não sabe mas eu vou-lhe dizer, mas sendo verdadeiro, claro, se o Senhor Presidente souber o que isso é.
A TVI, a reportagem, não passou só nas televisões do nosso povo de Pedrógão Grande.. Passou em TODO o País, passou nas televisões dos emigrantes, alguns deles cá da terra, e outros que mesmo não sendo da terra vão ver na mesma.. E o Senhor Presidente consegue perceber o que isto quer dizer? Eu vou-lhe então tentar explicar o meu ponto de vista.
O incêndio que nos afetou, fez-nos perder pessoas (familiares e amigos), muitos dos nossos bens, foi um inferno resumindo.. Infelizmente mesmo que eu não queira e não goste, ficamos com o ” rótulo ” de coitadinhos. Todos quiseram ajudar, uns doaram dinheiro, outros doaram bens para nos irmos aguentando.. O pior é que uns receberam alguma coisa disso, outros não.. Mas enfim, já aí começou a ” palhaçada ” a que começamos assistir.. Mas já de alguns meses para cá, já antes desta entrevista, muitas pessoas que ajudaram questionam-se ” O que foi feito do dinheiro que doei para ajudar? ”, outras ” Será que os bens essenciais que doei, foram bem entregues a quem precisa? ”, muitas outras já diziam ”Jamais doarei dinheiro enquanto não souber o que foi feito ao que doei para Pedrógão Grande ”, pois bem Senhor Presidente, apostando eu quase tudo o que tenho que todas as pessoas que doaram o quer que seja para o nosso povo viram esta reportagem. Responda-me com sinceridade, do ”rótulo” de coitadinhos vamos passar ao ”rótulo” de ladrões/aproveitadores/corruptos, não sei Senhor Presidente responda-me você, mas com sinceridade, claro.. Se quiser ajuda para responder peça aos que comeram do tacho consigo, mas claro, peça-lhes sinceridade a cima de tudo se forem capaz de responder com ela.
Agora, agora eu quero ver Senhor Presidente, o que você vai dizer para todas essas pessoas, espero que seja verdadeiro, espero que corrija os enormes erros que fez. Por fim, digo-lhe com orgulho e com raiva misturados, apesar de tudo isto, não tenho vergonha da nossa vila, na vila onde moro, tenho sim, vergonha de quem a governa. Fico à espera que venha a público explicar tudo ao nosso povo e a todos os portugueses… Um agradecimento especial à TVI por abrir os olhos e mostrar a realidade tanto a mim, como ao resto do povo que ainda não se tinha apercebido.
P.s. Vejam se ainda vão a tempo de ajudar quem realmente precisa e deixam de comer do tacho.Mesmo depois de todas as visitas do Senhor Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, ainda foram capaz de fazer esta vergonha!
Quem vinha cá para nos visitar e ajudar, agora nem querem ouvir falar de nós!

"PORTUGAL MODERNO"

Linha do Oeste

Há pessoas a perder o emprego por causa dos horários e atrasos dos comboios



As supressões de comboios e as alterações de horários na linha ferroviária do Oeste aumentaram as críticas ao serviço, com passageiros a queixarem-se de as dificuldades de transporte porem em causa os seus empregos.
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Ao fim de um ano e meio a deslocar-se todos os dias de Torres Vedras, onde reside, para Caldas da Rainha para ir trabalhar, no início de julho Sofia Henriques, 48 anos, acabou por ficar desempregada do trabalho que tinha a tempo inteiro.
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Em declarações à agência Lusa, disse que este último ano e meio "foi um inferno" devido ora a supressões de comboios por causa de avarias nas composições, ora a greves, uma situação que piorou com o início das férias escolares, com a redução de horários nos comboios.
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Se já antes não podia fazer horas extraordinárias por não ter comboios, com as supressões teve de recorrer ao transporte público rodoviário ou fazer o percurso em automóvel particular.
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"De carro não compensa financeiramente. Já de autocarro, é mais caro, para em todas as aldeias, tenho de fazer transbordo no Bombarral e demoro uma hora e 40 minutos, enquanto de comboio é 40 minutos", justifica. Com todas estas alterações, Sofia Henriques acabou por perder o emprego.
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Já Helena Marôa, de Leiria, foi obrigada a abdicar do emprego a meio tempo que manteve entre abril de 2017 e junho deste ano, em Torres Vedras, para onde se deslocava várias vezes por semana.
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"Como deixei de ter o primeiro comboio que me permitia chegar antes das 9 horas a Torres Vedras e o último chegava a Leiria às 20.30 horas, não tenho outro meio de transporte e não compensava ir morar para Torres Vedras, tive de me despedir", contou esta utente, de 30 anos, à Lusa.
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Antes da entrada em vigor dos novos horários, "houve situações em que chegou atrasada [ao trabalho] devido a atrasos ou a supressões de comboios", refere.
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Fernando Pinto, 62 anos e residente em Leiria, trabalha na Marinha Grande há 28 anos e desde há 17 anos que usa o comboio da Linha do Oeste como meio de transporte por estar impedido de conduzir.
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Habituado a tirar férias no verão por dispor de menos horários de comboios, este utente corre o risco de ter de se despedir.
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"Se não repõem os horários no início das aulas, não sei como vou fazer. A única hipótese é ir de autocarro, mas tenho de andar 10 quilómetros a pé, tenho de pagar 80 euros de passe em vez dos 38 de comboio e demoro muito tempo", sintetiza.
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As alterações nos horários dos comboios da Linha do Oeste, implementadas em 5 de agosto, são temporárias e vigoram até novembro.
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Otília Santos, do Bombarral, utilizava várias vezes por semana o comboio das 8.50 horas no Bombarral para ir trabalhar para Torres Vedras. "Deixou de haver. Agora só há um comboio às 6.09 e às 12.39, não se admite", reclama.
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"Quando eu comecei a andar de comboio, há 20 anos, os comboios andavam cheios e, desde que começou a haver supressões e a haver atrasos nos horários, as pessoas tiveram de resolver o problema e optar pelos autocarros ou nos próprios carros particulares", explica à Lusa.
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Por não ter horário compatível e porque viajar de autocarro é mais caro (3,85 euros em vez dos 2,50) e mais demorado, teve de abdicar de grande parte das horas de trabalho.

