à vista de todos
27 Dezembro, 2018
Depois
de atacar os seus parceiros da coligação que o mantém há três anos no
poder, afirmando, taxativamente, que não levaria nenhum deles para o
governo, António Costa iniciou um discurso de antecipação de
dificuldades, que certamente não serão subscritas pelo Bloco e pelo PC.
Numa altura em que Costa cai nas sondagens e o PS parece estar cada vez
mais distante da maioria absoluta, estará o líder do PS a precipitar-se
para o abismo, revelando instintos suicidas que contrastam com o seu
proverbial «optimismo irritante»? Talvez. Mas há outra hipótese muito
mais plausível do que essa: o primeiro-ministro está, novamente, a
cuidar do seu futuro político e a preparar os argumentos que poderão
justificar um bloco central com o PSD: os seus anteriores parceiros são
irresponsáveis, a crise internacional vem aí e é necessário salvar o
país, logo… Para isso falta-lhe apenas um elemento: que Rui Rio consiga
um resultado eleitoral que não seja péssimo e lhe dê forças para se
manter à frente do partido. O resto já aí está à vista de todos.
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