Mário Centeno no FMI? Levem-no, é um péssimo ministro das finanças!

Depois de Teixeira dos Santos, o pior Ministro das Finanças que
alguma vez tivemos como governante, temos o azar de ter Centeno na mesma
pasta, um mau técnico e um péssimo político!
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Como político é um tipo rancoroso que sempre zurziu os seus
antecessores – sem uma réstia de elegância – e omitindo sempre que
tiveram que fazer frente à bancarrota de 2011 que os seus amigos do PS
fizeram o favor de nos legar. Nunca se lembrou desse pequeno pormenor.
Gostaria imenso de o ver à frente do Ministério, sim, mas entre 2011 e
2014…
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Como técnico não é melhor. Tem tido a melhor conjuntura internacional
dos últimos 20 anos; herdou os principais problemas da economia
portuguesa sanados, entre eles, uma saída limpa, um crescimento de 1,6%
em 2015, o desemprego a baixar e as importações e o turismo em boom. A
isto acresce o quantitative easing, compra de dívida pública pelo BCE
que induziu uma queda brutal dos juros da mesma. Costa – sem uma réstia
de pudor – vangloriava-se esta semana de uma poupança adicional este ano
de 2 mil milhões de Euros, como se tal fosse obra do seu Ministro das
Finanças ou do seu Governo… enfim, esperar e fruir melhor conjuntura era
difícil.
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E o que fez Centeno? Cativou, é melhor dizer embargou todo o sector
público, a começar no Serviço Nacional de Saúde, a colapsar, passando
pelos transportes públicos, também em degradação acelerada, e o caos nos
serviços que o Estado deixou de prestar em tempo útil e razoável ao
cidadão: notariado; cartão do cidadão; passaporte, carta de condução,
para citar os principais.
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Não contente com este rol de desgraças, aumentou – à boa maneira e
seguindo a receita socialista sem falhar – enormemente a carga fiscal: é
a maior de sempre e não pára de aumentar! Aliás, os seus parceiros
predilectos da Geringonça, têm inúmeras ideias comunistas e “originais”
para a próxima legislatura nessa área…
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Apoiou e patrocinou a iniquidade de salários mais altos, bem como as
35 horas na função pública versus os desgraçados do sector privado que
ganham menos e trabalham mais.
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“Last but not least” – aumentou em 4 anos a dívida pública em mais de
32 mil milhões de euros brandindo sempre o argumento que a mesma baixou
em percentagem do PIB mas omitindo também sempre que não pára de
aumentar nominalmente o que, em última análise, é o factor mais
substantivo e mais importante: quanto devemos em liquidez, em dinheiro,
em espécie? Muitíssimo mais!
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É isto um bom Ministro das Finanças?
Centeno falhou na função que lhe foi confiada! Podia ter aproveitado o
momento excepcional da economia europeia e mundial, mas preferiu
aumentar a despesa pública em vez de abater à dívida – o nosso maior
problema, de longe – e pagar as despesas correntes normalmente, que
cativou à bruta e sem respeito por ninguém!
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E já agora, para corroborar o
que digo, cito a opinião de João Vieira Pereira, Director do jornal
“Expresso”, prestigiado jornalista, excelente profissional e uma pessoa
incomparavelmente mais conhecedora do que eu – pobre ignorante – que
sobre o nosso homem diz o seguinte, na edição de 20 de Julho:
«Teve todas as condições para fazer um ótimo trabalho (estabilidade
social e política, crescimento económico e juros zero) mas deixou um
país com a maior carga fiscal de sempre, com os serviços públicos à
beira da rutura e sem investimento público. Ao mesmo tempo promoveu o
crescimento da despesa estrutural. O caso típico de quem deixa a conta
para o próximo pagar […]».
Rui Graça Moura
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