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À MARGEM:Prof. Marcelo e eu. Quis o
destino, anonimamente, que eu tivesse conhecido a história do Prof. Marcelo e
esta de quando seu pai (que me merecia consideração) foi Governador de
Moçambique de 1968 a 1970.
Nessa
altura o “fogoso” jovem Marcelo, a estudar em Portugal seguia, em tempo de
férias escolares, passá-las juntos aos pais e, claro está, ficava acomodado,
como um príncipe, do Palácio da Ponta Vermelha, residência oficial dos
Governadores de Moçambique.
Ora,
evidentemente, o jovem fogoso Marcelo quando chegava a Moçambique, o falecido
jornalista (da situação), imbecil, Guilherme de Melo dedicava a Marcelo largos
artigos, como a um herói (não fosse ele filho do Governador!), em que lhe dava
o nome, diminutivo, Marcelinho.
O jovem
Marcelo partia para férias, em Moçambique, à conta da “barba longa” de Salazar
e por lá mimos, sem conta, até regressar a Portugal e seguir seus estudos.
Pai,
Dr. Baltazar Rebelo de Sousa, caiu eu desgraça porque Salazar caiu da cadeira e
caiu-lhe a posição de Ministro do Ultramar.
Forçadamente
teve que exilar-se no Brasil, morreu e por lá ficaram os ossos. O jovem
Marcelo, ficou por Portugal e se antes comia das sopas de Salazar teve que
mudar o tecido do casaco.
Não
senhor o jovem Marcelo não era nada do regime de Salazar, aquilo não passava de
uma “farsa” hipócrita. Abandonado, forçadamente, pelo regime de Salazar
(maldito 25 de Abril que estragou a vida ao jovem Marcelo teve (que remédio!)
procurar a melhor forma de governar a vida. Fez jornalismo (para sacudir a água
do capote), penso lições de direito em uma universidade e mais tarde aparece
como (troca-tintas) comentador de televisão.
O Prof.
Marcelo, excêntrico, é pau para toda a obra para atingir objetivos. Inceta
amizades com “tipos” onde pode ir sacar favores, por exemplo o Ricardo Salgado
que lhe oferecia lautas férias lá pelos Brasis.
Guindado
com farto, blá, blá por Portugal adiante Belém, bem ele sabe, são “favas
contadas”. Residente no Palácio o Prof. Marcelo tem, desde logo, efectuar
campanha para novo termo.
Aparece
pela primeira vez a engraxar os sapatos, depois a distribuir a comida aos
sem-abrigo, ganha fama nas fotografias “selfies”, bebe um copo e come uma
mastiga nunca tasca e depois disto as desgraças do país são umas atrás de
outras.
Em suma
o Prof. Marcelo (na geria) é um fixarola. Para terminar há uns 10 anos um amigo
meu passou por Banguecoque (tinha sido ministro) e falamos em muita coisa e no
Prof. Marcelo e como resposta: “o Prof. Marcelo não conhece ninguém, além de a
ele mesmo."
José
Martins


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