O PRESENTE ENVENENADO DO "TONY"

Incentivos

Costa confirma menos IRS para emigrantes que queiram regressar


À MARGEM: Ouvi os delírios do "Tony" Costa anunciar que os emigrantes quisessem regressar a Portugal, teriam um desconto de 50% no IRS durante cinco anos. 
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Tony Costa, no seu discurso, fez-me lembrar, no meu tempo de criança, o Machado aldrabão, propangadista da pomada santa de giboia, que assentava "banca" na Cordoria e no Largo da Cancela Velha, no Porto. 
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Palavras que não passam de um presente envenenado e enganar as pessoas. O "Tony" Costa, delirante, quer ganhar tudo e mais que tudinho. 
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As suas palavras, de aldrabão, são para enganar o público e na caça de votos. O "Tony" Costa, não tem, nem nunca teve, perfil para governar Portugal. 
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Pertence a um grupo de "malfeitores" que levaram Portugal à beira da falência por 3 vezes e ele fez parte desses governos. 
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"Tony" vai te encher de moscas porque tu não passes de um chico esperto e os eleitores portugueses vão avaliar quem tu és e arrumarem-te a ti, à tua clientela na prateleira.
José Martins 
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"CENTENO E O MÃO DE VAXA DA GERINGONÇA,.."..

