PCP e BE são extrema-esquerda
20 Janeiro, 2019
Lembram-se da ida de Mário Machado à TVI? Recordam-se da hipocrisia monumental que aqui neste meu texto
denunciei acerca deste tema? Pois bem. Não levou dias a que, tanto o BE
como o PCP, fizessem jus às minhas acusações. Obrigada desde já aos
dois por me ajudarem fabulosamente nesta “árdua” tarefa de os
desmascarar. A eles e aos comentadores e jornalistas que os bajulam.
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Então não é que logo após as eleições da
Venezuela, Jerónimo de Sousa em nome do PCP e de “todos os portugueses”
(que grande lata), em carta felicitou o ditador Maduro, que está literalmente a matar à fome o povo venezuelano
– entre o quais mais de 500 mil portugueses – e gere o país debaixo de
uma forte ditadura onde nem sequer as eleições foram democráticas, tendo usurpado, isso sim, a “vitória”? Sim. Isto foi mesmo verdade. Diz ele: “… em nome do Partido Comunista Português envio-lhe as calorosas saudações (tão amigos que eles são!) por ocasião da sua tomada de posse como Presidente da República Bolivariana da Venezuela para o mandato 2019-2025, em conformidade com a vontade do povo venezuelano (que
vontade se as eleições foram manipuladas por Maduro?) expressa nos
resultados da eleição presidencial de 20 maio último e a ordem
constitucional venezuelana…”.
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E prossegue:” … face à agressividade das campanhas de desinformação (os
vídeos de pessoas a morrer de fome é campanha da oposição?), guerra de
desestabilização e perigosas ameaças das escalada intervencionista do
imperialismo e seus servidores, é de crucial importância expressar a solidariedade para com a defesa da soberania e independência (defender este ditador assassino é defender soberania?) nacional da República Boliveriana da Venezuela e o direito inalienável do povo venezuelano a determinar o seu caminho de desenvolvimento (o
caminho escolhido pelo ditador é de desenvolvimento?) livre de
ingerências e ameaças externas. Convicto de expressar os sentimentos de
amizade do povo português para com o povo venezuelano reafirmo a firme solidariedade dos comunistas portugueses (solidariedade para com um ditador assassino?) para com a resistência e luta do povo venezuelano (a resistência e luta é contra Maduro que os mata à fome, brincamos?) para vencer as dificuldades e desafios actuais (para vencer as dificuldades actuais que foram criadas por Maduro?) e prosseguir o caminho libertador
(este caminho só é libertador para quem foge ou morre) aberto pela
Revolução Bolivariana.” Alguém se indigna com este líder extremista do
PCP por estas declarações e exige sua saída do Parlamento? Claro que
não.
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Estes indivíduos da extrema-esquerda portuguesa não têm vergonha na cara. Num país como a Venezuela onde se morre literalmente à fome, onde a inflação é galopante, onde se tortura e persegue pessoas por se oporem a esta miséria, donde se foge da morte certa, onde 85% dos medicamentos estão em falta, relembrando
tudo o que foi vivido com Lenine e Estaline na ex-URSS, que matou
milhões de seres humanos por imposição de uma ideologia, é de facto chocante. Mas está tudo caladinho. Não é?
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Maduro é o novo Estaline do século XXI. Foi a doutrina política de Chávez acelerada depois por Maduro que levou a Venezuela à ruína.
Exactamente como na ex-URSS. Começou com as estatizações de toda a
economia empobrecendo-a.
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Em 1998 operavam 12000 fábricas, hoje há menos
de 7000. No ano 2000 começaram as expropriações de grandes propriedades
rurais. Resultado: hoje falta tudo nos supermercados. Depois em 2006 o
descontrolo nos gastos.
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Um crescimento exponencial da despesa pública
onde se gastava mais do que se tinha usando os recursos que entravam da
exportação de petróleo, para conceder subsídios generosos só para manter
artificialmente o baixo preço dos alimentos e combustíveis.
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Depois a
promiscuidade entre empresas estatais e política tendo colocado a
petrolífera PDVSA a distribuir alimentos (tinha uma rede de 159
supermercados), construir casas sociais e executar obras de restauração
urbana para as elites.
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Com tanta despesa não inerente à actividade, o
negócio do petróleo foi afectado. Depois, preços tabelados pelo governo
que ao não serem suficientes para cobrir as despesas de quem produz ou
presta serviços, levou ao abandono dessas actividades e à deterioração
dos serviços de quem resiste.
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Depois, o câmbio controlado que dificulta
a troca de bolívares por dólares levando a que se encerre empresas por
falta de matéria prima porque não conseguem comprar fora do país. Para
piorar isto, Venezuela tem o pior regime no que respeito aos direitos de
propriedade levando ao afastamento total dos investidores.
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Como se
isto já não fosse suficiente, em 1999 Chávez mudou a Constituição por
forma a aumentar os seus poderes.
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Esta doutrina aplicada por Chávez
e continuada por Maduro, é marxista. A mesma doutrina do PCP e BE. É
uma ideologia que comprovadamente NÃO FUNCIONA e só provoca miséria,
fome e morte. Mas, temos “meninos” extremistas no nosso Parlamento a
defender isto.
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Catarina Martins veio a público toda ofendida (coitadita) porque considera insulto que lhe chamemos de extrema esquerda
porque “Extrema-esquerda está associado a totalitarismos, a
perseguição, a ódio – não encontram absolutamente nada disso no BE com
certeza” – diz ela (ah! ah! ah!).
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Mas esta senhora lidera um partido
que é apoiante de Chávez e aprovou 4 votos de pesar pela morte deste no
Parlamento, o ditador responsável pela situação da Venezuela actual.
Venera Che Guevara, um assassino sanguinário que matava por ideologia
indiscriminadamente.
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Saúda a memória de Fidel Castro, outro assassino
ditador que “encarcerou” e condenou seu povo à miséria. Solidariza-se
com o terrorista Cesare Battisti condenado a prisão perpétua.
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Não, de facto o PCP e o BE ” não são” extremistas de esquerda. Só
apoiam ditadores e doutrinas extremistas. Faz “sentido” sim senhor!
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