“Ministro da propaganda.” PSD arrasa Eduardo Cabrita
O PSD acusou o ministro da Administração Interna de atuar
como “um ministro da propaganda” e exigiu ao Governo que mande “de
imediato” recolher as golas em material inflamável que foram
distribuídas às populações.
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Esta sexta-feira, o Jornal de Notícias avançou que 70 mil golas
antifumo, fabricadas com material inflamável e sem tratamento
anticarbonização, foram entregues pela Proteção Civil no âmbito dos
programas Aldeia Segura e Pessoas Seguras. O ministro Eduardo Cabrita
classificou a notícia como “irresponsável e alarmista”.
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“A reação do Governo é tão inacreditável como a situação em si. O
senhor ministro culpa os autarcas por fazerem o seu trabalho, fica
incomodado com perguntas dos jornalistas, quando a irresponsabilidade do
que aconteceu é entregar material inflamável a pessoas supostamente
para as proteger””, criticou o deputado do PSD Duarte Marques, em declarações à Lusa.
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O deputado sublinha que “o Governo gastou quase 200 mil euros
numa manobra de marketing”, defendendo que esse dinheiro seria “muito
melhor aplicado” dando meios aos bombeiros, que ainda têm verbas em
atraso para receber.
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“Temos um ministro da propaganda, que devia ser
ministro da Administração Interna, que é um perigo para os portugueses,
porque este material é altamente inflamável, não pode ser usado pelas
pessoas no fogo”, reiterou.
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Por esse motivo, o PSD exige que “de imediato” o Governo esclareça se
já mandou recolher estes lenços em material inflamável e que garanta
que “não voltarão a ser usados”, considerando que “são um perigo para as pessoas”. “Se foi uma manobra de marketing ou merchandising, foi uma manobra muito infeliz e muito irresponsável.”
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Para o PSD, acrescentou, “mais do que acusar ou responsabilizar, a
primeira prioridade é garantir que este material é recolhido pelo
Governo”. “O senhor ministro da Administração Interna, que devia ser o
principal responsável pela segurança das pessoas, anda literalmente a
brincar com o fogo e isso não é admissível em Portugal”, disse ainda
Duarte Marques.
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O ministro Eduardo Cabrita disse, quando confrontado com os factos avançados pelo JN, que a notícia é “verdadeiramente irresponsável e alarmista”, considerando que revela “desconhecimento de questões técnicas que a Autoridade Nacional de Proteção Civil já esclareceu”.
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O ministro sublinhou a importância do programa que está em curso em
mais de 1600 aldeias do país, assegurando que a distribuição das golas
antifumo não põe em causa nem o projecto nem a segurança das pessoas.
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Por sua vez, Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, disse ao Público que este caso “é gravíssimo” e pediu ao Ministério da Administração Interna que abra um “inquérito rigoroso” para apurar responsáveis.
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Além disso, reiterou que as golas e coletes devem ser recolhidos “imediatamente”,
até porque dão uma falsa ilusão de proteção a quem os use – quando, na
verdade, “pode estar a pôr em risco a vida das pessoas”.
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Em comunicado enviado às redações, a Proteção Civil garante que os
kits distribuídos “não são materiais de combate a incêndios nem
equipamentos de proteção individual” e refere que esta campanha tem como
intuito a “sensibilização para as boas práticas” a adotar em caso de
incêndio.

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