O silêncio cúmplice e cobarde de um Ocidente sem espinha dorsal
16/10/2018 by 11 Comments

Nos últimos, dias fomos confrontados com notícias do desaparecimento
do jornalista e crítico do violento regime saudita, Jamal Khashoggi. A imprensa internacional avança que Khashoggi terá sido assassinado e desmembrado no interior da embaixada saudita em Istambul.
A confirmarem-se as suspeitas, estamos perante um crime hediondo que
deveria ser intransigentemente condenado por qualquer democracia digna
do nome.
Seria por isso expectável que o ocidente democrático se insurgisse
contra o que se passou. Seria o que aconteceria caso a barbárie tivesse
acontecido em Cuba, no Irão, na Venezuela ou na Coreia do Norte, apesar
do amor declarado por Trump a Kim Jong-un.
Contudo, até à data, e apesar do caso ter já duas semanas, não há
gritaria, não se ouve falar em sanções e não se vislumbram ameaças de
intervenção militar. E o motivo deste silêncio, cúmplice e cobarde, é
claro como a água. É que, todos os anos, a Arábia Saudita despeja
milhões de euros nos EUA e na Europa. Reino Unido, Itália, Espanha, França e Alemanha estão entre os seus principais fornecedores de armamento.
E o dinheiro, mesmo entre as democracias liberais do Ocidente, continua
a falar mais alto do que os direitos humanos ou do que a própria
democracia.
Que nos sirva de alerta para um futuro que não augura nada de bom para todos os defensores deste regime em que vivemos, que continua a ser o pior, é certo, mas apenas e só se exceptuarmos todos os outros.
À MARGEM DE UM LEITOR: Até agora não se ouviu uma palavra, um gemido sequer, de condenção por parte da União Europeia (essa "Entidade" hipócrita, sem coluna vertebral,no que respeita a este escandaloso caso do tal jornalista Saudita, que foi esquartejado e depois embalado em 3 malas diplomáticas, por forma a não poderem ser abertas pelas autoridades turcas, quando foram colocadas numa viatura, com matrícula diplomática), após ter sido submetido a "um interrogatório que correu mal", de acordo com as autoridades sauditas (!!!!).
Que nos sirva de alerta para um futuro que não augura nada de bom para todos os defensores deste regime em que vivemos, que continua a ser o pior, é certo, mas apenas e só se exceptuarmos todos os outros.
À MARGEM DE UM LEITOR: Até agora não se ouviu uma palavra, um gemido sequer, de condenção por parte da União Europeia (essa "Entidade" hipócrita, sem coluna vertebral,no que respeita a este escandaloso caso do tal jornalista Saudita, que foi esquartejado e depois embalado em 3 malas diplomáticas, por forma a não poderem ser abertas pelas autoridades turcas, quando foram colocadas numa viatura, com matrícula diplomática), após ter sido submetido a "um interrogatório que correu mal", de acordo com as autoridades sauditas (!!!!).
Agora
olhemos para as reacções de outros casos, como os dos tais espiões
russos, entre outros. Ou se porventura tivesse sido na Síria,
Venezulela, Irão, etc, etc.
Acontece que foi num país
"AMIGO" dos EUA e do Reino Unido (embora financie o terrorismo islâmico,
como conhecimento da CIA e do MI6), para quem a Arábia Saudita
constituiu o maior importador de armamento! São milhões e milhões de USD
que estão em causa!
Quanto à UE, outros países, como a
França, sobretudo, mas também outros, também vendem armas e aviões para
aquele simbolo da tirania. Um país repulsivo, a Arábia Saudita. Onde a
mulher é cidadã de 3ª classe.
E é chocante "ouvir" o
silêncio abjecto da UE sobre este caso. Nem uma palavra de condenação.
Incrível, mas "compreensível", já que da Hungria, Rep. Checa,
Eslováquia, Austria, Itália, os actuais governos são de extrema-direita,
violando direitos (liberdade de imprensa, limitação da Justiça, etc),
mas que em nada perturbam a ignóbila moral da União Europeia.
Um nojo, tudo isto. A Europa fede. E uma boa parte do Mundo vai, paulatinamente, seguindo-lhe o caminho.
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