Casas de luxo em Lisboa mais caras do que no Dubai e ao nível de Miami
Lisboa,
Moscovo e Sidney são as três cidades mundiais onde o preço do metro
quadrado mais deverá crescer este ano, com oscilações entre 6% a 7,9%.
Comprar
uma casa de luxo de 100 metros quadrados em Lisboa já custa perto de um
milhão de euros. Em 2019, o segmento prime da capital portuguesa
atingiu um nível de preços semelhante a cidades como Miami, nos Estados
Unidos, e Amesterdão, na Holanda.
.
O mercado residencial de luxo de Lisboa já ultrapassa Madrid, Barcelona, Dubai e Cidade do Cabo. As conclusões fazem parte de um estudo apresentado esta quinta-feira pela consultora imobiliária Savills, que analisa a evolução do mercado residencial em Portugal.
.
De acordo com a análise da Savills, os valores do "top 5%" do mercado imobiliário da capital vão continuar a subir em 2020. Lisboa, Moscovo e Sidney são as três cidades mundiais onde o preço do metro quadrado mais deverá crescer este ano, com oscilações entre 6% a 7,9%.
.
O mercado residencial de luxo de Lisboa já ultrapassa Madrid, Barcelona, Dubai e Cidade do Cabo. As conclusões fazem parte de um estudo apresentado esta quinta-feira pela consultora imobiliária Savills, que analisa a evolução do mercado residencial em Portugal.
.
De acordo com a análise da Savills, os valores do "top 5%" do mercado imobiliário da capital vão continuar a subir em 2020. Lisboa, Moscovo e Sidney são as três cidades mundiais onde o preço do metro quadrado mais deverá crescer este ano, com oscilações entre 6% a 7,9%.
A
consultora destaca o papel dos investidores estrangeiros, que em 2018
compraram 13% das casas vendidas em Lisboa, mas gastaram 28% do montante
total transacionado no mercado imobiliário da capital. Os
franceses, detalha o estudo, preferem as zonas da Avenida da Liberdade,
Amoreiras Estrela e Príncipe Real, e compram em Lisboa para morar ou
para ter uma segunda residência.
.
Os brasileiros mostram
preferência pelas mesmas zonas, às quais se juntam ainda as imediações
do El Corte Inglés. Compram também para residir ou para segunda
habitação, mas também para obter uma autorização de residência através
de visto gold. Os chineses, por sua vez, não demonstram interesse por
nenhuma zona em particular, e investem sobretudo para obter o visto
dourado.
.
Entre 2012 e 2019 foram emitidos 8207 vistos gold, 7735 dos quais através da aquisição de imóveis.
Dos cinco mil milhões de euros investidos através deste mecanismo, 4,5
mil milhões foram aplicados em imobiliário. Para os responsáveis da
Savills, a imposição de um limite aos vistos gold em Lisboa e no Porto,
prevista no Orçamento do Estado, não deverá ter impacto no preço das
casas, mas poderá criar "insegurança" nos investidores. Em 2019, foram
transacionados 25 mil milhões de euros no mercado imobiliário, 3% dos
quais são atribuíveis a vistos gold.
Reabilitação domina Lisboa e Porto
Segundo
a análise da Savills, que tem por base dados do INE e do sistema
Pipeline Imobiliário, entre 2015 e 2015 o mercado imobiliário em Lisboa e
no Porto foi dinamizado, sobretudo, através de reabilitação urbana. No
ano passado, 72% dos projetos executados na capital foram reabilitações
de imóveis. Nos próximos anos a tendência será semelhante nas duas
maiores cidades do país, apesar de estar previsto um aumento da
construção nova.
.
Com base nos pedidos de licenciamento para
apartamentos feitos entre janeiro de 2018 e setembro do ano passado, os
analistas da Savills estimam que surjam na Área Metropolitana de Lisboa
cerca de 15 mil novos fogos nos próximos três anos, metade dos quais no
município de Lisboa. Seguem-se Oeiras, Amadora e Cascais. No município
de Lisboa, 51% dos fogos e 68% dos projetos serão afetos à reabilitação
urbana, que se deverá concentrar sobretudo nas freguesias do centro
histórico.
.
Na Área Metropolitana do Porto as previsões
apontam para o surgimento de 11 600 novas unidades, 5830 das quais no
município do Porto, seguido de Vila Nova de Gaia e Matosinhos. Aqui, o
rácio entre a reabilitação e a construção nova é menos desigual: 43% das
casas e 60% dos projetos no Porto serão parte do segmento da
reabilitação urbana. O centro histórico vai concentrar 42% dos
novos fogos. Os analistas antecipam um "forte crescimento" de zonas como
Paranhos e Campanhã.
.
A análise inclui ainda o Algarve, que tem em
pipeline para os próximos três anos 4400 novas habitações, concentradas
sobretudo em Quarteira, Portimão e Faro. No sul do país, 96% das novas
unidades serão construídas de raiz, e apenas 4% dizem respeito a
reabilitação. Em 2019, o maior projeto do país foi licenciado em Armação
de Pêra, e prevê a construção de 256 novos fogos.
.
Uma das
tendências dos próximos anos no Algarve será o surgimento de branded
residences, um segmento que existe no mercado desde os anos 80 mas que
só agora começa a chegar a Portugal. Em março de 2021, a primeira
branded residence nacional abrirá portas em Albufeira, e será da W
Hotels, a submarca de luxo dos hotéis Marriot. O projeto inclui
um hotel com 134 quartos e 83 villas de luxo. As dez primeiras unidades
já estão vendidas, e todos os investidores são de nacionalidades
distintas, sendo que apenas um é português.
.
No
chamado "triângulo dourado" do Algarve, formado por Vilamoura, Vale do
Lobo e Quinta do Lago, vão surgir 1400 novas casas de luxo, com um preço
médio de 7 mil euros por metro quadrado.
jornalista do Dinheiro Vivo
Sem comentários :
Enviar um comentário