A descentralização é
prioritariamente, para beneficiar os srs. presidentes das autarquias que, deste
modo, acabam por ver o seu bolso mais recheado com mais uns Euros todos os
meses, para pagar a "responsabilidade assumida"...
Veja-se por exemplo, o
caso de elevação à categoria de cidade, de povoações (como Borba) que
quanto muito (pelo limitado agregado populacional !!) poderia ser
"vila" (já para não dizer "aldeia"..).
Descentralização, nos seus
aspectos positivos de desenvolvimento e proximidade das funções sociais e de
segurança do Estado, junto das pessoas, essa continuará a ser palavra vã, com a
casta política que foi criada no pós-25A.
Depois,...os abusivos
ajustamentos do IMI, pagarão tudo!! O importante é continuar a esfolar o
Zé Povo, com uma carga de impostos asfixiante, ainda que a propaganda partidária
e assegurada pelo controlo dos "mass media", grite aos Sete
Céus, que é tudo feito SEM AUSTERIDADE...
Bom Ano e a minha saudação
amiga
Vizela
Cardoso
Retrato da degradação da
coisa pública
O indescritível presidente
da Câmara de Borba
ANA SÁ
LOPES Editorial IN https://www.publico.pt/
As declarações que António Anselmo fez ao PÚBLICO são um monumento à irresponsabilidade e um retrato da degradação da coisa pública.
As declarações que António Anselmo fez ao PÚBLICO são um monumento à irresponsabilidade e um retrato da degradação da coisa pública.
O presidente da Câmara de Borba sabia
que a estrada estava em perigo e não fez nada. As declarações
que fez ao PÚBLICO são um monumento à
irresponsabilidade e um retrato da degradação da coisa pública. Numa reunião da
Assembleia Municipal em 2014 ficou de convocar uma reunião alargada para
discutir o risco. Essa reunião nunca aconteceu. Não sabemos se António Anselmo
corou de vergonha quando disse o seguinte: "Não houve a reunião. Ainda não
olhei para esses documentos. Digo isto sem qualquer tipo de desculpa.
Entretanto passou [o tempo] e nunca mais ninguém me disse nada".
O documento para o qual António
Anselmo "ainda não olhou" é o memorando da Direcção-Geral da Economia
do Alentejo que alertava para o risco de "deslizamento de camadas",
quatro anos antes da tragédia na estrada que acabou por ruir. Apesar de a estrada
estar na tutela do município desde 2005, o presidente da câmara disse ao
PÚBLICO que não deu importância ao assunto porque "se houvesse
perigo", alguém o "teria avisado novamente".
Mais: a estrada violava as medidas de
segurança, porque tinha apenas seis metros de largura, quando o plano de
pormenor obrigava a que tivesse o dobro. Interrogado sobre mais este
incumprimento, António Anselmo diz que quando chegou à câmara em 2013 havia
dívidas de 11 milhões de euros e que teve outras preocupações. A tenebrosa
incapacidade do presidente da câmara - e do resto da câmara, pressupõe-se, que
não fez nada - explica o acidente de Borba. Mas os sucessivos governos que
passaram para a tutela das autarquias infra-estruturas onde se joga a segurança
das populações são co-responsáveis pelo país disfuncional que António Anselmo
simboliza.
A ideia de que o caso de Borba está
"resolvido" com o pagamento de indemnizações é o pior que pode
acontecer. Um Estado que tem um Instituto da Mobilidade e dos Transportes para
fiscalizar as estradas nacionais e entrega as estradas municipais claramente ao
deus-dará põe em causa todos os dias a segurança dos cidadãos. A ideia de
atribuir às câmaras toda a responsabilidade por este tipo de vias é errada. As
câmaras não sabem o que fazer e não têm meios.
Caberia na cabeça de alguém que a
segurança do aeroporto de Lisboa fosse da tutela da câmara municipal? A
descentralização é uma coisa boa, desde que não ponha em causa a segurança dos
cidadãos. https://www.publico.pt/
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