sábado, fevereiro 03, 2018

DOIS BIMBOS: "UM DE CÁ E OUTRO DA BANDA DI LÁ"

“Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente” – Sócrates



«Lula da Silva foi condenado em segunda instância no Caso Tríplex, desdobramento da Operação Lava-Jato, pelo colectivo de três juízes do Tribunal Regional de Porto Alegre». Jornal «DN», 25/01/2017.
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O princípio de Sócrates não foi cumprido, alguém o pode afirmar com segurança?
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O que verdadeiramente impressiona neste caso é o seguinte: primeiro, trata-se de uma sentença de um tribunal de 1ª instância. Depois, a sentença foi reconfirmada e agravada de nove anos e meio para doze anos e um mês, num Tribunal da Relação por unanimidade dos três juízes.
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Finalmente, por que motivo a justiça brasileira (a nossa é melhor?) e a sentença são abertamente contestadas neste caso por toda a esquerda? Porque Lula da Silva foi operário metalúrgico, provem de um sindicato operário e a sua condenação corresponde ao desfazer do mito, ao esboroar da pretensa superioridade moral de um líder de esquerda do Partido dos Trabalhadores, avesso à corrupção e ao vil metal e imune ao capitalismo e aos seus vícios e encantos!
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Afinal, não é bem assim, o homem aparentemente é venal como qualquer outro! Ora bolas!
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Se o homem fosse de direita e fosse alvo da mesma sentença, diriam substituindo-se à justiça: «Tá legal»…
Rui Graça Moura

O Dr. Johnson disse que o patriotismo era o último refúgio dos canalhas



O último refúgio dos arguidos?

2/2/2018, 1:28210

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Poderá o nosso regime funcionar sem cumplicidades, sem favores, sem arranjos, sem ganhos ilegais? Ou é aquilo a que chamamos "corrupção" a única maneira de o regime existir?

A pouco e pouco, nada escapa: governantes, presidentes de câmara, altos funcionários, professores (suspeitos de violar o segredo dos exames), banqueiros, gestores de grandes empresas, dirigentes dos maiores clubes de futebol, presidentes de associações de solidariedade, juízes, magistrados… Há alguma classe ainda fora da lista dos arguidos?

Perante a subida da maré, com a água pelos joelhos, a oligarquia deita a mão a tudo o que promete flutuar. Há os que se escondem atrás das costas largas do “populismo”, queixando-se muito da suposta aliança entre o activismo da justiça e o sensacionalismo da imprensa. Mas que querem? Se houve quebra da lei, a justiça não deve actuar? Se a justiça actua, a imprensa deve conservar-se silenciosa?

Há ainda os que preferem escarnecer: uns bilhetes de futebol, por amor de Deus. Pois, uns bilhetes de futebol. Mas uns bilhetes de futebol a troco de quê? As autoridades têm a obrigação de investigar. Pequenos favores podem ser a impressão digital de grandes promiscuidades, isto é, de um regime em que a lei não é igual para todos, por exemplo, para aqueles que podem usar bilhetes de futebol para acelerar processos. Mário Centeno, depois da sua imprudência, terá certamente sido o primeiro interessado em que tudo fosse esclarecido.

Percebemos porque o regime anda tão nervoso. Para além das prevaricações que possam ter ocorrido e ser provadas em tribunal, o que começa a ficar à mostra é a rede opaca de contactos, de cumplicidades, de jeitos e de favores que une entre si a oligarquia do regime. Chamamos-lhe “corrupção”, e com essa palavra, pensamos em gente a enriquecer ilegalmente. Mas — e se esta for também, para além de quaisquer ganhos ilegais, a maneira de o regime funcionar? E se tivermos aqui, nos arranjos e nas amizades que ligam os seus figurantes uns aos outros, a relojoaria profunda do regime, sem a qual não pode existir?

Talvez esta rede seja a explicação para esse facto bizarro, que é os políticos proporem e aprovarem leis que depois os apanham. Julgarão porventura que, graças ao sistema de que fazem parte, nunca estarão sob o seu alcance? Que haverá sempre uma toga amiga a cobrir eventuais processos? Compreendemos também assim como, quando lhes acontece terem subitamente de enfrentar um magistrado, alegam com tanta convicção que estão a ser perseguidos. De facto, num regime em que toda a gente anda geralmente protegida, que outra razão poderia haver para alguém ser suspeito e acusado, a não ser uma perseguição?

