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Antes de entrar na razão que me leva a utilizar este meio de Comunicação Social, desejo registar que, muito embora esteja em causa matéria de âmbito politico, nada no texto tem a ver com qualquer politica partidária, muito embora, após o acidente que originou a passagem à situação de Reserva, tivesse integrado um partido, onde permaneci durante alguns anos, partido esse em que mais não aceitei ser candidato a qualquer cargo, após o que anulei a minha filiação. Mas o gosto pela acção política não me abandonou, pelo que, como Independente, procurei dar o melhor de mim próprio à sociedade, defendendo sempre as causas do povo.
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Sucede que, por acreditar no projecto e também nas principais personalidades que pelo mesmo “davam a cara”, acedi ao convite para ser um dos fundadores de um Partido que se apresentava como “novo”, e que algumas das personalidades que tinham merecido as melhores referências, conduziram ao estado calamitoso, a todos os níveis, em que se encontra…
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Como é lógico, e pelo menos para quem me conhece minimamente, abandonei o partido em causa, depois de publicamente dar a conhecer a situação e regressei ao lugar de onde nunca deveria ter saído: Independente.
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E para compensar o comportamento de que fui alvo, por parte de um jornal local, de onde fui afastado de colaborador, por me pronunciar sobre matéria que nada agradava a alguns sectores da sociedade local, decidi criar uma página no Facebook, a par de um blog, ultimamente um pouco abandonado…
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E como sempre gostei de escrever e acompanhar a acção politica, tanto interna como externa, comecei a publicar as minhas opiniões sobre textos ou opiniões de que tomava conhecimento, sempre procurando a verdade, a transparência e servir a Cidadania e o Bem comum.
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E, depois de uma breve apresentação da minha pessoa, passo a dar conhecimento do facto ou melhor, de um conjunto de factos que motivaram este documento.
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Recebi de um dos muitos contactos que tenho, um mail cujo texto me causou grande preocupação e interesse, o que motivou a que reforçasse a atenção sobre tudo que a CS desse a conhecer e transmitisse sobre o teor do texto.
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E, na verdade, dias depois, um Artigo de Opinião publicado no jornal Publico e intitulado de “Alta traição”, alertou-me para algo que se me afigurava como de grande interesse nacional, até pelo tema focado: as Migrações.
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Lido o texto e identificado o autor do mesmo, contactei-o e nesse mesmo dia tivemos um encontro, trocando opiniões e acordando a troca de documentação considerada de interesse.
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Dado nada conhecer sobre o conteúdo do texto objecto do meu interesse -realização em Marraquexe, sob a égide da ONU, nos dias 10 e 11 de dezembro último, de uma Conferência Intergovernamental sobre Migrações, de que resultou o denominado “Pacto Global para as Migrações”, sendo a sua assinatura facultativa-e porque de acordo com todas informações que fui recolhendo, Portugal aderira ao Pacto, através da assinatura do seu primeiro - ministro, Dr. António Costa, apesar, repito, de tal adesão ser facultativa, e considerando o “silêncio ensurdecedor” reinante, contactei por mail, os Grupos Parlamentares, a SIC e a TVI, bem como dois jornalistas ligados à área da Investigação, sendo o silêncio a resposta recebida.
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Entretanto, fui dando conta da documentação que ia obtendo, aproveitando a experiência de especialista de “Analista das Informações”,muito embora dirigida muito especialmente às transmissões e a preciosa colaboração de alguns dos meus contactos.
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Na sequência de tudo o exposto, venho, como cidadão que, nas mais diversas e gravosas situações, nunca se eximiu a dar a sua colaboração, na defesa do interesse nacional, assumindo conscientemente os inerentes riscos, exigir que tudo que diga respeito ao “Pacto Global para as Migrações”, incluindo seus antecedentes e consequências, seja objecto de total esclarecimento por parte de V. Exª, directamente ou através de entidade mandatada para tal, com particular destaque para:
-Não existência de qualquer debate público, prévio sobre tão candente
assunto;
-Não ter sido o mesmo, objecto de qualquer discussão e eventual votação,na Assembleia da República;
-Razões que motivaram o que parece ter sido um verdadeiro “Acordo tácito de silêncio”, englobando o governo, Assembleia da República, partidos políticos e comunicação social. Isto, sem esquecer V. Exª, que tenho como certo ter acordado com o Dr. António Costa a posição a assumir, quando da deslocação a Marraquexe.
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Desejo, entretanto, dar conhecimento de que outras informações e documentos já foram por mim dados a conhecer, enquanto outros, que se encontram na minha posse, aguardam o resultado dos trabalhos que se encontram a decorrer, para decidir do seu destino.
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Por último mas não menos importante, foi, segundo informações a que tive acesso, a publicação, em França, de uma “Carta Aberta” ao Presidente Macron, na qual o General Antoine Martinez ,acompanhado por M. Charles Millon, antigo ministro da Defesa Nacional e mais dez generais, dois almirantes e um coronel, apelaram para que o Pacto Global para as Migrações não fosse assinado, sem que antes fosse submetido à discussão e escrutínio público, através de referendo nacional.
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Parece assim, que, no âmbito da defesa do interesse público, conto com
boa companhia.
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Eis, Senhor Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, o que a minha consciência de cidadão de “corpo inteiro, me “obrigou” a fazer…
Lousada, 11/07/2019
Campos de Barros
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