sexta-feira, julho 19, 2019

"DINHEIRO DE DÁVIDAS PELAS MÃOS DO DIABO"

Pouca transparência e irregularidades: Tribunal de Contas arrasa gestão dos donativos a Pedrógão Grande /premium

18 Julho 20191.008
Auditoria aponta falhas graves na distribuição do dinheiro e diz que não é claro se os apoios foram dados apenas a quem precisava. O Fundo Revita geriu mais de 7 milhões euros de donativos.
O Fundo Revita foi criado pelo Governo para gerir a onda de solidariedade que se gerou após os fogos de 2017, nos concelhos de Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, na tentativa de devolver aos moradores o que as chamas levaram. Mas, dois anos depois, o Tribunal de Contas (TC) é demolidor sobre a gestão dessa solidariedade: uma auditoria revela que os donativos foram atribuídos com falta de critérios, que houve irregularidades na sua distribuição e que faltou transparência em todo o processo. Os auditores recomendam que se faça uma lei para criar um plano de ajuda humanitária, para que tal não volte a acontecer.
A auditoria do TC correu paralelamente à investigação do Ministério Público, que acusou recentemente 28 arguidos envolvidos na reconstrução de casas afetadas pelo fogo. No relatório de 144 páginas, o Tribunal de Contas faz questão de referir que não lhe cabe concluir que processos foram, ou não, adequados. Ainda assim, conclui que houve irregularidades na atribuição de subsídios.

Pedrógão. Ministério Público acusa 28 arguidos

O inquérito às alegadas irregularidades na atribuição de subsídios para a reconstrução ou reabilitação de habitações destruídas pelo fogo de 2017 em Pedrógão Grande formalizou 44 arguidos no total.
Por Agência Lusa

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