quarta-feira, outubro 03, 2018

CRISTINA MIRANDA ESCREVEU






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À MARGEM:Prof. Marcelo e eu. Quis o destino, anonimamente, que eu tivesse conhecido a história do Prof. Marcelo e esta de quando seu pai (que me merecia consideração) foi Governador de Moçambique de 1968 a 1970.

Nessa altura o “fogoso” jovem Marcelo, a estudar em Portugal seguia, em tempo de férias escolares, passá-las juntos aos pais e, claro está, ficava acomodado, como um príncipe, do Palácio da Ponta Vermelha, residência oficial dos Governadores de Moçambique.

Ora, evidentemente, o jovem fogoso Marcelo quando chegava a Moçambique, o falecido jornalista (da situação), imbecil, Guilherme de Melo dedicava a Marcelo largos artigos, como a um herói (não fosse ele filho do Governador!), em que lhe dava o nome, diminutivo, Marcelinho.

O jovem Marcelo partia para férias, em Moçambique, à conta da “barba longa” de Salazar e por lá mimos, sem conta, até regressar a Portugal e seguir seus estudos.

Pai, Dr. Baltazar Rebelo de Sousa, caiu eu desgraça porque Salazar caiu da cadeira e caiu-lhe a posição de Ministro do Ultramar.

Forçadamente teve que exilar-se no Brasil, morreu e por lá ficaram os ossos. O jovem Marcelo, ficou por Portugal e se antes comia das sopas de Salazar teve que mudar o tecido do casaco.

Não senhor o jovem Marcelo não era nada do regime de Salazar, aquilo não passava de uma “farsa” hipócrita. Abandonado, forçadamente, pelo regime de Salazar (maldito 25 de Abril que estragou a vida ao jovem Marcelo teve (que remédio!) procurar a melhor forma de governar a vida. Fez jornalismo (para sacudir a água do capote), penso lições de direito em uma universidade e mais tarde aparece como (troca-tintas) comentador de televisão.

O Prof. Marcelo, excêntrico, é pau para toda a obra para atingir objetivos. Inceta amizades com “tipos” onde pode ir sacar favores, por exemplo o Ricardo Salgado que lhe oferecia lautas férias lá pelos Brasis.

Guindado com farto, blá, blá por Portugal adiante Belém, bem ele sabe, são “favas contadas”. Residente no Palácio o Prof. Marcelo tem, desde logo, efectuar campanha para novo termo.

Aparece pela primeira vez a engraxar os sapatos, depois a distribuir a comida aos sem-abrigo, ganha fama nas fotografias “selfies”, bebe um copo e come uma mastiga nunca tasca e depois disto as desgraças do país são umas atrás de outras.

Em suma o Prof. Marcelo (na geria) é um fixarola. Para terminar há uns 10 anos um amigo meu passou por Banguecoque (tinha sido ministro) e falamos em muita coisa e no Prof. Marcelo e como resposta: “o Prof. Marcelo não conhece ninguém, além de a ele mesmo."

José Martins

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