quinta-feira, janeiro 03, 2019

MONUMENTO À IRRESPONSABILIDADE





A descentralização é prioritariamente, para beneficiar os srs. presidentes das autarquias que, deste modo, acabam por ver o seu bolso mais recheado com mais uns Euros todos os meses, para pagar a "responsabilidade assumida"...


Veja-se por exemplo, o caso de elevação à categoria de cidade,  de povoações (como Borba) que quanto muito (pelo limitado agregado populacional !!) poderia ser "vila" (já para não dizer "aldeia"..).

Descentralização, nos seus aspectos positivos de desenvolvimento e proximidade das funções sociais e de segurança do Estado, junto das pessoas, essa continuará a ser palavra vã, com a casta política que foi criada no pós-25A. 

Depois,...os abusivos ajustamentos do IMI, pagarão tudo!!  O importante é continuar a esfolar o Zé Povo, com uma carga de impostos asfixiante, ainda que a propaganda partidária e  assegurada pelo controlo dos "mass media", grite aos Sete Céus, que é tudo feito SEM AUSTERIDADE...

Bom Ano e a minha saudação amiga

   Vizela Cardoso

Retrato da degradação da coisa pública

O indescritível presidente da Câmara de Borba

ANA SÁ LOPES Editorial IN https://www.publico.pt/
As declarações que António Anselmo fez ao PÚBLICO são um monumento à irresponsabilidade e um retrato da degradação da coisa pública.   
O presidente da Câmara de Borba sabia que a estrada estava em perigo e não fez nada. As declarações que fez ao PÚBLICO são um monumento à irresponsabilidade e um retrato da degradação da coisa pública. Numa reunião da Assembleia Municipal em 2014 ficou de convocar uma reunião alargada para discutir o risco. Essa reunião nunca aconteceu. Não sabemos se António Anselmo corou de vergonha quando disse o seguinte: "Não houve a reunião. Ainda não olhei para esses documentos. Digo isto sem qualquer tipo de desculpa. Entretanto passou [o tempo] e nunca mais ninguém me disse nada".  
O documento para o qual António Anselmo "ainda não olhou" é o memorando da Direcção-Geral da Economia do Alentejo que alertava para o risco de "deslizamento de camadas", quatro anos antes da tragédia na estrada que acabou por ruir. Apesar de a estrada estar na tutela do município desde 2005, o presidente da câmara disse ao PÚBLICO que não deu importância ao assunto porque "se houvesse perigo", alguém o "teria avisado novamente".
Mais: a estrada violava as medidas de segurança, porque tinha apenas seis metros de largura, quando o plano de pormenor obrigava a que tivesse o dobro. Interrogado sobre mais este incumprimento, António Anselmo diz que quando chegou à câmara em 2013 havia dívidas de 11 milhões de euros e que teve outras preocupações. A tenebrosa incapacidade do presidente da câmara - e do resto da câmara, pressupõe-se, que não fez nada - explica o acidente de Borba. Mas os sucessivos governos que passaram para a tutela das autarquias infra-estruturas onde se joga a segurança das populações são co-responsáveis pelo país disfuncional que António Anselmo simboliza. 
A ideia de que o caso de Borba está "resolvido" com o pagamento de indemnizações é o pior que pode acontecer. Um Estado que tem um Instituto da Mobilidade e dos Transportes para fiscalizar as estradas nacionais e entrega as estradas municipais claramente ao deus-dará põe em causa todos os dias a segurança dos cidadãos. A ideia de atribuir às câmaras toda a responsabilidade por este tipo de vias é errada. As câmaras não sabem o que fazer e não têm meios.
Caberia na cabeça de alguém que a segurança do aeroporto de Lisboa fosse da tutela da câmara municipal? A descentralização é uma coisa boa, desde que não ponha em causa a segurança dos cidadãos. https://www.publico.pt/ 

  Recebido de DC e enviado por CV

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