sexta-feira, agosto 02, 2019

"LAPAS AGARRADOS AO PODER COMO CÃES AO OSSO!"

Jornal Abc
O presidente dos socialistas portugueses quebra todos os registos de plug-in Sua prima, sua esposa, seu filho, sua nora e seu irmão ocupam posições políticas no organograma nacional ou regional das ilhas dos Açores, onde vem Carlos César
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O presidente do Partido Socialista Português, Carlos César, bate recordes dentro do escândalo do plug-in que constrange os cidadãos comuns pela impudência com que o governo de António Costa montou uma trama familiar inteira.
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O seu primo Francisco Fernandes Gil foi nomeado administrador da empresa pública Air Navigation de Portugal (NAV) e o próprio primeiro ministro ratificou a nomeação em 2016, a pedido de dois ministros socialistas: Pedro Marques, Planeamento e Infraestrutura, e o próprio Mário Centeno , de Finanças e hoje também presidente do Eurogrupo.
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Mas a questão não existe porque toda a família directa de Carlos César, originária de Ponta Delgada (Açores), está colocada em posições do governo regional das ilhas. Em todos os casos, saltando os mecanismos relacionados com os concursos públicos relevantes: a sua esposa, Luísa César, preside a Casa da Autonomia (já que os Açores são, juntamente com a Madeira, o único enclave autónomo em Portugal); seu filho na estrutura regional do Partido Socialista; sua nora como vice do secretário regional do governo e o irmão recrutado pelo ex-ministro da Cultura para o atual executivo.
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Carlos César não apresentou outro argumento de defesa que apele à tradição de sua família e, de fato, lembrou que seu bisavô e sua bisavó já estavam envolvidos em posições políticas.
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Com o clã César, o número de cunhados, esposas, primos e outros ligados a uma ou outra posição da Administração Socialista sobe para 48, tanto na sua estrutura nacional como no arquipélago dos Açores.
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A controvérsia não pára e mais e mais vozes são levantadas que clamam contra essa rede de nepotismo. Os portugueses olham para o presidente da República, o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que já deixou claro que "isso tem que acabar" e até promove uma mudança na legislação para evitar sua recorrência.
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E o primeiro ministro? Acontece que António Costa não atribui grande importância a esta situação, como o ministro das Relações Exteriores, Augusto Santos Silva, acaba de salientar.
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As palavras pronunciadas há poucos dias pelo líder do principal partido da oposição, o PSD conservador, estão cumpridas, dado que Rui Rio declarou no Porto: "O pior de tudo é que o Partido Socialista parece normal" .
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Os cidadãos portugueses, cansados ​​da deterioração da saúde e da educação, agora gritam no céu por causa desse panorama de corrupção, faltando menos de seis meses para as próximas eleições legislativas.

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