sexta-feira, outubro 05, 2018

LÍNGUA PORTUGUESA:"QUE AS PALAVRAS CHEGUEM À ACÇÃO"


Instituto Português do Oriente quer reforçar língua na Tailândia e no Vietname

| Cultura

O novo diretor do Instituto Português do Oriente (IPOR), em Macau, disse hoje à Lusa que vai reforçar a colaboração com o Vietname e a Tailândia, países onde a procura da língua portuguesa está a aumentar a passos largos.

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Aprofundar a colaboração com os "pontos de rede" do Sudeste Asiático e dar resposta a esse aumento da procura pelo ensino do português são os principais objetivos de Joaquim Coelho Ramos, que sucedeu em setembro a João Laurentino Neves, responsável pela entidade nos últimos seis anos. 
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Entre os principais "pontos de rede" onde vai apostar numa "linha de intervenção", o novo diretor do IPOR destacou o Vietname e a Tailândia, mas sem descartar Austrália e Timor-Leste. 
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Só no espaço de um ano, o IPOR deu formação, através de cursos gerais ou específicos, a cerca de 5.000 alunos, um "número que tem vindo sempre a aumentar", frisou Joaquim Coelho Ramos. 
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No Vietname, em particular, o responsável realçou a existência de novos projetos especiais e de escolas privadas para dar resposta à procura da aprendizagem da língua. 
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"Penso que há uma aproximação muito grande entre o Oriente e aquilo que é hoje a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], um projeto que está a crescer internacionalmente e a definir aquilo que são os seus objetivos, não só na área da cultura, da língua naturalmente, mas também na economia", disse. 
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O português é, por isso, "um despertar natural, porque, ao fim e ao cabo, é um instrumento de aproximação às áreas geográfica, geopolítica e de mercado", disse. 
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Joaquim Coelho Ramos mostrou-se ainda entusiasmado com o reforço de uma "diplomacia cultural", prioridade definida pelo novo cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Paulo Cunha Alves, durante um encontro com jornalistas na quarta-feira. 
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"Vejo isso com grande entusiasmo. A ideia é articularmos esse trabalho" da diplomacia cultural, afirmou. O IPOR foi fundado a 19 de setembro de 1989 pela Fundação Oriente e pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua. 
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O Governo de Macau, região administrativa especial chinesa desde 20 de dezembro de 1999, desenvolveu políticas para promover a língua e a cultura lusófona desde o início dos anos de 1980. 
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À MARGEM: Li há dois dois dias a entrevista do novo Cônsul- Geral de Macau, Paulo da Cunha Alves, que desde à sua chegada a Macau convocou uma conferência de imprensa (que mais não foi que dar nas vistas e alimentar suas ambições de “crack” diplomático), em que falou de muitas coisas inclusivamente no ensino da Língua Portuguesa.
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Para quem leu aquilo que o cônsul Cunha disse à imprensa deu a entender que seu predecessor Vitor Sereno não fez “porra” nenhum em Macau além de formar uma equipa de futebol e ser atleta da mesma.
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Estou farto de melros de “bico amarelo” e de falarem na Língua Portuguesa onde séculos atrás foi a língua franca em todos os países da Ásia.
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Pela primeira vez visitei Macau em 1980 e vi-me e desejei-me para que alguém me entendesse na língua de Camões.
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Na Tailândia, e na embaixada de Portugal a Língua Portuguesa começou a ser ensinada em 1984 (particularmente) e oficialmente em 1989. Desde então, até o ano corrente, já passaram, na embaixada de Portugal, mais leitores e adidos culturais, Portugueses, do que tailandeses a falarem fluentemente a Língua de Camões.
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Felizmente, e passados 29 anos tem a Tailândia uma cidadã tailandesa, doutorada, a leccionar na prestigiosa Universidade de Chulalongkorn. 
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Portugal, já há muitos anos perdeu o comboio na Ásia e hoje o interesse que existe na aprendizagem da língua portuguesa, na Ásia, não é pelo amor a Portugal, mas pelo desejo de venderem, coisas ao Mundo lusófono de 300 milhões de almas a falarem a língua  portuguesa.
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Hoje na Tailândia, apenas. há uma empresa portuguesa. A balança comercial entre Portugal e a Tailândia é negativa pelo lado português.
José Martins
 

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