ESTALOU MAIS UM ESCÂNDALO
Escândalo de CORRUPÇÃO, evidentemente, porque os outros já são
triviais. Por mais surpreendente que possa parecer, a revelação das coisas
sujas e sórdidas que um grupo de pessoas (???) poderosas, associadas e
coordenadas em segredo, planeou e levou a cabo para extrair Dinheiro Público,
não colheu quase ninguém de surpresa, não supôs grande novidade.
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O que não
deixa de surpreender é o esforço dos jornalistas e dos comentadores para
apresentarem o Roubo, a Mentira e o Latrocínio como Anomalias. É o empenho
dos detentores do Poder Político em tentarem convencerem-nos de que
Nunca Entregaram os Recursos do Estado a interesses obscuros que perseguem
objectivos exclusivamente clientelares, que actuam apenas por motivos privados
e pessoais (dinheiro, reputação, influência, sexo, etc.) sem nunca considerarem
o Bem Comum. E, melhor ainda, em garantir--nos que não são marionetas
manipuladas por essas entidades que dispõem de poderes muito mais amplos e
difusos.
Toda a gente sabe que a Corrupção e
o Roubo se tornaram constitutivos da Sociedade Portuguesa, que o Compadrio, a
Gatunagem, o Arranjismo e o Nepotismo são a essência da própria estrutura
social; que as Autoridades e as
Instituições Públicas MENTEM e Não São de Confiança; que os maiores criminosos
estão nos grupos dirigentes e se misturam no próprio funcionamento do Estado; que
os Empresários, os Banqueiros, os Advogados, os Consultores, as Entidades
Reguladoras, os Auditores envolvidos nestas tramas não passam de lacaios que
limparam servilmente a pocilga e o urinol dos Multimilionários Angolanos, sem
curar de saber a natureza e a origem do dinheiro que os Ministros
Portugueses e os Políticos dos Cargos de Cúpula (incluindo o PCP, cujas
relações privilegiadas como o MPLA mereciam ser investigadas) estão ou
estiveram Metidos na Corrupção até ao pescoço, na Roubalheira até ao pescoço,
na Merda até ao pescoço, que forças financeiras subterrâneas e secretas,
misteriosas e remotas, sem contornos claros, cujas dimensões e ramificações se
desconhecem, continua a parasitar os recursos do Estado e são quem controla,
verdadeiramente, os dispositivos do Poder Político; que a organização do Estado
forma uma espiral, um sistema circular sem princípio nem fim, em que se
tornou impossível saber exactamente quem trabalha por dedicação cívica e quem
actua de modo a maximizar os interesses particulares desses grupos de pressão
clandestinos e oportunistas, sacrificando o Estado e o dinheiro dos
Contribuintes; que as explicações oficiais e oficiosas não passam, tantas
vezes, de campanhas de desinformação que visam lançar a incerteza sobre a nossa
maneira de pensar e de colocar os problemas, e impor a crença de uma realidade
organizada estruturada e coerente (quando a verdade é que a vida destes milionários
e poderosos decorre sob o signo da desordem, do ilícito e do desprezo pelas
regras que supostamente garantem a estabilidade e o bom funcionamento da
realidade social e política).
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Saber que a sociedade portuguesa assenta
numa Cultura de Corrupção e Pilhagem do Erário Público, que as conivências
ocultas, as jogadas de bastidores, os arranjos de distribuição de lugares e as
manigâncias de secretaria não constituem excepções, antes regularidades
previsíveis cujo sentido já quase ninguém se interessa em decifrar, que entrar
em esquemas e negociatas são pulsões fundamentais das Famílias Dirigentes, dos
Altos Funcionários e dos Grandes Tecnocratas (quando ou em que época é que não
foi assim?), saber tudo isto não provoca estranheza nem sobressaltos de maior,
corresponde àquilo que já todos sabíamos, pressentíamos ou imaginávamos.
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A tendência dos políticos, altos funcionários, tecnocratas,
empresários e agentes de representação dos interesses económicos de alguns
conselhos de administração para se coordenarem e concertarem de modo a
conquistarem um poder quase absoluto sempre foi o princípio de funcionamento do
nosso país. Por isso, ninguém duvida já que toda a sociedade está capturada
por Quadrilhas de Ladrões cuja extensão ultrapassa o âmbito do território
nacional e cujos tentáculos se estendem até ao coração dos próprios
Estados, os quais se encontram - em parte ou totalmente - corrompidos ou, pelo
menos, reduzidos à impotência.
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As notícias dos crimes cometidos pelos membros das classes
opulentas aqueles que representam a Ordem Social, Política, Económica em vigor,
tornaram-se banais e triviais, já não provocam estrondo porque, de certo modo,
está na sua própria natureza (e faz parte dos seus privilégios) transgredir as
Leis e o Sistema de Normas.
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Toda a gente sabe que a princesa de Angola, de quem todos
agora escarnecem, é apenas um bom exemplo dos diferentes estratos criminosos
que nunca serão responsabilizados, e que o seu nome simboliza, segundo o
mecanismo de condensação, diversos aldrabões que mereciam ser presos por tempo
indefinido, mas que nunca serão identificados e a quem nunca serão atribuídos
quaisquer delitos. Tal como ela, de resto, nunca será condenada, pois
basta-lhe mexer um dedo para fazer tremer todo o regime Angolano e... Português!!!
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Quantos de nós ainda acreditam que o Governo de António
Costa irá actuar em consequência? Quem é que acredita que esta história vai
obrigar a importantes alterações na legislação, de modo a facilitar o combate à
corrupção? Quem é que acredita que a Justiça sairá vencedora deste caso?
Quem é que acredita que os comparsas portugueses de Isabel dos Santos serão
Julgados e Castigados? Escrevam o que lhes digo: não vai cair nada nem
ninguém. Seremos nós (e os angolanos, sobretudo) os únicos derrotados.
Porque no fim de contas, sabemos que estamos a ser manipulados e já não
queremos saber.
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A
única vantagem destas revelações é demonstrarem, de uma vez por todas, que as
realidades são parciais à superfície mas ocultam estruturas profundas habitadas
por personagens aparentemente respeitáveis mas que, de facto, não passam de
hordas de criminosos que sugam de todos e perpetuam a exploração, a
pobreza e a exclusão social. E provarem de modo conclusivo que a conjura se
encontra no próprio coração do Estado, que a conspiração é o próprio Estado, e
que a ordem social repousa numa ilusão grosseira que esconde a violência
política e económica dos donos do caroço.
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É mostrarem que tudo isto é um
vómito e que todos estes indivíduos que se amesendaram confortavelmente e
da maneira mais fácil, que saquearam fortunas incalculáveis para comprar Casas,
Terrenos, Empresas, Carros, Roupa, Viajar, Arrotar, Ejacular, Frequentar Salões
e Círculos Elegantes, enquanto massas famélicas vivem em completa miséria; SÃO
GROTESCOS E ASCOROSOS!
Recebido
de JAVC

As stated by Stanford Medical, It is indeed the one and ONLY reason women in this country get to live 10 years more and weigh on average 19 kilos less than we do.
ResponderEliminar(And realistically, it really has NOTHING to do with genetics or some secret diet and really, EVERYTHING related to "HOW" they eat.)
BTW, What I said is "HOW", and not "WHAT"...
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