Somos todos vítimas da família socialista
- Carlos Guimarães Pinto
- 12:07
Se em cada caso mediático escrutinado pela imprensa se encontra uma relação
familiar, não é difícil imaginar os milhares de casos de relações familiares
pelo país fora longe do escrutínio mediático.
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Por estes dias
ficamos a saber que a empresa que forneceu as golas inflamáveis ao programa
Aldeia Segura é do marido de uma autarca do PS. Num caso mediático anterior
ficamos a saber que a VianaPolis, empresa que hoje só existe para demolir o
prédio Coutinho, tem como administrador um irmão do secretário de Estado das
Infraestruturas. A cada caso mediático surge uma relação familiar dentro do PS,
uma pessoa que foi escolhida pela sua ligação a alguém do PS ou um contrato
adjudicado a um familiar de um responsável do PS. Se em cada caso mediático
escrutinado pela imprensa se encontra uma relação familiar, não é difícil
imaginar os milhares de casos de relações familiares pelo país fora longe do
escrutínio mediático.
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Pode haver a
tentação de olhar para esta teia de interesses e ver nela um crime sem vítimas.
Possivelmente até haverá a tentação de os atacar mais por inveja, pela vontade de
também pertencer a esse grupo fechado que controla o estado, as suas nomeações
e os seus negócios, do que pela vontade de acabar com essa teia. Mas, ao
contrário do que se possa pensar, este é um crime com muitas vítimas.
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As primeiras
vítimas são os contribuintes. Por cada negócio atribuído por favor há uma
despesa adicional do Estado em resultado de o processo de compra não ter sido
concorrencial. Essa despesa será paga pelos contribuintes sob a forma de
impostos mais altos ou impostos que poderiam ser cortados e não são.
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As segundas
vítimas são os utentes dos serviços públicos, como as pessoas abrangidas pelo
programa Aldeia Segura, aos quais são fornecidos serviços de menor qualidade. O
caso das golas foi descoberto a tempo, mas não seria muito difícil de imaginar
a tragédia se algumas daquelas pessoas tivessem usado o material inflamável
numa situação de incêndio. Se casos destes se repetem em hospitais e escolas
não é muito difícil antecipar as consequências no funcionamento diário dos
serviços do Estado.
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As terceiras
vítimas são as pessoas competentes afastadas de oportunidades por não terem
relações certas. Imaginem uma empresa que investe no melhor produto, nas
tecnologias que lhe permitem produzi-lo ao menor preço e contrata as pessoas
mais capazes para gerir essa produção. Imaginem que essa empresa perde
contratos apenas por não ter acesso a pessoas dentro de um partido político.
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Ao
fim de algum tempo, a melhor empresa desaparece, os seus quadros emigram e o
seu equipamento entregue ao desbarato às empresas pior geridas mas com os
contactos certos. As pessoas competentes punidas por também serem honestas
deixar de acrescentar valor ao país, trazer mais investimento e criar empregos.
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A quarta vítima
são todos os outros que beneficiariam de ter pessoas competentes e empresas bem
geridas à sua volta. Somos todos nós que beneficiaríamos do dinamismo económico
que impostos mais baixos trariam, dos salários mais altos e das oportunidades
de negócio.
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Nós somos todos
vítimas da teia familiar do Partido Socialista. Sendo todos vítimas, estando
todos a sofrer na pele as consequências deste horrível estado de coisas, é
incompreensível como o PS consegue estar perto da maioria absoluta em todas as
sondagens. É ainda mais incompreensível como, caso o PS não consiga esta
maioria absoluta, não faltam já candidatos a permitir-lhes que governem mais 4
anos, desde o PSD ao PCP, passando pelo BE e pelo PAN.
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Sendo todos vítimas, o
chocante é que, ainda assim, existam tantos disponíveis para serem cúmplices.
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