quarta-feira, julho 31, 2019

Socialistas portugueses criam uma rede de nepotismo sem precedentes em toda a Europa.

A indignação atravessa o país vizinho no meio do ano eleitoral, pois as próximas eleições legislativas serão realizadas em 6 de outubro

Francisco Chacón/ABC
@chaconbilbao
Correspondente em Lisboa Atualizado:
27/03/2019 16: 40h
.
Portugal dá open bar para o nepotismo por ter (auto) dotado o governo socialista com um enredo de 27 pessoas com laços familiares no exercício do poder, sem precedentes em toda a Europa.

Até doze famílias estão envolvidas na rede criada pelo primeiro-ministro, António Costa, após quatro renovações consecutivas. Uma estrutura chefiada pelo Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e sua esposa, Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar.

Na mesma linha, duas outras carteiras chamam a atenção dos portugueses, que não dão crédito a esses exemplos de plug-in: José Antonio Vieira da Silva é ministro do Trabalho e sua filha Mariana Vieira da Silva é ministra da Presidência.

A indignação passa pelo país vizinho no meio do ano eleitoral, pois as próximas eleições legislativas serão realizadas em 6 de outubro. Será, a propósito, a primeira vez que o Partido Socialista da era pós-Sócrates é submetido às urnas porque se acedeu ao Palácio de São Bento (equivalente a Moncloa) foi através de uma moção de censura contra o conservadorismo. Pedro Passos Coelho em novembro de 2015.

Lá, a peculiar fórmula do governo português, chamada "geringonça" ("geringonça") começou porque não é uma coalizão, mas uma "invenção" na qual os comunistas e o Bloco Esquerda apóiam os socialistas em tempo hábil, isto é, pacto ao pacto ... quando não são deixados deitados e é o direito que acaba salvando o governo. É assim que se apresenta o panorama sui generis da política portuguesa, tal como o escritor Mário de Carvalho antecipou em comédias irónicas como «Fantasia para dois coronéis e uma piscina» (Editorial Xordica).

O líder do principal partido da oposição, Rui Rio (que assumiu as rédeas do PSD após a retirada de Passos Coelho, não demorou a levantar a voz contra o que considera “um escândalo de corrupção governamental”. Ele foi ainda mais longe: "O pior de tudo, parece normal para os socialistas."

Soma e segue. Mais casos que causam estupor do outro lado da fronteira. Catarina Gamboa é esposa do ministro da Infra-estrutura, Pedro Nuno Santos, e saltou para o topo como chefe de gabinete de Duarte Cordeiro, vice-secretário de Estado para Assuntos Parlamentares, que por sua vez não hesitou em designar como seu suplente para Pedro Anastásio, filho do deputado socialista Fernando Anastásio.

Quanto à ministra da Justiça, Francisca van Dunem, verifica-se que é casada com Eduardo Paz Ferreira, nomeado presidente da Comissão de Renegociação da Concessão do Terminal de Sines.

Fomos ao Ministério do Meio Ambiente e Transição Energética, onde se descobre que a esposa de seu dono, João Pedro Matos Fernandes, foi promovida a chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Gestão Territorial e Conservação da Natureza ... sim, para pelo menos ele lutou para se demitir seis meses depois.

Mas a coisa não está aqui, porque a lista continua a ganhar peso. Ali está, senão, Patricia Melo e Castro, assessora do gabinete do primeiro ministro e cunhada da subsecretária do Partido Socialista, Ana Catarina Mendes, que é irmã do secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, isto é, prima do antigo líder socialista António José Seguro.

Os portugueses demonstram impotente esse desdobramento do socialismo entre os socialistas, ainda mais pronunciado se lembrarmos de Rosa Zorrinho, protagonista de uma questão semelhante meses atrás como Secretária de Estado da Saúde e esposa do eurodeputado socialista Carlos Zorrinho.

E o que dizer de Waldemar Oliveira Martins, secretário de Estado das Infraestruturas e filho do histórico líder socialista Guilherme Oliveira Martins, ex-presidente do Tribunal de Contas.

Sem comentários :

Enviar um comentário