PCP incita Parlamento a condenar “discriminação” contra ciganos do PAN
Deputada municipal do PAN apresentou uma proposta pela “protecção dos equídeos da Moita”.
O grupo parlamentar do PCP apresentou um voto
de condenação no Parlamento, que será votado sexta-feira, sobre a
“atitude discriminatória e xenófoba” de uma representante do PAN para
com a comunidade cigana na Moita, Setúbal.
“A discriminação e a xenofobia não podem ser toleradas e devem ser
combatidas como atitudes contrárias à Constituição da República e à
construção da democracia.
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É particularmente revelador que a eleita do
PAN tenha utilizado propostas apresentadas pretensamente em nome do
bem-estar animal para sustentar posições de discriminação e xenofobia
contra uma comunidade humana, no caso a comunidade cigana”, lê-se no
texto a ser apreciado na última sessão plenária da Assembleia da
República nesta legislatura.
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Na última semana de Junho, a deputada municipal do PAN Fátima Dâmaso
apresentou uma proposta de recomendação na Assembleia Municipal da
Moita, município dirigido pelo autarca da Coligação Democrática Unitária
(PCP/PEV) Rui Manual Marques Garcia, que foi considerada
discriminatória pela esmagadora maioria dos restantes elementos.
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O
documento acabou por ser retirado e a autora viu-se mesmo obrigada a
pedir a demissão, tendo o seu pedido sido aceite pelo PAN.
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O texto de Dâmaso, pela “protecção dos equídeos da Moita”, dizia que
“mais de 20 anos volvidos sobre esta lei e em pleno século XXI, nada
mudou, pelo contrário, aqui na Moita, verifica-se que existe uma etnia
que se multiplicou e que todos os dias se passeiam pela Moita e
arredores, empilhados em cima de carroças, puxadas por um único cavalo
subnutrido, espancado a desfazer-se em diarreias por não ser abeberado e
alimentado sequer e que por vezes caem na via pública, não suportando
mais”.
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