A CP é caso de polícia
Todos os ministros e/ou secretários de Estado dosTransportes, ministros das Finanças e primeiros-ministros pelo menos desde 2002 deviam responder pelo estado a que chegaram os Caminhos de Ferro (CP) em Portugal. Esta foi a data em que o comboio foi oficialmente votado ao abandono em detrimento do alcatrão. Há mais de 16 anos que não se investe nem em linha nem em novas carruagens, muito menos em recursos humanos. Pelo menos investimentos que sejam dignos desse nome.
Presos a uma bitola ibérica, fruto da história, basta olhar para a vizinha Espanha para termos uma ideia da nossa mediocridade. O país e a economia podem ser cinco a seis vezes maiores do que a nossa, mas nos caminhos de ferro temos de multiplicar por muito mais. A CP faturou algo como 250 milhões e transportou 122 milhões de passageiros em 2017. Em Espanha, a Renfe conta com quase 500 milhões de passageiros e faturou €2,3 mil milhões. Nestes valores está incluída também a carga, negócio que a CP não tem, e €800 milhões de compensações públicas por prestação de serviços, que a sua congénere aqui em Portugal também não recebe.
Quando falamos em investimentos a diferença é ainda maior. A CP anda a pedinchar para investir €300 milhões em novos comboios. A Renfe tem um plano de investimentos até 2025 de cinco mil milhões já aprovado.
CENTENO É O ‘MÃO DE VACA’ DA ‘GERINGONÇA’, QUE O APLAUDE, CEGA E SEM CAPACIDADE DE PERCEBER QUE ESTÃO, AOS POUCOS, A MATAR O PAÍS
E quando olhamos para as linhas férreas o panorama não melhora. Na era dos comboios elétricos, cerca de 1/3 das nossas linhas ainda não está eletrificado. Eram para estar já todas, mas não houve dinheiro. Aliás, dinheiro é algo que há muito não existe quando se fala de comboios.
E é por isso que é preciso manter automotoras movidas a diesel no Oeste, no Algarve, parte do Minho, Douro e um troço até Beja. Comboios com mais de 50 anos que se estão sempre a avariar e que a EMEF, empresa que faz a manutenção, não consegue arranjar, ou porque não há peças ou porque não tem pessoas suficientes. Algumas delas alugadas a Espanha, onde estavam antes parqueadas como sucata. E quando se trata de comboios não se podem correr riscos. Se a manutenção não é feita o comboio não circula.
Os utentes, trabalhadores e sindicatos queixam-se, protestam e até fazem greves. Mas a romaria devia ser feita ao Ministério das Finanças.
É verdade que o mal vem de trás, mas a ditadura de Centeno, aquele que a esquerda diz que é antiausteridade só tem piorado. Desde 2014 que a CP tem tutela conjunta, partilhada entre o Ministério do sector e o das Finanças. E se no tempo da troika não havia dinheiro, agora dinheiro não há. Centeno é o ‘mão de vaca’ da ‘geringonça’, que o aplaude, cega e sem capacidade de perceber que estão, aos poucos, a matar o país.
As Finanças demoraram mais de um ano a autorizar a EMEF a contratar 100 pessoas para a manutenção dos comboios. O sinal verde foi dado em julho. Mas com se demora meses a formar técnicos competentes os problemas vão continuar.
E o plano de investimentos ainda não está autorizado. Trezentos milhões de mais remendos para ir ajudando a aguentar a coisa. Só que como comprar um comboio não é como ir a um stand comprar um carro, mesmo que fosse aprovado já para a semana, na melhor das hipóteses a CP receberia as novas composições a partir de 2023. Já bem depois da vida útil deste Governo e do próximo. Ou seja, 300 milhões que não dão votos.
Assim anda o estado dos nossos comboios. A esta altura em vez de refilarmos devíamos estar a agradecer a todos os trabalhadores da CP por conseguirem nestas condições realizar 1400 viagens de comboios por cada dia útil.
E 2019 está aí à porta e com ele chega a liberalização do transporte ferroviário, o que quer dizer que qualquer empresa pode, a partir dessa altura, entrar no mercado para competir diretamente com a CP.
Sabem onde isto tudo vai dar? Não tarda estarão muitos a pedir a privatização da empresa, de alguns troços ou de mais partesTodos os ministros e/ou secretários de Estado d dela.https://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_joao_vieira_pereira/2018-08-24

DA VISÃO

Visão
José Eduardo Martins

Advogado e ex-deputado do PSD

Vai dar tudo certo

22.08.2018

O dr. Costa goza o pagode sem o mínimo pudor. Porque pode. Não precisa de exibir inteligência, competência, conhecimentos, bom senso, nada. Só falar e encher o vazio, porque ninguém o contraria?


Para pôr um grão de areia nesta alegria de verão, o Expresso foi entrevistar o antigo deputado do PS Henrique Neto e ele saiu-se com uma que felizmente passou despercebida: “O país não está melhor, mas os portugueses acham que sim.”

Uma semana depois, o mesmo jornal lá corrigiu o tiro no otimismo com uma belíssima e retemperadora entrevista ao nosso líder. Ficámos tranquilos. Estamos como um pero.

Virámos, explica com paciência e carinho o dr. Costa, a página da austeridade e estamos agora na fase do redentor rigor.

A carga fiscal bateu recorde no ano passado (que isto do rigor precisa de muita receita), mas agora, anuncia o nosso benfeitor, vem aí, pela redução de impostos, a resolução dos nossos maiores problemas. Tufas, mai nada.

Vamos atrair de volta os jovens emigrantes qualificados e vamos ter um bodo para os senhorios fazerem retomar um mercado de arrendamento normal.

Os quadros mais qualificados estão a fazer as malas para o regresso e até já o Robles desistiu lá disso do alojamento local. Que os salários desses mais qualificados continuem baixos e sem qualquer perspetiva de subir ou que os senhorios não tenham ganhado nenhum na ideia são minudências que não atrapalham quem lidera, até porque o nosso primeiro-ministro não é de grandes teorias. Só de grandes convicções. Ele que não leva o PS para a esquerda nem para a direita, só em frente. Toda a gente sabe que para a frente é que é o caminho.

Os pessimistas têm algum receio do que pode acontecer a uma pequena economia aberta na véspera de uma guerra comercial? Não há porquê, explica o nosso visionário dr. Costa… e desata a falar da confiança dos empresários cá na terra. Toma, vai buscar.

Também vamos precisar muito dos fundos comunitários, mas não haverá problema nenhum com o rombo orçamental inevitável que os derrotistas prevêem se tudo for executado. E porquê? Porque sim. Arruma lá esta.

