Salário mínimo "não é suficiente para trabalhadores viverem"
A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) considerou esta quarta-feira que o salário mínimo em Portugal, embora possa parecer estatisticamente elevado, é ainda "muito baixo" em termos absolutos e insuficiente "para que os trabalhadores vivam com o que ganham".
A
conclusão integra um estudo da CES intitulado "os salários mínimos não
devem ser salários pobres", distribuído à imprensa pela UGT.
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De
acordo com o documento, 10 dos 19 países da União Europeia analisados
têm um salário mínimo nacional cujo valor fica 50% abaixo do salário
mediano (valor que fica no centro entre o mínimo e o máximo) e todos
ficam abaixo do salário médio nacional.
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No caso de Portugal, que
tem um salário mínimo de 557 euros, à primeira vista o valor poderia
parecer estatisticamente "muito elevado", uma vez que representa 58% do
salário mediano nacional e 42% do salário médio, avança a confederação
sindical.
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Porém, a CES sublinha que isto acontece porque a escala
dos salários em Portugal -- tal como na Roménia - é tão baixa que "o
nível de salário mínimo aparentemente alto em relação ao salário médio
não é suficiente para que os trabalhadores vivam com o que ganham".
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Ou
seja, segundo o estudo, "58% de um salário mediano muito baixo em
Portugal ainda é um salário mínimo muito baixo em termos absolutos,
embora estatisticamente pareça bastante elevado".
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Tanto em
Portugal como na Roménia, o salário mínimo parecer elevado em relação ao
salário médio nacional resulta de "uma distribuição salarial desigual,
com uma alta concentração de assalariados na parte inferior da escala
salarial", lê-se no documento.
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Segundo a CES, os exemplos dos
dois países mostram que é preciso uma política europeia com medidas para
fortalecer a negociação coletiva, "a fim de estabilizar e elevar a
estrutura salarial total e de mudar a distribuição salarial desigual".
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A
confederação lembra que o objetivo comum da UE para os salários mínimos
é garantir uma remuneração de pelo menos 60% do salário médio
relevante.

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