Carlos Garcia partilhou uma publicação.
Será opção ?
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O estado a que chegámos obriga a ponderar-se de forma muito séria até que ponto não deveremos considerar outras opções de desenvolvimento económico para lá do atual enquadramento na U.E.. Digamos, equacionar as possibilidades e consequências de uma eventual saída do Euro.
Como sabemos a nossa miserável classe política rejubilou com a assinatura do acordo de Lisboa. Um reforço da União Europeia foi como que um salvo conduto para a sua manutenção e propiciou mesmo o alargamento do mercado de colocação de esterco intelecto / politico que daqui vai sendo transferido. Exemplo, vitor constâncio.
Os que por cá continuam já demonstraram que não têm soluções nem capacidade para retirar o País do fosso em que se encontra.
Os verdadeiros estadistas, que não temos, para lá de terem de ser sérios têm que ser competentes, conhecerem o povo que constitui esta Sociedade e possuirem a determinação e o arrojo para combaterem as insuficiências, corrigirem as desigualdades e gerirem a coisa publica com o sentido de responsabilidade que tem faltado a quase todos os que têm passado pelo governo.
Com efeito, governar é tomar medidas que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas, gerindo os recursos de forma sensata, procurando no contexto global em que nos inserimos as melhores opções estratégicas e optar por aquilo que melhor se enquadrar nas caracteristicas da sociedade em que estamos inseridos. Por vezes é bom ser-se visionário.
Até que ponto é que estamos a ver bem a nossa ligação á U.E. ?
Leia-se o artigo que transcrevemos;
O futuro de Portugal
Há um economista que não deixa ninguém indiferente. Chama-se Hans- -Werner Sinn.
Dirige o maior instituto de investigação económica germânico, sediado em Munique. Tem sido o campeão das políticas de austeridade. É um firme opositor dos planos de resgate e acusa o Governo de Merkel por não ser suficientemente duro para com a periferia.
Apesar da barba lhe dar um ar de clérigo islâmico, a verdade é que a inflexibilidade de raciocínio e a teimosa indiferença face aos sinais da realidade remetem-no para o universo da Schwärmerei, uma forma germânica de fanatismo, sempre com consequências devastadoras para a Europa.
Este homem liderou um estudo sobre o estado da economia europeia acessível na Internet ("The EEAG Report on the European Economy 2013").
Enquanto percorríamos as ruas em protesto nas cidades portuguesas, Sinn explicava a um jornal espanhol as teses centrais do estudo: a austeridade na periferia europeia vai durar, pelo menos, mais dez anos. Mais concretamente: "Espanha, Portugal e Grécia necessitam de uma desvalorização interna de 30%; a França, de 20%; a Itália, uma descida de preços de 10%."
Mas Sinn vai mais longe, considerando que a Espanha talvez possa permanecer na Zona Euro, mas tanto a Grécia como Portugal estão condenados a sair do euro:
"As atuais exigências europeias sacrificam uma geração ao desemprego maciço. Portugal está numa situação semelhante."
Para nós, as palavras de Sinn têm a vantagem de colocar o debate no seu fulcro. O que está em causa não é o prolongar por mais um ano a meta do défice, mas saber se Portugal aceita continuar por esta via que faz da pobreza um objetivo de política pública, e onde, no final, acabará por perder a própria alma. Aquilo que confere a uma nação o direito de existir.
Viriato Soromenho Marques
Foto de José Botelho
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O estado a que chegámos obriga a ponderar-se de forma muito séria até que ponto não deveremos considerar outras opções de desenvolvimento económico para lá do atual enquadramento na U.E.. Digamos, equacionar as possibilidades e consequências de uma eventual saída do Euro.
Como sabemos a nossa miserável classe política rejubilou com a assinatura do acordo de Lisboa. Um reforço da União Europeia foi como que um salvo conduto para a sua manutenção e propiciou mesmo o alargamento do mercado de colocação de esterco intelecto / politico que daqui vai sendo transferido. Exemplo, vitor constâncio.
Os que por cá continuam já demonstraram que não têm soluções nem capacidade para retirar o País do fosso em que se encontra.
Os verdadeiros estadistas, que não temos, para lá de terem de ser sérios têm que ser competentes, conhecerem o povo que constitui esta Sociedade e possuirem a determinação e o arrojo para combaterem as insuficiências, corrigirem as desigualdades e gerirem a coisa publica com o sentido de responsabilidade que tem faltado a quase todos os que têm passado pelo governo.
Com efeito, governar é tomar medidas que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas, gerindo os recursos de forma sensata, procurando no contexto global em que nos inserimos as melhores opções estratégicas e optar por aquilo que melhor se enquadrar nas caracteristicas da sociedade em que estamos inseridos. Por vezes é bom ser-se visionário.
Até que ponto é que estamos a ver bem a nossa ligação á U.E. ?
Leia-se o artigo que transcrevemos;
O futuro de Portugal
Há um economista que não deixa ninguém indiferente. Chama-se Hans- -Werner Sinn.
Dirige o maior instituto de investigação económica germânico, sediado em Munique. Tem sido o campeão das políticas de austeridade. É um firme opositor dos planos de resgate e acusa o Governo de Merkel por não ser suficientemente duro para com a periferia.
Apesar da barba lhe dar um ar de clérigo islâmico, a verdade é que a inflexibilidade de raciocínio e a teimosa indiferença face aos sinais da realidade remetem-no para o universo da Schwärmerei, uma forma germânica de fanatismo, sempre com consequências devastadoras para a Europa.
Este homem liderou um estudo sobre o estado da economia europeia acessível na Internet ("The EEAG Report on the European Economy 2013").
Enquanto percorríamos as ruas em protesto nas cidades portuguesas, Sinn explicava a um jornal espanhol as teses centrais do estudo: a austeridade na periferia europeia vai durar, pelo menos, mais dez anos. Mais concretamente: "Espanha, Portugal e Grécia necessitam de uma desvalorização interna de 30%; a França, de 20%; a Itália, uma descida de preços de 10%."
Mas Sinn vai mais longe, considerando que a Espanha talvez possa permanecer na Zona Euro, mas tanto a Grécia como Portugal estão condenados a sair do euro:
"As atuais exigências europeias sacrificam uma geração ao desemprego maciço. Portugal está numa situação semelhante."
Para nós, as palavras de Sinn têm a vantagem de colocar o debate no seu fulcro. O que está em causa não é o prolongar por mais um ano a meta do défice, mas saber se Portugal aceita continuar por esta via que faz da pobreza um objetivo de política pública, e onde, no final, acabará por perder a própria alma. Aquilo que confere a uma nação o direito de existir.
Viriato Soromenho Marques
Foto de José Botelho

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