A
43 Km´s da costa???
É a
primeira vez que vejo esta distancia.
Isto
não serão já os lobbies a trabalhar ??????????????
Petróleo,
ignorância e politiquice — uma coligação de preconceitos
Portugal
vai deixar de consumir petróleo e os seus derivados? Não! Vai impedir
cargueiros com matérias petrolíferas (e outras eventualmente mais perigosas) de
passarem junto da sua costa? Não! Uma plataforma petrolífera a 43 quilómetros é
visível de uma praia ou mesmo de uma casa em cima de um penhasco que não tenha
30 ou 40 andares de altura? Não! As normas de prospeção petrolífera offshore
não são seguras na Europa civilizada? São! Veja-se os casos da Escócia, da
Espanha, ou de um dos países mais ecologicamente avançados e também mais ricos
do Velho Continente — a Noruega.
Portugal vai deixar de consumir petróleo e os seus
derivados? Não! Vai impedir cargueiros com matérias petrolíferas (e outras
eventualmente mais perigosas) de passarem junto da sua costa? Não! Uma
plataforma petrolífera a 43 quilómetros é visível de uma praia ou mesmo de uma
casa em cima de um penhasco que não tenha 30 ou 40 andares de altura?
.
Não! As
normas de prospeção petrolífera offshore não
são seguras na Europa civilizada? São! Veja-se os casos da Escócia, da Espanha,
ou de um dos países mais ecologicamente avançados e também mais ricos do Velho
Continente — a Noruega. Então por que motivo há toda esta agitação, que leva
uma associação a pedir uma providência cautelar contra a prospeção de petróleo
ou gás natural a 43 quilómetros de Aljezur? Não entendo. E só encontro três
motivos: ignorância, preconceito ou politiquice.
.
QUAL
É O RACIONAL DE RECUSARMOS UM BEM COMUM? DESTINOS TURÍSTICOS (CARAÍBAS E
BRASIL) E PAÍSES AVANÇADOS (NORUEGA) TÊM PETRÓLEO OFFSHORE. DAMO-NOS AO LUXO DE DIZER NÃO?
.
Como reza a frase de Musil,
no fim desta página, ao defender os direitos dos seus, prejudica-se os dos
outros. Por isso entendo que haja (no turismo, naquela amálgama BCBG, ou
esquerda caviar, e em pessoas que pensam que tudo vai ficar mais poluído) uma
preocupação com o facto de as tenebrosas agências de petróleo se porem a cavar
nos fundos do nosso mar.
.
Também compreendo a sentença da providência cautelar,
porque esta, ao contrário do que nos fazem crer, não dá razão a ninguém, apenas
acautela interesses e direitos que ficariam anulados caso não houvesse imediata
suspensão (se as perfurações se iniciassem, não se podia impedir que elas
começassem).
.
O que não entendo é como um país que vai continuar a consumir
petróleo e gás importado, a preços mais altos até do que os previstos no
Orçamento do Estado, apesar de todo o esforço meritório que faz nas energias
alternativas (as quais para os transportes, por exemplo, são muito
insuficientes), se dá ao luxo de recusar saber se tem um bem essencial que lhe
poderia dar um certo desafogo. Não entendo como, depois de o Governo ter
estudado o caso, depois de vários técnicos terem analisado, o preconceito se
sobrepõe a tudo.
.
Vamos a factos: a Noruega e a Escócia não são grandes
poluidores, pelo contrário; e têm petróleo offshore; as
Caraíbas são grande destino turístico de praia e estão cheias de furos de
petróleo offshore. O Brasil, idem aspas. Qual é o racional de
não podermos usufruir de um bem comum?
.
A Plataforma Algarve Livre
de Petróleo (PALP) responsabilizar-se-á pelas perdas? Claro que não! Será o
Tribunal? Claro que não! Seremos todos, os contribuintes, cuja maioria, tenho a
certeza, gostaria que houvesse petróleo. Mais que não fosse na esperança de
pagar menos gasolina...
“As associações lutam pelos interesses dos seus associados, enquanto
prejudicam os que não o são” Robert Musil
(1880-1942), austríaco, autor de “Um Homem sem
Qualidades” (inacabado) e de “Ensaio sobre a estupidez” (1937). Escritor
fundamental do século.
À
MARGEM: Em meados da década sessenta, do século passado, em Moçambique, na
margem da Baía do Pongué (lado oeste) a exploração de um poço de petróleo, que
afinal era gas, acidentalmente incendiou-se e as altas chamas mantiveram-se por
meses, vistas na cidade da Beira, até que o especialista, americano. Red Adair,
veio pôr-lhe fim. Apesar do poço de gas incendiado a pouco mais de 30
quilómetros da cidade da Beira, nunca a população foi afectada ou as belas
praias da Ponta Gêa ou as do Macuti foram afectadas, frequentadas por milhares
rodesianos que se instalavam no conhecido resorto Estoril no Macúti.
José
Martins


Sem comentários :
Enviar um comentário