Nas situações mais desesperadas, há um ultimo recurso: as tribunas televisivas e eleitorais. No Brasil, Lula da Silva dá o exemplo: condenado por unanimidade em última instância, com provas que a defesa não conseguiu refutar, ei-lo decidido a ir a votos, como se a democracia tivesse sido inventada para livrar políticos corruptos de expiar as culpas. Talvez resulte, porque o povo já uma vez escolheu Barrabás. Mas isto, segundo os mestres de moral, já não é “populismo”: populismo é denunciar e investigar a corrupção, não é usar eleições para fugir à prisão. Por cá, Marques Mendes prevê que José Sócrates possa ser tentadopelo mesmo expediente. Veremos.
O Dr. Johnson disse que o patriotismo era o último refúgio dos canalhas. Estará a democracia, em certos países, destinada a ser o último refúgio dos arguidos e dos condenados?

sexta-feira, fevereiro 02, 2018

VIVA O BENFICA!

Mário Centeno celebrou arquivamento do processo abrindo uma garrafa de espumante do Benfica

Vítor Elias 2 de Fevereiro de 2018
O MP arquivou o processo contra Mário Centeno e este celebrou pedindo a Luís Filipe Vieira para lhe oferecer duas garrafas de espumante do Benfica e, para agradar à Esquerda que o apoiou, copos de vidro e não de plástico. Mário Centeno está contente por já não estar a ser investigado e por isso mantém a intenção de aparecer na próxima reunião do Eurogrupo com um cachecol do SL Benfica.

O MACEDO E OS SÁBIOS

CGD: Macedo nomeia comissão de sábios com Passos, Gaspar e Albuquerque para inventar novas taxas para pensionistas

Mário Botequilha 2 de Fevereiro de 2018

Passos Coelho, Vítor Gaspar, Maria Luís Albuquerque, Paulo Portas, Cavaco Silva e Jeroen Dijsselbloem são algumas das personalidades que integram a nova comissão de sábios nomeada pela administração da Caixa Geral de Depósitos. O objectivo primeiro e único dos sábios é encontrar formas inovadoras de esmifrar os pensionistas depositantes da Caixa com taxas e taxinhas, como rezava o conhecido Fado das Minis ao Almoço, de Pires de Lima.
Paulo Macedo quer acabar com aquilo que o PàF considerava ser “a praga grisalha” e, ainda hoje, os funcionários da CGD começam a cobrar uma taxa + imposto de selo só por dizerem “bom dia” (3 euros na taxa normal e 480 euros na taxa especial para pensionistas).

O SENHOR JUIZ E O PREÇO CERTO

Informação privilegiada? Rui Rangel acertava sempre no valor da montra final quando ia ao Preço Certo

Mário Botequilha 2 de Fevereiro de 2018
Fernando Mendes chamou a PJ ao Preço Certo depois de ter reconhecido Rui Rangel, nas notícias, como o concorrente que levou 50 motas de água para casa. Rangel acertava sempre, ao cêntimo, no valor da montra final do concurso e terá chegado a abrir uma loja de electrodomésticos no Porto Salvo graças às dezenas e dezenas de frigoríficos no frost, microondas ou facas eléctricas de cortar o pão que levou para casa. “Ouvi falar em tráfico de influências… É capaz, é. Isto não é um espectáaaaaculo”, lamentou Mendes enquanto prestava declarações à Judiciária e ao IP ao mesmo tempo.

"GASTOU O PILIM NOS LIVROS DO ZÉZITO"

Ex-secretário de Estado Conde Rodrigues gastou 14 mil euros em livros do José Sócrates

Vítor Elias 2 de Fevereiro de 2018

José Conde Rodrigues, ex-secretário de Estado da Justiça, está a ser investigado gastar 14 mil euros do cartão de crédito do ministério em livros que, no final do mandato, levou para casa, tendo todo o dinheiro sido gasto, ao que o IP apurou, em pré-encomendas de 729 exemplares do livro de estreia de José Sócrates, que na altura já estaria a ser escrito por alguém. José Conde Rodrigues e José Magalhães, que também está a ser investigado, terão ainda gasto balúrdios, obviamente, em cadernetas de cromos do Benfica.

NÃO TARDA POR AÍ OS BENFIQUISTAS HOMENAGIAR O "ORELHAS"



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