Não percebi aquilo da autoestrada onde não podemos ir sempre a 120, mas são assim os grandes, não importa decifrá-los, importa confiar.

Talvez porque o desejo torna o irreal possível, como escreve o poeta.

Talvez porque no dia da entrevista, ilustrou as redes sociais, com a mesma fatiota, ao comando do feito notável de Monchique.

Um sucesso nas palavras do dr. Costa. E aqui, coisa rara, deixou-se tolher pela modéstia. Mais do que um sucesso, inventou todo um novo paradigma no combate aos incêndios. Arrastar as pessoas, para não haver mortos e deixar arder tudo, não porque não haja químicos ou coordenação, mas pela beleza regeneradora da inatividade magistral. Notável, não é? Embrulha!

Estamos portanto a mudar de página, de vida, quase de planeta. O dr. Costa goza o pagode sem o mínimo de pudor. Porque pode. Não precisa de exibir inteligência, competência, conhecimentos, bom senso, nada. Só falar e encher o vazio, porque ninguém o contraria?

Tudo o resto é mera implicância do Henrique Neto e do CFP, com relatórios impróprios (90 páginas, que horror) para a época das festas e dos festivais e títulos aziagos (“Riscos orçamentais e Sustentabilidade das finanças públicas”).

Pois, parece que temos um risco superior a 50% de entrar em crise a cada cinco anos, que cada crise nos custa mas de 3% do PIB e levamos tantos anos a recuperar dela como os que dura, que só chegamos aos 100% de dívida em 2030, que temos uma concentração de carga fiscal e consequente risco apenas em dois impostos e, entre outros fatores igualmente graves, somos o país da EU com maiores passivos potenciais à conta do brilho e do equilíbrio das nossas PPP.
Preocupações que o verão felizmente enterra na areia, como normalmente nós também o fazemos até chegar o FMI.
Valha-nos a oposição e o PSD que não se deixa ficar. Lançámos um novo cartão de militante cuja imagem vai “reforçar a afetividade e, por isso, a proximidade às bases do partido”.
Como dizia o bispo Edir Macedo: vai dar tudo certo! 
                             
Enviado por CV

"HÁ 10 ANOS EU ESCREVIA - MUDOU ALGUMA COISA?"

"LISBOAGATE

 

Portugal não poderia fugir à excepção e ter os seus inglesados "gates".
As casas que mercê da benção dos compadres atribuídas aos afilhados, já foram devolvidas à Câmara Municipal da Câmara. Dezoito, felizardos, contemplados já entregaram as chaves.
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Não queremos saber nem nos interessa lá muito esta coisa da atribuição das casas de Lisboa aos amigos, afilhados, compadres e comadres, mas o que nos interessa é que en Portugal, tudo se consegue a poder de favores e beijar a mão aos "poderosos". 
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Também não sei se em Portugal há ou não "poderosos" ou se andam por aí uns "marmanjos" a armarem-se em senhores do poder. 
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Durante 17 anos, fomos emigrantes e trabalhamos com firmas estrangeiras (inclusivamente como mecânico no "Ministry of Roads" da ex-Rodésia) e onde nunca conhecemos "poderosos" ou se alguém entrasse, no contexto da empresa ou departamento estatal, por favor de quem os geria. 
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Nos países árabes servimos uma empresa americana por 10 anos, cuja nesta havia uns milhares de trabalhadores de 16 nacionalidades. Por mais estranho que possa parecer até nessa companhia não existia a protecção aos seus nacionais (americanos) e se, estes, não produzissem, não havia qualquer contemplação era devolvido à procedência com um bilhete de avião de um só caminho. 
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Saímos de facto ao fim de 10 anos dessa companhia e com um bilhete de avião de um só caminho, não porque não tivessemos dado rendimento, mas porque as ramas de petróleo que custava um barril 33 passou para 10 dólares. 
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Bem depois disso lá conseguimos uma colocação, numa repartição do Estado Português no estrangeiro. Foram muitos anos, sem nunca termos passado da "cepa torta"... 
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Porém deu-nos a possibilidade de analisarmos que em Portugal nada se consegue (meandros do Governo), sem uma cunha e essa vem dos poderosos. 
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E, ainda, o ensejo, ao mesmo tempo, de vermos que só vencem os mediocres, os imbecis e os que beijam os "sapatos" dos tais "poderosos" que ainda (pensamos) abundam pelo país que Portugal tem sido. 
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Por último: "Assim Portugal não irá a lado nenhum, enquanto se movimentarem os tais "poderosos", a proteger os imbecis, os "crápulas", os incompetentes e estes a receberem a bênção e a dar-lhes lustro aos sapatos".
José Martins