Aos jornalistas da SIC
5 Setembro, 2018
Aos jornalistas da SIC que
chamaram repetitivamente à manifestação de Chemnitz, na Alemanha, de
neonazi e de extrema direita, umas palavras:
Mete nojo ver o jornalismo servir uma
agenda política. Mete raiva perceber que não há qualquer intenção de
informar. Dá náuseas ouvir classificar, vezes sem conta, gente pacífica a
desfilar com fotografias dos seus filhos, pais, netos, irmãos, mortos
barbaramente por criminosos fanáticos, fiéis a uma ideologia medieval e
assassina, de nazis ou radicais de extrema direita, quando não passam
cidadãos em sofrimento, desesperados, revoltados contra esta política de
destruição dos valores ocidentais.
.
Dá asco ver que se esqueceram de
informar que no mesmo dia, radicais de esquerda foram provocar os
manifestantes e que outro grupo de nazis aproveitaram para se juntar
ruidosamente. Repugna ver que desinformar é a táctica para que possam
depois rotular e condenar quem se impõe contra a agenda de migrações
massivas sem controlo.
.
Aprendam que os alemães não são racistas
muito menos xenófobos. São um povo extraordinário, muito inclusivo,
muito respeitador das liberdades individuais, com uma cultura e educação
invejável. Estive na Alemanha e vi multiculturalismo em grande escala a
conviver saudavelmente com a cultura alemã. Vi negócios turcos, vi
negócios chineses, vi negócios mexicanos, vi negócios indianos,
brasileiros, africanos e tantos outros. Mas não vi manifestações de
alemães a pedir expulsão de nenhum deles.
.
Porque os alemães, meus caros
jornalistas fraudulentos da SIC, gostam de pessoas integradas a
contribuir para a economia do país, que pagam impostos, que trabalham
independentemente da sua origem! Têm vergonha do seu passado que
condenam e por isso convivem bem com outras culturas desde que respeitem
o país de acolhimento. Se fossem jornalistas a sério e não jornaleiros,
estariam no terreno a comprovar isso mesmo.
.
Mas não. Isso não interessa porque poria
por terra toda a vossa exausta narrativa de que os cidadãos que
contestam estas migrações massivas são xenófobos. No entanto, sabem bem
chamar os “bois pelos nomes” quando são padres católicos apanhados na
pedofilia. Aí já não chamam “perturbação mental” aos horrores praticados
a inocentes nem escondem a religião a que pertencem. Nem tão pouco
condenam ou acusam de discriminação quem se manifesta contra estes
padres ou o Vaticano. Até batem palmas!
.
Esta fantochada hipócrita a que chamam de
jornalismo é a base da revolta na marcha de Chemnitz e é por isso,
também nas vossas mãos, que corre o sangue destas vítimas. Porque é mais criminoso aquele que permite o assassínio sem o denunciar e condenar, do que aquele que o pratica.
.
Pensem nisso. Pois amanhã podereis ser
vós, os próximos a desfilarem nas ruas com um cartaz de um familiar
morto ao pescoço, às mãos destes “perturbados mentais sem religião”,
onde não faltará gente como vós a chamar-vos de racistas xenófobos por
se terem coibido de fazer o que vos compete: informar com isenção e
seriedade.
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