António Costa é um Ditador
O Partido Socialista seja de António Costa, Sócrates, Mário Soares
ou qualquer outro líder da agremiação do largo do Rato, adora brincar
com elementos industriais bastante maleáveis, dos quais tem a plasticina
como elemento principal. Entende-se por plasticina do PS o regime, a
democracia portuguesa, todos nós! O Partido Socialista faz jus ao seu
nome, dá se muito mal com a liberdade dos indivíduos, com a nossa
liberdade de escolha, pode ter medo que não escolhamos o socialismo-
Como diria Thatcher- querendo tapar todos os buracos negros que tem de
qualquer forma, usando para isso os instrumentos de regulação de uma
sociedade, tendo a Justiça como principal alvo. Controlando a
Procuradoria, como controlou no passado, com Sócrates ao comando, Costa
passa a ter outro boneco à frente dos destinos da Magistratura. O
caminho do PS é sempre o rastejante, o perigoso, o de colocar de mãos
dadas a política com a justiça, duas forças opostas que deviam estar
separadas por força ética constitucional(e estão).
Um caso que posso falar aqui, é publico portanto, tem como
representação um acto que nós em Portugal achamos normal, mas que no
resto da Europa é visto como sobreposição dos interesses políticos sobre
o judiciário. Claro que o PS abusa de tal coisa, que se chama a
“prática do beija mão”, em 2015, António Costa convida Joana Marques
Vidal para uma “reunião”, no Largo do Rato onde este com certeza pensava
que a senhora Procuradora era mais uma vendida como todos os
procuradores nomeados pela Partido Socialista que fizeram o seu trabalho
como deve ser, ou seja, distorcer o ritmo normal das coisas no ramo
judiciário, virando o jogo a favor de um Partido, algo duplamente
lamentável, mas que cuja receita queria repetir. Qual foi a resposta de
Vidal? Veja abaixo!

Como qualquer órgão constitucional, e com poderes separados do
governo, a acção foi a mais correcta, a mais ponderada relegando a
batata quente para quem a mandou primeiro. Costa apartir daí teve e
constituiu uma guerra fria com Vidal, até hoje. Até ao dia em que a quer
substituir por mais um amigo seu e do governo do qual é
Primeiro-Ministro não eleito. Um Procurador(a), que abafe os casos dos
seus ex-Secretários de Estado do caso GalpGate, alguém que coloque o
ex-Banqueiro do Regime livre dos seus próprios actos. Duvido, e aqui
tenho sérias dúvidas, se Costa quer Sócrates livre. José Sócrates livre
era um perigo, uma espécie de bomba atómica, para os planos socialistas
de Costa de poder absoluto. Sócrates sabe demais, talvez este tenha um
fim mais condigno com o que fez ao País.
E para reforçar o que acabei de dizer, leiam este excerto do DN de 2015:

Como podem os prezados reparar, a Procuradora colocou-se à disposição
para discutir matérias do âmbito de reformas judiciárias e outros
afazeres para melhorar o processo lento da nossa justiça. Costa recusou a
audiência, não agendando outra. Uma pessoa que queira debater o estado
do País, aceita o convite. Uma pessoa que quer “amarrar”, condicionar,
manipular um dos entes judiciários mais importantes do País, faz isto,
recusa. António Costa é um ditador.
Mauro Oliveira Pires
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