segunda-feira, agosto 13, 2018

Viva Sua Majestade Rainha Sirikit!

Breaking News 13 de agosto de 2018 01:00 - The Nation


Sua Majestade o Rei Maha Vajiralongkorn acompanhou ontem sua mãe; Sua Majestade a Rainha Sirikit, para participar de uma cerimônia de mérito para celebrar o aniversário de 86 anos da rainha.
Sua Alteza Princesa Maha Chakri Sirindhorn, bem como os filhos do rei; Suas Altezas Reais Princesas Bajrakitiyabha e Sirivannavari Nariratana e Príncipe Dipangkorn Rasmijoti, participaram do evento realizado no interior do Palácio de Chitralada.
Como Sua Majestade sempre foi considerada a mãe do Reino, seu aniversário é marcado como o Dia Nacional das Mães.
Todos os departamentos do governo e muitas empresas exibem o retrato de Sua Majestade com fitas azuis - azul é a cor para as pessoas nascidas na sexta-feira.
Bangkok está se iluminando para o 86º aniversário da rainha.
Todos os anos e no dia do aniversário de Sua Majestade a Rainha Sirikit visito o "Bangsai Arts and Crafts Centre", a cerca de 70 quilómetros de Banguecoque. Centro fundado, há cerca de 30 anos, por sua Majestade com a finalidade de melhorar a vida das famílias do Norte da Tailândia, especialmente das tribos e desviá-las da cultura do ópio.
"Bangsai Arts and Crafts Centre" é composto de largas dezenas de hectares de terras, onde além da agricultura, artesões entregam-se ao seus ofícios, artesanais, onde produzem peças únicas que depois são vendas comercial no mesmo espaço.
 O magnífico edifício de dois andares onde o interior é composto de vários stands de vendas.
Um lago, artificial, está um altar e exposto  a Deusa Chiva de quatro faces.
 A Deusa Chiva de 4 faces envolvida em colares de flores.
 Flores de lótus, sagradas, que a cada passo encontramos
 Um close up da flor de lótus
Dezenas de plantas floridas oferecem ao espaço um cenário romântico
 Uma faiança transformada em candeeiro que nos faz lembrar os de petróleo.
Um quadro com Sua Majestade.  
Suas Majestade o Rei da Tailândia, actual, e sua Mãe Rainha Sirikit
Ornamentos, na cabeça, de uma mulher das tribos do Norte da Tailândia
Mulher tribal vende seus produtos.
Jovem tribal
Um intrincado desenho para as suas roupas que depois será tingido o pano e lhe dará as cores esquisitas e únicas.
Roupas, tribais, à venda
Uma das muitas lojas de venda de maravilhas raras.
Flores artificiais
Minha mulher Kanda posa com uma mulher tribal
Ornamentos raros
Um bule, lindíssimo, em cerâmica
Um chapéu de senhora
Um de vários corredores do centro de vendas onde se vendem sonhos, acessíveis a todas as bolsas.

 Textos e fotos de José Martins

"CARTA A TEN.COR. PIL. Av. JOÃO JOSÉ BRANDÃO"

(O cravo na lapela deveria espetá-lo num sítio que não escrevo)
Exmo. Senhor Ten. Cor. Pil. Av. (Ref.) João José Brandão Ferreira

