Ministério Público e juiz
escondem processo do BES
27.12.2018 07:00 por Carlos Rodrigues Lima 372
O procurador José Ranito e o juiz de instrução Carlos Alexandre admitem que
o segredo de justiça já caducou, mas não deixam os arguidos ver nada do que
está nos autos em investigação há quatro anos.
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Lusa/Reuters
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Sem resultados de uma investigação que dura há quatro anos para mostrar
publicamente, o Ministério Público pediu e conseguiu que o processo do Banco Espírito Santo (BES) continuasse em segredo de justiça,
apesar de o prazo ter já sido ultrapassado. Confuso? Até pode ser, mas é o
estado actual do gigantesco caso que continua sem fim à vista, uma vez que a
investigação ainda quer ouvir mais 50 pessoas e há muito material recolhido sem
tratamento.
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Num despacho recentemente enviado aos arguidos e assistentes, o procurador José Ranito e o juiz Carlos Alexandre admitem que o segredo de justiça já terminou e elencam uma série de elementos aos quais, por agora, ninguém pode ter acesso. O que, segundo o despacho a que a SÁBADO teve acesso, se resume a tudo o que consta dos autos.
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Num despacho recentemente enviado aos arguidos e assistentes, o procurador José Ranito e o juiz Carlos Alexandre admitem que o segredo de justiça já terminou e elencam uma série de elementos aos quais, por agora, ninguém pode ter acesso. O que, segundo o despacho a que a SÁBADO teve acesso, se resume a tudo o que consta dos autos.

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