Diretor da Polícia Judiciária Militar foi detido
O
diretor-geral da Polícia Judiciária Militar, Luís Vieira, foi detido
esta terça-feira, estando entre os oito visados por mandados de detenção
emitidos na Operação Húbris, relacionada com o caso das armas furtadas
em Tancos.
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O coronel Luís
Vieira foi detido para interrogatório ao fim da manhã nas instalações da
Polícia Judiciária Militar (PJM), no Restelo, pela Polícia Judiciária,
na presença de um oficial de patente superior, como prevê o Estatuto dos
Militares das Forças Armadas.
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De
acordo com aquele Estatuto, a detenção de militares no ativo, fora de
flagrante delito, "é requisitada aos seus superiores hierárquicos pelas
autoridades judiciárias", um procedimento que foi seguido, segundo a
Procuradoria Geral da República.
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Para além de Luís Vieira, os mandados de detenção visam quatro responsáveis da PJM, um civil e três elementos da GNR.
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Segundo
a mesma fonte, a investigação prende-se com a encenação montada
relativamente à descoberta e recuperação das armas que haviam sido
furtadas em Tancos.
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Antes, fonte da GNR
disse à Lusa que três militares do núcleo de investigação criminal da
GNR de Loulé, incluindo o seu chefe, estão entre os detidos hoje pela
Polícia Judiciária nesta investigação.
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Em
comunicado, a Procuradoria-Geral da República avançou que a PJ deteve
hoje militares da Polícia Judiciária Militar e da Guarda Nacional
Republicana e um outro suspeito e realizou buscas em vários locais nas
zonas da Grande Lisboa, Algarve, Porto e Santarém.
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Segundo
a PGR, no inquérito que deu origem às detenções, "investigam-se as
circunstâncias em que ocorreu o aparecimento, em 18 de outubro de 2017,
na região da Chamusca, de material de guerra furtado em Tancos".
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Em
causa, adianta o comunicado, estão "factos suscetíveis de integrarem
crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação,
falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal
praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma
proibida e tráfico de armas".
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Na
Operação Húbris, participaram cinco magistrados do Ministério Público e
cerca de uma centena de investigadores e peritos da Polícia Judiciária.
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Segundo
a PGR, o inquérito corre termos no Departamento Central de Investigação
e Ação Penal (DCIAP), sendo o Ministério Público coadjuvado pela
Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária.
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O
furto de material militar dos paióis de Tancos - instalação entretanto
desativada - foi revelado no final de junho de 2017. Entre o material
furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e
uma grande quantidade de munições.
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Em
18 de outubro, a Polícia Judiciária Militar recuperou, na zona da
Chamusca, quase todo o material militar que tinha sido furtado, à
exceção de munições de nove milímetros.
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Contudo,
entre o material encontrado, num campo aberto na Chamusca, num local a
21 quilómetros da base de Tancos, havia uma caixa com cem explosivos
pequenos, de 200 gramas, que não constava da relação inicial do material
que tinha sido furtado, o que foi desvalorizado pelo Exército e
atribuído a falhas no inventário.

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