quarta-feira, agosto 22, 2018

PANTEÃO NACIONAL - ZECA AFONSO QUE DESCANSE LÁ"


SPA quer restos mortais de Zeca Afonso no Panteão Nacional



21 de AGOSTO de 2018 - 14:00

O corpo do músico está sepultado no Cemitério de N. S. da Piedade, em Setúbal. Sociedade Portuguesa de Autores promete lutar por transladação para o Panteão Nacional, para honrar "figura marcante".

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A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) propôs, esta terça-feira, que os restos mortais do músico José Afonso (também conhecido por Zeca Afonso), "uma das figuras mais marcantes da história da vida cultural e artística portuguesa", sejam trasladados para o Panteão Nacional.
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"É este o tributo e é esta homenagem que Portugal deve a quem como mais ninguém o soube cantar em nome dos valores da liberdade, da democracia, da cultura e da cidadania", lê-se num comunicado divulgado.
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A SPA "assume publicamente o compromisso de lutar por este legítimo e inadiável ato de consagração que deverá coincidir com os 90 anos do nascimento [de José Afonso] e com os 45 anos do 25 de Abril".
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A SPA acrescenta que "Zeca Afonso é uma das figuras mais marcantes da história da vida cultural e artística portuguesa que influenciou as gerações que se seguiram à sua, tanto do ponto de vista artístico como do político e do moral".
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"Além do compromisso que assumiu com as suas canções na luta pela liberdade e pela democracia, tendo estado preso em Caxias em abril e maio de 1973, Zeca Afonso merece ter a sua obra preservada e edições que representem o seu extenso e inigualável repertório", justifica.
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"Estatuto de património cultural"

No último ano, no âmbito dos 30 anos da morte de José Afonso (1929-1987), debateu-se o facto de ser desconhecido o paradeiro das bobinas originais de gravação de José Afonso. Na altura, o Ministério da Cultura afirmou que era "importante a preservação" do património fonográfico de José Afonso e disse estar a "apurar o paradeiro das gravações".
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Também na mesma ocasião, a SPA realçou a "urgência da reedição da obra" de José Afonso, questão sobre a qual alertou o ministro da Cultura, para que obtenha o "estatuto de património cultural".
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"O presidente da SPA [José Jorge Letria] propôs ao ministro da Cultura [Luís Filipe Castro Mendes] uma intervenção no sentido de se assegurar a competente e adequada reedição da obra discográfica, por se tratar de uma referência obrigatória da nossa vida cultural e cívica", indicou a SPA.

No comunicado agora emitido, a SPA reclama, em nome dos autores portugueses, a trasladação dos restos mortais de José Afonso, sepultados em campa rasa no Cemitério de N. S. da Piedade, em Setúbal.
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A SPA volta a recordar a obra do autor de "A Morte Saiu à Rua" e defende a sua "preservação", "em articulação com os herdeiros de José Afonso", "contra a negligência e incapacidade dos editores que a deixaram gravemente dispersa e abandonada".
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"Zeca Afonso é um símbolo que nunca poderá ser esquecido ou ignorado, embora nunca se tenha batido por atos de consagração e de reconhecimento. Devem ser hoje as novas gerações a aplaudir e a louvar a obra do homem que deixou uma marca perene e profunda na vida cultural e cívica de Portugal", remata a SPA.
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À MARGEM: Estou-me nas tintas que o Zeca Afonso, Mário Soares, Alvaro Cunhal fiquem seus restos no Panteão Nacional. 
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Mais ainda que façam por lá almoçardas, jantaradas, se "peidem", os convidados, depois de comeram à fartazana, em honra da memória dos nossos herois de outras eras.
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Hoje infelizmente não temos heróis daqueles que lutavam pela pátria. Graças ao Senhor temos tido cantadeiras, futebolistas e políticos, cujos estes não fizeram a ponta de um "corno" para a Pátria. 
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O Panteão Nacional está na moda e querem esgotar a lotação, que vai ficar o novo cemitério dos Prazeres. 
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Deveriam, também fazer um pedido para lá depositarem o "Retornado Desconhecido", para recordação futura de um milhão de portugueses, desprezados, que tiveram de fugir de Angola e Moçambique.  
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Ao amigo José Jorge Letria lhe peço desculpa se não gosta do que escrevo e digo-lhe que pode passar por Banguecoque que lhe ofereço outras ameijoas à Bulhão Pato, iguais às que comemos, em minha casa, regadas com vinho e champanhe há 31 anos.
José Martins

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