quinta-feira, agosto 09, 2018

"MAS QUE SILÊNCIO ENSURDECEDOR"

(Texto a seguir de um nosso colaborador)
Além do Silêncio Ensurdecedor do Partido que se propõe lutar pelos direitos dos Animais, Natureza e Pessoas mas, afinal, NADA DIZ sobre as condições de Tratamento de Bombeiros e elementos GNR a Combater os Fogos de Monchique (a dormirem no chão e sabe-se lá que mais...), Populações Deslocadas, Floresta Ardida ou Animais que Perderam o seu Habitat e "Insectos que Também têm Sentimentos" (não dão é Tanto Impacto como Touradas ou Animais em Restaurantes; pelo menos as Touradas "dão" Muiiiiiito IVA ao Governo - IMBECIS que os Contribuintes Pagam!) temos também a Prova Provada da Batalha da Prevenção de Fogos Florestais GANHA (eduardo cabrita , Ministro da Administração Interna em 21/03/2018): De que serve Ganhar uma Batalha se Perdemos a Guerra?

Rui Gustavo
Jornalista de Sociedade

Primeiro foi o calor extremo, agora é o vento forte: o incêndio de Monchique continua incontrolável pelo quinto dia consecutivo. Ontem, a meio da tarde, chegou a estar perto de ser declarado extinto, mas durante a noite e a madrugada entrou no perímetro urbano de Monchique, obrigando à evacuação de centenas de pessoas em várias aldeias. Hoje de manhã a situação é dramática e apesar de descida acentuada da temperatura, o vento forte é agora o inimigo.Já arderam 20 mil hectares de floresta, há casas destruídas e 29 pessoas ficaram feridas. As chamas ameaçaram o quartel dos bombeiros e o convento de Nossa Senhora do Desterro. Mais de mil homens combatem as chamas, alguns em condições muito precárias, como
Expresso Diário denunciou ontem, noticiando o facto de haver bombeiros que combatem o fogo a dormir no chão .

O mais impressionante ou chocante de tudo isto é que estava, literalmente, escrito nas estrelas: antes do verão um estudo universitário identificava a zona de Monchique como aquela onde era mais provável que ocorressem grandes incêndios. Ainda em choque com as tragédias de Pedrógão e do Pinhal Interior - morreram mais de cem pessoas há menos de um ano, não podemos esquecer - o Governo anunciou um esforço nunca visto para prevenir e combater os incêndios. Nunca se limpou tanta mata e vegetação; os meios, ainda que insuficientes, também nunca terão sido tantos e, no entanto, à primeira prova de fogo continuamos a mostrar a nossa impotência.

É verdade que os fogos, como o vento e o calor, são inevitáveis. Mas há muito trabalho por fazer, a especialização das equipas e a profissionalização dos bombeiros, defendida pelas equipas de trabalho que analisaram os grandes fogos do ano passado ainda está por realizar e ainda não foi encontrada uma forma de interiorizar que o combate aos fogos se faz durante o ano todo. A associação de bombeiros profissionais vai pedir uma audiência ao ministro Eduardo Cabrita para tentar perceber porque é que cinco dias ainda não foram suficientes para extinguir o fogo. E o verão ainda está a meio.

O fogo está nas primeiras páginas de todos os jornais de hoje que ajudam a perceber o que ainda está mal. O
Público noticia: "Plano de gestão para Monchique parado há sete meses". Um projeto estruturante para Perna Negra, precisamente onde o fogo começou, está na gaveta à espera de aprovação perante a incompreensão da Associação de Produtores Florestais. Estavam previstos caminhos e pontos de água para combater os fogos. Parece simples. O Correio da Manhã publica uma foto impressionante das chamas a cercar Monchique e o JN, mais pessimista, descreve um "Inferno sem fim à vista". No I, um problema: "173 chamadas sem resposta" para o 112, no domingo. De acordo com este jornal, amanhã, quinta e sexta "meio país será atendido por apenas três pessoas".É um ponto fraco. No DN, a rendição: "Fizemos tudo o que devíamos e perdemos tudo na mesma". No Expresso Diário, o fim: "Não ficou nada para contar a história".

No dia 7 de agosto de 1794 realizou-se em Lisboa o último auto-de-fé da inquisição. As chamas eram então alegóricas, pintadas em barris onde os condenados à morte eram sufocados com um garrote. O último condenado escapou à morte, tendo sido condenado a uma pena de prisão por ter insultado a igreja. As chamas reais não são tão misericordiosas.
FRASES
"Um amigo meu disse-me que há uma desorganização total"
Fernando Curto, da Associação de Bombeiros profissionais, sobre o combate ao fogo de Monchique
"Estou em contacto permanente"
António Costa, primeiro-ministro de férias e ligado ao twitter, sobre o combate ao fogo

"Portugal aprendeu com Pedrógão"
Marcelo Rebelo de Sousa, otimista (ou sem perceber o que se passa...)
...E O MINISTRO QUE NEM SE DEMITE; COM OU SEM CONFIANÇA POLÍTICA DO "FÃ DE FÉRIAS", DEMITIR-SE DEPOIS DAS IMBECIS DECLARAÇÕES DE BATALHA DE PREVENÇÃO GaNhA, SERIA O MÍNIMO PARA MANTER A CARA LIMPA...!!! 

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