     Saiba V. Exa. que tive a oportunidade e o interesse de seguir o Processo Judicial que lhe moveram por ter acusado, E MUITO BEM, o TRAIDOR À PÁTRIA manuel alegre chamando-lhe Traidor; Sem Qualquer Pingo de Vergonha e depois de ATRAIÇOAR PÁTRIA E FORÇAS ARMADAS da forma que é por demais conhecida, ainda se Candidatou a Presidente da República Portuguesa. 
.
Ora se por um simples acaso de votos obtidos tem alcançado o Cargo de Supremo Magistrado da Nação, por inerência seria também Chefe Supremo das Forças Armadas de Portugal, Instituição e Pátria que ATRAIÇOOU. Só mesmo em Portugal. 
 .
Teve V. Exa. a Coragem e o Patriotismo de fazer a acusação pùblicamente, ao que o TRAIDOR reagiu mais uma vez fingindo-se  Combatente Anti-Fascista, o mesmo é dizer que usou o mesmo argumento que muitos dos Delinquentes que se Esconderam atrás do Anti-Fascismo para dissolver as suas Trafulhices conseguindo ainda, aqui e ali, serem  Condecorados por as terem cometido. 
 .
Não será certamente dessa massa que são feitos os, cada vez menos, reais Patriotas e Portugueses daquela Estirpe que já pouco se fabrica. Saiba V. Exa. que me sinto Completa e Solidàriamente Indignado com o comportamento dessa Fraude a que chamam Justiça, que já forneci os meus dados pessoais e solicitei que se atrevessem a formular-me a mesma acusação pois a minha posição é exactamente a que várias vezes escrevi e só não posso dizer IGUAL à de V. Exa. por não ter tido a oportunidade de o fazer pùblicamente; sinto, como Português, que as condenações também me foram dirigidas e que sempre repetirei as acusações a manuel alegre quando e onde me aprouver. 
 .
Aceite, por favor, a Homenagem deste Português que o considera dos Expoentes Máximos do que Já Pouco se Gasta em Portugal: Honra e Patriotismo! 
   Aceite toda a Consideração e Admiração que lhe dedico
      Ao dispor
    Carlos Eduardo Duarte Dinis Varanda
.
À MARGEM:
Meu Caro Amigo "Carlinhos"
 Deixaste-me completamente "amarfanhado"!!!
 Parabéns por este texto, certamente saído do sentimento de mágoa que  vai na tua alma, de grande humanista, pela  grande injustiça. que ressalta deste caso paradigmático de como gente, a que chamam juízes, vem descredibilizando  a Justiça portuguesa.
Uma vez mais mostraste, que ainda os tens no sítio.
 Abraço amigo
 Vizela Cardoso

"FINANCIAMENTOS A PARTIDOS"

Juventude Popular quer cortar no financiamento a partidos com deputados e autarcas corruptos.


Francisco Rodrigues dos Santos defende que Portugal “tem uma certa preguiça em ser um país idóneo”

Medida faz parte de um pacote alargado de propostas contra a corrupção. Delação premiada, enriquecimento ilícito ou lóbi também estão incluídos no leque. “Na prevenção, a política deve estar à frente da Justiça”, defende o líder dos jotas

A Juventude Popular quer que os partidos com deputados ou autarcas condenados por corrupção percam direito a receber parte do financiamento público a que têm acesso. Esta será uma das medidas mais destacadas de um pacote que os jovens centristas prepararam sob o chapéu do combate à corrupção, preocupados com “um país que tem uma certa preguiça em ser um País Idóneo”.
.
Entre o leque de medidas encontram-se algumas já propostas pelo ‘partido-pai’ - o CDS tem, na Comissão de Transparência do Parlamento, uma iniciativa para regulamentar o lóbi, tema que a JP também quer tratar - e outras mais polémicas e que recorrentemente voltam à agenda, como a criminalização do enriquecimento ilícito ou a delação premiada. “Os partidos têm alguns pruridos em tocar nestes temas”, explica ao Expresso o líder da juventude associada ao CDS, Francisco Rodrigues dos Santos. 
 .
Por isso, acredita o ‘jota’, cabe aos mais novos - a JSD também tem escolhido o combate à corrupção como tema-bandeira - “limpar as ervas daninhas”. “Antes do 25 de Abril nós sabíamos que tínhamos presos políticos, agora teremos políticos presos. Estamos a herdar um país assolado por casos e casinhos…”, lamenta Francisco Rodrigues dos 
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À MARGEM:  
Meu Caro Amigo "Carlinhos"
Deixaste-me completamente "amarfanhado"!!!
Parabéns por este texto, certamente saído do sentimento de mágoa que  vai na tua alma, de grande humanista, pela  grande injustiça. que ressalta deste caso paradigmático de como gente, a que chamam juízes, vem descredibilizando  a Justiça portuguesa. Uma vez mais mostraste, que ainda os tens no sítio.
Abraço amigo
Vizela Cardoso

