TAP acaba com viagens grátis do Governo
A
transportadora está a negociar com o Executivo o atual regime de
viagens oferecidas. As novas regras, que vão entrar em vigor
rapidamente, passam port tarifas especiais ou pacotes de descontos.
A TAP está a trabalhar com o Governo na definição de novas regras para as viagens dos membros do Executivo, avança esta quinta-feira o Jornal de Negócios
(acesso pago). Até agora, não pagavam bilhete e a prática comum era
terem ainda um upgrade para classe executiva. A solução em negociação
poderá envolver a criação de tarifas especiais ou pacotes de descontos.
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“A TAP
está a trabalhar com o Governo no estabelecimento de novas regras sobre
as condições a aplicar nas viagens de servidores públicos, a adotar
proximamente”, confirmou ao Negócios fonte oficial da empresa detida em 50% pelo Estado e 45% pelo consórcio Atlantic Gateway,
liderado por Humberto. “A necessidade de adaptação das condições é
ditada pela observância das regras de mercado em que a TAP opera”,
acrescentou a mesma fonte.
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Apesar de ainda não estar nada definido,
o fim das viagens grátis é um ponto assente, já que a empresa se rege
pelas regras do privado. A solução, que está a ser negociada entre a TAP
e o Ministério do Planeamento que tem a tutela da empresa, passará pela
criação de tarifas preferenciais para as viagens de membros do
Governo e de pacotes de desconto para todos os destinos servidos pela
companhia aérea. O objetivo é encontrar uma solução justa para ambas as partes. Não há prazo para a conclusão das negociações.
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À MARGEM: Boa ideia acabar com as viagens de borla a membros do Governo. Esta rapaziada, do governo, adora regalias e mais outros privilégios, inclusivamente, assentarem o "traseiro" nos bancos de 1ª classe, com direito a boa paparoca regada com champanhe. Ora, por exemplo, se a TAP voa para determinado país se nele há uma embaixada portuguesa o chefe de missão e a mulher tem o direito de viajar em primeira classe. Quando a TAP voava para Macau e fazia escala em Banguecoque, o embaixador acreditado na Tailândia viajava para Lisboa e vice verso sem pagar um cêntimo. Houve um caso em que o embaixador (não nomeio o nome, porque já partiu para a eternidade), reclamou aos serviços centrais da TAP que ao fim da refeição, nas alturas, pediu queijo à hospedeira e não havia. Fui eu que bati à máquina a reclamação.
José Martins
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