Santana (tentou mas) não conseguiu chegar a Monchique
Pedro
Santana Lopes foi impedido, esta terça-feira, de chegar a Monchique,
onde queria dar um abraço ao autarca local e à população. O
ex-primeiro-ministro não quis comentar se o seu gesto é uma crítica ao
chefe de Estado e ao primeiro-ministro, que ainda não foram à vila
afetada pelas chamas.
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Santana
Lopes contrariou a postura de Marcelo Rebelo de Sousa ou de António
Costa e rumou, esta terça-feira, ao Algarve, onde pretendia encontrar-se
com Rui André, presidente da Câmara de Monchique (PSD). Ao JN, ex-lider
do PSD descreveu que tentou aceder à vila de Monchique pela EN 266, mas
que acabou por se deparar com a barreira da GNR, já que aquela via é
uma das que estão cortadas devido às chamas e através da qual só
transitam ambulâncias e autoridades.
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O
imprevisto com que se deparou o ex-primeiro-ministro foi revelado pelo
site do semanário Sol, que adiantou que o incidente ocorreu a caminho da
aldeia de Rasmalho.
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"Educadamente,
uma brigada da GNR disse-me que por razões de segurança não poderia
continuar. Queria ir lá expressar a solidariedade com presidente da
Câmara, com quem tenho estado em contacto. Ainda tentei depois, através
de um outro acesso, que passa perto da ETAR, mas foi em vão. Tentarei
voltar amanhã", disse ao JN.
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O
ex-primeiro-ministro lembrou que, ainda na corrida para as diretas do
PSD, fez questão de ir aos territórios atingidos pelas chamas trágicas
de Pedrógão e de outubro de 2017, ao contrário do seu opositor Rui Rio,
atual presidente do PSD. "Sempre fui de forma anónima, sem qualquer
aparato atrás de mim, porque aquelas pessoas merecem todo o apoio que
lhes possa ser dado. Não gosto de ir com aparato e quem me conhece sabe
que sou assim", apontou.
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Se Marcelo
Rebelo de Sousa já disse que não irá para já a Monchique, para não ser
motivo de semelhantes críticas às que a Comissão Técnica Independente
aos incêndios de Pedrógão Grande fez à sua ida ao terreno em junho de
2017, ou António Costa revelou que está acompanhar o incêndio de
Monchique ao longe, Santana Lopes garante que "as pessoas de Monchique
estão a passar por momentos muito difíceis" e que "por isso é importante
manifestar qualquer tipo apoio".
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"Não
julgo as razões dos outros [Marcelo e Costa]. Não faço as coisas com a
intenção de apontar fragilidades seja ao que for", defendeu.
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Santana Lopes anunciou, no sábado, que vai sair do PSD para formar um novo partido.
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