A (IN)JUSTIÇA DE PORTUGAL
Não conheço Armando Vara. Ouvi dizer e li nos jornais que se portou mal
como ministro, administrador da CGD e do BCP. Que colocou dinheiro em
offshores e em nome da filha. Que recebeu uns míseros 25 mil euros de um
sucateiro. Apanhou cinco anos de prisão por tráfico de influências. Não
posso acreditar. Quantos e quantos passaram pelos vários governos e
fizeram dez vezes pior?
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Quantos ministros, secretários de Estado, chefes
de Gabinete, deputados, chefes
militares e quejandos meteram cunhas para grandes negociatas. Vejam o
Sócrates que anda a apanhar sol na Ericeira e a gozar com um país
inteiro que prejudicou em milhares de milhões de euros.
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Veja-se o
Ricardo Salgado que deixou milhares de pessoas sem nada. Veja-se o Joe
Berardo que levou mais de 300 milhões da CGD para comprar acções no BCP e
o governo ainda lhe dá dinheiro e casa de borla no Centro Cultural de
Belém. Veja-se o Duarte Lima que sacou cinco milhões à senhora que vivia
com o milionáriop Feteira e que se suspeita tê-la assassinado e foi
absolvido do saque dos milhões.
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Veja-se o que fez o Machadinho de Braga
que como presidente da Câmara prejudicou o Estado em milhões de euros e
levou pena suspensa. Tráfico de influência?
O que será isso?
Cunha?
Comissãozinha de 25 mil euros quando alguns pedem logo à partida dois ou
três milhões de euros antes da obra ser executada?
Tráfico de
influência não é roubar o que se quer numa Instituição Social, como a
Raríssimas?
Tráfico de influência não é introduzir na Função Pública as
mulheres, filhos, sobrinhos, cunhados e até netos?
Tráfico de influência
não é um escrivão entregar a um juiz um bilhete de avião para as
Maldivas como contrapartida à absolvição de um réu?
Armando Vara dá a
ideia de ser o bode expiatório dos Sócrates, Salgados, Linos, Pereiras,
Silvas, Vitorinos, Limas, Paulas, Marias e todos aqueles que têm andado
nas bocas do mundo.
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Armando Vara não soube arranjar um casal de advogados como aquele que conseguiu absolver uma fulana que tinha morto a avó do marido num caso inacreditável. Armando Vara habituado às maiores mordomias na vida passa a entrar na cela da prisão de Évora às 19 horas e a porta só é aberta 12 horas e 30 minutos depois.
Armando Vara não soube arranjar um casal de advogados como aquele que conseguiu absolver uma fulana que tinha morto a avó do marido num caso inacreditável. Armando Vara habituado às maiores mordomias na vida passa a entrar na cela da prisão de Évora às 19 horas e a porta só é aberta 12 horas e 30 minutos depois.
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É isto justiça? Ou é
armar ao pingarelho para inglês ver? É que neste preciso momento estão a
decorrer mais de uma dezena de actos de tráfico de influência...
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