Sai Marques Vidal, entra em cena Sócrates
28 Setembro, 2018
Foi interessante assistir à
rentrée do desaparecido Sócrates exactamente depois de conhecida a saída
da actual PGR. Coincidência? Nem um pouco. Era exactamente o momento
esperado para iniciar novas “conferências” da treta, já com peito mais
cheio e mais confiante sobre aquilo que ele mais bem conhece e até é
expert: a corrupção e o Processo “Operação Marquês”. Reparam no ar de
satisfação com que se referia à saída de Joana Marques Vidal? Reparam
como ele insistiu em salientar a importância deste momento para a
“democracia”? Pois bem. Se repararam é porque viram o inevitável:
Sócrates sabe o quanto esta saída o vai beneficiar. Simples.
.
Ninguém ficaria feliz com uma
substituição, ainda por cima por alguém de quem não se conhece ainda o
trabalho, de quem não se sabe como vai conduzir todos os processos em
que ele próprio está implicado, se não tivesse tido uma garantia que
ela, a nova PGR, vinha para solucionar o imbróglio em que está metido.
Ninguém! Como pode ele ter a certeza que isto lhe vai correr de feição
para já estar a festejar! Ela até pode ser mais dura e inflexível que a
Dra. Joana Marques Vidal, ou não? Pois. É só reflectir um poucochinho…
.
Porque na verdade, teoricamente, não
sabemos ainda como é a nova eleita. Nem fazemos ideia se ela será mais
sagaz a capturar corruptos! Não sabemos! Ou será que só nós, cidadãos é
que não sabemos o que vem aí?
Mas há mais: a ex-namorada não resistiu
também em manifestar sua grande satisfação com esta substituição ao
mandar um “tweet”. Porquê? O que traz de tão bom assim a nova PGR para
todos se regozijarem desta maneira? Isto é normal? Não me parece.
.
Não deixa de ser curioso também, ver
estes dois a bater palmas à saída da ilustre PGR demissionária numa
altura em que sai notícia sobre uma investigação da PJ à corrupção no
Parque Escolar. Lembram-se do projecto megalómano de Sócrates onde havia
dinheiro para tudo e um par de botas, sem transparência, com valores
abismais, descontrolo total, com derrapagens colossais, obras
sobrevalorizadas, outras com luxos inimagináveis, outras que nem sequer
viram investidos um parafuso numa porta? Pois é. Irá este caso como
tantos outros em que o mestre Sócrates está envolvido por corrupção
passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude
fiscal qualificada, no quadro da Operação Marquês, acabar como o
Freeport e todas as pessoas que o levaram a tribunal, silenciadas?
.
Será o futuro a responder a todas estas
dúvidas. E nós não podemos deixar de estar atentos e exigir que a
justiça, que não nos perdoa quando ficamos a dever uns míseros euros,
com penhoras e cadeia, deixe escapar quem lesou com milhões a Nação. Não
podemos!
De que ri Sócrates? O tempo logo dirá
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