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quinta-feira, julho 18, 2019
DIGAM-ME ONDE ESTÁ O VALOR DESTE "MAFIOSO"?
Mário Centeno entre os favoritos para suceder a Lagarde no FMI
Além
do ministro das Finanças português, estão também na shortlist o
ex-presidente do Eurogrupo, Jeroën Dijsselbloem, o finlandês Olli Rehn e
a espanhola Nadia Calviño
O
governador do Banco de Inglaterra liderava a lista de nomes prováveis
para suceder a Christine Lagarde quando esta deixar a cadeira de
diretora-geral do FMI (que já suspendeu), a 12 de setembro, para assumir
a presidência do Banco Central Europeu (BCE), no mês seguinte, quando
Mario Draghi sair. Mas a shortlist divulgada nesta quarta-feira nem
sequer refere Mark Carney. . De acordo com o Wall Street Journal,
são quatro os candidatos ao lugar - e dois deles com relação muito
próxima com Portugal: o ministro das Finanças português e atual
presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, e o seu antecessor na Europa,
Jeroën Dijsselbloem, que afirmou, em pleno resgate financeiro a
Portugal, que os países do Sul tinham o péssimo hábito de gastar o
dinheiro todo em mulheres e copos. . A shortlist fica completa com
os nomes da ministra da Economia espanhola, Nadia Calviño, e do
governador do banco central finlandês, Olli Rehn.
Quem
será o próximo líder do FMI? A questão terá sido abordada esta noite à
margem da reunião do G7 em Chantilly, avança o Wall Street Journal, onde
estiveram os ministros das Finanças dos quatro países europeus mais
ricos: Alemanha, França, Itália e Reino Unido. A mesma publicação
adianta que haverá um acordo informal de troca de apoios entre os sete
países mais ricos, com os europeus a apoiarem o candidato
norte-americano para liderar o Banco Mundial e os restantes a darem
apoio a um europeu para o FMI.
.
Segundo a Bloomberg,
não é porém o candidato português mas o holandês que mais apoios tem
recolhido, sendo considerado, pela experiência no Eurogrupo, como um
negociador talentoso. Aquela publicação dá também espaço à possibilidade
de a opção recair sobre uma mulher - caso em que a ministra espanhola
teria vantagem -, mas o próprio governo do país vizinho terá assegurado
que Calviño está bem na posição que ocupa em Madrid.
.
"Qualquer que seja a escolha, deverá ser baseada no mérito", disse em Chantilly o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, citado pela Bloomberg. "Qualquer dos nomes que têm sido falados será uma bela escolha e garantirá que ficamos em boas mãos."
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