Marcelo Rebelo de Sousa está a imitar Catarina Martins. Anda a comer muitos sapos!
«[…] esperemos que a imprudência, a irresponsabilidade e a falta de
tino diplomático do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa (lembram-se
quando Marcelo afirmou que Bolsonaro era um perigo para a democracia?)
não comprometam o empenho do Presidente Bolsonaro na CPLP e relação
bilateral com o nosso país». João Lemos Esteves, Jornal “Sol”,
02/01/2019.
«Diplomacia: a arte patriótica de mentir pelo nosso país». Ambrose Bierce.
Parece que, de facto, Marcelo disse que Bolsonaro era um perigo para a
democracia, possívelmente pensou que o homem nunca ganharia as eleições
e que, consequentemente, não seria obrigado ao papel que desempenhou na
sua tomada de posse, ignorar completamente a afronta que lhe fez e de
que foi autor e único responsável.
Mas se o disse, mostra que, para além de ser uma gaffe política
indesculpável – uma desconsideração a Bolsonaro, ao Brasil e ao povo
brasileiro que num processo democrático o elegeu maioritáriamente com
56.188.851 milhões de votos (55,49%), contra os 45.066.535 milhões de
votos (44,51%) de Fernando Haddad do PT – num político com a sua
experiência e a ocupar um cargo relevantíssimo como o de Presidente da
República, só confirma aquilo de que o acusava Manuel Maria Carrilho há
uns anos atrás: de ser “gelatina política”…
Estão a ver a gelatina sem nenhuma consistência e que oscila conforme
a abanámos ou tocámos? Não se lembram? Aqui vai o link respectivo que
transcreve a notícia e para avivar memórias:
https://www.publico.pt/2018/06/25/politica/noticia/ziguezagues-dos-politicos-ou-quando-a-memoria-atrapalha-1834407
https://www.publico.pt/2018/06/25/politica/noticia/ziguezagues-dos-politicos-ou-quando-a-memoria-atrapalha-1834407
Pois, eu que na altura fiquei indignado com essa acusação, faço mea culpa, acho que Carrilho tinha carradas de razão.
É mesmo gelatina política e, provavelmente – com toda a contrafacção
que existe a todos os níveis – pode-se dar o caso de nem sequer ser
genuína, ou seja, boa, da melhor como a marca “Royal”, por exemplo, nos
dá a garantia de o ser…
Marcelo também pode ser aquilo que o meu Pai designava de “político
rolha”, ou seja, que flutua em todas as águas… entre a gelatina e a
rolha, opto por?
“opto” pelas duas… ambas lhe assentam perfeitamente… e pensar que o
homem flutua com o meu voto, deixa-me incomodado com a minha ingenuidade
política…
Rui Graça Moura

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