Nunca as coisas foram tão claras como
agora, ao tomarmos conhecimento que Costa não colocou na lista a
apresentar junto do Presidente da República, o nome de Joana Marques
Vidal para o cargo de PGR. E o mais incrível disto tudo é que ele nem
sequer disfarça. Podia ter incluído o nome só para “inglês ver”. Mas
não. O acto de omitir o nome é uma clara mensagem ao Presidente da sua
intenção de não a ver renomeada. Clarinho como a água.
.
Assim, Costa declara que “não vê”
qualquer mérito no trabalho de 6 anos da actual PGR. É isso mesmo!
Portanto, a brilhante “Operação Marquês” que pela primeira vez na
história de Portugal coloca no banco dos réus políticos, banqueiros e
ex-governantes como José Sócrates, Ricardo Salgado e Armando Vara entre
outros por fraude e branqueamento de capitais; a corajosa “Operação
Fizz” contra ex-presidente angolano igualmente por corrupção; o
megalómano “Processo Universo Espírito Santo” sobre o maior colapso
financeiro registado em Portugal com ligações políticas nefastas para o
erário público; e ainda a menos badalada “Operação O Negativo” de que já
nem se fala, mas igualmente grave e que envolve o ex-presidente da
Octopharma e o ex-presidente do INEM, num esquema que envolvia a venda
de plasma sanguíneo, lesando gravemente o Estado, não são currículo mais
do que suficiente para reconduzir esta competentíssima profissional.
Não senhor. É “currículo a mais” para o cargo que se deseja ser
desempenhado por gente frouxa, “amiga do seu amigo”. Ao estilo daquele
que safou Sócrates quando ele era ainda primeiro ministro. Percebem?
.
É preciso, portanto, chutá-la dali para
fora por falta de “perfil adequado”. Porque para governos opacos que
gostam de se mover em lodo, transparência, justiça e separação de
poderes não interessa nem um pouco. Porque isso torna-se um obstáculo ao
“safanço” dos amigos entalados na justiça e que com uma “Joana Marques
Vidal” no caminho, poderão ser uma ameaça, abrindo a boca, levando
consigo outros para o banco dos réus assim que perderem a imunidade
parlamentar. Estão a ver o problema? Assim, Mulheres determinadas,
isentas e sem qualquer hipótese de compadrio, não são desejadas no meio
podre da máfia portuguesa, que ameaça todos de alguma forma, de tantos
tentáculos que os ligam entre si.
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O problema é que ao não reconduzir Joana
Marques Vidal, Portugal perde credibilidade porque está a passar a
imagem para o exterior, de que não privilegia o combate à corrupção,
antes combate quem lhe faz frente de forma exemplar. Cá dentro passa a
imagem de que não existe justiça igual para todos, nem separação de
poderes mas sim, arranjos políticos tal como nos países do 3º mundo. É a
desacreditação total de uma Nação que se diz democrática mas a toda a
hora se comporta como numa ditadura.
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O único que pode e deve salvar a honra
deste país, é o Presidente da República com o poder de decisão que lhe
cabe nestas circunstâncias, de acordo com a nossa Constituição. Será
dele a última palavra. E dele, espera-se sentido de Estado que ponha
ordem nesta bagunça. Falta saber se será essa a decisão, para dar
continuidade a um trabalho louvável e irrepreensível ou se vai deixar
que a política tome conta da justiça em Portugal.
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Esperemos que a defesa pelos interesses da Nação e não outros, fale mais alto na hora de assinar.

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