domingo, agosto 12, 2018

MEMÓRIAS DOS TEMPO IDOS - SUA MAJESTADE A RAÍNHA SIRIKIT NA RESIDÊNCIA DOS EMBAIXADORES DE PORTUGAL NA TAILÂNDIA


Não poderíamos deixar no rol do esquecimento e como homenagem a Sua Majestade a Rainha Sirikit, que hoje (12 de Agosto) faz 86 anos de vida. Uma Raínha que nunca nos cansamos de admirar e por diversas vezes já relatamos suas obras em prol dos humildes de seu país. 
Habituamo-nos a ver a Rainha Sirikit, desde os anos de 1977, juntando-se aos seus súbditos, em remotos lugares, da Taiândia. Na sua cabeça. abrigando-a do sol um chapéu, tradicional, da mulher camponesa, tailandesa e na altura em que o desenvolvimento, galopa, na Tailândia, numa sua alocução, acautela os pobres para que não vendam as suas terras para adquiriem os bens de consumo, modernos: "as televisões, as motorizadas e outros tentações" 
A Raínha Sirikit da Tailândia tem sido, durante os quase 41 anos, que vivemos no seu Reino, uma figura que nos apaixona e até já contamos, por várias vezes, a sua vida e obra. Hoje descrevermos o que aconteceu naquela maravilhosa noite no dia 14 de Maio de 1994, uma data muito especial, histórica, para nós e para a Embaixada de Portugal em Banguecoque.
No princípio da noite Sua Majestade a Raínha Sirikit a Real consorte de Sua Majestade o Rei da Tailândia, iria ser recebida pelos Embaixados de Portugal, Maria Luisa e Sebastião de Castello-Branco, na histórica residência a "Nobre Casa".
Convite lhe fora feito, para um jantar, pelos Representantes de Portugal e, depois deste, assistir a um serão e sarau de arte que se prolongou até junto à meia-noite. Estiverem presentes cerca de 70 convidados entre os quais: membros da Família Real, do Conselho Privado de S.M. o Rei e do Corpo Diplomático acreditado no Reino da Tailândia. 
Jamais, eu, imaginaria de quando, em 1960, vi através do "ecran" as imagens a preto e branco, difundidas pela recente fundada RTP, a visita a Portugal dos Reis da Tailândia e que passados 34 anos iria fotografar, a escassos metros de distância, a Raínha Sirikit que foi considerada uma das mulheres mais belas do Mundo daquela época.
Preparei a minha Nikon F3, apesar de estar bastante familiarizado com o seu funcionamento, programei na minha mente a abertura das lentes e intensidade da luz do "flash", para que nenhuma foto falhasse e se perdesse uma imagem daquele e único especial evento real.Antes e depois nunca Sua Majestade a Rainha Sirikit haja visitado embaixada em Banguecoque.
Dias antes Embaixatriz Maria Luisa de Castello-Branco convidou-me para ser o fotógrafo oficial da Embaixada; recomendando-me para que não usasse, demasiadamente, o "flash" e que, compassadamente, premisse o disparador da máquina durante o percurso do serão e sarau de arte.
Com todo rigor, protocolar, que a ocasião merecia cumpri à risca as ordens recebidas da dinâmica embaixatriz que durante por vários anos foi a presidente da Organização das Esposas dos Diplomatas, em Banguecoque, para os eventos de caridade em favor da Cruz Vermelha Internacional da Tailândia com o patronato de S.M. a Rainha Sirikit.
Ao fim da tarde, sem grandes aparatos de segurança, a Raínha Sirikit acompanhada dos membros da família real e do Conselho Privado de S.M. o Rei da Tailândia chegou à Embaixada de Portugal e esperada na arcada da "Nobre Casa", pelos Embaixadores de Portugal Maria Luisa e Sebastião de Castello-Branco.
A soberana antes de receber as boas vindas dos anfitriões, caminhou por cima de uma carpete vermelha, estendida ao longo do centro da arcada, da "Nobre Casa" e nos lados, formando duas alas, os embaixadores, e suas esposas, acreditados no reino da Tailândia.
Após um curto repouso, no Grande Salão do rés-do-chão da "Nobre Casa" e residência dos embaixadores de Portugal, S.M. a Raínha subiu ao primeiro andar para um jantar, cujo a este se associaram todos os convidados. 
Senti-me fascinado e como dentro de um sonho quando através do visor da Nikon F3 procurava colher o melhor ângulo de imagem e o sorriso de uma raínha que durante mais de 20 anos me foi familiar no televisor de minha casa e, por Sua majestade tenho uma enorme admiração pela sua Obra em prol da mulher tailandesa o que com isso voltou o símbolo das mesmas.
Raínha de uma elegância incomparável, esmerada na sua forma de vestir, como que a dar o exemplo às mulheres tailandesas que a beleza feminina parte do saber e da arte do bem vestir.
Uma dedicação, constante, às sedas tailandesas e desenvolvidos os padrões de desenhos sob a sua orientação, cuja divulgação as tornou, mundialmente famosas, que na alta sociedade ou nos meandros da moda internacional.
Sua Majestade gosta de usar chapéu dentro das muitas digressões que efectua às mais remotas paragens da Tailândia em que os mesmos se caracterizam no estilo campesino do país. O serão e sarau de arte teve início junto às 8 da noite e prolongar-se-ia até próximo da meia-noite. Sua Majestade partiu e a seguir todos os convidados.
A Noite Real tinha terminado e eu sentia-me feliz, apesar de ainda não saber, como teriam ficado as fotografias. A imagem digital, em 1994, ainda era uma miragem, para ser usada proficientemente (embora já houvessem máquinas no mercado), mas ainda a dúvida dado à fraca qualidade das fotografias que saiam com muito "grão".
Depois da meia noite saí da "Nobre Casa" e dirigi-me até junto do paredão do Jardim da Embaixada e olhei o meu Chao Praiá e o rio das minhas paixões. Umas poucas embarcações navegavam com luz frouxa rio abaixo/acima e para as margens de Banguecoque e Thomburi.
O luar da noite espelhava na ondulação da corrente bonançosa do rio. Olhei os ponteiros do relógio e deram-me conta que outro dia estava a nascer e, lembrei-me, que teria ainda de escrever a peça para noticiar o evento e enviá-la, por fax, para a Agência Lusa.

