!A REPÚBLICA CORRUPTA"
A prosa de JJBF é um
manancial de alarvidades reaccionárias. É chocante ver o desprezo que nutre
pela Democracia, em comparação com a Ditadura (de Salazar, essa mediocridade
intelectual, beata, mesquinha, político sem visão e parolo). A forma como
desdenha dos Partidos Políticos, sem a qual uma Democracia não se concebe, é
desprezível e revelador do pior do Fascismo, ideologia que JJBF admira e
exalta.
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O dito “Estado Novo” foi um
regime ditatorial, inspirado no Fascismo de Mussolini (o “Botas de Santa Comba”
tinha o retrato daquele patife italiano na sua secretária em S. Bento, como fez
questão de deixar fotografar em mais do que uma ocasião), que acabou com a
Democracia (que já existia antes da República se ter instalado. Veio com a
Revolta Liberal de D. Pedro e o fim de D. Miguel, um traste político, defensor
da restrição das liberdades, um absolutista decadente) em vez de a procurar
melhorá-la. Para tal, o Ditador Salazar contou com o vergonhoso e abjecto apoio
reacionário da Igreja Católica (ou não fosse ele próprio um beato) e algumas
altas patentes das Forças Armadas, que preferiram apoiar um regime
anti-democrático em vez de defenderem um Estado de Direito, como lhes competia.
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Depois, foi o criar de uma
teia torcionária de limitação das liberdades, com a criação de uma polícia
política, mais tarde designada por PIDE. Que espiou, prendeu e torturou
democratas e matou Humberto Delgado (naturalmente a mando de Salazar).
O Estado Novo” viciou, de
forma sistemática, os actos eleitorais, já de si sem transparência e limitados
ao Partido do “Caudilho” Salazar e pouco mais e a então Assembleia Nacional e
seus deputados fraudulentamente eleitos não eram mais do que uma cacofonia do
que o “Chefe” pensava e lhes permitia pensar.
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Portugal durante o regime
ditatorial de Salazar tornou-se no país mais analfabeto da Europa e o segundo
mais pobre, depois da Albânia comunista. Eramos um país atrasado, económica,
social, educacional e culturalmente. A ovelha negra da Europa Ocidental.
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Salazar apoiou-se politicamente
na Igreja Católica, a mesma que apoiava os regimes sanguinários de Franco,
Pinochet, a Ditadura Argentina, a Ditadura Brasileira e as demais na América
Latina e hoje apoia Bolsonaro – e antes não se envergonhou de apoiar Mussolini
e fechar os olhos ao Holocausto.
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Salazar foi apoiante de
Hitler, que admirava e foi o único Chefe de Governo e de Estado que mandou
colocar a nossa Bandeira Nacional a meia-haste, durante 3 dias (!) em memória
de…Hitler!
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Por outro lado, Salazar não
soube lidar com a eclosão da Guerra Colonial e em vez de proceder a uma
inteligente e faseada descolonização, que permitisse a independência daquelas
Colónias, preferiu o atoleiro da Guerra Colonial, que sabia nunca vir a ganhar,
que se arrastaria sem fim e iria exaurir os cofres do Estado, como sucedeu. O
Déficit provocado pela Guerra Colonial era artificialmente solvido pelo que nos
vinha das Colónias, contribuindo deste modo para secar a riqueza daqueles
países no futuro.
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Frases como a que JJBF
redigiu e cito, “homens bons que se afastam com nojo dos Partidos Políticos
(P.P)” e “um país organizado em Partidos” – em contraponto ao Estado Novo, essa
“extraordinária” criação política de Salazar, um eufemismo de Ditadura e
Fascista, é um vómito. Mas que define o homem responsável por elas.
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Por fim, JJBF não percebeu
uma coisa simples: é que ele pode escrever essas alarvices políticas, porque o
são – quem prefere Salazar á Democracia é um alarve político – porque está em
Democracia. Se vivêssemos ainda hoje no tal “Estado Novo” e ele quisesse
criticar o regime com a violência com que escreveu estas palavras, teria a PIDE
atrás dele e teria sido preso. E quem
sabe, julgado num qualquer Tribunal Plenário, de má memória, criados para
julgar e condenar Democratas, próprios de regimes ditatoriais, como era o de
Salazar.
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Churchill dizia que a
Democracia poderia ter e tinha muitos defeitos, mas que não conhecia outro
melhor, isto para criticar as Ditaduras, quer Fascistas, quer Comunistas.
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Por mim, direi, alto e bom
som: Viva a Democracia e Vivamos Partidos Políticos, sem os quais não há
Democracia.
a) PJADR
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