segunda-feira, julho 29, 2019

Mário Centeno no FMI? Levem-no, é um péssimo ministro das finanças!

Mário Centeno no FMI? Levem-no, é um péssimo ministro das finanças!



Depois de Teixeira dos Santos, o pior Ministro das Finanças que alguma vez tivemos como governante, temos o azar de ter Centeno na mesma pasta, um mau técnico e um péssimo político!
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Como político é um tipo rancoroso que sempre zurziu os seus antecessores – sem uma réstia de elegância – e omitindo sempre que tiveram que fazer frente à bancarrota de 2011 que os seus amigos do PS fizeram o favor de nos legar. Nunca se lembrou desse pequeno pormenor. Gostaria imenso de o ver à frente do Ministério, sim, mas entre 2011 e 2014…
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Como técnico não é melhor. Tem tido a melhor conjuntura internacional dos últimos 20 anos; herdou os principais problemas da economia portuguesa sanados, entre eles, uma saída limpa, um crescimento de 1,6% em 2015, o desemprego a baixar e as importações e o turismo em boom. A isto acresce o quantitative easing, compra de dívida pública pelo BCE que induziu uma queda brutal dos juros da mesma. Costa – sem uma réstia de pudor – vangloriava-se esta semana de uma poupança adicional este ano de 2 mil milhões de Euros, como se tal fosse obra do seu Ministro das Finanças ou do seu Governo… enfim, esperar e fruir melhor conjuntura era difícil.
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E o que fez Centeno? Cativou, é melhor dizer embargou todo o sector público, a começar no Serviço Nacional de Saúde, a colapsar, passando pelos transportes públicos, também em degradação acelerada, e o caos nos serviços que o Estado deixou de prestar em tempo útil e razoável ao cidadão: notariado; cartão do cidadão; passaporte, carta de condução, para citar os principais.
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Não contente com este rol de desgraças, aumentou – à boa maneira e seguindo a receita socialista sem falhar – enormemente a carga fiscal: é a maior de sempre e não pára de aumentar! Aliás, os seus parceiros predilectos da Geringonça, têm inúmeras ideias comunistas e “originais” para a próxima legislatura nessa área…
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Apoiou e patrocinou a iniquidade de salários mais altos, bem como as 35 horas na função pública versus os desgraçados do sector privado que ganham menos e trabalham mais.
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“Last but not least” – aumentou em 4 anos a dívida pública em mais de 32 mil milhões de euros brandindo sempre o argumento que a mesma baixou em percentagem do PIB mas omitindo também sempre que não pára de aumentar nominalmente o que, em última análise, é o factor mais substantivo e mais importante: quanto devemos em liquidez, em dinheiro, em espécie? Muitíssimo mais!
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É isto um bom Ministro das Finanças?
Centeno falhou na função que lhe foi confiada! Podia ter aproveitado o momento excepcional da economia europeia e mundial, mas preferiu aumentar a despesa pública em vez de abater à dívida – o nosso maior problema, de longe – e pagar as despesas correntes normalmente, que cativou à bruta e sem respeito por ninguém! 
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E já agora, para corroborar o que digo, cito a opinião de João Vieira Pereira, Director do jornal “Expresso”, prestigiado jornalista, excelente profissional e uma pessoa incomparavelmente mais conhecedora do que eu – pobre ignorante – que sobre o nosso homem diz o seguinte, na edição de 20 de Julho:
«Teve todas as condições para fazer um ótimo trabalho (estabilidade social e política, crescimento económico e juros zero) mas deixou um país com a maior carga fiscal de sempre, com os serviços públicos à beira da rutura e sem investimento público. Ao mesmo tempo promoveu o crescimento da despesa estrutural. O caso típico de quem deixa a conta para o próximo pagar […]».
Rui Graça Moura

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