O texto:
Lusa/Banguecoque 14.05.94
A Raínha da Tailândia na Embaixada de Portugal.
A histórica residência dos Embaixadores de Portugal na Tailândia abriu ontem dia 14, as suas portas de par em par, para receber sua Majestade a Raínha Sirikit, que veio jantar a convite de Sebastião e Luisa de Castello-Branco. Insigne distinçaõ Real esta, sem precedentes alguns em outras embaixadas na capital tailandesa.
. Entre os cerca de setenta convidados, contavam-se membros da Família Real e do Conselho Privado do Rei, e embaixadores, cujas mulheres presentearam a raínha com uma colecção de 29 bonecas em trajes regionais dos respectivos países. . Depois do jantar, houve danças e cantares executados pelos anfitriões, pelos embaixadores e embaixatrizes da Argentina, Espanha, Israel, África do Sul e Peru, e pelos Conselheiros Privados do rei, com destaque do prestigioso Primeiro-Ministro na década passada, general Prem Tinsulanonda.
. Foi a segunda vez, este ano, que os Soberanos da Tailândia distinguiram Portugal e seus representantes. Em Fevereiro, a exposição do Azulejo Português fora inaugurado pela muito estimada Princesa Maha Chakri Sirindhorn, não em nome próprio, como mais habitualmente se vê e constitui já uma grande Honra, mas em representação do rei seu Pai e ao som do Hino Real.

