O caso do Marega, em Guimarães, tem dado que “badalar”na comunicação
social portuguesa tão pobre de acontecimentos para relatar.
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É sabido que a
Comunicação Social Portuguesa, parte dela, é faminta de casos que não valem
nada, temos por exemplo o Correio da Manhã, que é capaz de colocar na primeira
página que um automóvel atropelou um gato (sou amigo de cães e gatos) na
Avenida da Liberdade.
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Como já o escrevi o racismo está na moda em Portugal e os
africanos, coitadinhos, que nasceram ou vieram para Portugal são as principais
vítimas. Continuo a dizer que os portugueses sempre se estiveram nas tintas
para o racismo, tão-pouco se interessaram por isso.
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Sou, também, um homem de África e nela trabalhei 16 anos. Tive que zarpar
para a Pátria que me tinha parido, para salvar a minha pele, porque os pretos,
certamente me iriam matar com uma bala ou uma mina plantada numa estrada, made
in União Soviética. Nos meus 16 anos de África nunca achei o racismo tão em voga, em Portugal
e pretos,mulatos e brancos viviam na paz dos anjos.
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Na cidade da Beira, Moçambique, divertiam-se brancos,pretos e mulatos à brava, no
bar do Agostinho da Manga (arredores da Beira) até altas horas da madrugada ao
som da Marrabenta e outras músicas moçambicanas.
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Como em todo o mundo e arredores acontece o branco enamorava-se de uma moça
preta e lá iam os dois para a “palhota”. Já ao romper do dia o branco tinha que
ir para o trabalho e ao passar pelos carreiros, entre as palhotas, algumas
vezes ouviam a bonita palavra: BOM DIA CUNHADO!
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O português nunca foi racista e conheci, muitos homens portugueses a viver,
uma vida, com mulheres pretas e da união nasceu filharada, cujo os filhos
tinham orgulho, extremo, do pai português.
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Um dia ouvi estas palavras, bonitas, a uma jovem mulata filha de pai
branco português: “ a minha mãe é preta, mas eu gosto muito da minha mãe!.
José Martins

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