Coisas que você não sabia: 11 marcas de carros portugueses
Foram
criados, desenhados e construídos em Portugal. Mas infelizmente nenhum
projecto vingou. Descubra 11 marcas de carros portugueses.
Conhece
marcas de carros portugueses? No decorrer do Século XX, 14 foi o número
de marcas de carros portugueses e fundadas em Portugal. A maior parte
delas é totalmente desconhecida da maioria dos portugueses, já nenhuma
opera actualmente, muito por culpa da falta de apoio do governo, e já
pouco resta para recordar. Numa altura em que dependemos cada vez mais
das exportações, apostar em marcas de carros portugueses poderiam ser
uma das estratégias mais eficazes para potenciar o desenvolvimento do
país. Ficam aqui algumas das marcas de carros portugueses mais
emblemáticos.
1. Alba

Em primeiro lugar temos o Alba,
que foi desenhado e desenvolvido em Albergaria-a-Velha, na metalúrgica
Alba, no ano de 1952. A carroçaria era em alumínio e bem ao estilo
Italiano da altura. Todo o carro, inclusive o motor, tem a autoria de
António Augusto Martins Pereira. O Alba tinha um motor de 4 cilindros de
1500cc que debitavam 90cv, tinha 4 velocidades e atingia os 200km/h.
Estima-se que ao todo tenham sido construídos 4 exemplares.
2. DM
DM
O DM, da autoria de Dionísio Mateu, foi
desenvolvido nas instalações da Auto Federal Lda., por volta de 1951.
Foram produzidas 7 carroçarias diferentes, e conta com um motor de
1100cc com 4 cilindros e com 65cv. O DM pesava 500kg e atingia os
170Km/h.
3. Edfor
Edfor
O Edfor,
uma obra do industrial portuense Eduardo Ferreirinha, foi fabricado em
1937. Usa um motor Ford V8 com 3620cc, tem um peso total de 970Kg e
velocidade máxima de 160Km/h. Este foi o carro conduzido por Manoel de
Oliveira, quando participava em provas de competição automóvel, durante a
sua juventude.
4. Felcom
Felcom
O Felcom, possivelmente o carro
português mais antigo, datado de 1933, foi construído por Eduardo
Carvalho a partir de automóveis que pertenceram a Eduardo Ferreirinha,
que mais tarde construiu os automóveis Edfor. O Felcom continha
componentes de um Ford A e de um Turcat-Méry, sendo o motor de um Ford
A, mas transformado com uma cabeça Miller.
5. AGB IPA
AGB IPA
O IPA 300, nasceu em Porto de Mós e foi a evolução do seu antecessor, o Lusito,
produzido pela mesma marca, a AGB. Apresentado na Feira das Industrias
em 1958, foi uma referência da indústria metalo-mecânica nacional da
altura. Tinha como base o modelo Astra britânico, cujo motor era um
British Anzani de 2 cilindros, a 2 tempos, com 15 cv, 300 CC e 3
velocidades.
Contudo este modelo Português não
avançou, devido à oposição do então Secretário de Estado da Indústria,
cuja política industrial da altura, passava por querer fabricar e montar
em Portugal, veículos de marcas europeias e americanas.
6. Marlei
Marlei
O Marlei
foi concebido em 1954 por Mário Moreira Leite, um dos mecânicos mais
reputados do Porto na sua época. Tinha como base um Opel Olympia Caravan
e foi um dos últimos automóveis portugueses de competição a ser
construído. Com 48 cv, 4 cilindros, 1588 cc, 4 velocidades, 925 kg de
peso total e 160 km/h de velocidade máxima.
7. MG Canelas
MG Canelas
O MG Canelas data de 1952, foi um carro
carro que correu em muitas provas nacionais dos anos 50. Ao contrário da
generalidade dos automóveis portugueses da época, este tinha um chassis
tubular de concepção própria, fabricado em aço cromo-molibdénio,
soldado nas instalações das OGMA, e o motor, um 1500 cc de base MG, foi
totalmente remodelado e aligeirado. Tinha 95 cv, 4 cilindros, 1500 cc, 4
velocidades, 550 kg de peso total e velocidade máxima de 195 km/h.
8. Olda
Olda
O Olda proveniente de Águeda, surgiu em
1954 e rapidamente conquistou o papel de favorito nas corridas, não só
devido à qualidade do projecto como ao excelente nível de condução de
Joaquim Correia de Oliveira, piloto e técnico do veículo, e de Ângelo
Costa, responsável pela preparação dos motores. Denominava-se Olda,
contracção de “Oliveira de Águeda”, retendo as letras mais importantes
para a designação final. Com 80 cv, motor de 4 cilindros com 1493 cc e 4
velocidades. Peso total de 500 kg e velocidade máxima de 165 km/h.
9. Portaro
Portaro
O Portaro
foi o primeiro Todo-o-Terreno português, e foi produzido pela FMAT
(Fabrica de Máquinas Agrícolas do Tramagal) a partir de 1976. As vendas
em Portugal chegaram a atingir volumes perto das 1000 unidades e a
fábrica produzia outro tanto para exportação. Em 1990, sem qualquer
protecção à indústria nacional, a Portaro fechava as suas portas depois
de ter vendido quase 7.000 veículos em território nacional e de ter
exportado alguns milhares de unidades. Contava com diversas versões,
entre elas o Portaro 250 (na imagem) que contava com um motor de 4
cilindros com 71 cv e 2498 cc.
10. Sado
Sado
O Sado
surgiu no final dos anos 70 e foi lançado pelo Grupo Entreposto, que
deu continuidade ao projecto iniciado na Famel de Águeda. Foi posto à
venda em meados de 1982, e custava cerca de 260.000 escudos. O Sado não
chegava para as encomendas, e as primeiras 50 unidades foram vendidas
muito rapidamente, chegando a haver até lista de espera. Tinha um motor
de 2 cilindros com 547cc, produzindo 28 cavalos, 4 velocidades e pesava
480 kg, tinha como velocidade máxima os 110 km/h.
11. UMM
UMM
A UMM (União Metalo Mecânica)
começou a laborar a 4 de Julho de 1977, com o propósito de produzir
viaturas 4×4, rentáveis para uso na agricultura, indústria e serviços.
As carroçarias eram feitas em Mem Martins, onde depois seguiam para a
montagem e pintura em Setúbal, os motores eram Pegeout. Confrontada com a
falta de encomendas e a falta de apoios do governo, a empresa não
resistiu, e acabou por abrir falência em 2006. A UMM chegou a correr no
Paris-Dakar, nos anos 80. Foram produzidos ao todo 3 modelos, o Cournil,
o Alter e o Alter II, chegando a ser apresentado o protótipo do Alter
III (na imagem), que nunca chegou à linha de produção.

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