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Há muitos
portugueses, já com cabelos brancos, nascidos depois da Revolução de Abril,
muitos sem o primeiro emprego, que não compreendem a razão de tamanha tragédia
que assolou a sua Pátria sob os desígnios da democracia e da liberdade. Sou um
feliz, porque ainda estou vivo, que conheço de ponta a ponta a “MERDA” da
revolução dos cravos.
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Os socialistas, comunistas e outros partidos que surgiram
como “míscaros” no pinhal, lambiam-se todos a ver quais deles assumia o poder.
Ouvimos as maiores ”bacoradas” na Assembleia da República que cheiravam a
boçalismo. Em 1980, passado 6 anos da revolução a rapaziada, socialista, já
tinha estoirado com parte do ouro que havia, armazenado na Casa da Moeda.
Portugal estava falido!
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Tinha eu
chegado há pouco tempo a Portugal (1976) e ouvi alto e a bom som a um homem da
rua: “está ver não há nenhum ministro em Portugal, foram todos passear!”
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Viajaram
que se fartaram, com amigos, mulheres, namoradas/namorados.... Voltei a
emigrar, mas agora para Arábia Saudita, Mário Soares, apelava aos emigrantes
que salvassem Portugal da falência fazendo a sua transferência em moeda
estrangeira.Uma meia dúzia de portugueses onde me incluia eu, reunimo-nos, a
maior parte deles duvidavam do pedido de Mário Soares.
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O dinheiro, para eles,
era sangue e ganho nos desertos áridos a temperaturas, por vezes a 55
graus.No meio da reunião eu levantei a minha voz: “rapaziada, é a nossa Pátria,
vamos salvá-la!” Todos, nós na altura fizemos depósitos em Portugal. Outros
acolhidos em países fizeram a sua contribuição e foram os emigrantes na altura
que salvaram Portugal da falência.
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Para finalizar os outros partidos que por aí
seguem, às marradas uns aos outros não são melhores, são farinha do mesmo
taleigo.~
José
Martins
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