MEMÓRIAS DOS TEMPO IDOS - SUA MAJESTADE A RAÍNHA SIRIKIT NA RESIDÊNCIA DOS EMBAIXADORES DE PORTUGAL NA TAILÂNDIA




Não poderíamos deixar no rol do esquecimento e como homenagem a Sua Majestade a Rainha Sirikit, que hoje (12 de Agosto) faz 86 anos de vida. Uma Raínha que nunca nos cansamos de admirar e por diversas vezes já relatamos suas obras em prol dos humildes de seu país. 


Habituamo-nos a ver a Rainha Sirikit, desde os anos de 1977, juntando-se aos seus súbditos, em remotos lugares, da Taiândia. Na sua cabeça. abrigando-a do sol um chapéu, tradicional, da mulher camponesa, tailandesa e na altura em que o desenvolvimento, galopa, na Tailândia, numa sua alocução, acautela os pobres para que não vendam as suas terras para adquiriem os bens de consumo, modernos: "as televisões, as motorizadas e outros tentações"
 

A Raínha Sirikit da Tailândia tem sido, durante os quase 41 anos, que vivemos no seu Reino, uma figura que nos apaixona e até já contamos, por várias vezes, a sua vida e obra. Hoje descrevermos o que aconteceu naquela maravilhosa noite no dia 14 de Maio de 1994, uma data muito especial, histórica, para nós e para a Embaixada de Portugal em Banguecoque.


No princípio da noite Sua Majestade a Raínha Sirikit a Real consorte de Sua Majestade o Rei da Tailândia, iria ser recebida pelos Embaixados de Portugal, Maria Luisa e Sebastião de Castello-Branco, na histórica residência a "Nobre Casa".


Convite lhe fora feito, para um jantar, pelos Representantes de Portugal e, depois deste, assistir a um serão e sarau de arte que se prolongou até junto à meia-noite. Estiverem presentes cerca de 70 convidados entre os quais: membros da Família Real, do Conselho Privado de S.M. o Rei e do Corpo Diplomático acreditado no Reino da Tailândia.  
 

Jamais, eu, imaginaria de quando, em 1960, vi através do "ecran" as imagens a preto e branco, difundidas pela recente fundada RTP, a visita a Portugal dos Reis da Tailândia e que passados 34 anos iria fotografar, a escassos metros de distância, a Raínha Sirikit que foi considerada uma das mulheres mais belas do Mundo daquela época.


Preparei a minha Nikon F3, apesar de estar bastante familiarizado com o seu funcionamento, programei na minha mente a abertura das lentes e intensidade da luz do "flash", para que nenhuma foto falhasse e se perdesse uma imagem daquele e único especial evento real.Antes e depois nunca Sua Majestade a Rainha Sirikit haja visitado embaixada em Banguecoque.
Dias antes Embaixatriz Maria Luisa de Castello-Branco convidou-me para ser o fotógrafo oficial da Embaixada; recomendando-me para que não usasse, demasiadamente, o "flash" e que, compassadamente, premisse o disparador da máquina durante o percurso do serão e sarau de arte.


Com todo rigor, protocolar, que a ocasião merecia cumpri à risca as ordens recebidas da dinâmica embaixatriz que durante por vários anos foi a presidente da Organização das Esposas dos Diplomatas, em Banguecoque, para os eventos de caridade em favor da Cruz Vermelha Internacional da Tailândia com o patronato de S.M. a Rainha Sirikit.
Ao fim da tarde, sem grandes aparatos de segurança, a Raínha Sirikit acompanhada dos membros da família real e do Conselho Privado de S.M. o Rei da Tailândia chegou à Embaixada de Portugal e esperada na arcada da "Nobre Casa", pelos Embaixadores de Portugal Maria Luisa e Sebastião de Castello-Branco.


