Marcelo não pára mesmo de me surpreender.
E quando eu pensava que já tinha atingido o puro limite do escabroso, pois ainda consegue chegar bem mais para lá desse efeito.
Entrecruzam-se ante mim dois sentimentos diametralmente opostos. Por
um lado, sinto que devo manifestar alguma contenção nos gestos e
palavras quanto mais não seja porque, afinal, estamos a falar do 1º.
magistrado da nação e, por inerência, do comandante supremo das Forças
Armadas. Por outro lado, cada vez cresce mais em mim uma espécie de
raiva surda, que vai sendo sustentadamente mais difícil de aguentar a
cada dia que passa.
Já nem sei o que dizer.
Mas sei que tudo o que é demais é moléstia.
Não sei o que deu no homem. E, aparentemente, tudo tenderá a piorar.
Se houver uma crise a sério, vejam bem, estamos entregues a um
governo em que qualquer pessoa normal confiará menos do que numa praga
de gafanhotos. Temos, depois, um PR que ainda é bem capaz de lhe mostrar
as hortas para mais facilmente as devorarem.
Confunde-me sumamente esta espécie de manicómio onde eu, certamente
entre tantos outros mais, me sinto aprisionado. Uma espécie igualmente
de nave de loucos onde o comandante, parece um saltimbanco de feira.
Não existe contenção. Nem o mínimo recato de pudor ou vergonha.
E a figura extraordinária e de respeito que deverá pertencer ao PR é,
ela própria, um permanente foco de interrogação quando não mesmo uma
figura patética.
Não há regime que aguente assim.
E nada parece fazer sentido.
Menos mal, que mesmo tratando-se de uma trupe difusa de burocratas,
ainda temos por aí a pairar a autoridade da Comunidade Europeia.
Não fora isso e eu, neste preciso momento, mesmo estando a caminho da idade da reforma, pirava-me daqui em três tempos.
Isto é mau de mais para ser verdade.
Reaparece Tino de Rans, que por mim estás mais que perdoado.
Oh da guarda, peixe frito, que me acudam se não eu grito!…

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