As prisões
As prisões em Portugal demonstram bem como em Portugal somos todos
desiguais. Portugueses de primeira, de segunda e de terceira. A que
propósito Armando Vara foi preso na cadeia de Évora e o vereador
(ex-servidor do Estado) Manuel Guionar foi recambiado de Évora para uma
prisão qualquer muito mais rudimentar. A que propósito, uns felizardos
vão para a Carregueira e o resto do povinho recluso terão que aguentar
com Custóias, Coimbra, Castelo Branco, Alcoentre, Tires, Vale de Judeus,
Pinheiro da Cruz, Covilhã, Vila Real, Monsanto, Lisboa e outros
presídios onde as condições são abaixo de cão. Há discriminação e não
devia existir. Tomam-se por senhores doutores aqueles que foram tanto ou
mais criminosos que os que cumprem um, dois, cinco ou 10 anos de prisão
pelos mais diversos crimes. Um caso paradigmático foi o de Isaltino
Morais que esteve bem instalado numa cela com os objectos que desejou e
quando saíu antes do tempo sentenciado voltou a ser presidente de Câmara
e nunca foi alvo de abusos sexuais ou de pancadaria de outros reclusos.
E por que razão, os prisioneiros que nasceram com o cu virado para a
Lua têm direito a televisor na cela? E os outros presidiários têm
direito a quê? A uma bosta de vida...
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