A soberana antes de receber as boas vindas dos anfitriões, caminhou por cima de uma carpete vermelha, estendida ao longo do centro da arcada, da "Nobre Casa" e nos lados, formando duas alas, os embaixadores, e suas esposas, acreditados no reino da Tailândia.


Após um curto repouso, no Grande Salão do rés-do-chão da "Nobre Casa" e residência dos embaixadores de Portugal, S.M. a Raínha subiu ao primeiro andar para um jantar, cujo a este se associaram todos os convidados. 


Senti-me fascinado e como dentro de um sonho quando através do visor da Nikon F3 procurava colher o melhor ângulo de imagem e o sorriso de uma raínha que durante mais de 20 anos me foi familiar no televisor de minha casa e, por Sua majestade tenho uma enorme admiração pela sua Obra em prol da mulher tailandesa o que com isso voltou o símbolo das mesmas.


Raínha de uma elegância incomparável, esmerada na sua forma de vestir, como que a dar o exemplo às mulheres tailandesas que a beleza feminina parte do saber e da arte do bem vestir.


Uma dedicação, constante, às sedas tailandesas e desenvolvidos os padrões de desenhos sob a sua orientação, cuja divulgação as tornou, mundialmente famosas, que na alta sociedade ou nos meandros da moda internacional.
Sua Majestade gosta de usar chapéu dentro das muitas digressões que efectua às mais remotas paragens da Tailândia em que os mesmos se caracterizam no estilo campesino do país. O serão e sarau de arte teve início junto às 8 da noite e prolongar-se-ia até próximo da meia-noite. Sua Majestade partiu e a seguir todos os convidados.


A Noite Real tinha terminado e eu sentia-me feliz, apesar de ainda não saber, como teriam ficado as fotografias. A imagem digital, em 1994, ainda era uma miragem, para ser usada proficientemente (embora já houvessem máquinas no mercado), mas ainda a dúvida dado à fraca qualidade das fotografias que saiam com muito "grão".
Depois da meia noite saí da "Nobre Casa" e dirigi-me até junto do paredão do Jardim da Embaixada e olhei o meu Chao Praiá e o rio das minhas paixões. Umas poucas embarcações navegavam com luz frouxa rio abaixo/acima e para as margens de Banguecoque e Thomburi.


O luar da noite espelhava na ondulação da corrente bonançosa do rio. Olhei os ponteiros do relógio e deram-me conta que outro dia estava a nascer e, lembrei-me, que teria ainda de escrever a peça para noticiar o evento e enviá-la, por fax, para a Agência Lusa.

O texto:
Lusa/Banguecoque 14.05.94
A Raínha da Tailândia na Embaixada de Portugal.
A histórica residência dos Embaixadores de Portugal na Tailândia abriu ontem dia 14, as suas portas de par em par, para receber sua Majestade a Raínha Sirikit, que veio jantar a convite de Sebastião e Luisa de Castello-Branco. Insigne distinçaõ Real esta, sem precedentes alguns em outras embaixadas na capital tailandesa.
.
Entre os cerca de setenta convidados, contavam-se membros da Família Real e do Conselho Privado do Rei, e embaixadores, cujas mulheres presentearam a raínha com uma colecção de 29 bonecas em trajes regionais dos respectivos países.
.
Depois do jantar, houve danças e cantares executados pelos anfitriões, pelos embaixadores e embaixatrizes da Argentina, Espanha, Israel, África do Sul e Peru, e pelos Conselheiros Privados do rei, com destaque do prestigioso Primeiro-Ministro na década passada, general Prem Tinsulanonda.
.
Foi a segunda vez, este ano, que os Soberanos da Tailândia distinguiram Portugal e seus representantes. Em Fevereiro, a exposição do Azulejo Português fora inaugurado pela muito estimada Princesa Maha Chakri Sirindhorn, não em nome próprio, como mais habitualmente se vê e constitui já uma grande Honra, mas em representação do rei seu Pai e ao som do Hino Real.